Da humanização ao homem moderno

O ser humano tende a electrificar tudo e todos, assim como caminhar para uma utopia do homem moderno, a qual sugere uma metamorfose para um homem máquina, de modo a ultrapassar da invisibilidade dos aparelhos eléctricos, para a inserção destes dentro do próprio corpo humano. Pouco falta para tal: o homem age como se estivesse programado, inserindo-se num mundo que tende a tornar-se mais matemático e geométrico, tirando espaço para o homem imprevisível, o qual provoca repúdio no quotidiano do homem moderno. Estudos dizem que os homens são números e estatísticas, a distinção não é algo que interesse, apenas são homens, e passam despercebidos, estes “homens-número”, não por falta de extroversão mas por falta de identidade sobre uma sociedade.
O homem moderno tornou-se um ser impaciente, com reacções e deduções instantâneas, como se a racionalidade do homem, ao longo da era electrónica, se torne por natureza, automática.
No entanto, o homem moderno tem mais capacidade de se adaptar a novos meios devido à sua necessidade de se movimentar cada vez mais rápido, e mais longe, mesmo que seja por necessidade.
Ainda resta ao homem alguma identidade cultural para que este seja um ser não robotizado ou irracional, restando para ele, a responsabilidade de conservar a sua identidade para que este se torne distinguível perante outro ser humano, sem que esta distinção não lhe confira uma sensação de superioridade ou de hipocrisia, sem que o descarte destas sensações não lhe tire a sua criatividade, originalidade, e mais importante ainda, a sua singularidade.

Pedro Vaz


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