Archive for the 'Dispositivo Digital' Category



Publicidade e Tecnologia: Uma relação dos nossos dias

Tema: Que valores simbólicos estão associados aos dispositivos digitais? Que atributos lhes são dados pelo discurso publicitário e pelo discurso dos média? Como é obsolescência uma característica ao mesmo tempo programada e percepcionada?

Telemóveis, Tablets, computadores e alguns electrodomésticos, todos estes produtos digitais chegam até nós diariamente, quer queiramos quer não, comprando-os por opção ou apenas olhando para eles quando “passam por nós naquela janela de tempo publicitário que nos aparece nos intervalos dos programas de TV que vemos, ou até nos pop-up’s irritantes em páginas da Internet. A esses produtos nós associamos imediatamente valores simbólicos, como “poder”, “popularidade instantânea”, “superioridade”,  “masculinidade ou feminidade”, entre outros, dependendo do produto e da pessoa.

Mas a verdade é que os anúncios publicitários são os primeiros a das atributos favoráveis aos produtos, como fino e leve para um computador, ou ecrã de alta definição e muitas polegadas para televisores/televisões, ou software avançado e ecrã grande para telemóveis, e assim em diante. Nós somos persuadidos a comprar algo, mesmo que não precisemos. Mais tarde sairá um modelo melhorado do produto que compramos e o ciclo continuará, assim funciona o consumismo, o novo torna-se velho cada vez mais depressa, mesmo que ainda esteja tecnicamente novo, e com isto as empresas aumentam bastante o lucro. Até há mesmo empresa que propositadamente desenham um produto para durar determinado tempo, suficiente para ser desenvolvido o produto seguinte melhorado e mais aliciante que o anterior, a isto se chama obsolescência programada, um fenómenos dos anos 30 e 40, desenvolvidos pelos países capitalistas que é prejudicial para o meio ambiente! 1º o produto é comprado em bom estado; 2º após anos torna-se obsoleto; 3º O consumidor vai há procura de substituir o produto por um mais recente e o ciclo é repetido… Mas parece que nós não percepcionamos isto, pois algumas pessoas continuam neste ciclo de consumismo .

É preciso escolher bem o que compramos e caso tenhamos de substituir um produto podemos sempre tentar vende-lo, dá-lo ou reciclá-lo. Se não formos nós a pensar no planeta, quem será??? Reciclar não é suficiente mas é um começo.

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Beatriz Ventura

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A Geraçao do Séc. XXI

Vivemos no século XXI, não vivemos? Portanto, acho completamente normal o meu quotidiano estar infestado de mediação digital. Porém, eu faço parte do que muitos chamam “A Geração Milênio”, portanto, como é óbvio, a minha opinião já está inclinada para o de não ficar incomodada com o “ataque” de tecnologia no meu dia-a-dia.

Têm de perceber, isto já é uma coisa implantada na minha mente ainda em desenvolvimento.

Então que não é, ao sair de casa, a primeira coisa que tenho de ter comigo é o meu telemóvel! Parece esquisito, sim, mas este pequeno retângulo eletrónico já faz parte das necessidades da minha geração arrogante e narcisista.

Contém tudo o que os nossos cérebros de peixe dourado não conseguem reter: os números de contatos precisos num caso de uma emergência (seja esta emergência grave ou não, como, por exemplo, telefonar à Sofia que vi o Jorge a beijar a Daniela quando este esteve com ela na noite anterior, este caso sendo claramente um dos mais gravíssimos); e todos os apps que precisamos para sobreviver (o twitter, para desabafar os nossos pensamentos passivo-agressivos do que falar com a pessoa com que estamos zangados; o instagram, para fotografar a nossa vida, assim dando uma ideia ilusória que somos melhor do que os outros, quando, na verdade, não o somos nem um bocadinho; o facebook, para saber quem já ficou sem namorado/a e quem voltou para o sacana que não parava de insultar, fingindo que está tudo bem com atualizações de estado ridículas; e, às vezes, também o tumblr, para ver as mensagens mais recentes de anon hate, com tanta má gramática que fazia qualquer professor chorar).

Tudo isto porque – pelo marketing que dão – é para ter uma comunicação mais significativa com os que estão distantes.

