Meios cíclicos

“O meio é a mensagem”, expressão criada pelo sociólogo Marshall McLuhan, derivou de um estudo do mesmo sobre os meios de comunicação e os seus posteriores efeitos na sociedade.

Ao reflectir sobre este tópico e ao investigá-lo mais profundamente, procurando exemplos na sociedade actual, vejo que esta conclusão, embora inicialmente aparentando ser um pouco contraditória, é bastante pertinente. O meio é a mensagem, não apenas o meio; assim, antes de a mensagem ser a mensagem, o próprio meio o é.

Assim sendo, podemos concluir que até mesmo dentro de um certo meio comunicativo (como por exemplo os jornais), existem outros ainda outros, apenas com a finalidade de transmitir uma mesma mensagem, ou seja, toda esta questão da transmissão através dos mais actuais meios de comunicação se torna cíclica. Partindo desta ideia, o meio transmissivo especificamente utilizado vai sempre condicionar aquilo que está a ser comunicado, desde a maneira como a informação é exposta à maneira como é interiorizada. Como facilmente se pode observar, pegando o exemplo de uma qualquer notícia, existem inúmeras diferenças entre ter o conhecimento dessa mesma notícia através da televisão ou através da rádio. São meios completamente diferentes com características e posteriores exigências completamente diferentes.

Concluindo, “o meio é a messagem”, mas uma mensagem não tão clara como aquela que se obtém como a mensagem propriamente dita, por ser essa a finalidade da comunicação. No entanto, não será correcto ignorar estas mensagens “escondidas”, tal como na poesia se procura freneticamente nas entrelinhas.

Maria João Sá


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