Arquivo de 23 de Abril, 2013

A singularidade da obra de arte

Tema de escrita: De que forma a reprodutibilidade técnica altera a natureza e a função social da obra de arte?

A obra de arte na era da sua reprodutibilidade técnica, pelo filósofo Walter Benjamin sobre a obra de arte no séc. XX, surgiu numa altura em que a fotografia e o cinema ganhavam cada vez mais importância na sociedade. Neste aspecto, Benjamin procura salientar a temática da “reprodutibilidade técnica” da obra de arte (fotografia e cinema), ao contrário da reprodutibilidade mecânica que já existia por essa altura.

Walter Benjamin pensa as obras de arte como tendo uma “aura”, ou seja, como tendo algo original e que faz dessa mesma obra de arte um objecto único e singular que é apresentado à sociedade. Estas obras de arte com a sua “aura”, tinham a função de mostrar à sociedade a beleza estética e o valor único da própria arte, tendo também uma função de “mensageiros” de emoções por parte dos artistas. De facto, a arte era algo único e esta singularidade poderia querer demonstrar que as mais belas obras só poderiam ser devidamente observadas ou interpretadas por uma elite social: um estrato da sociedade mais culto e intelectual que soubesse apreciar essas obras de forma devida.

Com o aparecimento da reprodutibilidade técnica, principalmente na fotografia e no cinema, e o consequente desaparecimento das suas “auras”, a obra de arte perde a sua singularidade e originalidade. Com a reprodutibilidade técnica as obras perdem de alguma maneira a sua importância e o seu valor, pois passam a ser massivamente copiadas. Por exemplo, no caso do cinema, é possível adquirir de forma grátis e sem qualquer esforço um filme através da Internet, não sendo necessário a sua compra. O mesmo se passa com a música. Apesar de a obra ser a mesma, o facto de não ser o original, leva a que não tenha o mesmo valor. Deste modo, é possível verificar os preços astronómicos das “verdadeiras” e “originais” obras de arte.

É possível concluir que a reprodutibilidade técnica das obras de arte e a sua massificação são fruto da era industrial. Uma era onde a beleza do original e do intelectual não é importante. O que importa é a venda massiva, a reprodução e o capital. No entanto, apesar de à primeira vista obra de arte ser a mesma que a original, ela nunca terá o mesmo significado e valor.

Nuno Morgado

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A Simulação Óptica como uma alternativa e único meio de conhecimento do nosso exterior

Viajar no espaço… Este sempre foi um dos sonhos da humanidade. E, com a tecnologia que possuímos hoje, já é possível que o homem faça viagens para fora do próprio planeta. Porém, para conhecermos a fundo o universo onde vivemos e ainda nos é pouco conhecido, foram enviados satélites para que se faça este estudo de reconhecimento. O homem não precisa pisar em Marte, por exemplo, para saber o que este planeta tem ou deixa de ter. O que as máquinas espaciais e satélites proporcionam para os astrônomos e cientistas é uma representação óptica real do que existe fora do planeta.

Seguindo este raciocínio, a tecnologia de hoje pode nos proporcionar experiências magníficas de viagens pelo espaço, e mais incrível, sendo dentro do próprio planeta Terra ou não.

Existem softwares que nos dão a experiência de viajar para o desconhecido, podendo ser uma cidade que nunca vimos, um estado ou país que temos a vontade de visitar, ou mesmo visualizar nossa casa em uma foto tirada de satélite. Mas, o que isso proporciona para nós, usuários destes softwares de representação gráfica, além da visão dos lugares?

A resposta é que ainda nos é muito limitada a “viagem” por estes programas, embora seja um avanço incrível da tecnologia. Sabemos que podemos andar pelas ruas de algumas cidades, entrar em alguns museus para ver suas obras, etc. Mas, isto tudo é apenas o que nos é oferecido, ou seja, não podemos ir além do ponto de vista que o programa nos permite. Não podemos entrar em uma loja, por exemplo, naquela rua que visitamos ou não podemos ver todas as obras de um museu, a não ser aquelas que a instituição permitiu que o software nos reproduzisse.

Porém, se não levarmos em consideração estas limitações, podemos perceber que esta é uma experiência que não tínhamos alguns anos atrás, apenas.

O que me parece mais extraordinário, é a capacidade destes softwares, com reproduções a partir de fotografias de satélite, a reprodução óptica do universo em volta do planeta Terra. Esta sim, ao meu ver, é uma experiência que, pelo menos em nossos tempos atuais, podemos apenas “viajar” pela tela do computador.

A baixo está um vídeo feito pelo Museu Americano de História Natural, intitulado “The Know Universe”, que nos dá uma ideia de viagem ao espaço sideral, no total de 5 bilhões de anos-luz do nosso planeta. O que nos faz refletir que a tecnologia está avançando tão depressa, que logo nos seria possível visitar outros planetas e galáxias, mesmo que seja holograficamente.

Francimar Santos

Viajar no Espaço

Com o avanço da tecnologia passou a ser possível viajar,  visitar espaços e viver experiências artísticas de uma forma mais cómoda, barata ou até antecipada em relação à experiência propriamente dita.

A criação do Google Earth veio possibilitar o conhecimento de todo o mundo, a observação de monumentos e até possibilita uma visão a partir do chão, com imagens em 3D. Este tipo de tecnologias significa um avanço no conhecimento geral dos seus utilizadores, que passam a poder viajar no espaço, conhecer cidades e monumentos.

Estes dispositivos são também possíveis em museus, sendo assim possível fazer-se visitas digitais a estes espaços, conhecer o próprio museu, as obras de artes e ainda receber alguma informação sobre as mesmas. Estes dispositivos são uma grande vantagem para um maior conhecimento por parte dos utilizadores, um incentivo para o cultivo da cultura geral e uma forma bastante económica de se fazerem visitas a museus. Estes dispositivos podem-se tornar negativos para os museus, que correm o risco de perder clientes, mas apesar disso continua a haver uma preferência pela visita real aos museus.

É desta forma que este tipo de dispositivos foram criados para facilitar e melhorar o conhecimento dos utilizadores e incentivar a curiosidade pessoal, de uma forma mais cómoda e económica para os utilizadores.

O grupo Teatro para alguém e o grupo Teatro Uzyna Uzona

Aqui um exemplo de um grupo de teatro que tem suas produções exclusivamente para a Internet.

Teatro para alguém

“Renata Jesion e Nelson Kao são os idealizadores do Teatro Para Alguém e, desde o início do projeto, mantiveram como um dos principais objetivos do TPA a troca de experiências com artistas que quisessem se aprofundar na experimentação do viés tecnológico das artes cênicas, a partir do advento da internet. Artistas vindos de diferentes direções se aproximaram do TPA com esse mesmo desejo em comum. Em junho de 2011, alguns deles se juntaram a Renata e Kao nesse grande laboratório de experimentação que é o Teatro Para Alguém. Assim, com a chegada dos atores Zemanuel Piñero e Adriano Costello, as atrizes Vera Bonilha e Bianca Lopresti, o ator e preparador de atores Luiz Mario Vicente e a dramaturga e roteirista Drika Nery, o grupo se revitalizou.

A fricção criativa desses artistas (mais cerca de 250 profissionais que já trabalharam no TPA desde o seu início) alimenta este espaço digital a experimentar linguagens de espetáculos que misturam artes cênicas, cinema, vídeo e internet. ”

site do grupo teatro para alguém

Aqui ainda um outro grupo brasileiro que possui uma plataforma no live stream onde apresenta suas peças ao vivo.

site do grupo oficina teatro Uzyna Uzona

página do live stream com peça do Uzyna Uzona


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