TEORIA DOS MÉDIA SEGUNDO MCLUHAN

É através da história e da teoria dos média, que conhecemos o processo pelo qual os meios de comunicação se modificam, fazendo com que isso se reflita na sociedade, através das novas linguagens e novas produções mediáticas.

Segundo Marshall McLuhan, a história dos média está dividida em quatro períodos; primeiro, na era tribal/oralidade, onde os sentidos da audição, do gosto e do olfato são mais desenvolvidos do que a visão; favorece um maior envolvimento, mais espontâneidade nas interações; transformando as formas de pensamento mais holísticas e intuitivas. A era escrita, onde o que predomina é a visão; favorece a distância individual em vez do envolvimento tribal; a lógica e o pensamento linear e o desenvolvimento da matemática, da ciência e da filosofia. Na era da imprensa/“Galáxia Gutenberg”, acentua o predomínio da visão; promove o desenvolvimento da ciência e do individualismo; a estandardização da comunicação escrita realizada pela imprensa antecipa o modo de reprodução industrial, assim como a estandardização da línguas nacionais que produzem o nacionalismo. E por fim a era eletrônica/média eletrônicos, a televisão e os meios eletrônicos favorecem a participação e a espontâneidade; o declínio do pensamento lógico e linear na cultura eletrônica; promovem também a retribalização da humanidade.

Para McLuhan, todas as inovações que ocorrem nos média, na comunicação, é vista como uma extensão, que amplifica um órgão e intensifica um sentido ou uma função. Em sua obra, “Os média como extensões do ser humano (Understanding media)”, também classifica os meios de comunicação entre meios quentes e meios frios, e estes se baseiam na presença dos diferentes sentidos no canal de comunicação e o grau de participação do interlocutor, leitor e espectador. Segundo o autor, um meio quente é aquele que prolonga um único de nossos sentidos e em “alta definição”, (alta definição se refere a um estado de alta saturação de dados). Os meios frios são de “baixa definição”, e por serem de baixa definição acabam fornecendo pouca informação, deixando muita coisa a ser preenchida pelo receptor.

O cinema e a fotografia são meios quentes porque possuem muitas informações, portanto não exigem muito esforço por parte do receptor, diferente dos meios frios, que exigem uma participação elevada para o entendimento e conhecimento, como é o caso da televisão e do telefone. A rádio é um meio quente, podemos fazer outras coisas enquanto estamos ouvindo, mas não fazemos outras coisas enquanto estamos assistindo à televisão, o telefone é um meio frio porque o interlocutor precisa de uma resposta. Os meios quentes se adequam, imagem e áudio se juntam roubando o espaço da imaginação, ao contrário dos meios frios que possibilitam a imaginação e criação, ampliando o raciocínio.

Podemos perceber que através dessas mudanças ocorridas ao longo da história dos média, a tecnologia atinge fronteiras e amplia as ferramentas de comunicação, essas mudanças específicas acabam moldando também o ser humano.

Suéllen Dias


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