Archive for the 'Uncategorized' Category

O Homem e a Internet

Como está presente a mediação digital no meu quotidiano? Qual a função da comunicação síncrona à distância no meu dia a dia? Como é que eu tomo parte nas redes sociais electrónicas?

Desde os primórdios da espécie humana que podemos evidenciar uma aceleração espantosa da evolução tecnológica de todos os feitios, de forma a  satisfazer da melhor maneira possível qualquer necessidade maior que surgisse, que ocorreu em simultâneo com o desenvolvimento de uma sede, igualmente em crescimento, por informação, que se exige cada vez mais depressa. Estes dois fenómenos culminaram no século XX com a invenção da Internet que possibilitou uma transformação total do quotidiano da enorme quantidade de pessoas que hoje têm acesso a esta maravilha do mundo moderno.

Com o surgimento da Internet, pode se considerar que  entrámos numa espécie de “era digital”  tendo em conta  como se pode basicamente viver à base desta invenção. De facto, hoje em dia temos a impressão de que o mundo é extremamente pequeno, visto que podemos viver sem sequer sair do conforto do nosso lar devido à possibilidade de trabalhar a partir de dentro de casa dado à relativa facilidade que temos em comunicar instantaneamente o que quer que seja  com qualquer pessoa independentemente da sua posição geográfica, comprar roupa, comida, móveis e electrodomésticos além de outros objectos e comodidades, manter-mo-nos entretidos (através das diversas redes sociais electrónicas, jogos, vídeos, músicas e outras formas de entretenimento disponíveis nas diversas plataformas digitais) ou actualizados em relação aos acontecimentos do mundo, tudo isto e muito mais graças à invenção da Internet.

Eu próprio, como tantas pessoas neste mundo, uso a Internet diariamente, tanto para visitar a plataforma da universidade e verificar qualquer notificação das cadeiras que tenho este semestre, como para ver vídeos no popular site Youtube, ou comunicar e partilhar o meu quotidiano com os meus amigos, familiares e colegas dispersos pelo planeta através da rede social do momento que é o Facebook,ou para extrair informação sobre os mais diversos temas, ou por fim para ler as notícias políticas, desportivas e artísticas disponíveis em inúmeros sites que são actualizados constantemente.

Acredito portanto que por todas as vantagens que oferece, a Internet é hoje um fenómeno do qual todos nós fazemos inevitavelmente parte e que será a meu ver impossível ou quase pelo menos no futuro próximo o homem comum abstrair-se da mediação digital do seu quotidiano.

Miguel Menano

Anúncios

humanidade vs tecnologia

Com o passar do tempo, a linha que delimitava a humanidade da tecnologia tornou-se cada vez mais escassa. Diria, com grande pena minha, que o ser humano em si (quase) não consegue viver sem a simples, mas complexa, (futurista) máquina de escrever.

Começando pelos primórdios do computador que surgiram nos anos 40, esses, eram enormes, ocupavam salas inteiras, gastavam muito mais energia e não tinham memória praticamente nenhuma, só com o passar dos anos e com todos os avanços tecnológicos desde aí, é que podemos encontrar o computador que hoje conhecemos e ao qual já todos podemos ter acesso, o computador realmente simples e eficaz de se utilizar.

A questão é: será que vale a pena todo o esforço, tempo e dinheiro, que nós utilizámos para fazer evoluir a tecnologia, de modo a ela ser o que é hoje?

A verdade é que a tecnologia, os computadores e o uso deles, garantem cada vez mais o acesso a todo o tipo de informações, sejam notícias, músicas, vídeos, rádio, televisão, entre outros. Hoje em dia, tudo nos é possível, desde contactar com alguém a retirar informações, passando por matar curiosidades a alargar o conhecimento pessoal a qualquer nível, tema ou assunto e acabando, por fim, por saber o que se passa do outro lado do equador. Tudo se torna rapidamente acessível através de um click.

