Archive for the 'Dispositivo Digital' Category



Construindo Diálogos, Introduzindo Pensamentos…

Como podemos entender a afirmação de McLuhan de que o meio é a mensagem? Esta pergunta suscita-nos a pensar vários conceitos:  o que é o meio, o que é a mensagem, se eles podem ser vistos separadamente e como lhe damos com eles.

Buscando delinear um pensamento de entendimento sobre o assunto, digamos que o   meio é a forma, o dispositivo que será utilizado para transmitir a mensagem. O meio é a criação, é a invenção, é a ferramenta tecnológica que será apoderada e utilizada de ns formas pelos seres humanos. E é nesta interação do humano com o dispositivo que chegaremos ao entendimento de que o meio é também a mensagem, quer dizer, de que o uso que faremos neste meio já é em si uma mensagem nas relações humanas. Sim, um pouco complexo.

Para clarear o pensamento a respeito pensemos na introdução dos telemóveis nas nossas vidas. Antes da existência de telemoveis vivíamos com a ideia de um contato digamos mais demorado, lento. Um recado que seria deixado para chegar ao conhecimento da pessoa posteriormente ou a espera do encontro físico para estabelecer a comunicação. Com o advento do telemóvel fomos adaptando-nos, acostumando e tornando-nos muitos casos dependentes da comunicação imediata que ele proporciona. Assim, a forma de comunicação estabelecida pelo telemóvel, já insere em si um conjunto de mensagens, pois o telemóvel já traz suas configurações e funções características que vão afetar diretamente a forma de comunicação.

Tentando amadurecer este pensamento, pensemos na educação. Vivendo em um mundo altamente globalizado e tecnológico  a não inserção da cultura eletrônica no ensino traz de fato uma falta de avanço ao pensar a educação. É preciso pensar a escola levando em consideração as transformações da sociedade, pois elas estão intrinsecamente ligadas.  De acordo com Olga Pombo, a escola:

“tem que levar a sério a revolução mediática em curso, não pode continuar a manifestar perante ela a indiferença                                        gelada e soberana  ou a reverência respeitosa e subserviente com que, com raras excepções, tem tentado iludir os desafios que têm vindo a ser colocados”.(POMBO, 1994, p.9)

É preciso questionar o papel do medias e compreendê-los como extensões do homem e assim inseri-los no campo de fundamental importância de desenvolvimento humano que é a escola, a educação. E desta forma, para concluir a introdução deste jorro de pensamentos  a respeito do entendimento de que O meio é a mensagem proposto por McLuhan, ficamos com as palavras de Jully Rodrigues colocando que ao falar que:

“(…) O meio é a Mensagem, o autor explica que a mensagem de qualquer meio ou veículo é a mudança de padrão que este meio provoca na sociedade, uma vez que é o meio que rege a forma e a dimensão dos atos e associações humanas”. (RODRIGUES, 2008)

Vânia Silvério

(In)consciência do meio?

Tema de escrita: Como podemos entender a relação entre ‘imediacia’ e ‘hipermediacia’ (por exemplo, num destes meios: televisão, cinema, rádio, computador pessoal, videojogo, pintura, romance, teatro?) 

A Teoria dos novos média digitais segundo Jay David Bolter e Richard Grusin em Remediation: Understanding New Media (1999) assenta em três conceitos: remediação, imediacia e hipermediacia.

Ao longo da História podemos observar uma remediação. Os média digitais são sempre remediações de outros meios (por exemplo da imprensa para o hipertexto electrónico), o que implica transformação ou adaptação. Contudo, a remediação não é só do meio velho para o novo, os meios velhos vão buscar características aos mais recentes para atrair novamente a população.

O conceito de imediacia (ou imediação) é analisado consoante os processos de transparência, neutralização e ocultação do meio. Opera segundo a lógica da transparência uma vez que o tem como objectivo ocultar a sua materialidade específica. Ou seja, podemos falar de imediacia quando não temos consciência da presença do meio, o espaço visual da representação é visto como espaço real. Um bom exemplo disso é um jogo ou um filme em 3D, já que nos deixamos abstrair do meio e entendemos a experiência como situação real, como se estivéssemos nesse mundo e fizéssemos parte dele, apesar de conscientemente sabermos que isso não é bem assim. A interface gráfica do utilizador (graphical user interface) segue o mesmo propósito, procurando ocultar-se. Exemplificando, quando abrimos uma pasta no computador não pensamos naquilo que acontece para que essa operação seja sucedida e a forma como o próprio ícone se apresenta (imagem de uma pasta com documentos no seu conteúdo) ajuda a criar um ambiente mais “natural”.

O conceito de hipermediacia (ou hipermediação) é analisado através dos processos de opacidade, estranhamento e revelação do meio. Actua segundo a lógica da opacidade uma vez que o meio se mostra e torna a sua presença visível (temos consciência dele). Quando contemplamos um vídeo no youtube e a meio ele fica lento chegando mesmo a parar, apercebemo-nos do meio, a relação de continuidade é quebrada.

A tensão entre imediacia e hipermediacia está  presente nos média e a cada conceito correspondem diferentes procedimentos que os favorecem, como por exemplo: na imediacia  a perspectiva linear representa  a ideia da tela como uma janela que mostra o que está para além dela, criando a ilusão de continuidade entre o espaço representado e o espaço real, já na hipermediacia temos uma multiplicidade de perspectivas a que podemos comparar com um espelho que reflecte o real; as marcas do pincel na superfície de um  quadro são esbatidas no caso da imediacia, enquanto que na hipermediacia essas marcas estão presentes.

A propósito de um vídeo que observámos numa aula intitulado de “A new dimension in TV”, aqui está o link de um vídeo que mostra o modo como tudo foi realizado:

 Daniela Fernandes

Mão Autonóma

A máquina de escrever foi engolida pelos dispositivos digitais.

Penso que a escrita digital veio tirar significado à escrita, no seu conceito original. Nós nos tornámos independentes da máquina de escrever, no momento em que este instrumento foi substituído pelos processadores de texto, o teclado, que terá grande impacto nos modelos da escrita convencional.

