Arquivo de Maio, 2013

Pencil vs Camera

Uma das mais novas invenções do mercado coreano, o Galaxy Note 10.1 um aparelho de dispositivo móvel lançado a pouco tempo ao publico em geral. Redefine uma nova forma de capturação da imagem e manipulação da mesma, destacando-se também  uso da técnica  ‘pencil vs camera’ para criação de desenhos em tempo real totalmente digitalizados.

 

http://tek.sapo.pt/multimedia/artista_belga_redesenha_lisboa_em_dispositivo_1284832.html

O artista Belga, Ben Heine e o ilustrador Português, Miguel Lima fizeram algumas experiências com esse tipo de aparelho de maneiras diferentes; o belga Ben, representando a marca do aparelho apresenta no video um pouco da criatividade que a técnica ‘pencil vs camera’ traz ao publico no processo de capturação da imagem foto, que depois decalca essa foto ou caricatura, utilizando da criatividade do artista em mudar cores e o acréscimo na imagem capiturada, essa tal experiência feita em Lisboa onde o Ben retrata o bonde com asas, mostra um lado criativo que pode ser manifestado por qualquer pessoa; Já o português Miguel Lima, faz uma experiência mais ousada já em um contesto profissional, quando ele ilustra em tempo real as pessoas em movimento no seu cotidiano. Através de uma câmera em um painel, posta as ilustrações nas ruas de Lisboa, onde as pessoas vão observando sua própria imagem sendo caricaturada.

Esse reinvento tecnológico, ‘pencil vs camera’ aplicado em um aparelho móvel, será de suma importância para os desenhistas e caricaturistas que precisam de papel e lápis na mão para seu processo artístico criativo. Os dois artistas aqui expostos mostram a satisfação com essa tecnologia aplicada em seus trabalhos artísticos, outro lado muito interessante é a interatividade que esse dispositivo móvel pode oferecer as grandes massas, estimulando a criatividade e também aproximação da arte ao publico.

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As influências da tecnologia nas mudanças do nosso quotidiano

Será importante tentar perceber as mudanças na sociedade motivadas pelas novas tecnologias. Podemos considerar que a chegada das comunicações à distância permitiu que as sociedades deixassem de comunicar sobretudo de forma interpessoal, em pequena escala, para passarem a ser comunicações em massa. Esta foi das primeiras mudanças que se verificaram motivar uma alteração social. Em finais do século XIX, produz-se na Europa ocidental uma verdadeira revolução social motivada essencialmente pela revolução industrial. Estas mudanças eram principalmente económicas, pela solidez financeira que fomentavam as produções em massa que vinham sendo atualizadas com nova tecnologia. Motivaram também alterações no âmbito demográfico, pois começaram a existir movimentos de população para os setores mais industrializados. Ainda, estas transformações sociais, alicerçadas na tecnologia que prosperava, construíram alterações também no âmbito político, sobretudo no processo de democratização e de tomada de consciência política da maioria e também do protecionismo dos estados com o seu fortalecimento. Este início de incremento da tecnologia foi decisivo mas não passou de contextual, passada a revolução industrial, chegaram um conjunto vasto de incrementos tecnológicos que foram decisivos para o homem e que transfiguraram a forma como este existe e pensa.

Estas mudanças sociais surgiram com a chegada de novas tecnologias que foram a base das alterações de pensamento e de adaptação das sociedades. Este processo de modernização da sociedade industrial transfigura a forma como vivemos pois gradualmente passamos do processo de industrialização para o progresso científico, encontrando novas formas de comunicação e de mediações culturais. A modificação da ideia de espaço e do tempo foi um processo decisivo e também essencialmente criado pelas mudanças tecnológicas que surgem com o objeto da mobilidade.

Tais foram as mudanças que a tecnologia nos trouxe, que já não nos é possível imaginar um mundo onde não exista comunicação à distância ou informação instantânea. No entanto, algo no processo cognitivo, na forma como vemos o mundo, se transfigurou, pois embora estejamos mais perto da informação, criámos mecanismos próprios que nos protegem e que filtram a informação que não queremos. Esta informação está tao perto, pois temos conhecimento que ela existe, mas a distância continua a ser enorme já que nos separa muitas vezes de tecer emoções, mais que efémeras, com o que vimos. O ser humano tem de facto uma capacidade espantosa de evoluir tecnologicamente e acompanhar essa mesma evolução, algo que máquina alguma ainda é capaz de fazer.

Com o desenvolvimento da tecnologia algo extraordinário surge, quando mais evoluímos, mais depressa conseguimos evoluir, deixando antever que os nossos antepassados esperaram muito mais tempo para que as mudanças tecnológicas tivessem implicações no seu quotidiano, do que nós temos de esperar e do que as gerações futuras o iram fazer. Será normal para nós antever que a qualquer momento surjam tecnologias que transfiguram completamente a forma como vivemos e como interagimos com os outros.

