Viagem virtual

Todos sabemos que a história está repleta de marcas, sendo uma delas o impacto dos novos média. Estes vieram transformar a vida quotidiana de todos nós, ao ponto de se chegar a substituir uma visita a um museu por uma viagem virtual. A viagem virtual baseia-se numa espécie de percurso a um museu via internet, como o site Art Project, onde podemos visualizar diversas exposições assim como observar cada peça de arte ao pormenor.

A questão é: Será que devemos apenas ter em conta esta ideia de viagem virtual?
Claro que não, aliás, devemos ter em consideração o facto de termos possibilidades, que antes não existiam, de nos podermos deslocar até a um museu ou galeria, criarmos uma ligação direta com cada obra de arte, seja ela uma pintura ou uma peça de escultura, e sentirmos que estamos a viajar no tempo. Já a viagem virtual que executamos através do site Art Project é completamente diferente, para além de não implicar quaisquer custos é bastante relevante, porque podemos ampliar inúmeras imagens e visualizar com precisão todos os seus pormenores, que muitas vezes não são possíveis de se examinar, quando nos deparamos com uma sala de exposição de um museu. Apesar de esta viagem ter diversas vantagens, não se pode deixar de referir que, nós enquanto utilizadores somos separados do mundo que nos rodeia, por uma barreira invisível criada pelos aparelhos eletrónicos. O mesmo acontece quando assistimos a um concerto ao vivo e quando ouvimos música através de uma aparelhagem, também neste caso notamos a existência da tal barreira.

A arte virtual permite-nos criar cópias de imagens de obras de arte, através da utilização de programas informáticos sem nunca termos acesso às peças originais. O problema é que esta nova técnica virtual, não nos permite ter um contacto direto com o campo da arte, nomeadamente com o da pintura, porque nunca entenderemos através da visualização de uma imagem que é simulada através de meios eletrónicos, a técnica implícita, assim como o método de aplicação e o relevo presente numa escultura.

Enquanto seres humanos devemos tentar equilibrar estas duas ideias, adaptarmo-nos ao mundo das novas tecnologias adquirindo novos conhecimentos, assim como não nos devemos esquecer do quão importante é visitarmos um museu e termos uma experiência estética com o mesmo.

 

Maria Beatriz Nogueira


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