Ao assistir o vídeo “Hands and Writings”, de Sarah J. Arroyo, apercebi-me de certas condições e consequências, onde a escrita digital nos afecta. Uma das vantagens desta substituição se deve ao facto do computador/teclado ser mais eficiente, e mais rápido, onde temos as portas para a comunicação e o conhecimento abertas. Mas é difícil sentirmos a necessidade de escrever uma carta a alguém, ou a uma entidade à mão, tal situação é rara acontecer, por ser muito mais práctico o computador. A questão aqui colocada é ao escrever no teclado, e não à mão, se se nos modifica como indivíduos, como seres criadores, e neste aspecto concordo com a afirmação de Kittler “ Para mecanizar a escrita, a nossa cultura teve de redefinir os seus valores ”, pois ao transpor a escrita para um suporte digital, tivemos de criar um novo universo de linguagem, de conceitos, em que temos ao nosso dispor um mundo de comunicação a explorar.

Um dos problemas que este novo mundo criou foi a banalização de certas palavras, de certos conceitos, como por exemplo a amizade, em termos virtuais, pois as intenções modificaram-se. Torna-se o discurso mais informal, mais descuidado, e talvez mais repetitivo. Há um certo distanciamento da pessoa e da intenção do seu discurso. A comunicação devia, supostamente, ser uma extensão do ser, como Nietzsche afirma “ As nossas ferramentas de escrita, não só trabalham no nosso pensamento, mas também é algo como eu”.

Outra questão levantada no vídeo, é o sentido da escrita no ‘teclado’, evocar comunidades de conhecimento, em que nada está protegido, todos podem ler, e onde permanece a necessidade de partilhar conhecimento, mas também a necessidade de partilhar experiências, estados de espírito, principalmente em redes sociais, que te fazem sentir num ambiente de comunidade. Reichelt diz “Ambiente Intimo: sensação de conexão que nós temos, ao participar nas ferramentas sociais online”. Até mesmo o conceito de intimidade tem de ser redefinido.

Sendo assim, concordo inteiramente quando Kittler diz “Armazenamentos tecnológicos para escrita, imagem, e som, só poderiam ser desenvolvidos, após o colapso deste sistema ”, pois, embora a tecnologia seja produtiva, útil, funcional, práctica, a acumulação das tecnologias para a escrita, a imagem, o som, só poderiam evoluir independentes do sistema.

Sofia Maia

Conectando Pessoas…

O telemóvel foi uma das grandes revoluções tecnológicas que também revolucionou a forma de se comunicar. Assim como a maioria das inovações, o telemóvel além de causar grande impacto na sociedade, teve uma adesão muito rápida por parte dos consumidores. Hoje em dia, poucas são as pessoas que não possuem.

Funcionalmente o aparelho surge como chamadas móveis, o que contribuiu de forma decisiva para o avanço das comunicações. Por volta de 1983 foi disponibilizado o serviço comercial. Em 1991 devido ao congestionamento de frequências, muitas indústrias foram obrigadas a estudar alternativas para melhoria a tecnologia, surgindo assim a tecnologia TDMA (Time Division Multiple Access) ou (Acesso Múltiplo por Divisão de Tempo), frequência mais utilizada na América e a GSM (Global System for Mobile Communications) ou (Sistema Global para Comunicações Móveis) adoptada pelo padrão da União Europeia. Outra frequência utilizada é a CDMA (Code Division Multiple Access) ou (Acesso Múltiplo por Divisão de Código) utilizado tanto para a telefonia móvel quanto para o rastreamento via satélite (GPS)

O primeiro SMS foi enviado por volta de 1992 e em 1997 foi lançado o primeiro telemóvel com câmara fotográfica, onde pôde-se observar o declínio da venda de máquinas fotográficas, as quais também foram evoluindo passando por grandes transformações e dando lugar as câmaras digitais.

Passamos pela tecnologia de 1G (primeira geração), 2G (segunda geração) e actualmente vivemos com a 3G (terceira geração), essa última, permite as operadoras de rede, maior e melhor gama de serviços e capacidade de rede a seus usuários, facilitando as vídeo chamadas. Já pode-se pensar na 4G (quarta geração) que nos permitirá a utilização de serviços com muito mais qualidade.

O telemóvel sem dúvida, trouxe para sociedade um avanço tecnológico essencial e indispensável, que de certa forma também gerou e/ou acentuou algumas consequências, como o uso de abreviações em torpedos SMS, que gerou junto com o uso da internet em sites de relacionamento, o “netspeak” que é a linguagem da internet. Uma das características utilizada nessa nova linguagem é os emotions ou smiles, ou seja, “carinhas” que representam o estado emocional de cada frase.

Contudo, ainda temos muito que esperar de um telemóvel, actualmente ele agrega muitas funcionalidades desde as mais simples as mais complexas, como a tv digital, reprodutor de música e vídeo, câmaras digitais que chegam até 10 Mega Pixels, gravador de vídeo, vídeo chamada, função touch-screen (teclado sensível ao toque), bluetooth entre muitos outros.

Victor Mota

Kindle

Quando falámos de remediação nas aulas, não pude deixar de pensar nos e-books e na forma como eram uma nova versão dos livros em papel. Confesso que odeio ler no computador e que só consigo desfrutar de uma leitura se estiver a ler um livro normal, com capa, contracapa e páginas a sério. No entanto, há uns dias atrás descobri que existia um dispositivo que facilitava a leitura de e-books e não pude deixar de admitir que a perspectiva de poder ter centenas de livros armazenados num aparelho leve e pequeno é bastante atraente.

