Arquivo de Março, 2012

senses do not change

The thing changing is the world, the thing transforming is the time; and the thing being affected by and, nonetheless, not changing is the human being. The time renews and eventually transforms itself from seconds to minutes, hours, days, months, year, centuries. The world changes itself by improvement of literature, art, science, philosophy, and of course technology. Technology changes the fastest and has the strongest effect on the world and on people’s life. And media, which emerges from the innovations of technology, makes us dependent by providing convenience, access to information, connecting with other people, etc… Similarly, those features that make our lives easier are imposed upon us by the way technology appeals to our emotions and psychology.

While everything changes in the universe, the thing which doesn’t change at all is the human being. That is, the extent of being affected by the media remains the same through the centuries. An advertisement to the Edison phonograph in 1906 addresses human psychology by mentioning human feelings and emotions:

I am the Edison phonograph, created by the great wizard of the New World to delight those who would have melody or be amused. I can sing you tender songs of love. I can give you merry tales and joyous laughter. I can transport you to the realms of music. I can cause you to join in the rhythmic dance. I can lull the babe to sweet repose, or waken in the aged heart soft memories of youthful days.
No matter what may be your mood, I am always ready to entertain you… I can give you sacred or popular music, dance, orchestra or instrumental music. I can render solos, duets, trios, quartets. I can aid in entertaining your guests. When your wife is worried after the cares of the day, and the children are boisterous, I can rest the one and quiet the other. I never get tired and you will never tire of me, for I always have something new to offer.
I give pleasure to all, young and old. I will go wherever you want me… If you sing or talk to me, I will retain your songs or words, and repeat them to you at your pleasure. I can …the voices of your loved ones, … I can help you to learn other languages… My voice is the clearest, smoothest and most natural of any talking machine. The name of my famous master is on my body, and tells you that I am a genuine Edison phonograph.
The more you become acquainted with me, the better you will like me. Ask the dealer.

This phonograph advertisement makes references to human psychology; desires, likes, pleasures, family, love, voice, body, gifts, dance, entertainment… These features have an effect on us “that we need to buy this product”. And this advertisement says the same thing “this phonograph makes you and your family happy”. This advertisement was published in 1907 and people were affected by the way of selling the product.

Similarly, today  we have so many products’ advertisements addressing  to the idea of people having the need to buy them. These kinds of advertisements refer to the products and the way people may feel by having them in the same way. That is the strategy of selling. Everything can change, however the human being doesn’t. Feelings, emotions, values do not change and strategies become the same.

Pınar EMRE

Bibliography: http://en.wikipedia.org/wiki/File:Advertising_Record.ogg#file

http://en.wikisource.org/wiki/Advertising_Record

Os média como meios de comunicação: a evolução da escrita

Ainda é desconhecido como os homens primitivos deram inicio a uma comunicação entre si, se por movimentos ou por sons, ou ainda pela associação desses elementos, por isso estudos ainda buscam respostas para uma conclusão definitiva sobre isso.

Com o advento dos signos, o homem buscou maneiras de organizar e combina-los entre si para que fosse possível uma comunicação. Durante o desenvolvimento da comunicação, foram necessárias diversas transformações e processos tecnológicos para o seu aperfeiçoamento.

A princípio o homem comunicava-se descrevendo os fatos na mesma ordem em que ocorriam por meio de pictogramas (desenhos ou símbolos) e ideogramas (sinal que não exprime som nem articulação, mas ideias).

A utilização de signos sonoros e visuais para a comunicação a longa distância eram eficazes, porém limitados geograficamente. Somente a partir da criação da escrita (milénio IV a.C), os problemas relacionados ao alcance da comunicação foram solucionados sendo possível o transporte da mensagem escrita de um local para outro.

O conceito de letras – com as quais o homem formou os alfabetos – surgiu a partir da capacidade dos signos gráficos serem reproduzidos por unidades e sons menores que as palavras. Foram inúmeras alterações até que o alfabeto greco-latino se tornasse como o conhecemos atualmente.