Porém, mais à noite, quando os barulhos de um mundo atarefado e complicado tornam-se silenciosos, e estou deitada na minha cama, às escuras, com uma cabeça que gosta de pensar demasiado, pergunto-me a mim mesma:

– Se tudo isto é criado para tornar-me mais social, porque é que eu sinto-me cada vez mais sozinha?

Carolina Gonçalves

Sempre ligados ou não?

Será que somos assim tão desligados das redes como às vezes dizemos que somos?

Se calhar a pergunta agora é diferente. Será que conseguimos realmente estar desligados?

Ao observar os vídeos aos quais assistimos na aula tomamos consciência de que talvez já estejamos tão habituados a que tudo à nossa volta seja tão digital que nem nos apercebemos que estamos, com este mundo digital a perder muita da nossa humanidade.

Nos vídeos é nos apresentada a realidade do mundo de hoje, um mundo no qual ligamos mais ao que as pessoas metem no facebook e nos gostos que temos nas nossas fotos em vez de no que realmente importa O CONVIVIO. Eu não estou a dizer com isto que as redes sociais são horríveis e que não deviam existir, quero apenas dizer que devíamos dar mais importância ao que os nossos amigos e familiares nos dizem em vez de um gosto.

Eu nunca fui muito fã das redes sociais mas também nunca tive uma opinião delas tão negativa como tem Prince Ea, sendo que o vídeo que ele fez sobre as redes foi o que mais me impulsionou a escrever sobre o tema. Concordo com ele no facto de passarmos muito tempo ligados mas também acredito que a Humanidade aprende com os erros, sem erros nunca seriamos capazes de crescer e evoluir.

Mas de uma coisa tenho a certeza as redes sociais podem ter muitos defeitos mas tambémm muitas qualidades, como por exemplo, no outro dia vi uma entrevista na televisão sobre duas irmãs que nunca se tinham conhecido e que através do facebook conseguiram contactar-se, também o skype tem as suas vantagens é ridículo usa-lo para falar com alguém com quem se pode falar pessoalmente mas muitas das vezes é utilizado para falar com familiares que estão longe de nós e poder vê-los.

Por estes motivos na minha opinião sim, nós estamos demasiado tempo ligados mas também muitas das coisas que usamos on-line têm o seu lado benéfico. Eu acredito que a tecnologia é importante e benéfica apenas temos de aprender a usa-la melhor.

Filipa Silva

Breaking Google’s grip

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A importância das plataformas electrónicas no processo político

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A circulação de informação sempre foi um aspecto importante em todo o processo político, tendo-se tornado crucial no entendimento e divulgação de “verdades” e ideologias, com a adesão e expansão de plataformas electrónicas (tais como o youtube, facebook, twitter, etc…).

Actualmente, existe a capacidade de as redes sociais criarem mobilizações, protestos, manifestações, tudo através de a ideia de uma pessoa, que tal como eu, abriu o seu computador (ou telemóvel, tablet), e começou a digitar numa rede social, provavelmente no facebook (que tem grande adesão nos nossos dias), criando assim todo um movimento revolucionário, de protesto, de sensibilização, de solidariedade, etc…, que num curto espaço de tempo vai ganhando apoiantes de todas as partes do mundo, pois há sempre alguém que se identifica com pelo menos uma causa, seja de que cariz for, e assim se vai formando um “todo” coeso, pronto para agir (contra as forças do mal, pensamos).

Neste vídeo vemos uma reportagem feita pelo canal televisivo Aljazeera em 2013, sobre a guerra da Síria, e observamos que o primeiro momento da reportagem são capturas de imagens feitas por indivíduos que participam nos acontecimentos. Vemos os canais televisivos a transmitirem informação através dos chamados “vídeos amadores”, pois não conseguem enviar para estes países árabes jornalistas, pois na maior parte das vezes é proibida a sua entrada para registarem o conflito. Ora, estamos perante uma revolução, digamos, dos novos média, ao serem utilizadas câmaras de telemóveis como testemunhos da violência e da repressão política, que é amplificada pelos canais internacionais.

Os vídeos no youtube nunca foram tão vitais para perceber o conflito, pois quer os rebeldes, quer o governo, produzem vídeos com as suas versões do que está a acontecer, e é através da circulação da informação em tempo real que as instituições podem intervir, não dá para esconder a informação.