O Kindle (The number 1 Bestseller on Amazon!!!) é um pequeno aparelho digital cuja principal função é a de ler e-books. Para além disto, ainda permite o acesso a jornais, revistas e blogs online, bem como a compra e download de e-books, através de uma ligação wi-fi. Ficheiros MP3 são também lidos pelo dispositivo, embora com algumas limitações. Foi criado pela Amazon em 2007, tendo sido criada uma segunda versão em 2009 (Kindle 2) e ainda uma terceira em 2010 (Kindle3). A nova versão tem uma memória interna de 4G (extensíveis recorrendo a cartões de memória) e a bateria dura, em média e com o wi-fi desligado, um mês. Só lê ficheiros comprados no Amazon e o acesso a publicações on-line é pago mensalmente, também através do site.

Deixo o vídeo promocional:

 

Maria Leonor de Castro Nunes

Ray Kurzweil

Ray Kurzweil foi o principal desenvolvedor do primeiro scanner plano CCD, o primeiro omni-font, que é o reconhecimento óptico de caracteres, primeira máquina de leitura de impressão para voz em benefício aos deficientes visuais, o primeiro texto para sintetizador de voz, o primeiro sintetizador musical capaz de recriar o piano e outros instrumentos de orquestra. O Web site de Ray Kurzweil tem mais de 1 milhão de leitores.

Ray acredita que em breve a potencia e a velocidade dos computadores irão superar a do cérebro humano. Prever que super computadores minúsculos serão integrados no corpo humano para compensar algumas de suas fraquezas. Ele cita pessoas como os pacientes de Parkinson que já utilizam computadores no cérebro, onde podem ser instalados programas. Ray também comenta sobre o “Nano Bus”, que são dispositivos microscópicos controlados por computadores capazes de realizar diversas tarefas dentro do corpo humano. Estes dispositivos microscópicos são enviados pela corrente sanguínea e interage com os neurónios. Segundo essa concepção, por volta de 2030, o Homem será uma metade biológico e metade não-biológico.

A nano tecnologia já faz parte da vida de algumas pessoas. Ela está presente em muitos componentes electrónicos, desde computadores até aparelhos da medicina e outros tantos itens que possuem alta tecnologia. Essa tecnologia só existe em laboratórios e indústrias com equipamentos de alta precisão, até pelo facto de se tratar de componentes super pequenos, os quais são invisíveis aos nossos olhos.

A nano tecnologia torna-se útil e indispensável, uma vez que facilitará o diagnóstico ou até mesmo o tratamento de determinada “enfermidade”. Precisa e objectiva, com a nano tecnologia na área da saúde, pode-se obter resultados mais significativos em tão pouco tempo.

Victor Mota

Ibex Flytouch 3

Com o ano de 2011 a ser denominado de ‘o ano das tablets-pc’, de certeza que conhece o IPad. Mas não deve conhecer a que lhe vou falar. Devia. Segue-se o porquê.

A Ibex Flytouch 3 é a sua concorrente chinesa. A tablet Ibex Flytouch  tem a vantagem de ter o sistema operativo Android 2.2 Froyo, que é um sistema ‘open source’, ou seja, é  (quase) completamente personalizável para quem tenha conhecimentos de programação.  Com cerca de 10 polegadas (as tablets Android podem variar entre 7 a 10.1 polegadas, aproximadamente 18 a 25 cm) Além do sistema operativo, algumas das suas características são:

  • GPS
  • 2 portas USB (para possível uso de teclado)
  • Android Market instalado
  • Bateria dura 6 horas
  • RAM 512MB/ROM 4GB (apenas 2GB estão disponíveis para uso pois o SO, as aplicações e o GPS ocupam metade)/8GB/16GB
  • Câmara de 1.3M
  • Wifi
  • Conector de fones.

Com um preço (muito) mais apetecível que qualquer Ipad, cerca de 200 dollares ( mais ou menos 130€), a Flytouch 3 está disponível num sitio muito próximo de si: ebay.

As criticas à tablet partem do facto de ter pouco armazenamento, pois apenas 2GB utilizáveis acabam por se esgotar rapidamente. A tablet foi então renovada para a sua versão com 8GB, e mais tarde lançada uma versão com 16GB, resolvendo as queixas dos utilizadores. Falavam ainda do facto de que não seria possível correr o jogo ‘Angry Birds’, bastante famoso no mundo de utilizadores do IPad. Problema esse que foi prontamente resolvido: os gurus de firmware logo arranjaram solução.

Daniela Boino

Kindle: O Livro Electrónico

Isto já se pode considerar um momento histórico: pela primeira vez, a  venda de livros electrónicos da Amazon ultrapassou a venda de livros em papel. Isto prova que cada vez mais pessoas preferem ler a partir de um dispositivo electrónico do que pelo meio tradicional. O anúncio foi feito no dia 19 de Maio, num comunicado da Amazon que, como é habitual, não revela os números exactos de vendas.
Em Novembro de 2007, a Amazon apresentou a primeira versão do Kindle, o mais conhecido leitor de livros electrónicos. O Kindle tem armazenamento até 3500 livros e esses mesmo livros também podem ser lidos no computador, no iPhone, no iPod e nos aparelhos com sistema Android.
Este meio é claramente de remediação (onde o conteúdo de um meio é representado noutro meio, ou seja os médias digitais funcionam numa relação dialéctica com os anteriores), uma vez que o livro electrónico reformou o meio anterior (livro).

O vídeo que abaixo se segue é uma revisão de todos os componentes e características mais importantes do Kindle:

Sara Cunha

Kinect e as suas utilizações para além dos videojogos

“Kinect” é o nome do mais recente dispositivo criado pela Microsoft para videojogos. O seu funcionamento é baseado em duas cameras, uma RGB que reconhece o rosto e exibe vídeos e outra infravermelhos que serve para reconhecer o movimento e a profundidade. A sua principal função era servir como “comando” para a X-Box 360 apenas com o corpo humano e não com um dispositivo nas nossas mãos como tem sido convencional até à data, porém, logo após o lançamento deste dispositivo alguns designers de interacção e programadores aproveitaram para criar programas de reconhecimento e de realidade aumentada.

