Meio, Mensagem, Mcluhan

“O meio é a mensagem” significa, em termos da era electrónica, que já se criou um ambiente totalmente novo. O conteúdo deste novo ambiente é o velho ambiente mecanizado da era industrial. O novo ambiente reprocessa o velho tão radicalmente como a TV reprocessa o cinema.”
(McLUHAN, 1974: p. 11)

A obra de Marshall McLuhan apresenta um conteúdo chave para a compreensão dos meios de comunicação como ferramentas para compartilhar informação e conhecimento que se redimensionam na era electrónica; portanto, dos meios de comunicação como (necessárias) extensões do homem através dos novos media.
Mcluhan defende na sua teoria que o meio não se limita aos meios de comunicação, mas abrange todo o instrumento que sirva de extensão de uma capacidade humana. “Os suportes da comunicação e as tecnologias são determinantes na mensagem: os conteúdos modificam-se em função dos meios que os veiculam” (Marshall McLuhan). Desta forma é afirmado que o meio e a mensagem são veiculares entre si. A mensagem depende do meio para se difundir, e vice-versa.
Existem inúmeros meios capazes de propagar a mensagem e que tiveram (e têm) enorme importância em inúmeros papéis do dia-a-dia, desde sistemas de comunicação como o telefone, a meios de informação e lazer, como a televisão. Além de todos terem diversas funcionalidades e utilidades, têm também mensagens e conteúdos em comum e opostos entre si.
No entanto, cabe a cada um de nós saber filtrar e escolher quais as mensagens importantes a reter desses meios, visto que os meios são também grande fonte de conteúdo indesejado, como spam, publicidade e má informação. Vejamos o caso dos noticiários televisivos, por exemplo. Uma declaração de um político ou de um membro de um governo, são em geral mensagens com caractér de liderança que procuram transmitir uma boa imagem para o povo e ditam alguma linha de pensamento ou actuação para com a sociedade. Dito isto, é de esperar que os políticos percebam que podem controlar a mensagem, mas não querem controlar os meios (apesar de terem toda a influência sob qualquer media), até porque vivemos numa democracia livre e onde a liberdade de criação de conteúdos e de expressão ainda existe. No entanto, a maior parte tratam-se de sujeitos políticos que não possuem qualquer “perfil” para com o papel, como inúmeras declarações do Sr. Alberto João Jardim podem ser exemplo. Na minha opinião estas declarações são um perfeito disparate, típico de governos totalitários da América do Sul.
Uma simples “entrevista” importante como esta é capaz de conseguir 15 minutos de tempo de antena e manchete na maior parte dos jornais, tanto em formato papel como online. No entanto, se o tema é uma tragédia, então ai as notícias correm em 5 minutos, ou menos, como relatos de acidentes ou criminalidade. Ou seja, o que de facto tem valor informativo perde sempre frente a temáticas “à-la revista Maria”.
Em resumo, o meio pode ser a mensagem, mas por vezes, (tal como neste caso) a mensagem é só uma idiotice, como podem ver aqui.

Luís Fernandes


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