Suse Duarte

Universidade e um Retângulo Tátil

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Os média digitais estão presentes, diariamente, em praticamente todas as atividades do ser humano, sendo que a educação é apenas um de diversos ramos que evoluíram em termos estruturais nos últimos anos. Qualquer pessoa pode facilmente carregar consigo um computador portátil numa mochila, ou até mesmo um tablet numa pequena bolsa, estando apta para trabalhar e estudar onde quer que seja, em qualquer altura. Ora, tal situação seria improvável antes do início desta década, ou até mesmo há mais de 20 anos; não se imaginaria alguém carregar consigo uma máquina de escrever um dia inteiro.

Sendo estudante universitário e fazendo viagens relativamente longas diariamente, é bastante mais prático para mim poder carregar um tablet e utilizá-lo ao longo do dia na faculdade, ao invés de fotocopiar centenas de páginas que certamente pesam mais ao longo de um dia inteiro de viagens e aulas. Posso facilmente utilizar programas como o Adobe Reader ou o Microsoft Word para ler documentos numa aula, sem ter a necessidade de andar com uma pasta cheia de folhas que acabarão por se desorganizar numa mesa na hora do estudo. A mesma situação se passa quando é necessário fazer uma apresentação diante de uma turma; um tablet acaba por ser um dispositivo bastante cómodo e rápido para falar diante cerca de 40 alunos.

A faculdade requer cada vez mais a utilização de dispositivos eletrónicos no quotidiano dos estudantes: praticamente ninguém conseguirá estudar se não tiver consigo algum tipo de dispositivo que lhe permita aceder à internet e ao correio eletrónico para transferir documentos essenciais durante o estudo e fazer trabalhos, bem como aceder à própria plataforma na Universidade, tendo esta última ganho uma notória imprescindibilidade nos últimos tempos.

Assim sendo, é pertinente afirmar que, estando a tecnologia a evoluir a um nível brutal e a ser cada vez mais comercializada e acessível a cada vez mais população, o setor da educação, assim como muitos outros, sofrerão várias alterações no decorrer da atualidade, adaptando-se aos estilos de vida dos estudantes, cada vez mais ligados entre si e entre a informação com que lidam no seu dia-a-dia.

Ruben Ferreira

¿Naturaleza del arte?

Abordar un tema como es la reproductibilidad en muchos casos se hace difícil, cuando empecé a pensar de qué trataría mi blog sobre este tema me di cuenta que encontrar un tema sobre el que hablar se me estaba haciendo complicado. Pues bien, creo que he encontrado un ejemplo que ilustra y refleja perfectamente como las nuevas tecnologías pueden ambientar otro tipo de artes, deslocalizar ambientes reales o hechos por la mano del hombre, a ser meros “hologramas” o imágenes digitales hechas por una máquina, en este caso, a través del software de un ordenador y a través de un panel de luces (leds). Hablamos de los nuevos escenarios que se están haciendo para las actuaciones de ópera.

Algo tan sencillo como unos decorados hechos con cartón piedra han evolucionado convirtiéndose en un arte más complejo, mucho más espectacular e innovador, haciendo así que la gente vuelva a ver el atractivo de ver un espectáculo en vivo, y porqué no, mezclado con medios tecnológicos que hacen que sea mucho más impactante.

En este caso podríamos dudar de la naturaleza de este arte, hasta podríamos hablar de la hibridez entre un arte artesanal como es la música, en este caso el canto y esa modificación hacia lo tecnológico que es la iluminación y la escenografía, ¿Hablaríamos de que se perdió el aura? Yo creo que en este caso el aura está en el momento que estamos viendo el espectáculo, aún habiendo muchos aspectos tecnológicos en este tipo de eventos considero que cada actuación es distinta.

¿Tiene el aquí y el ahora del arte? Por supuesto que si, ya que es una actuación en directo, aunque haya planificación y preparación previa.

Por lo que aquí podemos ver un caso híbrido, lleno de incógnitas y preguntas a medias resueltas y un caso en el que el medio tecnológico de la reproductibilidad complementa un medio artesanal y esto es lo que nos hace dudar de su naturaleza.

Nuria Atanes Bouzón.


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