Arquivo de 25 de Abril, 2013

Encontro com as musas

Os museus abriram as portas… muitas das mais importantes casas das musas se tornaram mais acessíveis ao público. Para milhões e milhões de pessoas que tinham o interesse em saber como eras dispostas as mais famosas obras de arte da história em suas respectivas casas, foram criadas várias plataformas que contribuíram para esse acesso.

A importância dessa abertura implica na possibilidade de muitos estudantes e curiosos de diferentes sítios do planeta, se sentirem mais próximos do que antes era só possível através da reprodutibilidade em meios impressos, o que vinha ocorrendo desde a proliferação da imprensa.

As antigas imagens para existirem dependiam diretamente da visão e a boa manualidade do artista que a produzia, em diferentes técnicas como água forte, xilogravura e litogravura. Após o surgimento e uso da fotografia a partir do séc. XIX, o que antes parecia uma ideia do que a imagem representava passou a ser a cópia fidedigna do sujeito em questão. Mesmo assim, a noção de amplitude era restrita a impressão, além do que a qualidade e resolução da fotografia em se, subtrai muitos dos particulares compreendidos em uma pintura por exemplo, sintetizando suas nuances e pinceladas.

A nova maneira de explorar os museus trás a possibilidade de examinar minunciosamente as texturas e pinceladas produzidas pelos artistas em suas obras, o que em loco não é possível devido aos sistemas de alarmes e barreiras que impedem ao expectador maior contato, o que de certa maneira é muito justo por conta da salvaguarda das obras. Através do novo meio é possível caminhar pelos corredores e salas que estão presentes as obras de arte, possibilitando a muitas pessoas que em sua vida jamais teriam condições financeiras de fazer o mesmo percusso devido às distancias.

http://www.louvre.fr/llv/commun/home.jsp

Sem dúvidas os museus faturam muito com esse tipo de exposição virtual, a venda de suovenir e réplicas de pinturas famosas interessa a todos os visitantes e o qual é possível comprá-los através dessas plataformas.

Muitas pessoas questionam se esse novo método de visita  implicará numa possível queda nas visitas aos museus, mas essa possibilidades é totalmente remota; quem frequenta um museu é sem dúvidas alguém interessado por arte ou ao menos um curioso.  Além do que existe uma certa  mobilidade das obras expostas, variando as temática e gêneros.

Nem mesmo aqueles que não entendem nada de arte quando entram em um museu e se deparam com as obras que só tinham visto através de imagens são envolvidos e enfeitiçados pela “aura”  descrita por Walter Benjamim.

Luís da Paixão

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Remediação da perspectiva

Uma das maiores invenções de maior impacto no Renascimento italiano no séc. XV foi a perspectiva linear, com um ponto de fuga e para tal proposito muitos artistas utilizavam uma máquina chamada perspectografo  atribuída sua invenção a Leonardo da Vince.  O uso do objeto consistia em ver a paisagem ou objeto desejado através de um pequeno orifício em uma tábua e mais a frente um retângulo de vidro quadriculado, possibilitava ao artista desenhar aquilo que observava em proporções justas dando os efeitos causados pela ótica.

Mas tarde no período Barroco uma antecipação daquilo que futuramente seria utilizado para desenvolver a máquina fotográfica foi utilizado por muitos artistas; a câmara escura consistia em uma caixa fechada que possuía um pequeno orifício  com uma lente, por este orifício era projetado ao interno da câmara a imagem exterior, porém invertida. Jan Vermeer, um dos grandes artistas flamingos  se favoreceu muito desta técnica. A perspectiva projetada pela imagem invertida era de excelente qualidade modificando-se de acordo com a lente utilizada. As obras auxiliadas por esse aparato técnico criam a sensação do real em pequenas ou gigantescas “janelas pintadas”.

Nas oficinas dos artistas existiam muitos aprendizes que acompanhavam os mestres nas execuções de muitos trabalhos e também para aprender ou aprimorar os ofícios copiavam as obras assim exercitando as técnicas onde que de certa forma os meios de remediações estavam presentes.

Há pouco mais de um ano foi descoberto no museu do Prado uma cópia fiel da obra La Gioconda de Leonardo da Vince; depois de muitos estudos chegou-se a um parecer que a obra foi executada por um de seus alunos e que a copiou tendo como referencia a original. Com isso descobriu-se  a verdadeira tonalidade da obra visto que a original sofreu muito com a ação das antigas intervenções e do  tempo. Nesse caso a remediação  favoreceu a possibilidade de conhecer um pouco mais das particularidades da paleta de cores que Leonardo da Vince usava.

 

Hoje, pode-se prevalecer de imediacia por exemplo, como o ato de usar uma imagem de um dos quadros de Jan Vermeer  como proteção de ecrã do computador; mantem-se a fina imagem da realidade da obra de arte alterando o meio em que ela é exposta. A partir desse momento não se tem noção de qual o suporte original da obra, poderia ser pintura óleo sobre madeira ou tela, mas na realidade da imagem computadorizada  isso é altamente irrelevante.

Luís da Paixão.

Novas Formas de Ver Arte

Tema de escrita: De que forma a reprodutibilidade técnica altera a natureza e a função social da obra de arte?

Ao longo dos anos, as obras de artes foram sofrendo uma evolução ao nível da sua reprodutibilidade técnica enormes. Inicialmente a reprodutibilidade técnica simplesmente não existia devido ao facto de também não existirem meios para isso. No entanto, essa reprodutibilidade, que se divide em reprodução manual (como pro exemplo, a xilogravura) e em reprodução mecânica/técnica (fotografia ou cinema) sofreu uma aceleração na passagem entre estes dois tipos de reprodução.

É certo que estas reproduções, na maior parte dos casos, são cópias perfeitas das obras de arte originais, porém, penso que se perde o objetivo principal da obra de arte. Só pelo facto de haver reproduções, a obra original deixa de ser única, deixa de ser autêntica, e passa a ser algo massivamente reproduzida, como é o caso de obras mundialmente conhecidas (Mona Lisa, A Última Ceia, etc), e pode ter repercussões positivas ou negativas. O que acabará por acontecer é que o autor da obra, e o seu trabalho podem ficar conhecidos e tornar-se famosos. Se isso acontecer a obra torna-se vulgar e pode até mesmo vir a ser banalizada.

A nível social, penso que esta reprodutibilidade da obra de arte trouxe algumas vantagens. A principal é o facto de as pessoas terem um maior acesso, e mais facilitado, às obras de arte. E isso é uma grande vantagem das reproduções das obras de arte. Nem todos podem-se dar ao luxo de ir visitar por exemplo o Museu do Louvre, mas têm o mesmo direito de admirar as obras que estão lá expostas. Assim, a apreciação de da arte deixa de estar cingida a uma “elite”.

Um exemplo deste fácil acesso às obras de arte e aos museus é o projeto da Google: Google Art Project.

Com esta funcionalidade, nós podemos escolher o museu que queremos visitar, e com apenas alguns cliques, conseguimos visitar o museu, ver as obras expostas, em qualquer lugar que nós estejamos, desde que tenhamos Internet.

É neste sentido que a reprodutibilidade técnica altera a natureza e a função social da obra de arte. Como hoje em dia já temos várias formas de aceder às obras já não precisamos de nos deslocarmos, nem de gastar dinheiro para ver as obras de arte.

Filipa Machado


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