Mas não podemos esquecer que todas estas possibilidades quase infinitas têm os seus “senãos”, existe muito “lixo” na internet que conhecemos hoje, a publicidade e a propaganda enganosa são bons e grandes exemplos disso, para não falar da quantidade exorbitante de redes sociais e da falta de segurança que nelas existe.

Assim sendo, e acho que fica claro que o melhor aproveitamento da tecnologia depende, mais do que nunca, do ser humano, tal como tudo.

Há que saber as delimitações daquilo que nos rodeia.

 

Soraia Lima

A Espiritualidade e a Internet

Grosseiramente, podemos dizer que a espiritualidade é a actividade através da qual se desenvolve o espírito; por espírito, podemos entender a fracção menos densa e corpórea da nossa existência, aquela que para os mais cépticos provém da mente e contempla a razão e as emoções. Será sempre um percurso de aperfeiçoamento, com objectivos claros de aumento dos níveis de consciência e de sabedoria ou de comunhão com Deus ou com a Criação, tal como é descrito por Platão na Alegoria da Caverna (in livro VII da República) ou por Teresa de Avila nos seus Textos do Sec XVIII.

As várias religiões encaram a espiritualidade como uma experiência mística e na realidade numa visão mais tradicional, equaciona-se maioritariamente a espiritualidade num contexto religioso, ou seja num quadro cultural que de forma simbólica relaciona a humanidade com o transcendente mas também com os valores morais.   

Esta busca de um significado maior foi definida pelos homens das Ciências Sociais como a busca do “sagrado” e nesse no sentido lato, é uma referência constante em cada contexto cultural cuja sequência constitui afinal a história da Humanidade.

No Ocidente e acompanhando o declínio recente e crescente das religiões dominantes, assistiu-se nas últimas décadas ao advento do movimento “New Age”. De génese fundamentalmente espiritual é uma espécie de “filho bastardo” dos movimentos elitistas e esotéricos muito populares em determinados círculos intelectuais, na transição entre os séculos XIX e XX na Europa, cruzados com velhas superstições populares vindas de todos os cantos do globo.

Constitui-se assim como uma espécie de cocktail místico, uma fusão de ensinos metafísicos  de influência oriental, de linhas teológicas, de crenças espiritualistas,  animistas e paracientíficas, com uma proposta de um novo modelo de consciência moral, psicológica e social, que propõe a integração e simbiose com o meio envolvente, a Natureza e até o Cosmos. Ou seja possui uma matriz de uma abrangência quase inimaginável que opera afinal numa convergência inesperada, na procura de um modelo social ecológico onde o reconhecimento individual é orientado para uma ideia espiritual de comunidade harmonizada com o ambiente cosmológico envolvente.

O espaço virtual proporcionado pela Internet surgiu como o meio natural de divulgação e crescimento desta nova busca do sagrado; respeita a individualidade mas oferece uma interacção cómoda; a multiplicidade de meios proporciona locais de encontro ideais para os grupos e subgrupos realizarem trocas de experiências, aprendizagens. De facto o movimento New Age é uma teia muitíssimo ramificada de pequenas células autónomas, ligadas entre si pela temática genérica que abordam e pelo fluxo de informação que circula pela Internet, da qual em última análise, dependem. Cresceu de acordo com as características intrínsecas desta forma de relacionamento virtual e foi por ela funcionalmente modelado.

Assim as pesquisas que efectuamos na Internet, devolvem-nos uma multiplicidade de possibilidades e “produtos” de tal forma variadas que apenas para aqueles que aí chegam com algumas ideias definidas sobre aquilo que procuram e com critérios bem estabelecidos, essas pesquisas se tornam de facto objectivas.

Podemos concluir que o movimento New Age tal qual ele existe hoje, é um produto exclusivo da Internet; que se institui gradualmente como o padrão de busca pelo sagrado da sociedade global dos nossos tempos. Como em todas as áreas, o verdadeiro e genuíno convivem pacificamente com o embuste e o mercantil e é deixada a cada indivíduo a responsabilidade integral pela sua escolha.

