Arquivo de Maio, 2010

“Paranóia televisiva”

Este post pretende mostrar um lado radical, imaginário, paranóico e até mesmo surreal dos efeitos que a televisão pode provocar. Para isso vou dar o exemplo de dois filmes que retratam na sua plenitude um papel um tanto obscuro que a televisão  pode exercer na sociedade, nomeadamente o filme “Network” (1976) de Sidney Lumet e o filme “Videodrome” (1983) de David Cronenberg. Embora divergem em certas abordagens, estes filmes têm o objectivo de criar o que se pode chamar “paranóia televisiva”.

O motivo de referir o filme Network é que este trata-se de uma crítica mordaz a um dos principais média daquele tempo, bem como da actualidade, precisamente a televisão. Network reflecte-se como um testamento da liberdade e da ambição dos anos 70 em Hollywood. Um dos temas centrais do filme é a decadência da sociedade e da moralidade em relação à audiência televisiva, facto extremamente actual na sociedade de hoje, já que (e é meramente a minha opinião) a audiência é vista como uma competição constante entre os canais televisos mas não resulta em nada numa garantia de qualidade na programação televisiva. Numa breve sinopse do filme, este consiste no despedimento de um apresentador de televisão devido às fracas audiências, que ao ter conhecimento de tal anuncia a sua demissão enquanto o seu programa ainda está a ser emitido e que se irá suicidar na próxima emissão do programa. A ironia constante no filme é inicialmente visível quando o director do programa vê a ameaça do suicídio como uma possibilidade de ganhar audiências, uma vez que o público demonstrou-se curioso e o programa começa a ganhar audiências bruscas.

Tudo isto exemplifica a sátira ao mundo televisivo e à forma como este constrói uma disfuncionalidade de personalidade, bem como à falta de escrúpulos dos meios televisivos para conseguir audiências. Do ponto de vista do espectador, também critica o consumismo insconscienteddaquilo que pode ser considerado novidade, neste caso um programa noticioso que se transforma numa espécie de reality show”. Aqui fica o trailer

No filme Videodrome, o papel da televisão é explorado como algo que afecta fisicamente o espectador e também  como um controlo social, como um deturpador e manipulador da concepção do espectador em relação à realidade, devido muito à violência constante transmitida na televisão. O fulco central do filme é o programa televisivo “Videodrome” (que dá o título ao filme) e que contém por exemplo imagens de pornografia sadomasoquista e de violência física, muito ao estilo dos  “snuff movies” . O programa conduz a personagem principal a uma série de acontecimentos regidos por alucinações, violência e morte. A componente real deste filme aparece disfugarada através de efeitos especiais, do “fantástico” e  do terror físico como também psicológico, aparentemente nada comum à realidade do ser humana. De qualquer forma são abundantemente visíveis na cinematografia de David Cronenberg. Sem mais demoras segue em baixo o trailer para aguçar a curiosidade a quem nunca tenha visto o filme.

Ricardo Pereira

Rótulos Digitais

Foi criada na Bélgica a primeira empresa especializada no fabrico de rótulos electrónicos para embalagens que poderão conter filmes e animações digitais. A Lumoza, ainda em fase de construção, surgiu do trabalho conjunto do Centro de Investigação em Nanoelectrónica (IMEC), da Universidade de Hasselt e da empresa Artist Screen.

Esta empresa irá usufruir dos desenvolvimentos que se têm verificado no campo da electrónica orgânica (ramo da electrónica que lida com compostos de polímero ou plástico), com a criação de dispositivos que permitem o fabrico de circuitos electrónicos, principalmente telas, por processos similares aos da impressão.

A tecnologia empregue pela Lumoza para a impressão de telas electrónicas combina uma tinta electroluminescente com um circuito electrónico que controla a sequência e a temporização das animações. Estas poderão ser impressas em qualquer tipo de superfície, desde o plástico ao tecido e, além disso, há a possibilidade de se dobrar ou reutilizar esses materiais, sem que se danifiquem. Quando impresso, por exemplo, em uma folha de plástico fino, o display pode ser dobrado, enrolado, ou envolto em torno dos objectos. Desta forma, em breve teremos esta tecnologia a ser usada em novos tipos de embalagens, cartazes de animação, vestuário, revestimento de veículos, manuais de instruções.

Numa primeira fase, esta tecnologia será destinada exclusivamente à indústria de embalagens e publicidade. Contudo, Wouter Moons, director geral da Lumoza, revelou que a indústria de capas para DVD’s já demonstrou interesse e que a longo prazo serão desenvolvidas aplicações mais duradouras.

Teremos de ter em conta a poluição que esta tecnologia irá provocar, pois com rótulos digitais a reciclagem não vai ser eficiente. A poluição visual também será um problema, na aquisição de um produto banal será imposto um ataque visual muito maior que a habitual publicidade. Iremos infestar todo o nosso quotidiano, mais do que aquilo que já está, com imagens digitais.