Com todas estas evoluções que sofremos frequentemente, esquecemos que o que hoje damos por adquirido foi ontem uma miragem dentro da própria imaginação.

 

Tiago Faria

um novo conceito de presença

O conceito de presença já não é o mesmo. Sentada num almoço de família eu estou lá, estou presente, mas contínuo presente numa conversa que cruzo através de sms. Aonde é que estou realmente presente? Em nenhum sítio em concreto. Estou sentada numa cadeira, fechada para mim mesma sem socializar correctamente com o mundo. O que Marshall McLuhan afirma em relação ao dispositivo ser uma extensão do ser humano é mais do que verdade. Eu comunico através dele, eu trabalho através dele, basicamente eu vivo através dele.

A x-reality, proposta por Sherry Turkle também é aplicada nesta situação. O mundo virtual entrou nas nossas vidas tornando-se quase que invisível e provocando a confusão entre este e o mundo real. A verdade é que nós vivemos nestes dois mundos simultaneamente.

Mas será que estamos realmente a viver alguma coisa?

Ana Rita Moutela

A LINGUAGEM DOS INTERNAUTAS

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É muito comum hoje, na era da computação o uso da nova linguagem utilizada pelos internautas, o internetês (netspeak), uma linguagem simplificada e informal, que torna a comunicação mais rápida, usando códigos, abreviações, estrangeirismos, há também o uso de emoticons, bordões, etc., utilizados em blogs, e-mail, chat, etc.

Há uma infinidade de exemplos que poderiam ser mostrados aqui, existem até manuais e glossários com as expressões mais usadas para facilitar a interlocução entre os usuários, mas por outro lado há códigos que só os internautas conseguem decifrar, deixo aqui alguns exemplos: Imagem

“Se vc eh dakelas pexoas k eskrevem axim, naum espere k eu leia akilo k vc eskreve 😉 ”

Abreviaturas: Kd vc?/ Flw/ Mto/ Blz/ Tb/ Oq/ Qnd/ Cmg/ C/ +ou-/ Xau/ Add/ Niver…

Emoticons: 😀 / 😉 / 😦  / :* / 😥 / ❤ /

Risos: Rs / kkk / Huahua / Huehue / Hihihi /

Bordões: só que não/ sua linda/ ri litros/ #chatiado/ #partiu…

Outro fato que é importante ressaltar é quando alguém entra em uma sala de bate-papo escrevendo de maneira correta, com pontuação, acentuação, palavras completas, denuncia imediatamente que não está acostumado a utilizar esta nova linguagem, não faz parte daquele grupo, ou seja, o que era para ser normal, agora causa estranhamento.

A linguagem na internet está sempre em mudança, ganhando novos elementos simbólicos, e essa nova forma de comunicação torna a escrita cada vez mais banalizada, causando uma preocupação no que diz respeito à escrita formal, pois não sabemos até que ponto isso pode influênciar no registro culto do idioma de uma pessoa, fazendo com que haja uma confusão entre esta escrita com a escrita que é utilizada entre amigos na internet, numa sala de bate-papo, o certo seria (já que não há outra saída) que as pessoas aprendessem a utilizar essa linguagem de forma que não traga prejuízos tanto para si próprio como para a sua língua.

Suéllen Dias

A REPRODUTIBILIDADE TÉCNICA DAS ARTES

O crescimento da reprodução técnica nas diversas áreas da arte faz com que o indivíduo tenha uma maior aproximação com o mundo artístico e com a obra em si, essa aproximação deu-se através da entrada do processo industrial no fazer artístico que se deu com o advento da fotografia e do cinema. Segundo Walter Benjamin a reprodutibilidade das obras trás consigo a perda da aura, que ele descreve como sendo “uma figura singular, composta de elementos espaciais e temporais: a aparição única de uma coisa distante por mais perto que ela esteja”, ou seja, há uma particularidade encontrada nas obras de artes originais que só é possível percebermos no “aqui-agora” que conserva estas particularidades e que não encontramos quando essas obras são  reproduzidas.

Em um exemplo claro sobre a perda da aura, podemos citar a música, quando assistimos a apresentação de uma orquestra, temos um conjunto de fatores e particularidades que só percebemos num contato mais direto, mais próximo, como por exemplo a atmosfera do lugar, o teatro, a sua iluminação, o movimento do maestro, a energia dos músicos o silêncio da plateia, etc., coisas que não seriam possíveis de perceber com maior detalhe assistindo à um vídeo, ou escutando um CD, ou seja, é preciso estar lá para poder apreciar e sentir.

