Arquivo de 27 de Maio, 2015

O Software Nas Nossas Vidas

Nos dias de hoje o contacto com algum tipo de software é praticamente inevitável, ele está presente nos nossos telemóveis, computadores, tablets e até em alguns televisores.
Mas existem vários tipos de software, vocacionados para diferentes funções.
Alguns programas e aplicações são utilizados exclusivamente a nível profissional, ou seja, este tipo de software age como ferramenta de trabalho.
Porém, existem também milhões de “apps” e programas direccionados para o lazer, entretenimento, desporto e muito mais.
Obviamente que todo este software à nossa volta tem implicações no nosso estilo de vida, e na forma como socializamos com os outros.
Como exemplo disso, temos as SMS’s (Short Message Service), que vieram introduzir ao mundo uma nova forma de comunicação escrita, muito mais rápida e acessível do que todas as anteriores, sendo utilizado em estilo de conversa, e não para assuntos formais ou profissionais. É aí que entra o E-Mail, muitas vezes denominado como o “substituto da carta”, embora esta última forma de correspondência não tenha caído ainda completamente em desuso.
Muito daquilo que vemos como arte é realizado através do software. A edição musical exemplifica isso muito bem, em que várias ferramentas de software se juntam na criação ,edição e masterização da música que chega ao consumidor final.

O Design Gráfico é mais uma das áreas em que o software é frequentemente envolvido, através de programas utilizados também na edição fotográfica.

Podemos concluir assim que o software tem um enorme peso nas nossas vidas, estando ligado a quase tudo o que fazemos, tanto no trabalho, como nas nossas outras actividades diárias.

João Resende

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Os Conceitos de Copresença e Tempo-Real

No nosso dia-a-dia, sem apercebemo-nos, existem vários processos de mediação com vários conceitos. Dois desses conceitos, que eu vou falar, são a copresença e tempo-real.

– E o que são esses conceitos? – perguntam aqueles agarrados ao telemóvel sem saber que projeção dão ao mundo.

Não estou a julgar, eu também não sabia, teve de ser a Beth Coleman a explicar-me.

Muito bem, e o que é a copresença?

Bem, a copresença é um conceito de criação de um ambiente onde duas (ou mais) pessoas estão juntas, via uma conexão de rede, mas não estão realmente no mesmo sítio. Um exemplo disto seria uma chamada pelo Skype ou um stream de videojogo pelo Twitch. Com esses processos de mediação, existe assim uma atmosfera de familiaridade e convívio, sem as pessoas envolvidas estarem alguma vez no mesmo lugar.

O outro conceito, tempo-real, é, basicamente, o tempo que existe realmente, ou pelo menos o tempo que nós humanos experienciamos (existe a quarta dimensão espacial, people).

Isso, em relação com os processos de mediação, transmite-se numa forma mais pessoal. Um exemplo dessa relação poderia ser o site de social media, Facebook. Onde experienciamos, em tempo-real, a adição de fotos e comentários que o nosso tal amigo adiciona ao seu perfil (onde em 90% dos casos não é nada de interessante ou revelante) e nós somos quase como um espetador nessa vida digital. Em tempo-real.

Carolina Gonçalves

Um diferente meio, uma diferente repercussão da mensagem.

McLuhan

No século XX ocorreram profundas transformações políticas, económicas, sociais, mas sobretudo científicas, tecnológicas e artísticas que permitiram uma nova concepção do mundo.

Por exemplo, na arte, a originalidade ganhou um papel de extrema importância, onde as convenções clássicas foram deixadas à margem, produzindo-se uma arte nova que apelava à crítica, à imaginação e à ironia.

Igualmente, por volta da década de sessenta, investiu-se em perceber qual a repercussão dos media na sociedade. Um dos maiores investigadores deste fenómeno foi Herbert Marshall McLuhan (1911-1980). Este sociólogo canadiano produziu duas grandes obras: The Guttenberg Galaxy: the Making of Typographic Man (1962) e Understanding Media: the Extensions of Man (1964).

Destas obras extraem-se três aspectos fulcrais para se perceber a ideia de McLuhan, são eles: the medium is the message; os media como extensões do ser humano; e meios quentes e meios frios.

No primeiro aspecto, no qual o meio é a mensagem, McLuhan explicava que o mais importante não é o conteúdo, mas o veículo através do qual este é transmitido. Por outras palavras, McLuhan apostava em perceber o papel dos media enquanto difusores de informação. Esta interpretação gerou bastante controvérsia na época, dado que as anteriores pesquisas atribuíam grande significado à mensagem em detrimento do estudo do veículo por onde essa era transmitida.

Desta forma, é inevitável não se estudar as características específicas de cada media, ou seja, é preciso analisar pormenorizadamente os vários media, saber quais os seus defeitos e qualidades, para assim se definir qual a melhor forma de os utilizar.

Entramos, deste modo, no aspecto dos media como extensões do ser humano, isto é, os media recorrem aos nossos sentidos para se fazerem transmitir. McLuhan distingue três Eras: a Era Tribal, marcada por uma linguagem que privilegia os sentidos do gosto, do olfacto e da audição, onde a oralidade assume um papel enaltecedor em detrimento do poder da escrita; a Era da Escrita, na qual o sentido da visão torna-se predominante, favorecendo a distância individual, bem como a lógica e o pensamento linear, e o desenvolvimento da filosofia, da ciência e da matemática; a Era da Imprensa que nos remete à Galáxia de Gutenberg, onde se agudiza o predomínio da visão, onde a estandardização das línguas nacionais conduz ao nacionalismo, onde a uniformização da comunicação escrita elaborada pela imprensa antecipa o modo de produção industrial e onde se promove o desenvolvimento da ciência e do individualismo; e, por fim, a Era Eletrónica, definindo-se como uma autêntica “aldeia global”, na qual as notícias circulam a uma velocidade incrível, onde a televisão e os meios eletrónicos favorecem a participação e a espontaneidade e promovem a retribalização da humanidade, e cuja essência origina o declínio do pensamento lógico e linear na cultura eletrónica.

Para explicar melhor as suas convicções, McLuhan distingue meios frios de meios quentes. Os meios frios transmitem uma mensagem menos óbvia, sendo necessária alguma dedicação para a compreender, sendo exemplo, a fala, a animação, o telefone, a televisão, a escrita e a ideografia. Estes meios têm baixa definição e alta participação do receptor; por sua vez, os meios quentes transmitem uma mensagem precisa e clara que se impõe fortemente ao receptor, não exigindo uma leitura de grande esforço, como a imprensa, a escrita alfabética, a rádio, o cinema (excepto os filmes de animação). Estes meios apresentam ainda uma alta definição e uma baixa participação do receptor.

Obviamente que esta distinção de meios frios e meios quentes, hoje em dia, tem de ser questionada, visto que existem meios, como a televisão, que pode ser considerada um meio quente e frio ao mesmo tempo. Ou seja, a Era Eletrónica na qual nos encontramos actualmente tem meios cuja alta definição e a participação activa torna complicada e controversa a diferenciação entre frio e quente.

Em suma, o impacto de uma mensagem depende do meio através do qual esta circula. O meio modifica, sem dúvida, o peso de uma determinada mensagem, tal como o seu conteúdo.

Rafael Pereira.


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