Arquivo de 24 de Fevereiro, 2015

#seculo XXI

Século XXI, o que é isso?

Neste momento, acho que lhe podemos chamar século virtual, tendo em conta que quase metade do nosso tempo é passado em frente a um ecrã a ler e a ver publicações e mensagens nas redes sociais, a postar fotos no Instagram e a “socializar”, se é que podemos chamar-lhe assim.

Estas novas tecnologias acompanham os nossos dias, 24 sobre 24 horas, tornando-se quase impossível separarmo-nos deste mundo virtual. Eu falo por experiência própria: neste momento, eu sinto que seria impossível passar uma semana – ou alguns dias que fosse – sem utilizar a internet. A internet, para mim, tornou-se algo indispensável, tendo em conta que é esta via que mais utilizo para comunicar com pessoas que estão longe de mim e é com ela que ocupo a grande parte do meu tempo livre, quase como se uma parte da minha vida estivesse nesse mundo a que chamámos internet.

Mas como a internet, também o telemóvel roubou uma parte importante do ser humano, a capacidade de conviver com outras pessoas e socializar com as mesmas. As pessoas têm vindo a deixar de falar umas com as outras e têm passado a trocar mensagens ou chamadas, deixando de saber o que é um sorriso, uma cara triste, um amigo verdadeiro…

O ser humano deixou de falar frente a frente e começou a usar o chat, onde expressa as suas emoções, através de bonequinhos amarelos com sorrisos ou caretas; deixou de conseguir falar sem usar um hashtag antes das frases; começou a fotografar a nossa vida para que todos vejam e tornou-se alguém que diz tudo o que pensa ou sente, ou seja, expressa e expõe os seus sentimentos e a sua vida. Aqui chegados, acho que se torna um ser Antissocial.

Friamente, analisando esta problemática em profundidade, sinto-me um pouco desiludido comigo mesmo. Como é possível que uma coisa tão banal como uma rede social ou um dispositivo digital tenha sido capaz de me possuir, sobremaneira, a mim e a um mundo inteiro?

Será que conseguimos alterar esta situação – ou pelo menos diminuir os valores da dependência – num futuro próximo?

 Tiago Marques

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Ubiquidade como qualidade?

«Dom de estar ao mesmo tempo em vários lugares; omnipresença»

Por entre sílabas e interpretações, a ubiquidade caracteriza a comunicação social e os mass media – se é que em parte se podem considerar sinónimos. Com frequência, têm vindo a ser alvo de grotescas transformações, de modo a alcançar e a abranger até os locais mais inóspitos. No âmbito de pesquisa da nossa disciplina, a intenção nesta temática será focar toda uma cadeia de metamorfoses que ditaram o nascimento desta era digital, e o impacto que tem este carácter omnipresente na vida dos seres humanos no século XXI.

Vemos diariamente a forma como a nossa vida foi facilitada. Seja em relação ao tempo, ao encurtar de distâncias ou de custos. Gosto aqui de exemplificar a Internet, porque no mesmo minuto, tanto posso estar a par de acontecimentos na Austrália, como de um cruzeiro itinerante pelas águas do Pacífico. É essa a realidade da Internet. A omnipresença que esta concede a quem a utiliza.

É então que surge o conceito de omnisciência. O “saber de tudo”, porque temos acesso a uma panóplia de informações, não significa que tenhamos qualquer tipo de conhecimento. A informação é difusa e, também por isso, confusa.

A título de exemplo, houve recentemente um acontecimento terrorista em França. Após o atentado contra o jornal Charlie Hebdo, muitas foram as “facções” virtuais dissidentes que cresceram na web e que esta despoletou. Falo de pessoas que acima de tudo resguardam a liberdade de expressão, ou pessoas que preservam mais o valor da vida humana, ou pessoas que defendem este “não-afrontamento” entre doutrinas. E ainda pessoas que alegam que, através da Internet não se conseguirá elucidar a contento nenhuma das partes, e creio que aqui residirá a iminência da ameaça.

Esta montra de terrorismo a que assistimos quase diariamente na mediação digital tende a tornar-se numa constante, e a Internet revela ser o veículo ideal para isso acontecer; já que a grande maioria da informação que circula não tem obstáculos para circular, e facilmente pode chegar a qualquer lado. Esta é uma outra característica da divulgação massiva de informação na mediação digital; e surge assim, por exemplo, a necessidade de criação de filtros de leitura, isto é, uma boa educação de base, que permita uma navegação mais consciente.

A título de exemplo, na passada quinta-feira, dia 19 de fevereiro de 2015, saiu este artigo relativo a uma estratégia contra esta apologia ao terrorismo, e que o Conselho de Ministros aprovou.

Maria Miguel


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