Viajar no tempo e no espaço

Pensar em dispositivos requer automaticamente pensar também nas extensões psíquicas e emocionais do sujeito. Com o avanço e desenvolvimento tecnológico criado nas últimas décadas, o mundo que conhecíamos tal como era, sofreu modificações, começando pela sua definição. Assim, dependentes das tecnologias como somos hoje em dia, o nosso mundo real já é totalmente um mundo online, onde as diferenças que o distinguem são cada vez mais inexistentes.

Exemplo da dependência que nos “domina” é o simples facto de nos sentirmos “perdidos” quando nos esquecemos do telemóvel. Sentimos uma necessidade enorme de estarmos ligados aos outros pelos dispositivos tecnológicos, conseguindo estes o seu grande objetivo: o de nos fazerem acreditar que somos valiosos e que o que fazemos, pensamos e sentimos é uma prioridade. Ao mesmo tempo que dão a ideia que a nossa opinião é relevante, conseguem alterar as nossas vontades e os nossos gostos, modificando o nosso dia-a-dia, conseguindo com que este se altere, não podendo estar predefinido, por uma simples mensagem (SMS) enviada ou um telefonema. 

Ao mesmo tempo que os dispositivos conseguiram facilitar-nos a vida, colocando ao nosso dispor uma grande variedade de informação, quer plausível quer não, também conseguiram retirar-nos uma independência que adquirimos face aos dispositivos e à procura desse mesmo conhecimento.

 

Valentina Ferreira


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