Arquivo de 23 de Março, 2015

Movimento das imagens

28 de Dezembro de 1895, Paris, Salão Grand Café.

O primeiro filme foi apresentado em sala pública, até então as imagens em movimento eram vistas principalmente numa espécie de caixas (cinescópios) inventadas por Thomas Edison e apenas uma pessoa via , “Arrivée du traine n gare à La Ciotat” dos irmãos Lumière, grande confusão se instala na sala cerca de trinta pessoas entram em pânico pensando que se aproximava um comboio verdadeiro e que iriam morrer. Grande sucesso que se expandiu até hoje. Tentaram passar alguns dos “mini” filmes que davam nos cinescópios para as salas de cinema para que todos pudessem ver em conjunto, um  dos filmes que teve um grande escândalo foi o filme “O Beijo” de 1896, em que os atores dão um pequeno beijo na boca e para a sociedade esses comportamentos eram proibidos em público tendo ambos os atores um final drástico (John C. Rice e May Irwin).

Com o passar do tempo o cinema começou a ser uma coisa normal e as imagens em movimento a ser utilizadas em imensas coisas, tanto para lazer ou trabalho. Hoje em dia usamos diariamente as imagens em movimento, na televisão, no telemóvel ou mesmo no computador.

Considero o cinema algo importante não só para a parte de lazer mas também para a parte cognitiva, existem muitos filmes de acontecimentos históricos, literários, entre outros. Muitas das vezes aumento a minha cultura geral com eles. A evolução e as consequências que acontece com o cinema acontece de certa forma também com as gravações caseiras, com elas podemos recordar momentos e/ou registar algo de importante. Ao filmar o mundo cada pessoa pode dar uma interpretação mais pessoal e divulgá-la e  quem sabe poderemos estar a dar um passo em frente tal como os irmãos Lumière ou o Thomas Edison o fizeram.

Eliana Silva

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Fonógrafo: A representação da necessidade humana

O fonógrafo foi um ponto crucial no mundo sonoro. O fonógrafo, mudou completamente o mundo, a partir do momento em que apareceu, tudo isto devido ao facto de ser o primeiro aparelho a poder gravar e reproduzir sons. Embora, nos dias de hoje, o fonógrafo tenha quase sido deixado de usar, sendo que algumas pessoas ainda usufruem deste, o fonógrafo foi a primeira pedra para tudo que hoje nos é disponível a nível de reprodução e gravação de sons.

A invenção do fonógrafo por Edison foi o ponto culminante de uma série de inventos que primeiro tentaram realizar a tarefa de gravar de forma mecânica em algum meio as vibrações sonoras. Um cone acústico era utilizado para captar o som e fazer vibrar um diafragma localizado no final do cone; com a vibração do diafragma uma agulha gravava marcas em um cilindro que representavam as ondas sonoras propagando-se no ar.

Este aparelho na minha opinião, tendo em conta que trabalho na área da música, foi se calhar a invenção mais importante nesta área, tal como na área da rádio, comunicação e comercialização, pois permitiu coisas tais como: a gravação de músicas, a facilidade de poder ouvir estas sem necessitar de contratar uma banda, a possibilidade de transportar estas, e ouvi-las em locais diferentes, a possibilidade de levar música às classes mais pobres, o transporte de cultura entre populações, ajudou no apelo ao consumo, produtor de mensagens sendo a projecção de emoções humanas através de uma máquina.

Concluindo, acho que podemos chamar a este objecto a representação da necessidade humana, pois neste momento, e tendo em conta a situação do nosso planeta, acho que o mundo não funcionaria sem esta criação que aproximou o emissor do receptor.

Tiago Marques

 

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A correta utilização do meio para a divulgação da mensagem

Será que o meio é realmente a mensagem?

