Archive for the 'Tipografia Digital' Category



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Hoje em dia, os indivíduos têm sérias dificuldades em expressar os seus sentimentos por escrito. Tal facto, deve-se sobretudo aos apoios cibernéticos que nos vêm a ser dados pelas salas de conversação digital. Estes surgem para melhor demonstração de intenções de certo sujeito, utilizando o menor número de caracteres possíveis, poupando espaço e tempo. Inicialmente, uma expressão de alegria básica, um  smile, foi facilmente interpretado, até, porque tais sítios de conversação funcionavam com código HTML e o : ) era transformado numa carinha sorridente, no formato png., como esta :). Porém, com os avanços tecnológicos, assistiu-se a uma transformação do sorrisinho numa vasta gama de expressões faciais, cada uma codificada num sem número de combinações possíveis.
Assim, para comunicarmos nos dias que correm, quer seja via internet ou via sms, recorremos constantemente ao uso destes sinais de pontuação descontextualizados, ignorando a importância de outros que outrora demonstravam exactamente a mesma intencionalidade, evitando a vertente gráfica complexa, que, por exemplo, um mero ponto de exclamação não oferece.
Deste modo, a mania dos smiles foi crescendo. Inventaram-se novas expressões faciais numa perfeita simbiose de letras, números e sinalética gramatical! A estas juntaram-se onomatopeias e siglas de expressões inglesas! LOL e OMG marcharam lado a lado com xD e *.*, invadindo páginas na internet, caixas de entrada de telemóveis e, inclusivamente, textos elaborados com papel e caneta! Focando uma situação que me foi próxima: uma docente do meu agregado familiar chegou ao cúmulo de corrigir testes de avaliação onde o aluno recorria ao uso de carinhas tristes ou sorridentes para exprimir o seu entusiasmo nas respostas dadas! E quando a situação não se podia tornar mais ridícula, foi notada a sua ignorância na utilização de virgulas e pontos finais na construção da sua prova, que, para espanto de qualquer entusiasta das letras, era de português de 11º ano! Caso para dizer: “LOL xD”
Em suma, torna-se urgente uma intervenção abrupta na vida desta geração de jovens! Ainda que a utilização de abreviaturas comece a ser controlada, a vaga de expressão emocional gráfica deve ser retraída! O que seria da nossa bela língua e cultura literária se Luís de Camões adoptasse também este estilo? “Aquela : ( e : ) madrugada” ou “<3 é fogo que arde x.x”

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Magnética Magazine

     A Magnética Magazine é a primeira revista portuguesa totalmente digital. Inicialmente “transmitida” ao público em formato PDF (via Podcast, através de RSS), a revista evoluiu para uma representação em Flash permitindo uma maior interactividade com o leitor.

     O primeiro número foi lançado em Dezembro de 2008, celebrando em grande o final do ano com a “invenção” de uma nova forma de leitura para o público português. O ano de lançamento coincide com os 120 anos de nascimento de Fernando Pessoa, o centenário do mais antigo realizador de cinema português no activo (Manoel de Oliveira) e os dez anos da entrega do Nobel da Literatura a um português (José Saramago), razões para os criadores da Magnética revelarem expectativas elevadas acerca deste projecto inovador.

     Com um design cuidado e apelativo e uma equipa de grandes profissionais e colaboradores (incluindo, por exemplo, o conhecido músico David Fonseca), esta revista interessa-se sobretudo por cultura e arte, incluindo artigos acerca de música, cinema, arquitectura, moda, literatura, dança, teatro, design e fotografia, atraindo (daí o nome) um público vasto e diferenciado.

     A revista engloba uma versão em inglês, com o objectivo de se difundir num espaço internacional e tem recebido um grande apoio da parte dos “e-readers”. Para os amantes das revistas impressas, a Magnética funciona exactamente como uma revista normal (incluindo até as usuais publicidades), tendo a particularidade de ser lida através de um ecrã e de dar a possibilidade de associar os seus artigos a vídeos, a outros artigos relacionados ou “sites”. Como não existem custos de impressão, a revista ganha a possibilidade de artigos mais pormenorizados e extensivos para os mais curiosos, tendo como objectivo uma revista, nas palavras da Directora Editorial Ana Catarina Pereira, “não consumível em cinco minutos do primeiro dia de cada mês”.

 

Magnética Magazine, 001
Magnética Magazine, 001
Magnética Magazine, 002
Magnética Magazine, 002
Magnética Magazine, 003

Magnética Magazine, 003

 

Magnética Magazine, 004

Magnética Magazine, 004

 

Magnética Magazine, 005

Magnética Magazine, 005

Até hoje existem cinco números. A revista é, portanto, mensal, virtual e totalmente gratuita. O único pedido é que respeitemos as árvores: “Gostamos do verde das árvores. Por favor, não nos imprima.”.

Ana Teresa Santos

Tipografia em Portugal

Na continuidade do que foi dito na aula de 20/02 sobre Tipografia, escrevo-vos hoje sobre três personalidades dedicadas a este tema em Portugal:
Um dos mais activos e importantes typeface designers (desenhadores de fontes digitais) do nosso país é: Dino dos Santos. Nascido em 1971 no Porto, licenciou-se em Design e Comunicação na ESAD de Matosinhos em 1994 e desde logo começou em trabalhar no ramo tipográfico. Iniciou a sua actividade docente em 1996 na ESAD – onde ainda hoje lecciona. O seu typeface design tem sido várias vezes premiado e reconhecido internacionalmente. O “Creative Review Design Award” foi atribuido à sua família de fontes «Andrade» – um tributo ao calígrafo português Manuel de Andrade (1670-1735). A sua tipografia “Nerva” foi alvo de menções honrosas pelo Typographi.com tendo sido incluida nas “Notable releases of 2005″, e a tipografia «Esta» foi considerada a «Best Serif Font» de 2005 pelo sitio www.myfonts.com.
Dino dos Santos apresenta as suas fontes (para cima de 30!) na DSType Foundry desde 1994, online em www.dstype.com/

Mário Feliciano é outro typeface designer português de sucesso. Nascido em 1961, começou a trabalhar como designer gráfico para o magazine “Surf Portugal” em 1993, e desenvolveu desde então uma série de fontes, sendo que algumas delas são bem conhecidas dos nossos olhos: as fontes dos jornais Diário de Notícias, O Jogo e Expresso, bem como a fonte exclusiva e o logo do Banco Espírito Santo, Mário Feliciano, que se tem concentrado no desenho de fontes para jornais e revistas, é delegado local da organização internacional ATYPI http://www.atypi.org
O seu atelier «Feliciano Type Foundry» mostra todas as suas criações .

Paulo Heitlinger, embora também produza e venda fontes digitais, é mais conhecido pelas suas publicações sobre Tipografia. É autor do livro “Tipografia, Origens, formas e uso das letras” e do website tipografos.net, onde publica com regularidade os «Cadernos de Tipografia de Design» e oferece dados actualizados sobre muitos assuntos relacionados com tipografia e comunicação. O site tipografos.net apresenta mais de diversos conteúdos, apresentando a História da Tipografia, designers contemporâneos, um Glossário e secções sobre jornais e revistas.

Para terem uma ideia sobre o trabalho desenvolvido por Paulo Heitlinger e sobre a questão da tipografia em geral , recomendo vivamente que consultem o seguinte link: http://tipo-projectotipografico.pt.to/

Saudações académicas,

André Rui Graça

Boca & Ryan Uhrich, Typographics (2007)


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