Archive for the 'Fotografia Digital' Category

Princípio da Variabilidade

Na obra The Language of New Media, Lev Manovich, um crítico de cinema e professor universitário que se debruçou sobre as áreas dos novos média, média digitais, design e estudos de software, propõe uma teoria dos novos média digitais que assenta em cinco princípios: a representação numérica, modularidade, automação, variabilidade e transcodificação cultural.

Focando-nos apenas no quarto princípio (variabilidade), é possível concluir que este conceito remete para as inúmeras versões que um objeto digital pode adquirir. Este princípio está estreitamente ligado ao princípio da representação numérica (os objetos digitais são compostos por códigos que podem ser descritos matematicamente, isto é, as unidades ou elementos são quantificáveis (código binário de 0s e 1s), e podem ser manipulados por algoritmos) e ao princípio da modularidade (os objetos digitais, sejam eles imagens, sons ou outras plataformas, têm na sua propriedade estrutural diferentes níveis ou «camadas» e são compostos por partes independentes que, por sua vez, são compostas por partes independentes de tamanho menor e assim sucessivamente, até chegar à unidade mais reduzida como o pixel, no caso de uma imagem). Estes dois princípios «alimentam» o conceito de variabilidade visto que, através deles, é possível criar um número potencialmente infinito de versões de um objeto digital. A manipulação destes objetos digitais pode adquirir duas formas: automática, quando é realizada por um algoritmo programado, ou humana, na medida em que parte da ação e vontade do próprio utilizador.

Observemos agora o princípio da variabilidade aplicado a diversos softwares:

1) Microsoft Word

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Neste software, o princípio da variabilidade é bastante simples de detetar. Basta escolher uma palavra e modificar o tipo de letra ou a cor, colocar em negrito ou itálico, aumentar ou diminuir o tamanho da letra, sublinhar… Através destes mecanismos (já automatizados pelo próprio software), podemos criar inúmeras versões visuais da mesma palavra, neste caso, a partir da manipulação humana.

2) Editor de imagem Pixrl

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Com este editor de imagem, é fácil obter uma versão diferente da mesma fotografia através da aplicação de um efeito. Os programadores tornaram este processo automático, isto é, basta apenas um clique (selecionando o efeito pretendido) para criar uma imagem diferente. Contraste, luminosidade, brilho ou cor são alguns dos elementos manipuláveis através destes softwares de imagem. A todas estas funcionalidades corresponde um algoritmo/código diferente.

3) Editor de vídeo Wondershare

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Tal como o editor de imagem, este software é muito semelhante, utilizando o mesmo método de edição. É possível acelerar ou diminuir a velocidade do vídeo, aplicar um efeito de cor, introduzir subtítulos ou adicionar efeitos visuais, por exemplo.

 4) Editor de som Audacity

Sem Títddulo

Este software de edição de som permite modificar, por exemplo, uma melodia tornando-a mais aguda ou mais grave, ou até aumentando a sua velocidade. Estes são apenas alguns dos exemplos que podem contribuir para criar várias versões da mesma peça musical. Podemos ainda adicionar batidas ou acordes para «reinventar» o mesmo som.

 5) Jogo Online Adventure Quest

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Este é um exemplo dos muitos jogos onde é possível criar um avatar personalizado. O jogador pode escolher toda a aparência física da personagem: formato e cor do cabelo, cor dos olhos, cor da pele, vestuário, calçado… Tal como acontece com todos os softwares anteriores, cada alteração/efeito/versão apresenta um algoritmo matemático programável e «invisível».

Assim, o princípio da variabilidade é, possivelmente, o mais «visível» ao olho humano, visto que percecionamos as inúmeras alterações e versões que são feitas na estrutura visual do objeto digital. Apesar disso, não observamos como são feitas essas alterações, isto é, não temos acesso direto aos códigos e algoritmos. Esse acesso seria, no entanto, inútil, visto que são necessários conhecimentos matemáticos e tecnológicos para conseguir programa-los. O software funciona, então, como «máscara» de todos estes processos digitais.

 Diogo Martins

Luz como identidade

A primeira fotografia.
[link na imagem]

Joseph Nicéphore Niépce, 1826/1827 (?)

Estamos no século XXI e permanece uma incógnita a importância da fotografia. A habituação à imagem, nos seus inúmeros registos, proporcionou um espaço para aquela que se tornou uma ferramenta de representação mais próxima do real, daquilo que o olho humano observa na sua essência. Pondera-se ao longo dos anos toda uma vertente artística, mais do que documental ou científica. São traços breves e que não fazem jus ao crescer da fotografia, mas que nos dão a ideia da sua evolução.