Conforme a linguagem progredia, os suportes e os meios de comunicação do mesmo modo foram melhorando.

Com o advento do papel, criado pelos chineses, e da tipografia, por Gutenberg, tornou-se possível a produção de textos, livros e jornais em grande escala, dando inicio a tecnologia moderna da comunicação em substituição das tecnologias primitivas e arcaicas existentes (tambor, fumaça, papiro, pergaminho).

A comunicação, desde os primórdios, é um instrumento de integração, instrução, troca mútua e desenvolvimento entre as pessoas em quaisquer atividades realizadas. Com o passar dos tempos, este novo milênio vem exigindo cada vez mais das especialidades e capacitações do ser humano, sendo a forma como nos comunicamos a ferramenta mais importante no processo de expansão das organizações em todo o mundo.

Rafaela Christi

Our “being” in the writings

I am… We are… I R…

We all are unique, but  there is a discourse, perception about uniqueness through the media nowaday. Am I me when I use technology as an extension of the senses of mine? How do I participate as a person in the writing? Is the writing using technology unique?

The pen – “a machine” of writing, as well as the tool to emphasize the one, helps to express the one’s thoughts in words, and words in the writing. The possibility to write with the pen gives us the possibility to differ from each other, to personalize “being of me”.

The development of technology was a destruction or a reconstruction of our self being as a matter of the whole society uniqueness. To use a personal computer, a mobile phone or other devices to write, extended our abilities as well as mixed the feeling of  “our being” in the writing process.

We are virtually modified society and the never ending process of a new  technology implementation  in our lives is a push of it. To talk we don’t need to meet people, we can even hide our identity in the internet, if there is a use. There is no unique handwriting in the use of technology. We are using the same codes for all. It’s the code to select, mix and create a words, sentences, writings by using programs.

People are satisfied with technology.

It extends our senses. It helps to “reborn” them. The development of technology is the development of us.

The way how we  “write” nowaday using the devices of technological development differs (as it’s highlighted in the video), but at the both processes: using mechanic device like pen or technological devices as a personal computer, we are using them with our hands, only the percentage of being me in the writing is distinct.

 

Carta ou Email? Tecnologia, Ecologia e Sentimento

Tema de Escrita: O que significou deixar de escrever à mão? O que acontece quando se escreve com um teclado?

Hoje em dia a tecnologia está presente em cada bocadinho das nossas vidas. O telemóvel desperta-nos, o rádio toca durante o banho, a televisão atualiza-nos durante o pequeno-almoço, o computador ajuda-nos no trabalho e a máquina fotográfica capta cada momento que queiramos recordar. Sem tecnologia seria impensável viver. Ninguém quer imaginar viver sem luz, sem televisão, computador… eu própria me sinto como que afastada do mundo por não ter televisão durante a semana. Pondo-me no lugar de alguém, do século XIX, penso que viveria frustrada. Desde que acordo até que me deito, a música está sempre nos meus ouvidos ou o computador na minha frente. Acho que seria incapaz de viver sem tecnologia.

No entanto, há certas coisas que gostaria que não tivessem mudado. Intriga-me verdadeiramente o facto de atualmente preferirem escrever um email a uma carta. É certo que o aparecimento da Internet trouxe grandes avanços no trabalho de escritório e empresas. Há muito maior rapidez na comunicação e para negociar, em lugar de esperar uma semana por uma resposta, há que esperar apenas um segundo para a mensagem ser entregue. Há também a questão ecológica de poupança de papel, apesar de recentes estudos afirmarem que é mais poluidor enviar um email a escrever uma carta.

