Terá a escrita à mão ainda algum valor?

Hoje as pessoas vêm os seus dispositivos tecnológicos como um desenvolvimento de si mesmo. Deixaram que a sua escrita manual se rendesse a algo mais mecânico, menos corporal e que menos diz sobre nós.

A escrita manual é algo positivo, revela ao mundo a nossa personalidade/identidade e dá-nos uma maneira de conseguirmos ler os outros. Porém, a sociedade actual nunca vai abdicar da enorme vantagem das comunicações electrónicas, a velocidade.

No entanto, somos uma sociedade confusa, pois tanto acreditamos que a escrita manual não interessa a ninguém, como acreditamos que quando é necessário escrever uma carta, fazemos quase como impulso.

Pergunto, será que deveríamos aceitar que a escrita à mão é algo que o tempo matou ou será que ainda possui alguma importância nas nossas vidas? Uma coisa é certa, o movimento tecnológico que nos tem afastado da caligrafia está a ganhar ânimo, sem que ninguém repare e que esteja disposto a detê-lo. Pois, sinónimo de detê-lo, é sinónimo de acordar uma sociedade que vive 24horas agarrada à tecnologia. Sociedade que já se acomodou às conveniências das chamadas telefónicas, das mensagens de texto e dos e-mails, sem sair de casa. Uma sociedade monótona, que passa os dias a correr contra o tempo. E eu não acredito que tenha de ser assim. Acredito que há espaço suficiente no mundo para haver as inovações tecnológicas e as convenções antigas do que era escrever uma carta à mão.

Sara Mota


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