Parece-me sobretudo importante falar da identidade na fotografia.
A representação da personalidade na fotografia, não tem de ser necessariamente um retrato, ou um autoretrato. O “eu” assinala a sua presença de inúmeras maneiras. O “eu” que fotografa, que dá o cunho pessoal e individual à fotografia, o “eu” que é fotografado, o “eu” que estuda o trabalho fotográfico e que o encomenda – sendo este a alma de uma fotografia, por exemplo.

Ainda assim, o registo da imagem foi fulcral em muitos aspectos do nosso dia-a-dia: a importância da fotografia como registo de identidade e qualidade de cidadão (o Bilhete de Identidade), como meio de fixar no tempo a imagem de pessoas e seus contextos geográficos (que, de algum modo, sentenciam a efemeridade da vida), como meio de aprendizagem e conhecimento do passado (relativamente ao aspecto anterior), como movimento artístico e cultural (representativo de dezenas de nações).

Teremos inevitavelmente de referenciar aquele que é dos movimentos actuais mais marcantes desta sociedade tecnológica – a difusão das selfies; e as variantes que agora vão surgindo, numa tentativa de quebra de registo, que mais não é do que uma variação do registo, seja ele individual/colectivo, realista/criativo, entre outros. Este facto pode estar intimamente ligado à lógica da remediação de Bolter e Grusin que, aplicada neste contexto, se traduz na presença do conteúdo e da matéria da fotografia, inseridos nestas que são as novas práticas tecnológicas baseadas nos princípios da fotografia.

É importante considerar a fotografia como elemento fundamental nesta que é a conjuntura social e tecnológica do século XXI; e como esta permitiu e, diga-se, ainda permite ao ser humano adquirir uma percepção do mundo que arrebatou certos padrões de vida antes de esta ter nascido. Ingrato seria negar o seu uso.

Maria Miguel

But First, Let Me Take A Selfie

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   Desde que a primeira fotografia apareceu, em meados do século XIX, o mundo começou a revolucionar-se a uma velocidade estonteante. As famílias poderiam deixar de contratar pintores para fazer retratos que nem sempre correspondiam ao real, passando, assim, a contratar fotógrafos que eram ainda pioneiros nesta nova área, que, anos depois, se começou a afirmar como arte. Deixando de parte a função artística da fotografia, concentremo-nos nesta como um simples registo de um acontecimento, reduzindo-a ao seu simples significado: foto-luz ; grafia-escrita.

     Qualquer todo o ser humano pertencente às camadas mais jovens sente a necessidade de tirar fotografias, quer seja para publicar em redes sociais, quer seja para recordar momentos importantes, ou, até mesmo, tirar uma fotografia só porque sim. A fotografia está tão banalizada que a população não se apercebe do seu verdadeiro valor, deixando cair no esquecimento anos de experiências efetuadas, pretendendo aperfeiçoar uma imagem num suporte físico ou digital. Se recuarmos 3 ou 4 gerações, não mais do que isso, verificamos claramente que quase não existem registos fotográficos dos nossos antepassados; isto porque ainda era um tanto ou quanto difícil ter acesso a equipamentos fotográficos e a pessoas que possuíssem conhecimentos para os utilizar.

     Somos bombardeados diariamente com fotografias publicadas no Twitter, Facebook, Instagram e afins, apenas com a finalidade de aumentar a popularidade dos respetivos utilizadores; tal coisa seria impensável aquando do surgimento que certas redes sociais, as pessoas limitavam-se a publicar fotografias para poderem ser encontradas na rede, para partilhar com parentes e amigos, ao contrário do que se sucede hoje. Uma fotografia era um registo do primeiro passo do filho de um casal, do primeiro dente caído, do casamento, da primeira viagem em família, do aniversário da prima, da tia, do irmão. Hoje são apenas um passatempo, um hobby enquanto estamos no carro, no comboio, a comer, à espera da próxima aula. O número das tão conhecidas selfies tem aumentado exponencialmente nos últimos meses, apenas porque achamos engraçado tirar uma foto em frente ao espelho ou com um amigo.

     Fazendo parte da população jovem, sim, admito que sou vítima de todos estes fenómenos mundiais e modas que se propagam rapidamente, que publico imensas fotografias na internet, que registo vários momentos do meu quotidiano com as pessoas com quem me relaciono; contudo, não deixo de reconhecer o valor que a fotografia tem e continuará a ter (embora posto de parte) no decorrer do tempo, não deixo de ter a noção das várias dificuldades que obstruíram o caminho da descoberta dos pioneiros desta área, bem como a sua importância na história da humanidade.

