Arquivo de 28 de Fevereiro, 2015

Revolução com apenas um clique

É notável, que nos dias de hoje, não conseguimos sobreviver sem a ajuda dos novos média. A globalização nos tornou tão próximos, todos conectados. Uma ideia pode espalhar-se por continentes em alguns instantes com apenas um clique de distancia. É uma necessidade que nos possibilita uma existência de “omnipresença”. Estar online é estar por dentro do que acontece e é estar disponível a tudo e a todos.

Partindo do princípio de que já aceitamos e tomamos conhecimento da enorme importância das ferramentas de mídia e da tecnologia voltada para a conexão e comunicação da sociedade, e portanto, já temos na cabeça o significado desses meios, é interessante que se abra um discurso sobre suas vantagens no meio sócio-politico.

É de conhecimento geral o que aconteceu em 2011 com os países Árabes, com a Primavera Árabe, o “cyber-movimento” que tomou proporções tão imensas a ponto de derrubar ditadores de longa data no oriente. Como exemplo da força que os movimentos propagados pela internet tem politicamente, segue-se também as Revoltas no Brasil em 2013 e todos os movimentos decorrentes nos EUA a favor dos direitos humanos, tanto na luta contra o racismo, a homofobia e o machismo, que vêm acontecendo recentemente.

Gostaria de destacar que não importa quem, se um indivíduo tem uma ideia e esta ideia pode ser de interesse de um certo grupo de pessoas.. é tudo o que é preciso. Publicar algo na internet pode ser irreversível. Os idealizadores podem ser impedidos, mas a ideia nunca morre. Criar um evento no Facebook pode, e já conseguiu, juntar mais de 1 milhão de pessoas para protestar nas ruas contra um governo corrupto. Isto é apenas o povo se aproveitando da inserção da internet no cotidiano.

Portanto, se formos discutir sobre se a Internet está de fato, dando poder ou apenas censurando os cidadãos, como é debatido no vídeo ” The Internet in Society: Empowering or Censoring Citizens”, eu me encontro a defender a ideia de que a internet nos trouxe poder e uma forma ilimitada de difundir ideias. E se o argumento de que o governo poderia utilizar a internet para achar as cabeças por trás das ideias revolucionárias e dos protestantes, eu rebato explicando que: apenas as mentes são mortais, mas ideias nunca morrem.

 

Clara Motta

 

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E-mail vs papel e caneta

Sou do tempo em que a Internet não era para toda a gente. Sou do tempo em que ia para casa da minha prima Sara ver vídeos de gatos no Youtube enquanto ela partilhava os mesmos vídeos com amigas via MSN. Sou do tempo em que a mãe da Sara dizia que precisava de fazer um telefonema e nós suspendíamos a sessão do Youtube. Só passados alguns anos é que tive ligação em casa.

Monopolizava o computador da casa, chegava da escola e ia para o computador, saía para o treino de hóquei em patins e ia dormir, nos dias em que não tinha treino e às sextas-feiras ficava ligado até tarde em fóruns, a comunicar no Hi5. Foi assim durante dois anos, depois disso o meu pai decidiu cancelar o contrato da rede.
Passei a estar desligado durante algum tempo. Ouvia rádio, andava de skate e tocava guitarra com amigos. Tive uma fase completamente diferente da anterior, mais afastado dos novos média.
Com quinze anos parti o pé. Falta pouco para fazer quatro anos desse incidente. Estive seis meses sem me conseguir mobilizar normalmente, passei praticamente todo o tempo de recuperação ligado ao laptop. Formspring.me, Skype, Tumblr, Facebook, Blogger e alguns fóruns de discussão foram o que me conseguiram aguentar todo o tempo que estive literalmente parado. Conheci várias pessoas por este meio, umas a 30 quilómetros, 150, 200. Ainda hoje me dou com parte dessas pessoas que me ajudaram na recuperação. Mas não nos limitamos ao chat nem a likes no Facebook. Damos valor ao físico e, por estarmos tão distantes, correspondemo-nos por carta, old school. Guardo cada carta que recebo com um carinho especial, é a única forma não digital de contacto que tenho com a maioria destas pessoas. É sempre mais fácil comunicar assim, sem a língua a pregar-nos partidas. Os sentimentos são extraídos de mais fundo e enterram-se mais em nós quando lidos.

Carlos Vicente


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