Joana Costa Santos

:)

Hoje em dia, os indivíduos têm sérias dificuldades em expressar os seus sentimentos por escrito. Tal facto, deve-se sobretudo aos apoios cibernéticos que nos vêm a ser dados pelas salas de conversação digital. Estes surgem para melhor demonstração de intenções de certo sujeito, utilizando o menor número de caracteres possíveis, poupando espaço e tempo. Inicialmente, uma expressão de alegria básica, um  smile, foi facilmente interpretado, até, porque tais sítios de conversação funcionavam com código HTML e o : ) era transformado numa carinha sorridente, no formato png., como esta :). Porém, com os avanços tecnológicos, assistiu-se a uma transformação do sorrisinho numa vasta gama de expressões faciais, cada uma codificada num sem número de combinações possíveis.
Assim, para comunicarmos nos dias que correm, quer seja via internet ou via sms, recorremos constantemente ao uso destes sinais de pontuação descontextualizados, ignorando a importância de outros que outrora demonstravam exactamente a mesma intencionalidade, evitando a vertente gráfica complexa, que, por exemplo, um mero ponto de exclamação não oferece.
Deste modo, a mania dos smiles foi crescendo. Inventaram-se novas expressões faciais numa perfeita simbiose de letras, números e sinalética gramatical! A estas juntaram-se onomatopeias e siglas de expressões inglesas! LOL e OMG marcharam lado a lado com xD e *.*, invadindo páginas na internet, caixas de entrada de telemóveis e, inclusivamente, textos elaborados com papel e caneta! Focando uma situação que me foi próxima: uma docente do meu agregado familiar chegou ao cúmulo de corrigir testes de avaliação onde o aluno recorria ao uso de carinhas tristes ou sorridentes para exprimir o seu entusiasmo nas respostas dadas! E quando a situação não se podia tornar mais ridícula, foi notada a sua ignorância na utilização de virgulas e pontos finais na construção da sua prova, que, para espanto de qualquer entusiasta das letras, era de português de 11º ano! Caso para dizer: “LOL xD”
Em suma, torna-se urgente uma intervenção abrupta na vida desta geração de jovens! Ainda que a utilização de abreviaturas comece a ser controlada, a vaga de expressão emocional gráfica deve ser retraída! O que seria da nossa bela língua e cultura literária se Luís de Camões adoptasse também este estilo? “Aquela : ( e : ) madrugada” ou “<3 é fogo que arde x.x”

Dispax Multitouch Technology

Dispax Multitouch Technology é uma tecnologia que funciona através de nanofios incorporados numa película de polímero mais fina que papel. Quando é detectado contacto com a tela, uma pequena perturbação eléctrica permite que o micro-processador identifique movimento.

Esta tecnologia é capaz de tornar em ecrã táctil e interactivo qualquer superfície não condutora, plana ou curva, opaca ou transparente, incluindo superfícies de vidro, plástico ou madeira.

As características desta tecnologia são inovadoras. Consegue detectar 16 dedos ao mesmo tempo numa tela de 50 polegadas. É também sensível ao sopro, quando alguém sopra, é medida a intensidade, a direcção e o fluxo de ar. Pesa cerca de 300 gramas, o que facilita o transporte para qualquer lugar. Mesmo quando utilizado numa superfície transparente a qualidade de visualização não é influenciada. Da mesma forma que também não é afectado pelas condições de luz, podendo trabalhar de noite ou dia, em ambientes fechados ou ao ar livre. A durabilidade é uma questão a considerar porque neste caso, a película é colocada na parte de trás da superfície, e deste modo fica protegido de arranhões e outros danos, pois não há necessidade de contacto directo com o material.

Esta tecnologia foi apresentado  no passado mês de Fevereiro em Amesterdão por uma empresa nacional, a Edigma, e começará a ser comercializado no terceiro trimestre deste ano.

Actualmente, estas tecnologias estão a tornar-se reais e cada vez mais próximas e acessíveis ao público. Anteriormente só era possível ter a percepção destas  realidades  em filmes de ficção cientifica, como por exemplo no filme “Minority Report” de Steven Spielberg protagonizado por Tom Cruise em 2002 baseado num conto de Philip K. Dick em 1956. Há décadas que o homem sonha com a possibilidade de interacção sem barreiras com a máquina.  Esse sonho está cada vez mais próximo!

Minority Report, 2002

Joana Costa Santos

Melih Bilgil, History of the Internet (2009)

Análise do anúncio “A new dimension in TV”

“A new dimension in TV” é um anúncio comercial da divulgação de um produto (televisão em 3D) que simultaneamente poderá ser visto como obra digital uma vez que tem uma diegese muito própria, alicerçada na co-habitação do real com a ilusão de real que cria o pequeno objecto que mudou o mundo: a televisão.

Todo o vídeo é isento de qualquer diálogo entre os seus participantes. Note-se aqui um apelo ao carácter e poder da mensagem visual da mensagem, uma vez que, no fundo, introduzir um diálogo, à partida, funcionaria como ruído ao poder que aquelas imagens têm no espectador, induzindo-nos também ao êxtase que vimos em todas as personagens daquela obra, criada pela Samsung.

A música ao longo de todo o vídeo adquire uma centralidade fortíssima, uma vez que acentua, gradualmente, o carácter “extraordinário” do produto que aquela marca pretende dar a conhecer. A cadência musical é bastante marcada, o que nos sugere e remete para o ritmo de uma cidade cosmopolita, como a que é apresentada no vídeo. No início, apenas os ruídos se notam, mas não tarda muito e a música surge, sublinhando outras emoções. Contudo, é apenas com o aparecimento da primeira imagem criada com os monitores de TV da Samsung (o urso) que a música adquire outra melodia capaz de pontuar ainda mais a emoção no espectador, perdurando nesse registo até ao término do anúncio.

Todo o cenário construído está extremamente bem estruturado na medida em que se tenta transformar uma cidade cinzenta, movimentada e artificial, numa cidade onde os animais e a natureza parecem encaixar-se na perfeição, ou seja, toda aquela encenação cenográfica entre as imagens dos monitores e a cidade não é mais do que uma tentativa de evidenciar a profundidade da tridimensionalidade daquela televisão, onde o mundo artificial se pode encaixar no mundo natural, sem esforço.

A verdade é que vídeo faz-nos caminhar para uma espécie de êxtase final (imagem da enorme queda de água visível meio da cidade com uma baleia dentro dela – efeito criado pelas várias televisões juntas).