Imagem do dispositivo

Imagem do dispositivo

Um exemplo destes programas foi o que Theo Watson e Emily Gobeille fizeram. O sistema faz um reconhecimento em tempo real do esqueleto humano no braço onde o ombro, o cotovelo e o pulso é usado para controlar o movimento e a postura do grande pássaro que vai ser criado para interagir com outros.
Para entender melhor o trabalho destes dois artistas e uma das possívels utilzações deste dispositivo segue o video da instalação.

André Costa

‘Mamãe eu quero!’

O Nokia 888 é um protótipo desenhado por Tamer Nakisci, designer turco, de 23 anos, premiado no Nokia Benelux Design Contest em 2005.

Este projecto faz-me lembrar os amigos imaginários que as crianças (e alguns adultos) têem, que perguntam coisas como ‘onde vamos hoje?’ e que nos avisam da nossa agenda diária. O designer explica as ‘E-motions’ – electronic emotions- que o telemóvel permite enviar:

“ You can send and receive forms from / to friends. You can send a heart shape to your girlfriend, so her telephone turns into an icon of heart. Or you can send a dancing form to your friends to call them to the party tonight. This is the fun side of the product.”

Esta opção permite ainda a possibilidade de ter uma forma diferente para uma pessoa específica, como hoje em dia há a possibilidade dos toques personalizados. O telemóvel é bastante flexível e pode ser dobrado em praticamente todas as formas e feitios:

“We look from the functionality side, 888 is quite flexible. You can put it into your pocket, roll it and make it smaller, or put on your wrist when you want to make a video call on the go. If you want to talk like a normal telephone, there you have your telephone shape. We go through a lot of places and situations in the daily life, so it seems like one form is not enough.”

No meio de tantas opões, o telemóvel é basicamente um PDA com touchscreen maleável, que funciona também como alarme, GPS, agenda, envio e recepção de e-mails.

Este protótipo está na ‘gaveta’ desde 2005, quando Tamer o criou. Resta saber se num futuro próximo serão os engenheiros da Nokia capazes de lhe dar vida?

Daniela Boino

iPad 2

No passado dia 25 de Março chegou a Portugal a segunda geração do iPad: o iPad 2. O iPad 2 é um tablet computer concebido, desenvolvido e comercializado pela Apple. É, essencialmente, uma plataforma de meios audiovisuais que inclui livros, jornais, filmes, música, jogos, e conteúdos da web. O que o difere e torna ainda mais fantástico do que a primeira geração do iPad são as suas vastas características. Comparativo com o iPad 1, este é 33% mais fino e 15% mais leve. Tem dois núcleos avançados num chip A5, o que faz com o iPad consiga fazer o dobro do trabalho de uma só vez e as suas aplicações carreguem mais rapidamente. Possui gráficos 9 vezes mais rápidos e a autonomia da sua bateria dura até 10 horas, devido, também, à existência do chip A5 e ao sistema operativo iOS. Possui duas câmaras HD, uma frontal e uma traseira, que podem funcionar em conjunto e servem para fazer videochamadas através da aplicação FaceTime e tirar fotografias através do Photo Booth. O iPad 2 tem um ecrã grande, de alta definição, com 9,7 polegadas e retroiluminação. O ecrã foi concebido para apresentar tudo tanto horizontal como verticalmente. A sua adaptação a qualquer posição deve-se ao facto de o aparelho possuir tecnologia de ecrã IPS (in-plane switching), e ainda ao ângulo de visão amplo de 178 graus. É um aparelho Multi-Touch, o ecrã é táctil e reconhece múltiplos contactos simultaneamente, que possibilita a manipulação natural do sistema através das mãos. O sistema operativo é o iOS 4, que inclui já todas as apps integradas avançadas (cerca de 65.000). Este software é, essencialmente, o motivo pela qual ainda nenhum outro dispositivo se aproximou do iPad. O aparelho liga em instant on, ou seja, o arranque é muito mais rápido que o de um computador, por exemplo. Todos os iPads foram concebidos com a tecnologia sem fios 802.11n, que detecta automaticamente redes Wi-Fi, e possui ainda conectividade 3G. O seu sistema possui um acelerómetro integrado que funciona em conjunto com um giroscópio de 3 eixos e uma bússola. Com isto, pode-se rodar o iPad para a vertical ou para a horizontal, ou até mesmo de pernas para o ar, pois a imagem vai sempre adaptar-se ao ecrã. Além disso, detectam também onde o iPad se encontra, a direcção para onde está virado, e como se desloca. Uma das novidades do iPad é o vídeo em espelho. Basta ligar o adaptador AV digital Apple ou o adaptador de base de ligação para VGA, e podemos ver, assim, o que está a dar no iPad através de uma televisão ou de um projector. A partir do iPad dá também para imprimir e-mails, fotografias, páginas de internet e documentos, directamente via Wi-Fi, não necessitando assim de softwares, controladores, nem cabos.

Juntamente com o iPad 2 foi criada a iPad Smart Cover, que encaixa no iPad e serve, não só para proteger o ecrã, mas também para servir de plataforma de apoio ao iPad. Além disso, ao abrir a iPad Smart Cover, o iPad é activado instantaneamente, e ao fechar, entra automaticamente em modo hibernação.

As aplicações integradas já no iPad 2 vão desde a imagem até à música. Photo Booth (aplicação para editar fotografias), FaceTime (aplicação para fazer videochamadas), consulta de e-mail, iBooks (leitura de livros), Game Center (centro de jogos), encontrar iPad (funcionalidade que, quando activa, permite, no caso de se ter perdido o iPad, localizá-lo através de outro dispositivo da Apple), iPod (leitor de música), iTunes (loja de música), aplicações para tocar guitarra/piano, são algumas das muitas aplicações que podemos encontrar neste dispositivo. Neste momento, a Apple já lançou mais de 10 mil milhões de aplicações para o iPad!

E, mesmo estando o país em crise, o iPad 2 esgotou em Portugal logo no primeiro dia de venda. E nós questionamo-nos: será que vale a pena investir cerca de 500 euros num aparelho como este? É certo que todas as suas características o tornam num “acessório” desejado por muitos, mas, ao termos todo o tipo de coisas assim na nossa mão, vamos acabando por perder a sensibilidade relativamente ao “mundo real”. Por mais prático que seja, nada substitui a sensação libertadora de folhear um livro ou de tocar um instrumento, por exemplo. É sempre bom equilibrarmos o lado tecnológico com o lado humano.