Ruben Alexandre Ferreira

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Quando é que nós nos lembramos da complexidade existente em todas as formas de software que usamos no nosso dia-a-dia? Quando é que nós perdemos tempo a pensar nisso?
A verdade é que, a não ser que seja um dos nossos interesses/hobbies ou que esse assunto tome algum tipo de papel na nossa vida profissional, provavelmente pensaremos nisso uma vez por ano (se tanto!) e é quando o nosso computador tem alguma avaria.
Para nós é um dado adquirido que, ao escrevermos um texto para postar no nosso blog ao fim do dia, quando carregarmos na tecla “E” apareça um “E” no ecrã; bem como ao editar uma foto, ao querer fazer crop, tomamos como certa a resposta depois de clicar no ícone que tem o desenho de uma tesoura; ou o simples scroll que fazemos com o rato… Esperamos sempre uma resposta imediata e faze-mo-lo de forma mecânica até, esquecendo todos os passos e procedimentos estabelecidos previamente pelo software.

O software permite-nos escrever um texto legível e com uma fonte bonita, mesmo que a nossa letra pareça hieróglifos; permite-nos fazer uma ilustração da Mona Lisa, mesmo que o nosso traço pareça mais um Picasso de 72 do que um Leonardo da Vinci; permite-nos parecer modelos numa foto* mesmo que na vida real a nossa única hipótese fosse na categoria XXL… e de preferência na Disneyland onde nos põem uma máscara; permite-nos compôr música e criar samples ainda que a nossa noção de pautas e notas e tempos seja nula; permite-nos visualizar a rua Y no país X, ainda que nem nos levantemos da nossa cadeira, na nossa casa na rua D, no país B; e por aí fora…

O software tornou-se o nosso melhor amigo. Uma segunda parte do nosso cérebro, uma parte mais eficiente. O software tornou-se uma parte de nós.

Arrisco até dizer que, nos dias que correm, haveria gente que não o seria sem softwares.

Lígia Breda Melo


* opção unicamente disponível aquando os 30 dias de trial do Photoshop ou ilimitada mediante a aquisição de um bom key cracker.

” A good snapshot keeps a moment from running away.”

Eudora Welty tinha razão.

Há quem diga que a fotografia é uma arte cruel e irónica; devolve-nos as recordações, o passado, e por vezes impede-nos de viver o presente ao continuar a reavivar os cantos da nossa memória. Eu não penso assim.
Claro que quando Joseph Nièpce concebeu a primeira fotografia não pensou nisso também. Nem, uns anos mais tarde, Daguerre. Nem nenhum dos que lhes sucederam durante pelo menos a década seguinte. Porque o que importava na altura era a descoberta em si – o poder capturar o momento, congelar o presente e poder transpô-lo para algo táctil – e o seu aperfeiçoamento através de enumeras tentativas. Mas a fotografia é muito mais que isso.
A fotografia é a fracção de segundo do momento em que estávamos presentes. A fotografia é a nossa memória posta num papel. A fotografia é a alma de alguém, congelada. A fotografia guarda por nós aquilo que sabíamos que a nossa mente não iria conseguir manter delineado e fácil de aceder. A fotografia somos nós.

Mas, a fotografia e a sua arte não é só poesia. Ou pelo menos já não o é mais. Existe todo um lado obscuro e mesquinho na fotografia que surgiu nos anos 20 – aquando o inicio da época dourada do fotojornalismo – em que esta se tornou um dos alicerces políticos e sociais. E todo este lado foi explorado até aos dias de hoje, pela média.
Diariamente a sociedade é confrontada com fotografias tiradas de contexto ou até manipuladas de forma a sustentar determinada ideia porque, actualmente, apesar das pessoas terem a noção de que a fotografia pode não representar a verosimilhança dos factos, esta continua a valer mais do que um texto repleto de argumentações válidas – quanto mais não seja pelo facto de pertencermos hoje em dia a uma sociedade preguiçosa que ao invés de ler notícias, lê cabeçalhos e vê as fotos enquanto desfolha as páginas, quer seja do jornal, quer seja da revista cor-de-rosa.
A fotografia tem poder. Não tanto quanto um vídeo, é certo. Mas continua a ser soberana no que toca a apelar ao sentimento do Homem – seja de que espécie for o sentimento. Além do mais, (não querendo puxar a brasa à minha sardinha, como se costuma dizer, mas já a fazê-lo) convenhamos que a fotografia tem muito mais classe… Existe toda uma panóplia de paradoxos na fotografia que nós tentamos desvendar ao olhar para ela.
Quando a fotografia é simples, sem manipulações, a fotografia é subtil, mas cruel na sua verdade. Pode ser velha e sem cor e ser mais bela que um objecto novo e colorido.