Ao nível dos planos, o frontal e lateral, bem como o plano geral de cima para baixo são os mais utilizados, não descurando as panorâmicas que também são muito recorrentes. Com esta obra assistimos à remediação, neste caso, da televisão conceptual pela televisão a três dimensões. Podemos encontrar também uma clara tensão entre a imediacia e a hipermediacia, contudo, com ligeiro ênfase nesta última.

Se por um lado a tridimensionalidade tenta ocultar o meio tornando o mediado ainda mais real – e prova disso é o facto de quase ficarmos convencidos de que o mundo natural, ali, se fundiu com o artificial – por outro, parece-me que a hipermediacia acaba por ser muito mais forte e gritante visto que o meio é por demais visível, aliás, todo aquele cenário foi concretizável através da colocação dos monitores (meio) no ambiente do vídeo. Contudo, o factor “ilusão” é extremamente forte em toda a obra, sendo o ponto de partida para a concepção e posterior concretização de todo aquele imaginário que tem como finalidade sublinhar a espectacularidade da inovação presente nas representações geradas pelas novas tecnologias.

Sara Oliveira

A tecnologia na educação

Excluir a tecnologia da nossa vida? É impossível!… Os seus avanços têm-nos tornado cada vez mais dependentes das suas ferramentas devido às suas vantagens. A sua utilização é, cada vez mais, indispensável nas nossas vidas.

A tecnologia na educação é, muitas vezes, questionada. A verdade é que trouxe com ela muitos benefícios…

A presença da tecnologia tornou-se fundamental nas escolas. A internet, por exemplo, permite a constante interacção entre os alunos e professores, a entrega de trabalhos, a partilha de informações, diapositivos e dados importantes para o estudo individual.

No computador, fazemos os nossos trabalhos, conversamos com os nossos amigos, trocamos ideias com os nossos colegas,  tiramos dúvidas com a ajuda dos nossos professores “on-line”, “postamos” no blog de “Introdução aos Novos Média”, expomos o vídeo realizado para “Construção da Imagem Fílmica”, ouvimos a música necessária à disciplina “História da Música Ocidental”, estudamos, lemos artigos e até podemos ler livros! Uma infinita gama de possibilidades!…

A tecnologia facilita (e muito!…) a vida de um estudante…

Como é trabalhar com este método de estudo, numa só palavra?

Motivante!

Sara Godinho

Tecnologia na vida do estudante

Nos tempos que correm é essencial cada aluno ter o seu computador, seja para a realização de trabalhos, para pesquisa de informação ou até mesmo para ir ao site da faculdade fazer consultas sobre as suas cadeiras.

No entanto, são muitos os alunos que são cativados pelas oportunidades de interagir com outras pessoas que estão longe, por exemplo, a maioria dos estudantes vem de fora e (para além do telemóvel) a melhor maneira de comunicar com os amigos e trocar impressões é através do uso das redes sociais, uma vez que podemos ligar o computador e comunicar em tempo real com som e imagem (através de uma câmara) sem sair de casa deixamos de perceber o tempo que gastamos a contactar toda gente. Essas redes sociais são por vezes uma distracção, porém toda a tecnologia é capaz de reduzir o tempo gasto para a realização de uma tarefa caso o estudante não se distraia com outras coisas que a tecnologia nos dá.

Por outro lado minha opinião, eu conseguiria trabalhar sem um computador mas hoje em dia o tempo é essencial e um computador com ligação à Internet é indispensável para que as coisas possam ser feitas de uma maneira mais rápida. Não por termos já a pesquisa toda feita e só ter de procurar bem, se formos a uma biblioteca o sistema de localização de determinado livro faz-se pelo computador inserindo-se o nome do autor e a obra que pretendemos usar. Se não tivessem um motor de busca tão rápido levaria o dobro do tempo, ou mais, a procurar o pretendido e mais com o tempo que iríamos gastar a estudar a obra para a pesquisa.

Beatriz Reis Santos

Nada será como antes

O futuro já chegou. A evolução tecnológica vem permitir um sem número de soluções que pensávamos possíveis, apenas, a nível da ficção. As empresas especializadas estão a desenvolver soluções destinadas aos aparelhos móveis. Nas palavras do vice-presidente da Alcatel, Laureen Cook, a empresa através do consórcio ngConnect, desenvolve soluções destinadas a aproveitar as grandes mudanças da tecnologia, a chamada 4ª geração móvel (4G). Sucedendo à actual fibra óptica, a nova rede designada LTE (evolução de longo prazo) permite uma velocidade de 100 megabites por segundo. A muito curto prazo os operadores móveis oferecem a nova geração de telemóveis com os serviços inovadores associados.

 Como exemplo, o LTE permite ver filmes em alta definição nos telemóveis 4G.

 Também os GPS evoluem de forma surpreendente. A nova tecnologia GPS incorporada nos telemóveis, permite-nos, com o uso de uns óculos apropriados, ter disponível a identificação de todos os locais e até mesmo a descrição de uma qualquer obra de arte que estejamos a observar num qualquer museu do mundo.

 Também a publicidade pode estar mais próxima e interactiva. Podemos ver um vídeo-clip da nossa estrela pop favorita no telemóvel e comprar, no mesmo momento, as roupas que ela/ele está a usar no vídeo. Basta clicar, enviar os nossos dados e esperar que a encomenda chegue a nossa casa.

 A internet também vai chegar aos automóveis. Com a nova tecnologia podemos aceder directamente ao computador de casa e partir dai comunicar com o mecânico ou mesmo com o fabricante do carro, interagir com os outros automóveis ou até mesmo concretizar transferências bancárias.