Andreia Loureiro

Só Porque SIM?

Estava eu num site sobre tecnologia, que costumo visitar habitualmente, e deparei-me com um anúncio que me chamou à atenção. Era diferente, não o consegui associar a nenhum outro televisivo, e fiquei curioso. A única coisa que me reconheci foi marca que publicitava ou a que estava associado, que é o mesmo. Assim fui parar à página do movimento SIM – Movimento pela Criatividade em Portugal by Samsung.

Se já foram a este sítio deverão concordar que é um pouco difícil de perceber ao certo o que é mesmo este movimento, nem mesmo lendo o manifesto do movimento nem vendo o videoclip do mesmo, que de resto não mostra muita inovação. Ok, apela à criatividade e à inovação em diversas áreas em Portugal, mas porquê, como e a que propósito? Pois, porque todas as coisas têm um propósito. Bem, então tive que ir procurar notícias referentes ao assunto. E o motor de busca só me conseguiu dar um resultado favorável. Da qual pude ler que é um projecto desenvolvido pela marca Samsung com o objectivo de:

Promover e envolver a sociedade no apoio à criatividade no País é intuito do projecto, que pretende impulsionar a aliança entre a tecnologia e a criatividade na dinamização de trabalhos nacionais.

E:

onde é ainda feito aos interessados o convite para deixar a sua marca e apoiar a criatividade de origem portuguesa.

In http://www.marketeer.pt“Samsung cria movimento de apoio à criatividade nacional”

Continua a não me responder à questão me saltou de imediato à cabeça. Qual é o objectivo? Sim, qual foi a ideia da empresa, neste momento, de criar este movimento? Virou mecenas das artes ou das ideias inovadoras em Portugal? Bem, se assim é porque é que não foi falar com as universidades do país a fim de promover essas mesmas ideias dos estudantes que não têm possibilidades de as desenvolver só por sim, por exemplo? E comecei a pensar que, talvez não fosse tudo tão simples ou formidável como o site do movimento nos parece querer entender.

Primeiro veio-me à memória o facto de esta empresa promotora ser a mesma que, ainda há poucos dias, foi acusada pela marca Apple pelo facto de “os seus últimos produtos se parecem bastante com o iPhone e o iPad”.

Depois, há um pormenor no vídeo de propaganda do manifesto do movimento qua não pode ficar de parte: além de não haver criatividade nenhuma, aquilo que mais se pode ver no vídeo e que mais salta aos olhos de qualquer um é o telemóvel utilizado, de forma natural, para as montagens.

Ou seja, mesmo sem ser grande perito em semiótica dá para ver que este movimento é mais uma campanha de publicidade do que de outra coisa. Assim, a marca aproveita um momento e uma conjuntura social e política em que: há cada vez mais movimentos e manifestos que nascem e proliferam na internet; as dificuldades orçamentais que o estado e a economia atravessam levam a uma diminuição do investimento em projectos arriscados e/ou inovadores; as artes e a cultura são sempre onde se corta mais nos investimentos. E então, cria este movimento, onde mata uma família de coelhos de uma cajadada. Primeiro, associa a sua marca à inovação e à proliferação e partilha de ideias novas que possam ajudar a sociedade; segundo, consegue imiscuir-se numa franja de possíveis consumidores e associar-se a eles e aos seus pares, como os jovens e os artistas; terceiro, com o actual momento de contestação social e a facilidade de propagação de mensagens pelas redes sociais espalha a imagem criada da empresa muito mais facilmente e, talvez, com menos custos.

Ora, posso ser eu demasiado desconfiado, mas já se dizia no tempo do meu avô, que “não há almoços grátis”. E mesmo que houvesse, um bom samaritano não tem necessidade de apregoar a sete ventos quando dá uma esmola. Pelo que, se não há interesses por de trás do financiamento e ajuda a movimentos destes, quem financia e patrocina podia pura e simplesmente fazê-lo sem colocar o seu logótipo ou slogan no fim. Como tal este não é um movimento porque sim, é, antes, mais uma campanha de publicidade. Isso sim!

João Miguel C. Pereirinha

Os «Média Quentes» na educação

O conceito de «média quentes e frios» é construído por McLuhan na primeira parte do Undearsting Media (1964). Um dos argumentos usados para esta classificação é o grau de participação do espectador, que está directamente relacionada ao grau de definição dos média. Os «média quentes», seguindo estes conceitos, seriam os meios de informação de alta definição, deste modo, exigindo uma menor participação do público.

A introdução dos «média quentes» nas salas de aula não seria um grande problema para a educação, já que, cada vez mais, exigiriam menos esforços intelectuais dos alunos? Por exemplo, as aulas em 3D aqui citadas, apesar de todas as qualidades inegáveis abordadas, não diminuíram a capacidade cognitiva dos estudantes?

Diante às aulas que utilizam meios em alta definição, há uma menor participação e pouco esforço imaginativo e intelectual, pois tal meio tem um elevado grau de informações, que não seria necessário um empenho interpretativo. Aqui a ideia de «participação» não refere-se no entanto à «entretenimento», já que essas aulas tendem realmente a chamar atenção dos alunos (sobretudo quando ainda são “novidades”), mas à «construção das faculdades intelectuais» (raciocínio, imaginação, memória, juízo, concepção…), a partir do contacto com o conhecimento escolar.

Manoel Paixão Lordelo S. Junior

Um exemplo da forma de alteração de ensino

As práticas de ensino, de hoje em dia, são bastante diferentes das tradicionais pois estão, invariavelmente,  mais ligadas às tecnologias e aos novos média. A forma de nos interligarmos está cada vez mais presente e mais fácil de obter e a informação que hoje circula está cada vez mais globalizada pelos meios de informação. Tudo isto possibilita uma nova forma de encararmos o ensino e , consequentemente, as suas práticas.  A forma como a aula é dada, hoje em dia, está cada vez mais a abandonar o quadro tradicional para dar lugar ao quadro interactivo e aos “power points”. Começa-se a utilizar mais material tecnológico para, assim, incentivar o aluno a achar a matéria mais interessante.