Para mim, que nutro uma paixão acima da média por esta arte, a fotografia mais poderosa é o retrato.
É extraordinária a forma como, quando estamos perante uma camera, o nosso rosto nos trai e desvenda tudo o que nós somos, mesmo o que não queremos mostrar aos olhos do outro. Toda a nossa essência fica nua no retrato.
Eu costumo dizer que eu queria que as pessoas e o sentimento durassem para sempre, por isso comprei uma camera.

Lígia Breda M.

Uma fotografia vale mais que mil palavras?

Tema de escrita: O que significou ver uma fotografia pela primeira vez? O que acontece quando se regista a imagem?
Retratar a realidade sempre foi um desejo do ser humano e, em 1826, Joseph Niépce realizou esse desejo com a primeira fotografia. Iniciou-se então uma rápida evolução e, mais tarde, democratização que atualmente faz da fotografia acessível a todos e omnipresente na nossa vida.
Antes desta invenção, a pintura era utilizada como uma das formas de representação da realidade, seja para documentação como também para retratos familiares. Após o nascimento da fotografia, este processo tornou-se mais fácil, mais rápido à medida que ia evoluindo e mais fiel à realidade. Também surgiu uma nova profissão – fotógrafo, – que ocupava-se essencialmente de retratos ou da  fotografia como arte. Fascinava as pessoas a possibilidade de serem recordadas eternamente, num retrato fiel e cuidadosamente preparado. As fotografias são memórias vivas, registos do passado que é revivido ao olhá-las, como se o contexto em que foram tiradas pudesse ser vivido novamente e esta sensação, imagino, também estava presente no século XIX.
Ser fotógrafo, hoje em dia, é uma profissão de risco, a nível económico e a nível pessoal. Recorremos ao fotógrafo atual para documentar eventos importantes da nossa vida (mesmo neste aspecto,  os próprios familiares podem encarregar-se dessa tarefa) ou para tirar fotografias de carácter mais formal, e este dedica-se sobretudo à fotografia como documentação ou como arte.
Uma imagem vale mais que mil palavras, e isso torna-a importante na nossa vida. Fornece-nos a informação necessária que mais facilmente tomamos como realidade do que se fosse lida num texto. Por exemplo, as fotografias que retratam a pobreza em África ou a guerra na Síria – textualmente não teriam o mesmo impacto. Há fotógrafos que arriscam a vida para nos mostrar outras qualidades do ser humano, qualidades diferentes daquelas que mostra em fotografias familiares. Imagino que esta revelação do outro lado da fotografia, possivelmente no pós-I guerra mundial, tenha ajudado na mudança de mentalidades, mas continuamos a cometer os mesmos erros, ainda que com maior fluxo de imagens.
A fotografia pode alertar como também insensibilizar, e este é um problema para o qual devemos estar atentos. Há fotografias que podem mudar tudo, mas para reconhecermos isso é necessário não banalizarmos o seu apelo à mudança.

1968, Eddie Adams, World Press Photo of the Year

2012, Samuel Aranda, World Press Photo of the Year.

Tatiana Simões

Reproduction of Museums

Writing topic: What does it mean to travel in space via optical simulations? What points of view am I being given by the devices?

As we go to the “Google Art Project”, we already take an opportunity to travel in a space, to travel using the technology of 3D. There are different views how we can use the Google Art Project – as a 3 dimensional sphere, which have a rotation in the museum rooms, or the simple artwork view without going to the “3D museum”. It not only provides  the representation of artworks as they stand in the museum, but also takes the aura of the whole museum, as it was at the moment when the devices were used to make the museum 3D in the Web.

“A zoom in” posibility connects with the mediation of the aura of object. It’s more visual, than material. We can see a brush strokes, the damages made over time, but as there isn’t the real presence of us in the museum, we can’t see the material of the artwork. The reproduction of the museum is in 3D, but the presence of 3D in the artworks still lacks. It’s a good way to analize the artwork, but as we know the time passes and the artwork changes in the conditions of time. For most of people this project gives a posibility to discover and analize, as well as just view the artworks, still we should understand, that the picture of artwork has been made in the specific moment of time, in the specific place. It doesn’t renews. It’s constant.

The difference between movie about museum and the real life experience in the Google Art Project is chance to stop at one museums’ place to look more at any time you want and than walk further. It’s more enjoyable “to walk” through the museum meanwhile feeling yourself at it.  The Google Art Project provides not only this experience, but also the information about artwork – the name, artist, a time, when it’s made – what we could see in the real museums’ information near the artwork.

The Google Art Project is a reproduction of museums and artworks in the digital way using a digital devices. It could be used as a material of studies or just for discovering the beauty of art, but the aura of place and artwork is less objective – as we know the light in the museum and to light used to make photos of artworks could change. Everything what is made through the digital devices ( in this case – camera), has lost it’s primar aura.

Agnese Rudzite


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