O outro lado

Mascaras

Até hoje nas aulas têm se falado muito sobre a possibilidade que os meios digitais proporcionam seus usuários(ou seriam dependentes?) uma nova forma de ser. Podemos através da internet, dos meios digitais e das redes sociais sermos aquilo que não somos. É nossa chance de nos refazermos perante a sociedade e a nós mesmos.

Mas existe o lado B desta teoria: As pessoas que vêem nestes meios uma oportunidade de serem quem realmente são. Por N fatores, muitos de nós não temos total liberdade perante a sociedade para sermos quem somos.  Até mesmo, por interpretar diversos papéis sociais e relacionais, muitos de nós- os seres humanos- temos muita dificuldade de encontrarmos nosso rosto biológico no meio de tantos outros artificiais que possuímos.

O que acontece muitas vezes são pessoas vendo no meio digital um forma de expressão mais pura e sem rótulos.

Se formos pesquisar essa teoria mais profundamente perceberemos que diversos fatores contribuem para que as pessoas tenham mais coragem de se reafirmarem por um avatar, ou um perfil na internet, onde a presença física não é necessária do que propriamente no convívio  corpo a corpo.

Muitos casos hoje em dia podem comprovar isso. Muitos dos homossexuais só podem se afirmar em páginas na internet, onde se controla(ou não) o acesso. Isso acontece porque socialmente ainda não podem se afirmar como tal. Problemas sociais, familiares e afetivos permeiam essa escolha de se SER apenas online.

Outro caso são as pessoas extremamente tímidas que na internet  podem se expressar com mais facilidade. O contato virtual incentiva as pessoas a ficarem mais corajosas, muita das vezes, falam coisas pela internet que jamais teríamos coragem de falar ao contato corpo a corpo. A presença humana intimida…

Alguns casos mais sérios também podem ser mencionados: Quantas pessoas não são descobertas como assassinas, pedófilas entre outros comportamentos através da internet. Normalmente são pessoas que na vida “real” não aparentam ser nada disso.

No fim podemos perceber que a relação do ser humano com a máquina está longe de acabar e de ser entendida por completo. Quem sabe daqui a 200 anos as pessoas que vivam neste planeta saibam lidar, ou pelo menos explicar a nossa relação como nossas próprias criações…

Carolina França Corrêa


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