Arquivo de 2 de Junho, 2014

Não te sinto, mas consigo ver te democracia

É confortável promover a democracia através de um meio de comunicação como a internet, mas é difícil selecionar o que é de facto verdade e o que foi corrompido pelas forças políticas menos liberais que têm o intuito de dominar as massas. O internauta democrático terá então que lutar pela verdade exposta na internet, numa contradição ao que é a verdade empírica exterior aos media.

Temos o caso da Primavera Árabe que foi um dos mais notáveis exemplos desta explosão democrática nos media. Foi entusiasmante para todo o mundo assistir no conforto das suas casas a um momento histórico de mudança desta envergadura no Médio Oriente. A queda de um sistema ditatorial como este, hoje em dia pode ser visto em directo de diferentes perspectivas. Isto acontece pois a maioria da população de hoje das diferentes classes social tem a informação a um click, colhe essa informação em outro click e faz dela noticia por toda a aldeia global num click final.

 Porém toda esta facilidade em dar e receber informação não é de todo linear pois existe a censura. Infelizmente existem países que investem para controlar a liberdade de expressão como a China e o Vietname. Este facto vai criar um clima de medo em utilizar essas ferramentas. Ou seja, a censura não vai fazer com que existam noticias a circular, mas vai simplesmente distorcer o assunto de forma a que seja menos perceptível e não lhe prestemos atenção.

Vivemos numa época em que os princípios da democracia encontram nos recursos tecnológicos um ampla participação político-social. Os meios de comunicação ajudam a que se alarguem as forças políticas sobre o povo, vencem barreiras geográficas ao mesmo tempo que se impõem. Para que este objectivo seja alcançado, a utilização dos meios de comunicação neste caso a internet assumem um papel fulcral. Isto porque os cidadãos expõem todos os seus medos, desejos e aspirações o que auxilia a formação de uma opinião pública ampliada e de uma cultura política activa.

Luís Nunes

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Fonógrafo

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A criação de uma máquina que registrasse e reproduzisse som foi a ambição e objecto de estudo de muitos cientistas. A história começa em 1877, quando Thomas Alva Edison tentava projectar um aparelho de telégrafo que gravasse os traços do código Morse num disco. Edison montou então um modelo que possuía um tambor cilíndrico rotatório, coberto por uma folha de estanho e que foi o primeiro aparelho a reproduzir um som gravado que realmente funcionou. O fonógrafo de Edison ficou conhecido como o “fonógrafo de folha de estanho”.

Na sua primeira demonstração, Edison cantou “Mary had a little lamb” no bocal da corneta do aparelho e é respectivamente a primeira gravação reproduzível de voz humana. A corneta estava ligada a uma agulha, que gravava os padrões sonoros em sulcos na folha de estanho e depois reproduzia o som gravado, estranhamente abafado. No entanto, o impossível tinha-se realizado e a voz humana tornara-se imortal.

Nos anos seguintes, outros cientistas tentaram melhorar a tecnologia do fonógrafo. O próprio Edison, associado a Charles Tainter, fez uma versão melhorada de seu aparelho em 1886, mas somente em 1887 o alemão Emil Berliner conseguiu substituir o cilindro do aparelho de Edison por um disco recoberto por zinco, recebendo a patente do modelo que chamou de gramofone. E tornou-se a grande concorrência de mercado do fonógrafo.

Uma curiosidade é a origem da marca registrada da Victrola (Victor Talking Machine Company, empresa de Emil Berliner): um cão próximo a um gramofone, imagem eternizada pelo pintor inglês Francis Barraud do terrier de seu irmão, Nipper, que, ao ouvir a voz do dono gravada nos cilindros de um fonógrafo, se aproximava do aparelho.

Luís Nunes

Redes (anti)Sociais

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Esta semana, curiosamente, no facebook deparei-me com uma publicação de um amigo que tinha com o título “These 29 Clever Drawings Will Make You Question Everything Wrong With The World”. Abri imediatamente, e enfrentei várias imagens que realmente correspondiam ao seu título e aliciavam à reflexão. Apreciei de um modo especial a imagem anexada, e quis publicar a mesma por achar que satiriza na perfeição as redes sociais.

Usamos as redes sociais para tudo e mais alguma coisa hoje em dia. Publicar fotos, músicas, vídeos, estados de espírito, pensamentos e sentimentos, até mesmo de luto. Caracterizando o que somos, o que queríamos ou julgamos ser, usando máscaras, procurando conforto e compreensão. Sentamo-nos no conforto da nossa casa ou em qualquer outro lado e podemos ir onde quisermos e ver praticamente tudo o que queremos. Mas , na minha opinião, não passará tudo isto de uma ilusão? Não passará tudo isto de apenas um vislumbre da vida real ? Somos o que experienciamos. E será que não precisamos de sentir a pessoa e o espaço visual e sonoro para experienciar de verdade ? Eu creio que sim.

Cada vez mais, somos mais distantes e mais frios uns dos outros fisicamente. Vemos frequentemente pessoas na mesma sala sem se encararem, sem se olharem nos olhos, por estarem a “brincar” com os telemoveis, tablets e computadores. Exponencialmente estamos a trocar o contacto interpessoal pelo digital. É o medo da solidão que nos causa, de facto a solidão.

Luís Nunes

Vidas Virtuais

Provavelmente um dos maiores horrores para o ser humano é a solidão, por isso vivemos em sociedade e temos interações sociais entre nós, no entanto séc. XXI com a divisão da realidade num mundo offline e um online cada vez mais vivemos á base de “falsas” interações, vivemos numa dualidade repartida do que somos e do que gostaríamos de ser através de avatares nas nossas redes sociais, videojogos, chats e outros. Vivemos cada vez mais numa utopia de vida que foge à realidade. Embora esta utopia tenha vantagens, pelo que a partir desta vida alternativa online podemos explorar-nos, a que não temos coragem para demonstrar no mundo online, podemos controlar o que dizemos e fazemos e ainda viver situações que provavelmente nunca estaremos envolvidos, uma oportunidade de ganhar importância e sentido de individualidade e de real libre arbítrio. Um exemplo muito concreto destas vantagens pode observar-se em videojogos online, em especifico RPG’s( Role Playing Game) Sandboxes, que fornecem aos jogadores nada mais do que o seu personagem (avatar) que é totalmente costumizável a vontade do jogador , o mapa e os utensílios que necessita, sendo o objetivo marcado por cada jogador , permitindo que se criem relações sociais realistas embora numa vida virtual. No entanto por mais vantagem que qualquer vida alternativa tenha será sempre uma vida virtual algo falso, e estamos de fato a criar falsas relações sociais, uma mera remediação para evitar a solidão ou para o fato que se perdeu o valor do contacto humano real.

 

Eduardo Freire


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