 Actualmente através da banda larga fixa já é possível efectuar exames médicos à distância, sem a presença física do médico, que recebe a informação num monitor, em tempo real. A tecnologia existente permite observar a garganta, ouvidos e pele, auscultar o coração, verificar a glucose do sangue como se o médico estivesse presente. Contudo, a quarta geração móvel vai dar um passo em frente pois a informação vai ser recebida e processada em qualquer lugar. Por exemplo, a nova tecnologia permite aos médicos pedirem opiniões a colegas que estejam a longa distância, comunicar com as clínicas para receber de imediato resultados médicos, e muito mais.

 No entanto, esta é uma visão muito redutora de todas as potencialidades da 4G, cuja aplicação não se limita aos telemóveis e computadores. A 4G abre um novo horizonte no universo digital. As inúmeras aplicações que estão a ser experimentadas pelas grandes empresas de tecnologia, espalhadas pelo mundo, poderão mudar completamente a forma como interagimos com a realidade.

 Sara Reis Araújo

A Evolução de um Individuo

Ao olharmos para traz , confrontamo-nos com a evolução da nossa pessoa , e com tudo o que dela faz parte, o passar dos anos, o amadurecer de ideias , mas sobretudo a criação de uma própria personalidade.
Deste modo, na fase do nosso crescimento, tentamos numa primeira fase durante a nossa infância imitar o adulto mais próximo, durante a adolescência é aquela fase em nos impomos e em que pensamos que já não temos mais nada para aprender e quando finalmente nos tornamos adultos é como se recuasemos neste processo e impuse-mos aos nossos filhos tudo o que aprendemos ao longo de todos estes anos de personalização.
Contudo, a nossa formação é também influenciada pelos novos média, durante a infância temos tendência para passar os tempos livres a jogar videojogos e para adoptar para nosso idolo o personagem do qual mais gostamos,imitando tudo o que ele faz, durante a fase da adolescência tentamos a cada instante conhecer o máximo de pessoas que conseguirmos por minuto através das redes sociais, e por último quando chegamos a fase adulta, é ao estarmos em contacto com a população, que tentamos perceber se o nosso comportamento vai de acordo ao que foi imposto pela nossa sociedade mal nascemos.
Em suma, o individuo, é um ser em constante aprendizagem , ou não fosse sócrates ter dito , que o verdadeiro individuo com vontade de aprender é que aquele que pensa que “só sabe que nada sabe”.

Miguel Valentim

Teatro 3D

A peça “Pigmalião”, a primeira peça de teatro em Portugal a contar com tecnologia 3D, foi apresentada pela primeira vez 10 de Março de 2010 no Centro Cultural Vila Flor, em Guimarães. A encenação foi feita por Marcos Barbosa, a partir de um texto de Pedro Mexia, baseada no livro “Metamorfoses” de Ovídio. Contou com uma parceria entre o Teatro Oficina e o Centro de Computação Gráfica da Universidade do Minho.
Pigmalião era um escultor que queria criar a estátua da mulher ideal, á qual chamou Galateia. Quando consegue conceber a estátua, apaixona-se por ela. À medida que o amor vai crescendo, a estátua vai-se transformando até se tornar numa mulher real. Esta é uma mulher como qualquer outra, com qualidades e defeitos e que não quer nem tem a ambição de ser perfeita para não ter que se subjugar à vontade de um homem. Ela tem as suas próprias vontade e os seus próprios defeitos, e no fim, pede a Pigmalião que a aceite como ela é.
Foi utilizada uma tecnologia pioneira da Universidade do Minho designada 3D Stereo, um processo de registo de imagens em estereoscopia, com a utilização de todas as estruturas de projecção a três dimensões (projector, tela e óculos).
Os espectadores recebem uns óculos 3D que transmitem uma imagem diferente para cada olho, alterando o ângulo de cada um deles e fazendo com que o cérebro crie a ilusão de profundidade. A meio da peça, os espectadores recebem indicação para colocar os óculos que lhes permite visualizar as imagens em e 3D.
Os únicos momentos da peça que contam com imagens tridimensionais são os da metamorfose da estátua. O programa de computador recria a imagem de Galateia através de um holograma até surgir a actriz em palco.
A Holografia é uma forma de apresentar uma imagem em três dimensões. Foi concebida em 1948 pelo húngaro Dennis Gabor, e executada pela primeira vez nos anos 60, após a invenção do laser. É um método de registo com relevo e profundidade. Cada componente do holograma possui a informação da imagem completa. Ela poderá ser vista na íntegra, mas a partir de um ângulo estreito.
A Imediação está presente na medida em que o objecto digital surge integrado com os restantes elementos cénicos. Apenas é visível o holograma e não os dispositivos electrónicos responsáveis pela sua projecção, pelo que o meio é ocultado.
Estamos igualmente perante a lógica da Remediação uma vez que conteúdos cinematográficos e digitais são transportados para o meio teatral, um local de pessoas e espaços onde este tipo de tecnologias á partida não entrariam.
A intervenção de tecnologias no teatro está a tornar-se mais frequente de forma a que assistimos a uma evolução e adaptação desta arte ás formas de projecção actuais.

Joyce Lopes e Juliana Alves

Ergo Proxy

Desde o fim da 2ª Guerra Mundial, o Japão abriu as portas ao Ocidente, principalmente aos Estados Unidos da América. Muitos baby boomers desse período tornaram-se entusiastas do modo de vida americano, nalguns aspectos radicalmente oposto à educação tradicional japonesa, rígida e dogmática. O país asiático mais ocidentalizado começou então a despertar a nossa curiosidade. Deixou de ser para nós apenas a terra da Nintendo, da JVC, da Toyota e da Yamaha, para ser a terra do Kurosawa, do Murakami, do Takemitsu e dos X Japan. A arte japonesa é já parecida o suficiente com a nossa para a podermos compreender com relativa facilidade. Os sites relacionados com este país recebem cada vez mais visitas, seja por curiosos que pretendem conhecer melhor esta cultura, ou por indivíduos mais aplicados que pretendem apreciar o que sai da Terra do Sol Nascente sem recorrer a traduções. Podemos até conversar com nativos através de programas como o Skype.