Além do aspecto da poluição, no email há também uma falta de sentimento. Por mais palavras que se escrevam num email, o sentimento de quem o escreve não é a mesma coisa para quem lê. Ver as “tremuras” da caneta não é o mesmo que ter um “smile” no final de uma frase. Embora o email seja prático para muitas coisas, não é ele que nos diz que existe uma verdadeira amizade. Lembro-me da minha mãe falar dos seus pen-friends. Ter um amigo distante com quem falamos por carta é muito mais interessante do que receber um email corrente de um “amigo” como que a lembrar que ainda está vivo. É certo que é muito bom falar com um amigo no facebook mas é muito mais especial receber uma carta ou um postal no aniversário.

Segundo o “Dicionário da Língua Portuguesa da Porto Editora”:

Email: sistema de transmissão de mensagens escritas de um computador para outro computador via Internet ou outras redes de computadores; correio eletrónico

Carta: escrito que se dirige a alguém; epístola; missiva

Acho que verdadeiramente o importante é deixar uma marca no papel, e não digitar numa máquina aquilo que queremos dizer. Por isso a minha proposta para refletir aqui fica:

Cláudia Sousa

Fotografia

Lembro-me que um dia, no meio das minhas brincadeiras, fui buscar algumas ferramentas do meu pai e a máquina fotográfica da minha mãe. Sentei-me no chão e comecei a desmontar aquele aparelho que me fascinava tanto, tinha que descobrir como é que aquele aparelho funcionava. Como é que era possível ficarmos “presos” dentro daquela caixinha mágica? Porque é que a caixinha dava aquela luz que quase nos cegava? Sobre a máquina e o seu funcionamento não obtive qualquer resposta, mas descobri que quando desmontamos o que não devemos, por vezes, temos problemas e os aparelhos deixam de funcionar.

Hoje sei, que Fotografia significa “desenhar com luz” e, que no ano de 1826, foi atribuída a criação da primeira fotografia a um francês chamado Joseph Nicéphore Niépc. Contudo a invenção da fotografia não é obra de um só autor, mas um processo de avanços e recuos por parte de muitas pessoas, que trabalharam juntas, ao longo de muitos anos. No entanto, se por um lado os princípios fundamentais da fotografia se estabeleceram há décadas, por outro, os avanços tecnológicos têm possibilitado a melhoria na qualidade das imagens produzidas.

Com a introdução da tecnologia digital, a sociedade atual, tem alterado os padrões que orientam o mundo da fotografia. Se nos seus primórdios, a fotografia, era um objeto que nem todos possuíam, hoje em dia, todas as pessoas têm dezenas ou centenas de fotografias. A maneira simples dos processos de captação, armazenamento, impressão ou reprodução de imagens amplia e democratiza o uso da imagem fotográfica. Estes fatores acabaram por contribuir para uma maior vulgarização do uso da fotografia.

 

Ana Carolina Rodrigues

Realidade Ficcionada

A ideia de imaginar um mundo sem fotografias, sem gravação de som ou de imagem em movimento é bastante complicado uma vez que essas tecnologias já fazem parte do nosso dia-a-dia. No entanto ao longo dos últimos anos temos vindo a observar uma evolução que acaba por ir de encontro às ideias que, antigamente, tínhamos como certas. Tentado explicar: há alguns anos atrás, a ideia de fotografia/gravação de som ou vídeo era tida como a realidade, ou seja, o que era representado era real e acontecera. Apesar das questões que se prendem com a realidade dita real e a representação do real, no passado tínhamos a certeza que aquela pessoa tinha estado à frente da câmara de filmar/fotografar ou tinha, de facto, proferido aquele som. Mas as tecnologias mudam e actualmente é impossível ter a certeza absoluta que as fotografias, filmes e gravações áudio não passaram por um processo de edição.

O photoshop, o after effects ou o audacity são só alguns programas que nos ajudam a alterar o que até agora era visto como realidade. No caso da imagem em movimento, o processo Chroma Key dá a capacidade de alterar o contexto do vídeo. Quando antigamente era necessário ir ao local para filmar um cena, agora basta uma sala com um pano verde que nem se nota a diferença. Esta evolução tem, tal como toda a evolução tecnológica, os seus prós e contras: Se por um lado os filmes cinematográficos ganharam bastante com este avanço, a questão da realidade deixa de ser, passo a redundância, real. As imagens produzidas num computador são tão perfeitas que é impossível diferenciá-las das não o são. Isso levanta uma questão muito importante: numa Era saturada de imagens desde caseiras a profissionais, desde pessoais a profissionais, até que ponto podemos nós confiar nas imagens?

