Arquivo de 2 de Março, 2015

A dependência da sociedade

Hoje em dia, as pessoas estão cada vez mais dependes das tecnologias, ninguém consegue sair de casa sem o seu telemóvel ou até sem o seu computador. A própria sociedade incentiva-nos a termos um telemóvel, um computador, a última tecnologia. No ensino podemos ver que é necessário termos email, um computador ou não conseguimos manter o ritmo dos nossos colegas. Os próprios professores utilizam computadores e a grande via de comunicação fora das aulas é feita por tecnologias.
É necessário perceber que nós chegamos a um ponto em que grande parte da informação que recebemos diariamente é dada pelos media, vamos buscá-la ao nosso computador, telemóvel, etc. Os novos média conseguem abrir-nos portas que antigamente era impossível imaginar, no entanto está a criar uma sociedade que só é capaz de viver se tiver o novo telemóvel, o novo computador pois se não temos somos “diferentes” e em certos casos ridicularizados.
Todos sabemos que o avanço da tecnologia pode ser algo perigoso, não só pela deterioração de certas relações que temos mas também o problema de ser o único sitio onde vamos buscar a informação que necessitamos.
Uma questão que falamos na aula foi a necessidade de ter um professor a dar a aula sendo que podemos pesquisar a informação nós próprios, na minha opinião isso já começou a acontecer e vai acabar por ser inevitável. O professor acaba por ser o fio condutor ao conhecimento que nos está a ser passado no entanto já podemos descobrir em casa. Algumas universidades estão a dar a possibilidade de os alunos assistirem à aula em casa.
É necessário abrandar ou as próprias conexões humanas vão cada vez ficando frágeis.

Bruna Ferreira

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Realidade Paralela

   social_media_network_marketing_strategies   Actualmente, a palavra distância tem, cada vez mais, um significado relativo, dado o progresso contínuo dos meios de comunicação social que funcionam como autênticos relâmpagos de informação. Desta forma, os média permitem-nos estar virtualmente em qualquer lugar, fornecendo-nos dados precisos e imediatos. Assim, torna-se difícil algum assunto escapar às lentes das câmaras dos jornalistas e paparazzi.

   O século XXI, dominado pela tecnologia digital, afectou positiva e negativamente a forma como as pessoas se relacionam. Se antes a distância física tinha o entrave da não facilidade de comunicação, hoje em dia, constata-se o oposto, dado a variedade de escolhas. O lado negativo disto é que as pessoas, nomeadamente os jovens, acabam por se isolar num “mundo paralelo à realidade”, um mundo que, muitas vezes, é falseado, viciante, traumatizante e que rouba tempo e qualidade de vida. Assim, o tempo vai-se passando, por exemplo, na internet, em aplicações como o Facebook, o Instagram, o Skype e o Line. Estas redes sociais são muito úteis, isso é indiscutível, mas retiram muito do processo social cara-a-cara.

   Assim sendo, não é de estranhar que na sociedade actual a solidão seja um sentimento bastante mais intenso do que noutros séculos. Existe uma música de Rui Veloso, chamada Não há estrelas no céu, em que ele canta: “Não há estrelas no céu a dourar o meu caminho / Por mais amigos que tenha sinto-me sempre sozinho. / De quevale ter a chave de casa para entrar, / Ter uma nota no bolso para cigarros e brilhar?” O que ele nos pretende transmitir e, adequando ao tema deste texto, é que não adianta termos dinheiro (ou milhões de amigos nas nossas redes sociais) quando, na verdade, sentimo-nos sozinhos, a precisar de desabafar, abraçar e falar com alguém, não adianta querermos brilhar e sermos os maiores na internet, quando somos frágeis e com uma auto-estima muito reduzida.

   Em conclusão, na minha opinião, os novos meios de comunicação social foram uma invenção fantástica, com infinitas vantagens. Contudo, à que reconhecer que estes geram uma dependência que nem sempre é saudável, pois interferem no modo como agimos com a sociedade.   

Rafael Pereira

O controlo executado pelo poder político

Os novos média desempenham uma profunda influência sobre as sociedades onde a internet é predominante. No contexto político, os novos meios de comunicação têm adquirido um papel de extrema importância ao longo dos anos, podendo-se até afirmar que o processo político está a ser reinventado com a cooperação das novas tecnologias da informação e comunicação. As várias tecnologias que compõem os novos média podem servir para divulgar a auto-expressão, ou até mesmo como um veículo de ligação entre os integrantes de uma sociedade e os indivíduos com cargos políticos de destaque pertencentes à mesma.

Os meios de comunicação, como a televisão, rádio, jornais e internet (entre outros) mantêm as pessoas informadas em relação a questões políticas, bem como eventos e processos referentes à mesma temática. Contudo, apesar dos meios anteriormente citados informarem o público, estes podem também ser usados para desinformar, ou seja, distorcer a verdade do assunto em causa. É possível compreender a origem desta desinformação se nos debruçarmos sobre certas realidades por vezes ignoradas. Inúmeros meios de comunicação são financiados por empresas externas; desta forma, o negócio e a busca pelo lucro ultrapassam o dever ético de prestar informações válidas ao público. É importante salientar que um grande número de donos das tecnologias de comunicação são políticos ou indivíduos que de alguma forma mantêm uma relação próxima com a política.