Analisando o vídeo (visualizado na aula) de Michael Wesch, posso concluir que:

– a excessiva utilização dos computadores pode levar à falta de encorajamento por parte do aluno a participar na aula;

– os estudantes têm mais facilidade em encontrar o que é realmente preciso para o seu estudo diário;

– enfrentam bastante dificuldades de concentração;

– perguntam-se bastantes vezes se irão ter emprego na sua área;

– a presença do facebook e da internet atrapalha muitas vezes a vida escolar, assim como o telemóvel;

Apresento-vos, então, um vídeo que contém uma ideia bastante inovadora e que me captou a atenção pelo simples facto de incorporar na aula o Facebook e o Twitter (as 2 redes sociais mais famosas do Mundo) para, assim, improvisar o estudo e para uma partilha de informação entre colegas e professores mais fácil.

Atendendo à descrição no vídeo pode-se ler: ” Os estudantes universitários sempre falaram das suas aulas, e, ultimamente, as conversações foram transferidas para o Facebook, Twitter e mensagens de texto, muitas vezes durante a aula de leitura em si.
Agora, através de uma incorporação um pouco inteligente de jiu-jitsu educacional, uma aplicação desenvolvida em Purdue University,  usa essas conversas backchannel para melhorar a aprendizagem dos alunos.”

O software que capta as conversações durante a aula chama-se Hotseat e é através dele que o estudante comenta sobre um determinado assunto. Permite também que todos os presentes na sala de aula leiam essas mensagens, incluindo os assistentes e o  professor.  Os estudantes podem enviar mensagens para Hotseat usando o seu Facebook, MySpace e Twitter, ou podem simplesmente entrar no site Hotseat.

Sugato Chakravarty, professor do “Purdue’s Department of Consumer Sciences and Retailing”, disse que o Hotseat está a transformar-se numa inovação legal. Com esta ideia, vê-se cada vez mais alunos a interagir com o curso e a  fazer perguntas relevantes…

Este é mais um dos exemplos em que os média e a educação podem funcionar de uma maneira mais benéfica para os estudantes!

(Para mais informações: http://www.purdue.edu/newsroom/students/2009/091102BowenHotseat.html )

Sara Cunha

Os Media e a Organização da Informação

 

No vídeo acima, vê-se uma pequena amostra daquilo que tem sido feito para alterar a forma como o Homem interage com as máquinas. Jeff Han mostra a inovação que desenvolveu dentro do já proliferado ecrã táctil. Neste vídeo, apresenta as várias vantagens em relação ao pré-existente, através de pequenas aplicações que demonstram as capacidades do interface. Vou concentrar-me no que o Jeff Han disse a partir do minuto 5:12, sensivelmente: “Now, this is going to be really important as we start getting to things like data visualization. (…) we have all this great data, but for some reason, it’s just sitting there. We’re not really accessing it.”. De facto, o problema da gestão de dados sempre foi encarado pela existência ou não destes e a sua disponibilidade. Claro que a informação não está toda disponível, mas enfrenta-se actualmente outro problema: de que forma é possível disponibilizar toda a informação num só gráfico? Gráficos animados parecem, agora, uma das formas mais viáveis de o fazer. No entanto, a exploração de novos interfaces, novas aplicações, novos programas e novas formas de interagir com eles são necessários. Citando de novo o Jeff Han: “But i also think a big part of it is going to be starting to be able to have better interfaces, to be able do drill down into this kind of data, while still thinking about the big picture here.”

 

Diogo Alves Pinto

 

Uma nova dimensão do conhecimento


O conceito de ensino vem mudando gradativamente nos últimos anos. Os mecanismos estão sempre sendo inovados e atendendo sempre as necessidades de quem os utilizará. A tecnologia da terceira dimensão ou 3D, muito utilizada nos cinemas, na qual as imagens parecem interagir com o público, já está sendo adoptada em algumas instituições de ensino de todo o mundo. A projecção é realizada através de imagens simultâneas que estão ligadas ao computador. Os “óculos” irão proporcionar maior proximidade das imagens nos fazendo sentir essa sensação de que realmente fomos transportados para o outro lado da tela. As aulas podem ser apresentadas através de uma mesa interactiva, onde as imagens são ali mesmo projectadas; através de uma Tv 3D; através da projecção que é o método mais tradicional, os utilizados nos cinemas e o conteúdo didáctico 3D, que são animações e gráficos que ajudam a simplificar os conceitos de determinada área de ensino. A inserção dos meios tecnológicos na sala de aula permite sem dúvida o aumento de participação e interesse por parte dos alunos, pois esses “meios” de certa forma estão ligados a linguagem que fazem parte do quotidiano deles, o mesmo facilita o desempenho do professor que terá melhores mecanismos para apresentação e ensino.