Filipa Traqueia

Ver, ouvir e (re)descobrir.

Nestes últimos dias tentei meter-me no lugar das pessoas que viveram há um século atrás. Queria tentar entender, ou melhor, gostava de saber o que as pessoas daquela época sentiram quando souberam que se tinha descoberto a técnica e composto uma máquina que nos permitia gravar o som, fazer uma fotografia e mais tarde poder realizar filmagens. O resultado foi que me pareceu bastante difícil, e apenas consegui imaginar duma maneira muito vaga o que era naquela época assistir a um avanço tecnológico daquela amplitude. Hoje em dia estamos tão habituados às novas tecnologias, muitas pessoas não passam um dia sem ligar a televisão, o rádio ou o computador e nunca saem de casa sem o telemóvel e acho que foi devido a isso que me pareceu difícil imaginar uma vida sem todos estes dispositivos.

Embora não pude viver naquela época em que foram descobertas essas coisas, hoje posso ver o impacto que elas tiveram na nossa sociedade. Aquilo que foi uma espécie de revolução trouxe-nos aspetos bastantes positivos graças aos quais fomos compreendendo muita coisa desde então.

Todas aquelas tecnologias foram ajudando a guardar uma memória mais objetiva da história. Um exemplo, seria a música porque enquanto temos apenas partituras dos celebres compositores como Mozart ou Beethoven, por outro lado temos a música que a partir do século XIX graças as novas tecnologias, foi sendo gravada progressivamente (sendo os próprios artistas que a compuseram a tocarem) e mais tarde as próprias atuações dos artistas foram sendo filmadas. Portanto, hoje em dia é possível fazer uma viagem no tempo simplesmente pesquisando atuações, músicas ou qualquer outra coisa no youtube.

Tudo o que foi gravado a partir do século XIX até hoje pode-se ver e rever hoje em dia. Foi deixada e vai-se deixando uma inscrição, uma marca no tempo. Hoje nota-se que há uma extensão da memória que seja ela coletiva ou individual. Há uma acumulação do conhecimento do passado até ao presente.

Finalmente, embora não tenha tinha a oportunidade de experienciar o que as pessoas experienciaram ao descobrirem as novas tecnologias há um século atrás, consigo imaginar o fascínio que elas sentiram tal como hoje fico fascinada ao ir descobrir documentos, canções, atuações etc. que não foram criadas no meu tempo, também como me fascina a mim, conhecer as novas tecnologias de hoje e tudo o que ainda nos falta descobrir.

 

Vanessa Gomes

Da idade média à idade da media

Longe vão os tempos em que apenas se poderia ouvir música ao vivo e o teatro não se preocupava com o cinema. Hoje, posso estar a escrever este texto enquanto ouço música ou vejo televisão (actividade também apelidada de procrastinação…)

Com a possibilidade de captura de imagem e de som, muita coisa mudou. Não só ajudou a difundir a música, como também abriu novas possibilidades de criação musical. É possível ser se um one-man-band com a simples ajuda de um computador. É possível criar-se vários efeitos harmónicos com pedais de efeitos, que gravam determinada frase musical, repetindo-a até ao infinito, ou, quem sabe, pôr a dar um daqueles vídeos que se repetem vezes sem conta ao longo de dez horas que se encontram em cantos obscuros do youtube no volume máximo enquanto se vai passear, para chatear o vizinho do andar de cima que na noite passada não nos deixou dormir porque se lembrou de ver a repetição do jogo do Benfica, que tinha deixado a gravar.