Um mercado em crescente desenvolvimento no mundo ocidental é o do manga e do anime, as bandas desenhadas e desenhos animados japoneses. Chegámos até a vê-los na televisão nacional, através do Dragon Ball na SIC e Samurai X na TVI. A SIC Radical tem transmitido ao longo dos anos vários animes, desde Naruto a Evangelion, passando por Fullmetal Alchemist e Cowboy Bebop.

O preconceito que surge em relação ao anime deve-se em grande parte ao aspecto infantil dos desenhos. As histórias de acção em ambientes coloridos, interrompidas por momentos de humor japonês, não conseguem cativar a maior parte dos espectadores adultos, e com razão. Mesmo assim, há por vezes excepções à regra que nos podem surpreender.

Em 2006 surge Ergo Proxy, um anime bastante diferente da esmagadora maioria dos outros. O seu estilo não é fácil de definir, mas penso que pode ser enquadrado na estética cyberpunk, já referida numa aula. O próprio visual foge às convenções do anime, sendo a sua atmosfera sombria algo de sublime.

Ao longo dos 23 episódios da série são abordadas várias temáticas e acções paralelas, pelo que não é possível fazer um resumo totalmente satisfatório. Encontramos andróides denominados AutoReivs, que ganham consciência da sua existência devido ao vírus Cogito, um pouco à semelhança do filme Blade Runner; vemos uma crítica a uma sociedade dessensibilizada, onde a atmosfera foi destruída por falta de amor ao mundo, e a indiferença perante o próximo torna-se algo de absolutamente comum; uma crítica, também, ao capitalismo, ao comunismo, e às políticas internacionais, principalmente no campo da emigração; entramos na mente de personagens com personalidades sólidas e verosímeis, cada uma com um objectivo na vida; e encontramos também uma vertente teológica curiosa, mas que surge a um ritmo um pouco rápido, sendo por isso difícil assimilá-la rapidamente.

Uma das vantagens do anime é a facilidade de reproduzir ideias, devido à ausência de actores reais, com limitações físicas. Parece-me que este campo foi bem aproveitado em Ergo Proxy, que combina de forma equilibrada a acção, a filosofia, o humor e o amor, sem nunca nos desapontar devido ao irrealismo de alguma cena ou a efeitos especiais de fraca qualidade. O único aspecto negativo em toda a série são os 2 episódios de fillers, que ocupam algum espaço de forma desnecessária, pois em nada contribuem para a história.

Recomendo Ergo Proxy a qualquer pessoa interessada em séries que a façam reflectir. O negro futuro aqui retratado não se encontra assim tão distante do nosso presente, e a busca pela identidade e pela verdade sempre acompanharam o homem pensante. Mesmo quem não pretenda intelectualizar a série, pode apreciá-la com base nos excelentes desenhos e nas carismáticas personagens.

Daniel Sampaio

Cartoon Network

O Cartoon Network é um canal televisivo que teve o seu início em 1992 e mostra, sobretudo, programação animada.

Originalmente, a “mascote” que dava imagem ao canal eram uns bonecos brancos chamados “Noods”.

Recentemente, uma empresa de Los Angeles, chamada Capacity, criou o trabalho que se pode visualizar no vídeo abaixo, trazendo uma nova identidade para o canal CN. Ao longo do vídeo, os “Noods” vão ganhando cores vivas e vão-se transformando nas diferentes personagens que fazem parte da programação do canal.

Através dos “Noods”, o logótipo que traz apenas as iniciais CN, resulta numa grande diversidade de tons e infinitas combinações onde todas as formas, tamanhos e estilos podem coexistir.

Quanto à teoria dos novos média estamos perante um meio frio já que o vídeo estimula o nosso sentido visual pela diversidade de cores, o movimento e transição de imagens; também estimula o nosso sentido auditivo através da música que, embora estando em segundo plano, complementa de forma significativa a nossa percepção sensorial.

Quanto à teoria da remediação e imediação estamos perante a hipermediacia em que existe um reforço e uma revelação do meio que neste caso é a imagem do canal “Cartoon Network”.

A imagem do canal torna-se na principal mensagem que se quer passar ao espectador, assim como, a emancipação das cores, isto é, a diversidade e a utilização de várias cores ao mesmo tempo são o elemento chave que caracteriza este vídeo. Há também uma variedade de perspectiva marcada essencialmente pela montagem. Por último, o facto de haver uma ligação entre a imagem e o texto cria uma multiplicidade do meio.

O próximo vídeo completa e permite perceber melhor o trabalho realizado no primeiro e, mostra-nos que a partir de um só boneco criam-se todas as personagens que fizeram parte da história do Cartoon Network misturando-as todas no mesmo lugar.

Ana Monteiro & Débora Mogadouro

Twilight (Crepúsculo)

Crepúsculo é um dos livros da saga ‘Crepúsculo’ da autoria de Stephenie Meyer, agora adaptado em filme. O livro/filme conta-nos a história de uma adolescente (Bella Swan) que se apaixona por um vampiro e cujo melhor amigo é um lobisomem. O romance ganhou vários prémios e tornou-se uma febre mundial maior que Harry Potter, adorado tanto por  crianças,adolescentes como por mães ou senhoras de alguma idade. A febre é tal que as fãs já criaram grupos como “Team Edward” ( o vampiro Edward Cullen), “Team Jacob” ( o lobisomem Jacob”, “Team Bella” ( protagonista), “Twimoms” (mães que amam o filme).