Mas por outro lado, é graças à reprodutibilidade técnica, graças à reprodução e cópia da obra do artista, é que é possível ouvirmos ou assistirmos à shows de artistas que já morreram, ou assistir concertos das melhores orquestras do mundo quando não temos a oprotunidade de assisti-lo ao vivo. E é também graças à reprodutibilidade técnica que as gravadoras ganham dinheiro quando relançam discografias de vários artista…Portanto, nesse mesmo contexto podemos perceber o que Benjamin apontou para pintura e que pode ser perfeitamente aplicado à música: “A reprodução técnica pode colocar a cópia do original em situações impossíveis para o próprio original. Ela pode, principalmente, aproximar do indivíduo a obra, seja sob a forma da fotografia, seja do disco”.

A reprodutibilidade técnica, apesar de fazer com que a obra de arte perca a sua singularidade, autenticidade e a sua aura, ela democratizou a arte, disponibilizando-a para um maior número de pessoas, levando arte e cultura para a sociedade. O que seria interessante é que as pessoas não perdessem o hábito de ir aos museus, teatros e óperas, já que isso tudo está ao alcance de nossas mãos e podemos fazê-los sem sair de casa.

Suéllen Dias

A Reprodutibilidade Técnica e o Novo Olhar na Perca da Aura

Inicialmente, quando se fala em reprodutibilidade técnica e a Aura da obra de arte, nos vem a mente a ideia de que a reprodutibilidade é algo ruim, que com ela perdeu-se a autenticidade da obra, o aqui e agora. Em partes, deve-se concordar que a reprodutibilidade trouxe certas consequências indesejáveis, porem, não deve-se apenas evidenciar esse lado.

Graças a reprodutibilidade, tivemos uma massificação de obras de arte nas diversas áreas. Muitos tiveram acesso a obras literárias, clássicos da pintura e da música. tudo a partir do momento em que foi possível reproduzir algo.

Com os avanços tecnológicos a reprodução ganhou escalas maiores, uma ópera pode ser reproduzida em diversos suportes, podemos assistir a filmagem através do DVD player ou escutar as músicas pelo Mp3. O mesmo acontece com as pinturas e museus, a união da fotografia com o Google e outros meios inventaram uma nova maneira de visitar museus e ver grandes obras sem sair de casa.

O Google Art Project por exemplo, é um meio que só existe por causa da reprodução, muitas pessoas ao redor do mundo que não possuem a oportunidade de saírem dos seus países para visitar determinados museus, podem ter acesso a obras com uma boa resolução de imagem sem precisar sair de casa, o mesmo acontece com a música: o rádio, arquivos online, CDs e Mp3 possibilitam a difusão de todo o tipo de música.

A reprodutibilidade não deve ser vista apenas com maus olhos, ela de certa forma democratizou o acesso a conteúdos artísticos com os quais somente tinham acesso pessoas com um maior poder aquisitivo. A perda da aura é inevitável, porém essa perda acontece somente perante a cópia, pois na original ela se mantém intacta.

O Avatar nos Jogos: Novo Mundo, Novas Possibilidades

O avatar é como um segundo corpo ou mascara com a qual temos a possibilidade de ser um novo personagem de acordo com nossa personalidade ou totalmente diferente desta. Este é um fenómeno muito comum no meio virtual e nos jogos de video-games  onde é constante o uso do avatar para a caracterização de um personagem para um determinado jogo, redes sociais, etc.

A internet é um mundo paralelo ao nosso, podemos ser simplesmente o que quisermos, porém, não é apenas no mundo virtual que nos apropriamos do avatar, os jogos também se apropriam dessa possibilidade.

Um dos jogos que mais se enquadram nesse meio é o jogo The Sims. É um jogo que simula a vida real, criamos a realidade que desejamos, nele, podemos construir a casa dos sonhos, ter a família perfeita, possuir bens materiais e ser simplesmente o que deseja, o grande objectivo do jogo é que alcancemos os avanços sociais e os objectivos de vida dos avatares.

Existe um porém no jogo, é necessário trabalhar para ter dinheiro para comprar a casa ou carro que criamos no início, é preciso avançar no ambiente de trabalho, entre outras coisas. The Sims simula a vida real, porém, é uma realidade onde recomeçar, mudar características do personagem e fazer diversas coisas é mais fácil que as alterações que tentamos fazer na vida real.

Outros jogos como o GTA(Grand Theft Auto) por exemplo, simulam a vida de um criminoso, onde ele pode fazer qualquer tipo de vandalismo e tem que fugir constantemente da polícia. Ou no jogo Guitar Hero, onde simula o começo e meio até a ascensão de uma banda de rock, dando destaque ao guitarrista. Cada fase vencida do jogo é uma fase que a banda passou para chegar ao tão sonhado sucesso.

O segundo mundo que os meios digitais tecnológicos nos proporcionam, parece por vezes atraente, principalmente pela possibilidade de criarmos nossa própria realidade, porém, não significa que a realidade virtual se sobreponha a nossa realidade, pois nada substitui a experiência do real, a experiência de conhecer pessoas e nos transformar de verdade sem o auxilio da tecnologia virtual.

 

 


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