Arquivo de 22 de Abril, 2015

O mundo dentro dos Media

Cada vez mais, somos confrontados com novos aparelhos que são lançados todos os dias, televisões topo de gama, smartphones, computadores, que com o tempo, cada vez mais, estes aparelhos se tornam mais transparentes, sempre com o objectivo de termos a melhor experiencia quando os usamos, permitindo com que sejamos absorvidos para dentro destes, perdendo noção de que estamos a olhar para um telemóvel ou para um computador, quase como se fossemos puxados para dentro destes aparelhos, para outra dimensão.

Por outro lado é sempre inevitável a completa absorção para dentro destes mundos electrónicos, pois estes aparelhos, ou o meio que nos rodeia vai impedir a completa experiência de Imediacia, ou porque o nosso telemóvel desligou ou abriu num menu, ou porque somos chamados para ir realizar alguma actividade ou até mesmo porque nesse mundo se está a passar algo que nos faz perder o interesse nele, fazendo com que comecemos a apercebermo-nos do que se passa à nossa volta, reparando que na verdade estamos a olhar para um simples aparelho electrónico, Hipermediacia.

Dando agora exemplos disto, quando estou a ver televisão, que no meu caso a televisão é fina e com contornos pequenos, e está a dar um programa que me interesse, eu sou completamente sugado para o mundo onde se passa o programa, ficando abstraído completamente do mundo que me rodeia, ou seja Imediacia, mas quando o programa vai para intervalo ou acaba e começam a dar publicidades ou até mesmo outros programas menos produtivos, o interesse com que eu estava no programa começa a desaparecer, começando a reaparecer os contornos da televisão, a parede onde ela está presa e todo o mundo que me rodeia. Concluindo a minha visão sobre o aparelho muda, sendo que deixo de ver através do aparelho e começo a ver o aparelho, sendo que ainda não são completamente invisíveis.

Será que algum dia estes aparelhos serão feitos de uma maneira em que deixe de haver Hipermediacia, e sejamos mesmo absorvidos para dentro do aparelho?

Não sei, mas eu ia adorar!

Tiago Marques

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Remediação

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A afirmação de Bolter e Grusin de que a ‘remediação’ é a principal característica técnica e formal dos meios digitais pode ser explicada de uma maneira relativamente simples.

O que estes escritores tinham como ideia de que todos os novos média têm como base da sua existência outros média que existiram antes destes, não podendo estes novos média existirem sem os anteriores terem existido.

Sendo assim, e porque é sempre mais fácil explicar algo com exemplos, a internet só existe hoje porque antes dela foi criada a maquina de escrever e o telefone. Se a pintura não tivesse existido e com isto ter sido criado o desejo da representação da realidade de forma fiel, a máquina fotográfica não teria sido criada.

Sempre que novos média são criados têm sempre outros média existentes dentro deles sendo o exemplo mais simples de que antes de existir a escrita de mensagens no telemóvel existiram as cartas e a máquina de escrever.

Mas claro que eles também referem que não são só os novos média que são inventados graças aos mais antigos, mas os média mais antigos também são reinventados tendo como base os meios mais recentes. Exemplos deste fenómeno são a criação de televisões cada vez mais parecidas com a internet ou então a utilização em filmes de efeitos especiais que são criados com ferramentas de programas de computadores.

Concluindo, a principal característica dos novos média é a ‘remediação’ pois existem sempre neles meios que já tinham sido criados.

 

 

Filipa Silva


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