Pode parecer ridículo, mas a verdade é que as fãs afirmam que o filme as “ajuda” no seu dia-a-dia. Para as mais jovens é um sonho do amor eterno, para as mães ou pessoas mais idosas ajuda-as a recordar o sentimento do primeiro amor, a excitação, ‘as borboletas’ na barriga.

Estes ‘grupos organizados’ reúnem-se  semanalmente, mensalmente  ou anualmente para discutir ou conversar sobre o filme. Esses encontros são normalmente anunciados pela internet ( redes sociais como facebook, twitter, hi5) entre outros. Por outro lado, é espantoso ver a quantidade de blog’s que foram criados por fãs acerca do filme ou dos actores, que são actualizados diariamente e que fazem a delicia de todos os amantes do filme. Para muitos, graças à internet (nomeadamente as redes sociais e blogs) podem satisfazer a sua ânsia de espera enquanto os filmes não estreiam, visto que lá encontram informações deliciosas acerca do mundo “Twilight”.

Deixo aqui o trailer do filme,um vídeo onde as ‘Twimoms” se apresentam  e explicam o porquê de tanta devoção e um blog brasileiro criado por fãs que todos os dias dá novidades aos “twifans” :

http://foforks.com.br/

Posto isto, é caso para dizer : Obrigada internet !

Ana Raquel Martins

Publicidade ao Photoshop como creme!

Vi esta imagem num blog e não consegui deixar de me rir. Como todos sabemos, qualquer mulher que se preze gosta de chegar aos seus 30 anos( e até as mais novas) e não ter qualquer ruga ou imperfeição na cara. Para isso, mais uma vez o sexo feminino se deixa levar pela publicidade onde nos induzem a comprar o ‘creme’ milagroso que nos vai fazer parecer mais novas, deixando a nossa cara como a de uma actriz ou cantora de Hollywood, supostamente. Todas as mulheres ou, pelo menos, a grande maioria, sonha em ser ‘perfeita’ como a actriz que vê la televisão ou nas revistas. Para nós as ‘estrelas’ não têm defeitos físicos como a celulite, as rugas, as estrias  ( porque é o que nos mostram em fotografias, filmes, revistas) o que nos deixa um tanto invejosas. Mas isto não é verdade e quem se dá ao trabalho de procurar sobre o assunto acaba por perceber. As tais ‘estrelas’ de Hollywood são humanas e têm defeitos como todas nós, só têm uma sorte que  nem toda a gente tem – o photoshop. Para quem não sabe, o photoshop é um programa que altera fotografias entre outras coisas, que ajuda a grande maioria dos famosos que nos são apresentados em revistas e jornais.

Esta publicidade, apresentada com a cara da rainha do pop “Madonna” é realmente fantástica. A ideia foi de génio e acredito que faça rir muitas mulheres deste mundo, como me fez rir a mim. É hora de todas nós ‘comprarmos’ um frasquinho de photoshop para ficarmos perfeitas!

Deixo aqui a tradução das frases que escritas na imagem :

“Qual o segredo do meu sucesso? O creme para o dia Adobe Photoshop”

“Adobe Photoshop Day Cream. Reduz miraculosamente rugas e todas as imperfeições da pele. Para sempre parecer jovem e glamurosa”
Ana Raquel Martins

‘ O refrigerador fantasmagórico’

O ‘refrigerador fantasmagórico’ é uma ideia brasileira(ainda um projecto), projectada por alunos da UEMG. Desenvolvido por Camila Fortes, Camila Possato, Renan Oliveira, Sarah Carvalho e Walter Junior, este projecto valeu-lhes o prémio Inova Whirlpool e tem várias funções : refrigerador, tela de tv, emulador de fantasmas, circulador de ar e ainda pode soltar cheiros específicos.

Apesar de parecer bastante apelativo, esta tela não é fácil de definir e visto que ainda não percebi muito bem a sua composição e funções, deixo aqui uma breve explicação dita por Walter Junior, que participou no projecto. Ele melhor do que ninguém nos pode dar uma ideia mais específica acerca do funcionamento  do “Twilight”.

“Baseado em tendências futuras da arquitetura e de comportamento, a ideia principal é trazer o circulador de ar para uma posição de destaque, complementando o produto com outras funções e estabelecendo uma interacção melhor e mais profunda entre os usuários, o ambiente e os eletrodomésticos. O ar é igualmente distribuído pelo painel ao ambiente, como uma leve brisa que pode ser resfriada e adicionada algumas fragrâncias.

O painel é constituído de tubos de polímero perfurados para a distribuição do ar. Uma camada de Oled é aplicada na superfície de uma das faces do painel permitindo a exibição de imagens ou vídeos que são carregados pelos usuários através do controle remoto. O produto oferece a combinação das três funções, controle de temperatura, aromatização e exibição de imagens e vídeos para proporcionar grandes experiências sensoriais ao usuário criando ambientes/momentos de relaxamento, descontração, romance, etc. O aparelho pode ser usado como divisor de ambientes e o propósito é adequar às necessidades de cada usuário.”

Mais uma tecnologia para nos ajudar no dia-a-dia e para melhorar a qualidade de vida. Resta saber se o projecto vai ou não avante.