Maria Pires

A imagem Electrónica. Arte ou tecnologia?

 

A informática possibilitou o aumento da capacidade de expressão em meios como a televisão e o cinema, atribuindo às cenas realismo, e utilizando efeitos considerados inacreditáveis e convincentes.

Converteu-se num fenómeno de massas que se tornou capaz de criar e representar imagens fascinantes. Contudo, se não se tivesse apostado na contribuição indispensável de artistas e profissionais de várias áreas no desenvolvimento de complexos programas de tratamento de imagem a multimédia não teria tido uma evolução tão considerável.

Por outro lado, a forma como podemos trabalhar as imagens no computador ganha importância. Podemos copiá-las, modificá-las, alterando-lhes a cor, a luminosidade, o contraste, acentuando ou atenuando pormenores. Acabamos por manipulá-las, adaptá-las ao gosto de cada um, fazendo delas obras únicas e pessoais. Outro aspecto interessante é o que diz respeito ao tratamento de imagens através do computador, este não está apenas acessível a empresas e profissionais qualificados mas ao alcance de qualquer um de nós.

Hoje em dia podemos de forma fácil e rápida fazer downloads de uma ou mais versões dos mais diversos programas de edição e tratamento de imagem. A evolução dos programas e a “capacidade” dos computadores pessoais originaram a possibilidade de qualquer um de nós poder com mais ou menos jeito fazer uso da criatividade.

Este começo desta “linguagem artística” evidenciou-se com o aparecimento da imagem digital. Estas, transcritas em código binário para poderem ser entendidas pelo computador, são representadas pelo mapa de bits , e visualizadas por meio de uma serie de pontos (pixéis) de luminosidade diferente.

No que diz respeito à imagem digital, podemos dizer que há varias aplicações destinadas a tratar este tipo de imagem. Temos quer programas mais conhecidos e considerados fáceis como o Adobe Photoshop, quer programas mais profissionais, como o SuperPaint, o Criket Paint ou o Designer.

Podemos ainda falar noutros aspectos como a captação de imagens, a escolha do método de captação e digitalização, etc. Com o aparecimento das máquinas digitais em 1990, revoluciona-se a forma como se obtém, vê e se lida quer com a imagem quer com a fotografia. Com estas máquinas passamos a ter uma variada e melhor resolução e captação da cor, exposição e focagem. As máquinas passam a ter ecrãs LCD e a permitir a imediata visualização das imagens capturadas. O sistema de armazenamento altera-se, transferem-se dados directamente para um computador ou para uma impressora através de conexões como USB, Serial, Firewire, etc. As máquinas digitais passaram a permitir também a captação de vídeo. Este tornou-se facilmente editável e os processos de criação de efeitos especiais detinados a obras multimédia ou cinema simplificaram-se (o que permite brincar com as imagens pondo por exemplo, uma cabeça de uma pessoa no corpo de outra, combinar num mesmo plano um desenho animado e uma pessoa, modificando a aparência de pessoas ou coisas.

A informática acabou por revolucionar também o mundo da animação, facilitando o trabalho dos desenhadores que passaram a usar digitalizadores para a captação de imagens ou realizar provas de cor com grande rapidez. Permitiu também a existência de novas formas de animação, como animações a três dimensões, característica dos jogos de acção e simulação.

A informática abre assim inúmeras possibilidades à experimentação. A imaginação ou criatividade do artista não ficam, desta forma, presas às limitações dos suportes ou materiais, permitindo a criação de obras virtuais.

Carmen Gouveia

 

“Última Ceia”: Obra de Da Vinci?

