Arquivo de 18 de Março, 2014

Hoje a fotografia é comum.

 

Sabemos que a história da fotografia não se pode resumir em duas ou três linhas e nem titular um ou dois inventores, pois ao longo do tempo diferentes estudiosos contribuíram para a qualidade fotográfica que temos hoje.

Atualmente o ato de fotografar é muito comum no nossa sociedade. Mas, com certeza para o homem do século XVIII era quase impossível. Em fins do século XIX já era possível uma família de classe média ter uma fotografia na sala. E isso podia significar uma posição social elevada, afinal ter um retrato naquele tempo era caro.

Quando o homem teve a possibilidade de ver uma fotografia pela primeira vez acredito que a relação com essa imagem tão real foi de extremo espanto, afinal tal novidade iria mudar as relações de ser humano com a sua própria face. Pois, com o surgimento da imagem congelada em um papel e com duração prolongada o homem teria a possibilidade de manter viva a relação com o seu passado. A simbologia de ter o passado nas mãos no momento presente.

A relação entre fotografia e as artes plásticas são completamente distintas. Com a fotografia há uma captura da realidade. Enquanto que, em um quadro pintado pode haver uma alteração dessa realidade.

Vale salientar que, a fotografia no seu início tinha um processo demorado para capturar a imagem, não tão longo quanto à pintura. Mas, nos dias de hoje o ato de fotografar se tornou comum. Qualquer pessoa pode tirar fotos e para isso basta ter um telefone celular nas mãos ou simplesmente pressionar o botão de uma câmara fotográfica.             

Arlane Marinho. 

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Caligrafia

Desde sempre a caligrafia aproximou os seres humanos. Tanto na oficialização de documentos importantes quer na troca de correspondência à distância, o Homem manuseou penas mergulhadas em tinta ou meras esferográficas para reduzir as barreiras entre si e o outro. Contudo, em meados do séc. XIX, a máquina de escrever introduzia o seu cunho revolucionário na história evolutiva do ser humano, mudando assim a concepção de escrita. Com esta invenção, a escrita de uma palavra transforma-se num número infinito de combinações escondidas por de trás de um código de escrita, o teclado. Após várias modificações ao longo dos anos foi desenvolvido o teclado QWERTY que vemos hoje em qualquer computador ou telemóvel e que em muito simplifica o modo como comunicamos uns com os outros.

Contudo, certos escritores defendem que a nossa criatividade se torna limitada quando traduzida por um código binário, quando a vista fica cansada ou quando o computador “reclama” para o ligarmos à corrente. Por outro lado, a caligrafia serve como nossa identidade, o reflexo do nosso estado de espírito e da nossa personalidade. A caligrafia é parte do nosso processo de crescimento materializado, caso contrário não existiria nostalgia ao revermos os nossos cadernos da escola primária.

Apesar do teclado se ter tornado um facilitador da escrita em geral, não devemos descurar do papel e da caneta, de modo a não negligenciar uma da mais belas etapas do processo criativo.

Eduardo Duarte

Terá a escrita à mão ainda algum valor?

Hoje as pessoas vêm os seus dispositivos tecnológicos como um desenvolvimento de si mesmo. Deixaram que a sua escrita manual se rendesse a algo mais mecânico, menos corporal e que menos diz sobre nós.

A escrita manual é algo positivo, revela ao mundo a nossa personalidade/identidade e dá-nos uma maneira de conseguirmos ler os outros. Porém, a sociedade actual nunca vai abdicar da enorme vantagem das comunicações electrónicas, a velocidade.

No entanto, somos uma sociedade confusa, pois tanto acreditamos que a escrita manual não interessa a ninguém, como acreditamos que quando é necessário escrever uma carta, fazemos quase como impulso.

Pergunto, será que deveríamos aceitar que a escrita à mão é algo que o tempo matou ou será que ainda possui alguma importância nas nossas vidas? Uma coisa é certa, o movimento tecnológico que nos tem afastado da caligrafia está a ganhar ânimo, sem que ninguém repare e que esteja disposto a detê-lo. Pois, sinónimo de detê-lo, é sinónimo de acordar uma sociedade que vive 24horas agarrada à tecnologia. Sociedade que já se acomodou às conveniências das chamadas telefónicas, das mensagens de texto e dos e-mails, sem sair de casa. Uma sociedade monótona, que passa os dias a correr contra o tempo. E eu não acredito que tenha de ser assim. Acredito que há espaço suficiente no mundo para haver as inovações tecnológicas e as convenções antigas do que era escrever uma carta à mão.

Sara Mota

Um momento de impacto

Acerca de dois séculos atrás apareciam no nosso mundo inovações que o viriam a marcar até ao século de hoje, até aos séculos futuros. A verdade é que muitos de nós, não damos conta de que tudo aquilo que temos hoje partiu de algo, tem uma raiz e simplesmente menosprezamos, ou então consideramos como banal.
Então como terá sido ver uma fotografia pela primeira vez? A este momento de evolução podemos chamar de um momento de impacto, algo que iniciou tudo aquilo que hoje conhecemos.
Foram muitas as experiências que foram feitas para que se conseguisse obter aquilo que desse para “congelar” o tempo, mesmo que para isso tenha sido necessário um enorme tempo de exposição, mas  no momento em que algo novo apareceu, não só o que foi fotografado congelou, mas sim todos o que o observavam deverão ter congelado – ver a primeira fotografia seria algo de fantástico. Foi a partir daqui que se deu a possibilidade de registar uma imagem em alguma coisa mais no que na simples memória humana. E registar uma imagem faz com que o tempo congele, faz com que nos relacionemos com o tempo, faz com que possamos ver mais daquilo que não foi captado pelo olhar. Na verdade registar aquilo gostamos, permite que o guardemos para sempre. E foi assim que a fotografia passou a fazer parte dos Novos Média do século XIX.
Muitas outras evoluções foram feitas e hoje, século XXI, obtemos uma fotografia com apenas um “Click”, sendo que este já não tem o mesmo impacto, pois já estamos tão habituados a ver constantemente máquinas novas que por vezes nem damos conta do evoluir das coisas, mesmo que seja mínima.
Em suma, e ao fim de uma retrospectiva percebo que aquilo que para mim é algo comum e que é basicamente dado, antes era algo que teve que ser trabalhado, e foi graças a todo um processo que hoje eu posso ter comigo dezenas de recordações em papel ou em formato digital e tudo devido àquele momento de impacto: o aparecimento da fotografia.

Inês Pina


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