Ana Raquel Martins

O futuro da nossa sala

A convergência entre a informática de consumo e a electrónica já se faz sentir há alguns anos. A ideia de ter um computador na sala ou um comando que controle todos os aparelhos em casa não é pioneira. As consolas são óptimas para jogar na TV e para reproduzir (em alguns casos) conteúdo em alta definição, mas não são bons gravadores de programas. Os media players suprimem esta lacuna, mas não permitem jogar nem navegar na internet…

Agora, já é possível aliar a informática às necessidades de quem está sentado em frente à televisão e ter o aparelho multi-funções que tanto nos faz falta.

O ESPRIMO Q9000 foi concebido para utilizadores que querem um PC de secretária totalmente equipado, com baixo consumo de energia e pequena dimensão. O ESPRIMO Q9000 cumpre todos os requisitos de um PC completo graças à mais recente Intel Mobile Technology e ao sistema operativo Microsoft Windows 7® Professional. Do tamanho de uma caixa de CD (apenas 165 x 168 x 57 mm) e com um volume de 1,6 litros, o mini-PC ESPRIMO Q9000 poupa espaço na secretária, enquanto a tecnologia Intel® vPro™ e a maleabilidade do Desk View permitem uma gestão de sistema eficaz. O ESPRIMO Q9000 inclui todas as ligações essenciais como HDMI, DVI e eSATA. Além disso, a novíssima tecnologia de processamento Intel Core 2010 acrescenta desempenho e eficiência, com o consumo de energia do processador Intel® Core™ i5 a ser de apenas 19 Watts em modo de inactividade, bem como configurações alargadas de gestão de energia.

Apesar das suas pequenas dimensões, o ESPRIMO Q1510 impressiona por poder ser usado como sistema de entretenimento para a sala ou como PC de escritório. O novo Fujitsu ESPRIMO Q1510 substitui o ESPRIMO Q1500, trazendo diversas vantagens na sua pequena e elegante caixa. O novo ESPRIMO Q1510 inclui controlo remoto, drive Blu-ray opcional, suporte total para HDMI e Microsoft Windows 7® Home Premium. A novíssima tecnologia de processamento Intel Core 2010 possibilita um desempenho superior com um consumo energético constantemente baixo e um funcionamento muito silencioso, outra vantagem para quem o usar como PC de sala. Ele poderá incluir WLAN para ser ligado ao servidor de casa para ouvir música ou mostrar as fotografias das férias na TV, e possui um leitor de cartões 6-em-1 para descarregar fotografias da câmara, por exemplo. Além disso, os utilizadores podem dar um toque pessoal ao sistema através de skins coloridas personalizadas.

A Nvidia apresentou o chipset ION há alguns meses. A ideia é garantir uma plataforma gráfica que, em conjunto com processadores de entrada de gama como o Atom (Intel), permita melhorar a experiência de utilização do que seria, à partida, uma máquina de baixo rendimento. Entre outras vantagens, o utilizador tem acesso a gráficos com DirectX 10, conteúdo de alta definição 1080p e som 7.1, melhorias significativas em tarefas como a codificação de vídeo (cortesia da tecnologia CUDA) e uma experiência de utilização sem problemas nos sistemas operativos Windows Vista e Windows 7.

O VIEWSONIC PCMINI VOT 132

Esta pequena caixa branca cabe em qualquer lado e pode ser utilizada tanto na vertical como na horizontal. Existe um suporte para proteger e garantir a segurança do VOT 132 e todo o design parece ser bem conseguido. Inclui um suporte VESA para que o utilizador o possa colocar na parte de trás do monitor, se assim o desejar.

No painel frontal, são visíveis duas portas USB – que se juntam a outras quatro colocadas no painel traseiro, onde se pode ainda ver a porta HDMI -, um  leitor de cartões de memória e um botão de sleep mode. Uma vez que o hardware tem uma antena e suporta wireless n, pode registar o equipamento na rede doméstica e partilhar conteúdo multimédia.

DISTRIBUIDOR VIEWSONIC; FICHA TÉCNICA ATOM 330 A 1,6 GHZ; 2 GB DDR2 800 MHZ; DISCO SATA 320 GB; LEITOR DE CARTÕES DE MEMÓRIA; 6X USB; 1X HDMI; 1X D-SUB VGA; WI-FI; GIGABIT; SPDIF; WINDOWS 7 HOME PREMIUM.

Sara Godinho

Tecnologia De Ponta (Do Dedo)

Depois das minhas colegas, Benedita Vicente e Romina Nunes, terem falado na aula passada de uma inovação chamada “SixthSense” ou “Sexto Sentido” e, de eu própria já ter abordado esta tecnologia neste blog, decidi mostrar-vos apenas uma curiosidade.

Um jovem programador finlandês, Jerry Jalava, depois de ter sofrido um acidente de mota, teve de amputar metade do seu dedo anelar esquerdo. Após o acidente este decidiu criar uma prótese com uma pendrive USB embutido.

Jerry Jalava afirma que teve esta ideia quando os médicos que o tratavam, depois de descobrirem que este desenvolvia programas de computador lhe disseram, em tom de brincadeira, que devia ter uma USB “dedo drive”.

A pen drive tem 2 GB de memória e pode ser usada quando Jalava “levanta a unha”, para armazenar fotos, filmes e programas. Como a prótese não é permanente, ele pode retirá-la facilmente e conectá-la a um computador para a transferência de dados. O finlandês também já disse que está pensar aumentar a capacidade de memória da prótese para incluir tecnologia wi-fi.

Embora não deixe de ser bizarro, parece que Jerry Jalava já usa o seu “Sexto Sentido”. Então e nós? Quando vamos começar a usar o nosso? Pode ser que esta história fora do normal inspire os mais criativos.

Márcia Oliveira

Depois das minhas colegas, Benedita Vicente e Romina Nunes, terem falado na aula passada de uma inovação chamada “SixthSense” ou “Sexto Sentido” e, de eu própria já ter abordado esta tecnologia neste blog, decidi mostrar-vos apenas uma curiosidade.