Ao aceitar toda a informação que nos chega através dos novos média sem questionar a mesma, ou seja, ao acreditar que a veracidade das notícias é garantida, ficamos vulneráveis à manipulação. A solução de fácil alcance individual passa por manter o espírito crítico a funcionar, sendo que desta forma haverá uma maior resistência do público face aos golpes de condicionamento por parte dos novos média.

Em jeito de conclusão, as tecnologias da comunicação e de informação devem ter como função descrever o mundo e os acontecimentos à volta dele para o público, sem distorcer ou ocultar, apresentando apenas os factos reais que existem, sem acrescentar nada mais. Distingue-se uma certa tendência utópica na frase anterior, pois essa tarefa parece ser de impossível concretização ao avaliar os meios de comunicação dos nossos dias. É igualmente importante não esquecer que a realização desta tarefa é essencial ao processo democrático que, no caso de Portugal, tão fervorosamente defende.

Joana Valente

 

Parar para processar…

Vamos parar um segundinho, pega no teu smartphone e conta quantas aplicações de redes sociais tens instaladas. Já viste? Na falta de poderes psíquicos vou utilizar o meu próprio exemplo, tenho cinco aplicações de redes sociais instaladas, para a maioria dos que me conhecem este pode parecer um dado estranho, não sou particularmente popular, nem em nenhuma delas tenho um número surpreendente de amigos. Sendo assim qual é a necessidade? Actualmente as redes sociais passaram de mero complemento a verdadeiras ferramentas de trabalho. No mundo das artes, como em tudo vemos um reflexo dessa instrumentalização do das redes sociais electrónicas. Concertos são marcados no Facebook, partituras enviadas por email, bilhetes comprados online e depois da performance, por toda a Internet, multiplicam-se as opiniões e observações do público. Untitled-1-01

Para muitos as redes sociais não passam de um passatempo ou uma banalidade, por experiência própria, pode ser assim durante anos. No entanto a agregação de todos os nossos contactos numa só plataforma (por perigoso que seja) é um facilitador do contacto rápido, essencial para quem não tem a capacidade de estar em todo lado ao mesmo tempo. O Instagram é uma prancha de lançamento de fotógrafos, designer’s e artistas gráficos por todo o mundo, o Snapchat faz coberturas em directo dos mais diversos eventos e é isto que os torna tão atractivos para este meio, que é o meu meio, a proximidade com tudo, já não interessa a nossa localização geográfica, procuramos a arte, comunicamos com os artistas, recebemos criticas e publicamos o nosso próprio trabalho para o mundo ver. Tudo isto sem sair de casa, e mesmo que o queiramos fazer isso em nada interfere, tudo é  tão portátil quanto nós.

Cabe-nos a nós, das primeiras gerações que tem todo este acesso ao tudo, fazer dele o melhor uso que soubermos, pode não chegar e claramente o desperdício destas ferramentas não é algo estranho. Como todas as grandes invenções, tendem a ser desvirtuadas e cair na banalidade e aí é a vez dos “génios” de ver o que sempre esteve á sua frente.

Agora mesmo, este texto poderia ser divulgado em pelo menos uma dezena de plataformas online, estando eu no sofá da minha sala, com uma manta nas pernas enquanto bebo chá e passeio pelas redes sociais no meu computador pessoal. Assim me despeço, até um próximo texto!

https://www.youtube.com/watch?v=EhHiwJjkGms

André Reveles

O Erro é “Nosso”

Nos dias de hoje os aparelhos digitais como o computador e o smartphone são elementos importantes para a vida de cada um. As crianças brincam com a playstation e os adultos fazem negócios pelo telemóvel, é verdade que os média digitais nos ajudam agora, em múltiplas coisas como o facto de nos trazer o saber e o conhecimento à distancia de um clique , mas também é verdade que tempo a tempo nos privaram da conversa cara a cara, a verdade é que agora quando acontece algo de bom ou de mau o passo a seguir é postar no face ou mandar uma mensagem a alguém para partilhar, e isto não quer dizer que seja de todo mau, pois falo de experiência própria quando digo que a Internet me ajuda, e muito, a comunicar com familiares e amigos.

Em média uma pessoa passa quatro anos da sua vida a mexer num telemóvel (como diz no vídeo “Can We Auto-Correct Humanity?”), mas a verdade é que a culpa não é da Internet, nem dos produtores dos smartphones, a culpa é “nossa”, que escolhemos passar a “nossa” vida agarrados a um objecto com ligação à Internet em vez de desenvolvermos ligações pessoais, o erro é “nosso” que hoje, qualquer coisa que façamos temos de partilhar, o erro é “nosso” que ligamos mais aos likes e aos comentários, que aos elogios e às conversas, vivemos nos dias de hoje numa sociedade tecnológica, onde para a grande maioria dos adolescentes, ter sucesso é ter 200 likes e ter milhares de amigos, numa sociedade tecnológica em que para conhecer pessoas novas não se vai a um bar ou a um café, vai-se sim online.

O que eu quero dizer é que todo este avanço tecnológico acarreta coisas boas e más como tudo, cabe a cada um utilizar estes novos média de forma correcta, para que um dia não estejamos todos nós viciados nestas redes sociais e smarthphones que nos fazem ser uma sociedade tecnológica.

Ana Bento


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