Mapa-múndi v. 2.0

No verão quente de 2005 lembro-me de ver no noticiário uma reportagem que facilmente me cativou. Era o lançamento gratuito de um software cuja função era apresentar um modelo tridimensional do globo terrestre, o Google Earth. Este programa de computador oferecia, já na altura, a vista integral do planeta azul através da construção em mosaico de imagens de satélite obtidas de engenhos espaciais dispares.

google-earth

Deste modo, posso afirmar que este software visionário mudou completamente a concepção do Homem sobre o mundo.
Primeiramente, com os meus onze anos, a minha curiosidade para com o Google Earth não excedia o perímetro da minha casa. Tornava-se mais empolgante procurar o quadrado codificado em pixéis que faria o telhado da minha casa do que explorar a Quinta Avenida. Este pequeno facto prova como o programa é essencial na instigação da aprendizagem do nosso próprio espaço geografico.

Atualmente, o Google Earth é o resultado de diversas inovações. Nove anos após o lançamento, o utilizador do software já pode ver panoramicamente a sua rua, através da ferramenta Google Street View. Por outro lado, caso prefira “descolar os pés do chão”, o cibernauta pode disfrutar do Google Sky para uma viagem intergaláctica.

Concluindo, este software é a materialização do quão pequeno é o nicho ecológico de cada ser humano em relação à vastidão do universo. Além disso, abre portas à exploração espacial e à existência de vida noutros planetas. O Google Earth não é apenas um apetrecho que nos permite ser omnipresentes, é igualmente a percepção espácio-temporal do ser humano evoluído e industrializado.

Eduardo Duarte


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