Um jovem programador finlandês, Jerry Jalava, depois de ter sofrido um acidente de moto, teve de amputar metade do seu dedo anelar esquerdo e após o acidente decide criar uma prótese com um pendrive USB embutido.

Implantação do Sonoro no Cinema

Em rigor, nunca existiu cinema mudo. Acompanhamentos de piano, orquestra, discos, intertítulos, explicadores e comentários do público fizeram com que, desde as origens, existira a palavra e a música no momento de contemplação das películas. Fez com que a experiência do cinema fosse tudo menos silenciosa.

Em 1926 a Warner Brothers introduziu o Vitaphone, um mecanismo que permitia a gravação de som sobre um disco, que em 1930 foi substituído pela tecnologia do som óptico

Em  1927 lançou o filme “The Jazz Singer”, um filme musical que pela primeira vez na história do cinema possuía alguns diálogos e canções sincronizadas com partes totalmente mudas e intertítulos gravados.

Com o sonoro surgem novos géneros: o musical e a comédia baseada em diálogos.

Neste dois géneros, o som é o suporte a desenvolver. Assim, todo o caminho da afirmação do cinema enquanto estética, apresentando a narrativa, foi esquecida em detrimento do som. Pode-se fazer uma comparação com a actualidade, por exemplo, com os filmes em 3D dá-se maior destaque para esta nova tecnologia do que para o enredo e narrativa.

A implantação do sonoro supõe uma autêntica revolução em todas as ordens: na linguagem cinematográfica, no sistema de produção, nas salas de exibição, nos hábitos do público.

Antes do sonoro, as grandes salas ofereciam um espectáculo de 120 a 150 minutos composto por uma longa-metragem muda com actuações ao vivo. Não era fácil mudar o sistema já instaurado. Alguns profissionais foram despedidos com estas alterações, desde os músicos que deixaram de ser precisos para tocar na sala de exibição, como actores que tinham vozes que não eram aprovadas pelo público e que tiveram de abandonar a carreira cinematográfica.

Quanto ao modo de produção, também houve consequências com a chegada do sonoro. A escrita dos guiões teve de sofrer reformas. Era necessário introduzir os diálogos, e que estes fossem coerentes e complexos. Para isso contrataram obras de teatro, dramaturgos e directores de cena.

Não há dúvida que o som potencia a ilusão de realidade do texto fílmico e uma expressividade adicionada através da banda de ruídos e da música, evita os pesados intertítulos e permite uma maior integração entre a palavra e a imagem. Graças ao som, o cinema dá um salto qualitativo e adquire a condição de meio de expressão audiovisual.

O som permite novos desenvolvimentos expressivos. Descobre-se o silêncio e a pausa silenciosa no meio dos diálogos, e acima de tudo, mediante planos sonoros cria-se um espaço dramáticos onde ficam marcadas a distância e a perspectiva.

O som permite caracterizar melhor os personagens: os acentos de fala, os estados de animo, idade, etc.

Embora tivesse havido incerteza quanto à fiabilidade dos sistemas sonoros e sobre a aceitação pelos exibidores e pelo público, a tecnologia do sonoro prevaleceu e tornou a industria cinematográfica aquilo que é hoje.

Joana Costa Santos

Texto digital

Ainda preciso de escrever mais uns textos para Introdução a Novos Média, mas encontro-me sem ideias. Decido ir ao WOC ler os sumários, talvez haja algo a explorar.

“Temas de escrita no blogue: comentário ao vídeo e reflexão sobre a presença da tecnologia e da comunicação digital no dia-a-dia do estudante universitário.”

Não é uma má ideia. Tratarei disso daqui a pouco. Para já ainda tenho de aceder ao Moodle para ouvir as músicas necessárias para o trabalho de Música Ocidental. Ao menos já “saquei” e li os textos, em versão PDF, apenas falta ouvir o resto e ordenar ideias.

Não consigo aceder ao Moodle… vou ao MSN tentar pedir ajuda a alguém, mas a Internet está sempre a cair. Tento mandar SMS, mas estou sem saldo. Volto à Internet. Após inúmeras tentativas, consigo aceder à minha conta bancária, carrego o telemóvel, e faço um telefonema.

-Viva. Por acaso não sabes quais são as músicas que temos de ouvir para fazer o trabalho? Não estou a conseguir entrar no Moodle.

-Sei, posso mandar-te isso por mail se quiseres..

-Obrigado, queria despachar já isso.

Enquanto espero, aproveito para reiniciar o portátil e visitar alguns fóruns na internet. Foi tempo perdido, não encontrei nada de interessante, mas entretanto o email já chegou. É hora de ouvir as músicas.

#%”!$ de internet! Está demasiado lenta até para carregar os vídeos do YouTube. Pego no portátil e vou para outro sítio, talvez seja falta de sinal. Ao passar pela televisão reparo num anúncio de Internet com fibra óptica. Vinha mesmo a calhar, mas quem quer pagar pouco sujeita-se a estes problemas. Vendo pelo lado positivo, não é muito pior do que os velhos modems de 56k. Pego no iPod e vou ouvindo a “minha” música enquanto espero que os vídeos carreguem. Entro no site do Público e da Blitz e leio as notícias. Os textos carregam sempre mais depressa.

O trabalho de música pode ser complementado com alguma informação bibliográfica, por isso acedo à Wikipedia. Recebo uma SMS de um amigo, a sugerir-me ir ouvir a rádio online dele, mas neste momento é-me impossível. Os vídeos da ópera também ainda não carregaram. Talvez deva escrever agora o tal texto para o blog de Novos Média.

Daniel Sampaio


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