Deepweb: o lado obscuro da Internet

Em 2004, ano de lançamento da Web 2.0, a empresa O’Rilley Media implementou um novo formato de plataforma online que permitia a edição direta no browser (sem ajuda de um processador de texto), acesso a redes sociais ao longo do mundo, sites de debate, etc. em que a codificação das páginas era subdividida em “camadas”. A primeira camada, a chamada Internet comum é apenas a ponta do iceberg; é basicamente a parte utilizada diariamente, o suposto limite que até a nossa avó acessa. É a parte atingível através do Google e que toda a gente entra normalmente e sem medo (teoricamente).
No entanto, existem diversos layers  inferiores, sites encriptados, onde o acesso é apenas conseguido através de programas específicos, a chamada Deep Web. Existe um bom motivo para esses sites serem criptografados e acessados apenas via proxy (mecanismos que dificultam o rastreio do IP de rede). E qual é esse motivo? Simples: a Deep Web é uma espécie de Cova da Moura da Internet. Aqui estão registados o que de mais perverso o ser humano pode produzir. Pedofilia pesada, tráfico de armas, drogas, órgãos, assassinos de aluguer, seitas macabras, hackers, etc. Este lado da Internet é utilizado por agências governamentais e outros membros de autoridade, que a partir daí seguem e controlam a vida das pessoas e tudo o que a envolve. Escutas telefónicas pra quê? Temos internet.
Existem cada vez mais numerosos casos de fraudes digitais, cyberbullying, invasão de identidades, entre outros, graças à crescente utilização da sociedade na internet. Este uso excessivo (quase dependente por assim dizer) trouxe consigo um descuido e falta de atenção das pessoas enquanto se encontram online. Trocam-se informações e dados pessoais como quem troca cromos de coleção, e isso é o que permite que todos esses crimes virtuais aconteçam e se tornem num fenómeno em ascensão. 
É necessária uma mudança e consciencialização da sociedade quanto ao uso em rede, pois apesar do futuro se entender no progresso cibernético, não é um local completamente seguro, no qual devemos proteger a nossa identidade e sobretudo a nossa integridade pessoal, ao invés de cairmos numa decadência informática em que o mundo que nos rodeia se estende apenas no que o computador tem a oferecer. Como conclusão, posso afirmar que a internet tem o seu lado positivo, pois facilita tarefas do nosso dia-a-dia, mas no entanto necessita de ser abordada com cuidado, pois, não existe lugar seguro, mesmo online.

Luís Fernandes


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