A remediação do sujeito

O nascimento da primeira rede social consistia em manter os vínculos com os amigos de faculdade, muito utilizado nos Estados Unidos e Canadá, isso em 1995. O site http://www.classmates.com/ ainda cobrava uma taxa aos usuários para a manutenção do mesmo. Como os antigo clubes e associações que reuniam as pessoas para regozijarem, assim servia aos antigos estudantes o classmates.

Em relação aos antigos clubes, no Brasil esta realidade já está em desuso há muito tempo, visto que os novos condomínios agregaram aos complexos de habitação todos os meios que atraiam as pessoas para diversão, confraternizações e entretenimentos coletivos (quadras poliesportivas, espaços gourmet, piscinas…) que tinham o poder de reunir os associados muito diferentes em um mesmo espaço.

Dez anos após a criação da primeira rede de amigos, o barateamento à acessibilidade aos novos meios tecnológicos gerou também os novos condomínios virtuais; onde as pessoas que interagem redefinem o modo de socialização. O novo sujeito virtual vive em mundo criado por ele a través dos softwares http://www.orkut.com, http://br.linkedin.com/, http://www.twitter.com, http://www.facebook.com/, o poder da ubiquidade faz o sujeito brincar de deus possibilitando-o a personalizar tudo, com essa sensação de controle, o possibilita deste modo à construção de uma nova identidade.

Os estudos da pesquisadora Sherry Turkle, comprovam que a necessidade de ligação virtual com outros sujeitos inicialmente era visto de forma saudável e de muitos benefícios como aproximar os amigos e conhecidos, contudo com o passar dos anos ela começou a identificar os problemas em estar permanentemente conectado. A nova maneira de associação causa aos sujeitos que interagem um isolamento, mesmo quando estão reunidos fisicamente, os dispositivos móveis são os grandes vilões da vez.

Principalmente os adolescentes são vítimas desse novo sistema de criar “amizades”, a objetificação do outro é cada vez mais atraente potencializando a carga afetiva a esses meios, hoje eles passam horas e horas conectados virtualmente criando uma espécie de simbiose com a plataforma virtual, mas esse tipo de conexão poderia ser mais intitulado como uma protocooperação, pois nesses indivíduos não existem obrigatoriamente em uma inter-relação física, como se pode chamar de “amigo” alguém que só existe enquanto aquele meio tecnológico está ligado? Alguém que supostamente só se conhece a identidade virtual? Visto que qualquer pessoa pode construir seu avatar nessas redes sociais e parecer ser a pessoa mais interessante que existe; este tipo de relação é muito mais perigosa do que parece ser.

Luís da Paixão.


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