Victor Oliveira da Mota

Interacção Digital

Esse vídeo nos mostra o avanço tecnológico não só no ensino, mas também no nosso dia-a-dia. O que para muitos seria impossível de acreditar, hoje já pode se ter a certeza que pelo menos os experimentos já foram realizados. Como no exemplo das lousas electrónica, um quadro digital que é conectado ao computador e permite a transmissão de imagens no qual pode ser “comandado” pelo professor ou pelo aluno, através da tecnologia “touch screen”. Esse mecanismo proporciona maior interactividade permitindo visualização de vídeos e o acesso a internet. Tanto os professores quanto os alunos podem escrever, desenhar, mudar de página, através de ferramentas que permitem essa função e até mesmo salvar aulas em vídeo. A lousa electrónica funciona como um Quadro digital, que recebe as informações através do computador que por vez pode substituir o projector, muito utilizado em sala de aula actualmente. O avanço tecnológico pode ser analisado também no ponto de vista cultural, já que na maioria dos casos, independente das informações que o docente irá ter, os alunos sempre saberão mais; tecnicamente, do que o professor, pois esses mecanismo fazem parte da linguagem do quotidiano deles desde cedo. Vale ressaltar que não existe mais a hierarquização, os alunos aprendem com o professor e o professor aprende com o aluno. Com as lousas digitais ou electrónicas, as aulas ficam muito mais interessantes e participativas. “Eles têm vontade de vir à lousa, mas para isso precisam ter segurança no conteúdo. A lousa capta a atenção e o interesse dos alunos e faz com que eles fiquem mais estimulados para trabalhar”, relata Mônica Bessa, professora do ensino fundamental do Dante Alighieri. “Estimula também aqueles que têm mais dificuldade, porque eles vão à lousa, participam mais e se integram melhor”.Contudo, pode-se concluir que a tecnologia é um processo de inovação, onde os meios serão adaptados a necessidade de cada geração. A metodologia de ensino será sempre a mesma, os mecanismos de ensino serão sempre actualizados e inovados despertando em cada indivíduo a sua perspicácia.

Victor Oliveira da Mota

 

Criatividade e Informação Digitais

Telemóvel com 3 ecrãs apresentado no Mobile World Congress

Publicado por Casa dos Bits às 10.38h no dia 19 de Fevereiro de 2011

Chama-se Flip e é um telemóvel composto por três ecrãs. Só isto já seria suficiente para captar a atenção do leitor mais distraído, mas o facto de estarmos a falar de ecrãs Super AMOLED – conhecidos pela qualidade de imagem – e de um equipamento flexível ajudam a “alimentar” o interesse pela história. Para já não passa de um conceito e também não é propriamente um segredo bem guardado, uma vez que as primeiras imagens do dispositivo foram divulgadas no início deste ano, mas voltou a dar que falar depois de ter sido apresentado durante uma palestra sobre “o futuro dos telemóveis”, no Mobile World Congress, uma das maiores feiras internacionais de comunicações móveis, que decorreu esta semana. Este smartphone Android foi concebido pelo dinamarquês Kristian Ulrich Larsen, especialista em design interactivo, que defende que este tipo de aparelhos poderiam adaptar-se melhor às necessidades dos utilizadores. Na ausência de muitos detalhes sobre o dispositivo e porque neste caso as imagens podem mesmo ser muito mais úteis que as palavras, reproduzimos abaixo o vídeo que apresenta o conceito.

What is being creative? from Kristian Ulrich Larsen on Vimeo.

in http://tek.sapo.pt/multimedia/telemovel_com_3_ecras_apresentado_no_mobile_w_1131001.html

No passado dia 19 de Fevereiro vi o título desta notícia aqui transcrita e, com o interesse a brotar de todos os meus poros, cliquei na hiperligação (link) para abrir a notícia e lê-la por completo.   Fiquei ainda mais interessado ao ler todo o artigo no sítio (site) da “Casa dos Bits”, mas o que mais me fascinou foi o vídeo (clip) que acompanhava a notícia.

Este vídeo de promoção do “Flip”, elaborado pelo supra mencionado Kristian Ulrich Larsen, leva-nos numa viagem por dois caminhos distintos, o das funcionalidades da sua invenção, e o da questão sobre o que é ser criativo hoje em dia. Estes caminhos acabam por culminar numa meta coincidente: a presença dos novos média no nosso dia-a-dia.

Segundo o raciocínio do texto, muito bem conseguido, a criatividade é algo que se pode encontrar em qualquer um de nós, deixando de estar reservada aos artistas ou músicos, isto pela capacidade que hoje temos de aceder a programas (software) de criação e partilha de pensamentos, conhecimentos ou ideias.

Então vimos no vídeo uma rapariga que, com o novo telemóvel, faz uma enormidade de tarefas como: ouvir música; fazer um post no seu blogue (blog); comunicar com os amigos por voz, por vídeo ou mensagens escritas; ver vídeos na Internet; gravar os próprios vídeos ou fotografias; partilhar hiperligações com os amigos; ou ler livros digitais. No fundo tarefas que acabam por já nos ser completamente banais e das quais muitos de nós somos já dependentes.

Ao pensar no papel e influência que os novos média têm na sociedade e na forma como me podem modificar a mim enquanto indivíduo, este vídeo, mais do que o dispositivo em si, parece-me perfeito. De facto, até que ponto é que a criatividade, ou o conceito de criatividade foi alterado graças aos novos dispositivos digitais? Ou estamos na mesma e nada mudou? A resposta correcta talvez será: sim, mudou, mas não tanto.

Isto é, se lermos o texto que acompanha o vídeo isoladamente, podemos ou não introduzi-lo em qualquer época histórica? A criatividade não é algo que sempre pôde ser encontrada dentro de cada um? Contudo, o que realmente acaba por mudar é a capacidade que hoje qualquer um tem de concretizar essa criatividade e partilha-la com o mundo inteiro. Esse é que acaba por ser o grande marco da era digital. Arriscar-me-ia a dizer que nunca o chamado “efeito-borboleta” fez tanto sentido como na era actual, a era digital. Exemplo disso é a situação de instabilidade e revolta vivida actualmente no Mundo Árabe, provocada ou impulsionada graças às comunicações via internet (ex.: com manifestações convocadas via Facebook) e televisivas (ex.: as transmissões ininterruptas da televisão Al Jazeera).

Por fim, na última parte do texto, há uma ideia de vínculo entre o conceito de “novo” e “progresso”, onde somos incentivados a arriscar, seguir por outros caminhos, a errar para conseguir melhorar. Se por um lado esta é uma ideia que conseguimos encontrar em muitos outros vídeos de propaganda de dispositivos digitais, por outro, não deixa de estar correcta. No fundo é no erro que se descobrem as fragilidades das coisas e se pesa o que é mais importante. E no meu entender o que mais positivo há nestes novos ou nos antigos média é a capacidade, cada vez mais crescente, de divulgação e acesso à informação. No fundo é esse o seu objectivo inicial e, ainda hoje, principal. Os aspectos negativos que possam ter, podemos tomá-los e olhar para eles como os erros que nos fazem repensa-los (aos novos média) e nos fazem progredir (a nós sociedade e aos novos média), como comunicadores, difusores e protectores de informação.

