Arquivo de 28 de Maio, 2015

Humanos 2.0

Os dispositivos digitais estão constantemente a ser usados pelo ser humano, fazendo com que possam ser considerados extensões da mente humana.

É quase impensável para nós sairmos de casa sem o telemóvel, isto porque sabemos que durante o dia-a-dia precisaremos de comunicar com alguém, fazer uma pesquisa no google, jogar os nossos jogos favoritos ou até mesmo actualizar os nossos perfis nas redes sociais, e por isso podemos, ainda mais do que uma extensão, denominar este dispositivo de melhoria da mente humana. Isto porque nos dá capacidades que não possuímos naturalmente. Possuir um dispositivo como um smartphone dá-nos imediatamente o poder de comunicar a longas distâncias, de fazer uma viagem rápida para algum destino cujo caminho nos seja desconhecido, de procurar solução para quase qualquer problema na internet, ou mesmo fazer uma compra e pagá-la, em qualquer lugar do Mundo.

O mais recente exemplo desta utilização dos dispositivos como extensão da nossa mente é o Smartwatch. Os smartwatches são dispositivos móveis, com a forma de um relógio de pulso, com a capacidade de fazer quase tudo o que os telemóveis, tendo ainda a capacidade de “trabalhar” em conjunto com estes últimos, podendo ser usados para atender as chamadas que fazem para o nosso telemóvel e também receber e enviar mensagens.

O facto de este dispositivo ter a forma de um relógio é um indicador claro do quanto estamos ligados aos nossos dispositivos, introduzindo-os até no nosso vestiário.

Podemos, portanto, concluir que os nossos dispositivos fazem parte de nós, modificando as nossas práticas diárias e ajudando-nos a superar-nos a nós próprios, oferecendo-nos habilidades que há 20 anos atrás seriam impensáveis.

João Resende

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O meio é a mensagem

Herbert Marshall McLuhan nasceu a 21 de Julho de 1911, no Canadá. Aos 23 anos formou-se em Literatura Inglesa, pela Universidade de Manitoba e em 1942 doutorou-se em filosofia na Universidade de Cambridge.

McLuhan estudou o impacto das novas tecnologias e os efeitos dos meios de comunicação na sociedade. Nas suas pesquisas desenvolveu conceitos que alcançaram grande fama e foram amplamente divulgados. “O meio é a mensagem” foi uma das suas declarações mais importantes e é também o título da sua obra publicada em 1967. A afirmação acima referida foi inovadora, na medida em que, até então, apenas se tinham elaborado estudos relacionados com o conteúdo difundido pelos meios, focando a questão da mensagem e ignorando o meio que a disseminava. Contudo essa tendência foi contrariada quando o autor apresentou esta nova perspetiva visionária.

Os suportes da comunicação e as tecnologias são determinantes na mensagem: os conteúdos modificam-se em função dos meios que os veiculam.”

A mensagem pode ter diversos significados como resultado do meio que a divulga. McLuhan explica-nos que, uma mensagem transmitida de forma oral ou por escrito tem diferentes estruturas perceptivas, ou seja, o indivíduo que vai ser o receptor do conteúdo, irá adotar diferentes mecanismos de compreensão, consoante o meio utilizado para lhe fazer chegar a mensagem. Uma mesma mensagem é percebida por um mesmo indivíduo de formas diferentes se ele as receber em diferentes meios, o que faz com que a mesma mensagem adquira diferentes significados.

Alguns conteúdos são transmitidos deliberadamente através de um certo meio e não por outro, além dos meios ditarem, por vezes, o assunto da mensagem também são escolhidos de forma intencional conforme o público a que se quer fazer chegar a mensagem.

Concluindo, o meio não deve de ser visto como um simples veículo de transmissão da mensagem, já nos apercebemos do quão determinante na comunicação pode ser, uma vez que pode demarcar o conteúdo desta.

Joana Valente


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