Todos nós conhecemos o famoso mural da última ceia que Leonardo Da Vinci pintou na parede do refeitório dos frades no Mosteiro de Santa Maria Delle Grazzie entre 1495 e 1497.
A celebre pintura, hoje em dia, parece distanciar-se daquilo que o pintor realizou. Com o passar do tempo sofreu varias agressões como a abertura duma porta na parede que corta parte da pintura, a queda de uma bomba no respectivo salão durante a segunda guerra mundial e a degradação inerente à passagem dos anos. Actualmente depara-se com outro problema, a poluição do ar. As visitas ao mural são inclusivamente feitas em pequenos grupos de pessoas para evitar que se crie uma atmosfera muito pesada em torno da obra.

Aquando da pintura do mural, Da Vinci experimentou uma nova técnica para que a conservação se prolonga-se. Tentou utilizar uma técnica mista; à tradicional forma de pintura mural feita com pigmentos e gema de ovo ou reboco, aliou a técnica de pintura a óleo e vernizes. A tentativa de Da Vinci teve no entanto o efeito inverso e a deterioração do fresco acelerou.
Ao longo dos mais de cinco séculos de existência, a pintura sofreu um grande número de restauros. Foi diversas vezes repintada para que mantivesse as cores vivas e uniformes.
Quando estudámos o ensaio de Walter Benjamin sobre arte e reprodutibilidade deparámos-nos com a seguinte questão: Quais as marcas de autenticidade de uma obra original? As respostas enunciadas na aula foram: Marcas únicas presentes na obra em si (como a assinatura, um defeito, um pormenor escondido) e a inscrição da história na própria obra, isto é, a degradação e as marcas da passagem do tempo.
Sendo assim, até que ponto os restauros não atentam contra a autenticidade da obra? A meu ver isto é uma “faca de dois gumes”. É inegável a importância dos restauros e da conservação e recuperação das peças de arte. Por outro lado, as técnicas de conservação muitas vezes vão retirando o valor e a originalidade do objecto artístico.
No caso da “Última Ceia” os restauros foram muitas vezes inconsciente e abusivos. Actualmente é quase impossível saber o que realmente há de Da Vinci na obra.
As recuperações mais recentes têm procurado remover as camadas de tinta acrescentadas em processos anteriores e por à mostra o que ainda há da alma do pintor inscrito no fresco.

Joyce Lopes

Biblioteca digital

 A Biblioteca digital é uma biblioteca constituída por documentos  primários, que são digitalizados quer sob a forma material (Disquetes, CD-Rom,DVD), quer em linha através da internet, permitindo o acesso à distância.

Na última década do século XX, o mundo da informação digital sofreu grandes transformações, tendo surgido inúmeros projectos que confluíram no que hoje denominamos de bibliotecas digitais. A prática de nos dirigimos a uma biblioteca começa agora a ser menos frequente. Isto porque, as bibliotecas começaram por utilizar a tecnologia dos computadores para  melhorar os seus serviços básicos como a catalogação e organização do acervo á sua guarda. Com a proliferação do acesso em linha, estas instituições passaram a poder ter base de dados organizadas, dinamizando assim a informação disponível. Ou seja, o desenvolvimento das bibliotecas digitais está intimamente relacionado com a evolução da tecnologia e do modo de tratamento e transmissão de dados.

Tal como acontece com as bibliotecas tradicionais, os utilizadores das bibliotecas digitais dividem-se em três grandes grupos: investigadores, estudantes/professores e de leitura pública. As necessidades dos utilizadores neste contexto são preenchidas, essencialmente, através da utilização da Internet, acedendo ao sitio ou a página da biblioteca que apresenta informação  sobre a própria biblioteca (serviços e colecções), podendo também consultar o catalogo bibliográfico em linha. Desta forma, as consultas, as informações e a própria leitura passa a ser toda realizada em casa, no trabalho ou num meio social. A leitura de um livro pela internet é agora cada vez mais comum, pelo facilitismo que nos proporciona. Via internet basta procurarmos na base de dados pelo livro que gostaríamos de ler, e com a escolha feita, temos uma barra de opções onde podemos mudar de página, ou aumentar o livro para uma melhor leitura.