O que é facto é que, se ainda existem muitas ditaduras neste planeta, o acesso à informação e a capacidade de viajar e atingir alvos nunca foi tão democratizado, demonstrando uma força capaz de mudar sociedades e mentalidades.

Deixo-vos então com a transcrição (feita por mim) do texto do vídeo:

What is being creative?

Creativity is no longer a word reserved for the musician our the artist. Is something you can find in any one. It’s the ability and the art to make something available. It could be big, it could be small. But making something new, something different, something that surprise us, something that makes you think, something that makes you smile, it’s making something beautiful. It’s telling a story… it’s telling your story. Expressing yourself. It’s about being passionate. It’s creating something that other people can use. Sharing your creativity. It’s about realizing that there is not always a right or a wrong way of doing things. There’s not always a correct answer, only the answers that we create. What form the creativity it’s what come from the inspiration. Inspiration founded in the world we live in and then the people we live with. It’s founded we share with them, building what was given on the diversity of people thoughts and perspectives. So try and drop this options that we know who to do things and already know the solution. Stay away from the right path, take risks, don’t be afraid to make mistakes, because it’s only from the mistakes that we learn and it’s from the mistakes that than really interesting things happening. We maybe not always create or invent, but we always learn when we try.

 

João Miguel C. Pereirinha


O Telemóvel e sua versatilidade

Atualmente, dispomos de tecnologias que nos auxilia na comunicação de diversas formas, e os aparelhos telemóveis, é inegavelmente, o dispositivo mais usado mundialmente para nos auxiliar na comunicaçao direta entre pessoas e  também, como conexão em rede de computadores, enviamos e recebemos mensagens de texto e voz, visualizamos as imagens televisivas, sintonizamos estações de rádios, podemos participar de conferências simultâneamente com pessoas, fotografa, grava voz, produz vídeos, como GPS, como agendas de contatos e diversas funcionalidades outras que desconheço!

Se revolvermos ao tempo não muito longíquo, veremos que os recursos informativos e comunicativos do médias sofreram mudanças a passos aceleradissimos. Da década de noventa até nossos dias, percebemos a produção em massa de telemóveis e também computadores, que  passaram a ser fabricados ou importados por vários países, como forma de massificação e expansão e ou como oportunidade de acessibilidade às novas tecnologias, principalmente com abrangência e destinação voltadas especificamente aos  paises sub-desenvolvidos, em via de desenvolvimento e os emergentes  (neste contexto o Brasil) e também, por que não, como forma de unir o util ao agradável, seja para comercializar as novas descobertas e angariar e abocanhar o mercado consumidor, seja para integrar os povos ao novo sistema de comunicação com as modernas e revolucionárias inovações tecnológicas, ou, conforme  se propaga, para promover o desenvolvimento humano, integrando e incluindo as pessoas e os povos -com ênfase aos menos favorecidos-  à era digital.

Porquanto, e para além das ideologias capitalistas-tecnologicas, no que concerne ao aparelho telemóvel, o usamos habitualmente no nosso dia-dia, seja para  comunicarmo-nos, seja para utilizarmos das  ferramentas disponiveis e que são importantes para as diversas tarefas quotidianas.E percebemos, notavelmente,  que já não podemos viver sem o telemóvel criando uma relação de dependência, que por vezes nos aflige  quando o perdemos ou o esqueçemos em casa, seja para qualquer lugar ou ocasião o temos sempre a mão , somos indiscutivelmete absorvido pela força deste  meio de comunicação e extrema necessidade de  explorar as novidades virtuais,  o homem “moderno” está imerso nesta vontade imensa  de  inserir-se neste novo mundo virtual e digital, seja como apresentação e status ao portar os aparelhos de ultima e novíssima geração, seja para caminhar (navegar) por novos caminhos (internet), seja para  simplesmente levá-lo  consigo onde quer que vá.

Manoelito Neves

As melhores entradas de INM 2010

Jim Andrews, NIO (2001) [captura de ecrã].

Esta entrada contém ligações para os textos publicados no blogue de Introdução aos Novos Média entre Fevereiro e Junho de 2010. A cada participante foi pedido que escolhesse uma das suas entradas para figurar nesta antologia.

Ana Catarina Monteiro [22-03-2010]: A “descoberta” do 3D
Anabela Ribeiro [20-04-2010]: Deadline Now – a sociedade digital
Daniel Sampaio [14-04-2010]: Tool – Vicarious (análise do vídeo)
Joana Santos [02-06-2010]:  Blade Runner
João Miranda [16-03-2010]: A “obsoletização” da tecnologia, o paradoxo da PSP
Juliana Alves [15-05-2010]: A Paródia = Crítica
Maira Carpenedo [02-06-2010]:  ‘Voice Off’ de Judith Barry
Mara Costa [06-06-2010]: O futuro da condução
Márcia Oliveira [11-04-2010]: Cyberbullying, “Uma Linguagem dos Novos Media”?
Marta Pinto Ângelo [10-04-2010]: Facebook, criador de mentes…
Marta Torres [01-03-2010]: “The Machine is Us/ing Us”: influência nas relações humanas.
Miguel Valentim [25-05-2010]: A Evolução de um Indivíduo
Milton Batista [08-03-2010]: Novos Media – Novas Sociedades
Mónica Coelho [07-06-2010]: Telemóveis… necessidade humana?
Mónica Lima [25-04-2010]: Reprodução da obra de arte: a aura permanece?
Ricardo Pereira [08-03-2010]: O impacto ao ver a primeira fotografia…
Sara Godinho [17-03-2010]: O ser humano, um ser social
Sara Oliveira [08-03-2010]: Como é que se convence alguém de que o MacBook Air é o mais fino do mundo?
Sara Queirós [17-04-2010]: YouTube, o novo génio da lâmpada


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