Realidade Paralela

   social_media_network_marketing_strategies   Actualmente, a palavra distância tem, cada vez mais, um significado relativo, dado o progresso contínuo dos meios de comunicação social que funcionam como autênticos relâmpagos de informação. Desta forma, os média permitem-nos estar virtualmente em qualquer lugar, fornecendo-nos dados precisos e imediatos. Assim, torna-se difícil algum assunto escapar às lentes das câmaras dos jornalistas e paparazzi.

   O século XXI, dominado pela tecnologia digital, afectou positiva e negativamente a forma como as pessoas se relacionam. Se antes a distância física tinha o entrave da não facilidade de comunicação, hoje em dia, constata-se o oposto, dado a variedade de escolhas. O lado negativo disto é que as pessoas, nomeadamente os jovens, acabam por se isolar num “mundo paralelo à realidade”, um mundo que, muitas vezes, é falseado, viciante, traumatizante e que rouba tempo e qualidade de vida. Assim, o tempo vai-se passando, por exemplo, na internet, em aplicações como o Facebook, o Instagram, o Skype e o Line. Estas redes sociais são muito úteis, isso é indiscutível, mas retiram muito do processo social cara-a-cara.

   Assim sendo, não é de estranhar que na sociedade actual a solidão seja um sentimento bastante mais intenso do que noutros séculos. Existe uma música de Rui Veloso, chamada Não há estrelas no céu, em que ele canta: “Não há estrelas no céu a dourar o meu caminho / Por mais amigos que tenha sinto-me sempre sozinho. / De quevale ter a chave de casa para entrar, / Ter uma nota no bolso para cigarros e brilhar?” O que ele nos pretende transmitir e, adequando ao tema deste texto, é que não adianta termos dinheiro (ou milhões de amigos nas nossas redes sociais) quando, na verdade, sentimo-nos sozinhos, a precisar de desabafar, abraçar e falar com alguém, não adianta querermos brilhar e sermos os maiores na internet, quando somos frágeis e com uma auto-estima muito reduzida.

   Em conclusão, na minha opinião, os novos meios de comunicação social foram uma invenção fantástica, com infinitas vantagens. Contudo, à que reconhecer que estes geram uma dependência que nem sempre é saudável, pois interferem no modo como agimos com a sociedade.   

Rafael Pereira


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