O surgimento da biblioteca digital pode ser considerado como uma evolução natural da tradicional, em virtude do aumento do fluxo informacional que dificulta a actualização e a recuperação da informação. Este fenómeno esta em constantes estudos e evoluções.

                                                                                                                                                                                           Juliana Alves

Pintura e Fotografia

O Homem sempre tentou reproduzir e fixar aquilo que percepciona. A pintura, como forma de representação da realidade surgiu ainda na pré-história com as imagens rupestres, e acompanhou-nos durante toda a nossa evolução. Há já alguns séculos que é reconhecida como uma das mais sublimes formas artísticas.
No século XIX surgiu a fotografia, que veio impressionar a sociedade pela sua representação extremamente realista das coisas. Durante a segunda metade do século XIX pintura e fotografia opuseram-se; a pintura continuava a ser encarada como arte enquanto que a fotografia não obteve logo esse estatuto, por ser um processo mecânico que captava imagens através de fenómenos físico-químicos. Os fotógrafos eram vistos com técnicos e não como artistas. A pintura por sua vez rompia a barreira da representação ao recorrer à sensibilidade e ao intelecto do pintor.
A fotografia colaborava com a ciência e os seus registos realistas respondiam as novas necessidade sociais. Era inicialmente muito cara e inacessível às classes mais baixas mas este obstáculo estava a ser superado graças às evoluções do processo fotográfico.
Uma classe de pintores, os miniaturistas, especialista em pintar retratos de pequenas dimensões (para que pudessem ser enviados por carta por exemplo), começou a ver a sua actividade reduzida. Alguns, valendo-se da sua enorme destreza técnica, especializaram-se em pintar pormenores minuciosos nas fotografias.
A fotografia era mais rápida, mais realista e permitia a multiplicação de uma única imagem, contudo, não fez com que a pintura perdesse o seu estatuto. A criatividade que os artistas exibiam nos quadros continuava a ser valorizada.
A determinada altura pintura e fotografia começaram a colaborar entre si e a evoluírem uma com a outra.
As técnicas pictóricas passaram a ser mais fluidas, livres e espontâneas uma vez que as reproduções mais fidedignas podiam ser obtidas com a fotografia. Os pintores recolhiam fotografias das paisagens e dos modelos para poderem depois pintá-los no conforto dos seus ateliês. A pintura passou a fazer uma exploração mais plástica dos enquadramentos e assumiu um olhar mais casual em relação aos objectos.
Os cenários dos ateliês fotográficos eram por sua vez frequentemente pintados por artistas da época. Enquanto arte, a fotografia apropriou-se de muitas das temáticas da pintura e foi buscar inspiração a alguns dos quadros mais famosos da história. Seguem-se alguns exemplo:

Pintura: Jean Steen, sec. XVII. Foto: Lois Camille d'Oliver, 1856.


Pintura: Courbet, sec. XIX. Foto: Villeneuve, sec. XIX.


Desenho: Courbet, 1850. Foto: August Belloc, 1855.


Pintura: Vermeer, 1665. Foto: Eduardo Sena, 2003.

Helena Almeida é uma artista contemporânea portuguesa cujo trabalho assenta essencialmente em auto-retratos a preto e branco, com intervenções pictóricas. O seus trabalho representa muito bem o modo como fotografia e pintura podem coexistir e estabelecer um simbiose entre si. Seguem-se algumas exemplos do trabalho da artista:

Joyce Lopes


Calendário

Outubro 2017
S T Q Q S S D
« Jun    
 1
2345678
9101112131415
16171819202122
23242526272829
3031  

Estatística

  • 656,425 hits

Enter your email address to follow this blog and receive notifications of new posts by email.

Junte-se a 1.226 outros seguidores