Marshall McLuhan escreve sobre a sua teoria e dá como nome a esse livro, “The Medium is the Message”. Contudo, houve um erro tipográfico com o título do seu livro, sendo assim o livro foi publicado com o nome “The Medium is the Massage” e McLuhan não quis corrigir o título, sendo assim comprovou a sua teoria. Com esta alteração do título, o mesmo passou a ter várias interpretações possíveis, como, message (mensagem), mess age (era da bagunça), massage(massagem) e mass age (era da massa).

Seguindo  raciocínio de McLuhan, a mesma mensagem mas transmitida por diferentes meios irá ter um impacto diferente, pois o meio de transmissão foram variados. Ou seja, apesar da mensagem ser a mesma, o que lhe dá uma importância diferente é o meio que a divulga.

Este conceito pode-se verificar em manifestações, uma vez que utilizando o meio correto a mensagem que querem transmitir pode ter o efeito desejado, mas caso o meio escolhido para transmitir a mensagem não foi o mais indicado, o efeito pode ser neutro ou até mesmo negativo. Por exemplo, se o meio utilizado para divulgar a mensagem for uma manifestação com violência, a mensagem pode-se perder e deixar de fazer sentido, enquanto que se utilizarem somente as palavras e por exemplo o recurso a performances, pode ser que a mensagem seja transmitida corretamente e tenha um efeito positivo e desejado pela ou pelas pessoas que a querem transmitir.

Em suma, é mais importante o meio utilizado para a divulgação de uma mensagem do que propriamente a mensagem que se quer transmitir, pois a mensagem por perder o seu conteúdo se não for corretamente divulgada.

Cassandra Santos

Luz como identidade

A primeira fotografia.
[link na imagem]

Joseph Nicéphore Niépce, 1826/1827 (?)

Estamos no século XXI e permanece uma incógnita a importância da fotografia. A habituação à imagem, nos seus inúmeros registos, proporcionou um espaço para aquela que se tornou uma ferramenta de representação mais próxima do real, daquilo que o olho humano observa na sua essência. Pondera-se ao longo dos anos toda uma vertente artística, mais do que documental ou científica. São traços breves e que não fazem jus ao crescer da fotografia, mas que nos dão a ideia da sua evolução.

Parece-me sobretudo importante falar da identidade na fotografia.
A representação da personalidade na fotografia, não tem de ser necessariamente um retrato, ou um autoretrato. O “eu” assinala a sua presença de inúmeras maneiras. O “eu” que fotografa, que dá o cunho pessoal e individual à fotografia, o “eu” que é fotografado, o “eu” que estuda o trabalho fotográfico e que o encomenda – sendo este a alma de uma fotografia, por exemplo.

Ainda assim, o registo da imagem foi fulcral em muitos aspectos do nosso dia-a-dia: a importância da fotografia como registo de identidade e qualidade de cidadão (o Bilhete de Identidade), como meio de fixar no tempo a imagem de pessoas e seus contextos geográficos (que, de algum modo, sentenciam a efemeridade da vida), como meio de aprendizagem e conhecimento do passado (relativamente ao aspecto anterior), como movimento artístico e cultural (representativo de dezenas de nações).

Teremos inevitavelmente de referenciar aquele que é dos movimentos actuais mais marcantes desta sociedade tecnológica – a difusão das selfies; e as variantes que agora vão surgindo, numa tentativa de quebra de registo, que mais não é do que uma variação do registo, seja ele individual/colectivo, realista/criativo, entre outros. Este facto pode estar intimamente ligado à lógica da remediação de Bolter e Grusin que, aplicada neste contexto, se traduz na presença do conteúdo e da matéria da fotografia, inseridos nestas que são as novas práticas tecnológicas baseadas nos princípios da fotografia.

É importante considerar a fotografia como elemento fundamental nesta que é a conjuntura social e tecnológica do século XXI; e como esta permitiu e, diga-se, ainda permite ao ser humano adquirir uma percepção do mundo que arrebatou certos padrões de vida antes de esta ter nascido. Ingrato seria negar o seu uso.

Maria Miguel


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