É possível ao mais comum dos mortais gravar um vídeo e colocar na Internet (mesmo que isso signifique dar a conhecer a toda a gente as suas figuras tristes), enquanto que há uns tempos atrás, ainda andavam os homens das cavernas a brincar com sombras nas paredes.

E claro, devido a estas revoluções tecnológicas ocorridas há relativamente pouco tempo, assistimos à criação de novos meios de entretenimento, e hoje em dia, mães de todo o mundo podem reclamar que os filhos andam demasiado tempo à frente dos videojogos.

Ora, qual é o papel de toda esta tecnologia nos nossos dias? O que mudou em relação ao passado?

Vamos ver os pontos positivos: O primeiro, e mais óbvio, e já abordado, é a criação de novas formas de expressão artística. Óbvio também: Com a gravação de som e imagem, passou a haver um grande nível de democratização do acesso e criação de arte e entretenimento. Não é preciso pertencer-se a uma elite aristocrática para se poder assistir a uma ópera. Todos o podemos fazer com a Internet. O que também implica que os preços de bilheteira se terão tornado mais acessíveis para poder acompanhar a evolução tecnológica dos tempos modernos. (digo isto por dizer. Sei lá qual é a diferença de preços de um bilhete para a ópera entre a época de Monteverdi e o século XXI). Assim, toda a população tem a capacidade de absorver uma grande quantidade de cultura, o que não seria possível noutros tempos.

Assim, também é (supostamente…) mais fácil para uma pessoa dar a conhecer a sua arte ao mundo.  Aqui estou eu a fazê-lo:

É claro que toda esta acessibilidade não é garantia de sucesso no que quer que seja a área em que alguém esteja interessado. É muito fácil uma pessoa perder-se no meio de tanta informação que existe na Internet. E só porque existe a possibilidade de captura de imagem, não quer dizer que seja reconhecido maior valor cultural naquele filme surrealista de nome esquisito que passou outro dia na RTP2 (cuja existência estou aqui a inventar apenas para dar um exemplo) do que na Casa dos Degredos (ou Segredos, sei lá).

E eis que nesta era informática se levanta uma grande questão: a pirataria. Já era possível copiar e partilhar um vinil de forma caseira há décadas atrás. Hoje em dia é mais fácil do que nunca.

E agora?

Agora o que acontece é o seguinte: A indústria de entretenimento vê-se numa posição bastante incómoda, porque sejam filmes, séries, músicas, telenovelas, livros, etc, qualquer coisa pode ser copiada e partilhada a custo zero. Ao contra-atacar com medidas de protecção da sua propriedade, os utilizadores da Internet que se revêem no sistema de partilha fácil de informação vêem-se numa posição igualmente incómoda, porque vêem a sua liberdade de expressão e acesso à cultura a ser ameaçada.

Quem tem razão?

Na minha opinião, ambos os lados. E nenhum deles.

Se por um lado é compreensível que a indústria queira preservar os seus direitos sobre a propriedade intelectual (quem gostaria de compor arduamente uma música só para o vizinho do Benfica, que por acaso até tem uma banda, ouvir e roubar a ideia, sem sequer dizer obrigadinho?) também é compreensível que as pessoas não se sintam bem em abdicar da liberdade de acesso à cultura, tão dificilmente alcançada através dos séculos. Se por um lado as pessoas com rendimentos baixos não tenham outra maneira de conhecer arte e entretenimento senão através da pirataria, o que aconteceria aos artistas se toda a gente passasse a fazer isso? E quem diz aos artistas, diz às empresas de entretenimento, que apesar de serem, grande parte dos casos, geridas por capitalistas abusivos, estão no seu direito de montar o seu negócio. E se por um lado restringir a liberdade dos utilizadores poderia significar o fim da pirataria (supostamente), a que preço iria isso acontecer? O que aconteceria a toda a dinâmica da Internet? Estaríamos perante uma forma de censura à chinesa? Estará o fantasma do Estado Novo prestes a assombrar-nos outra vez?

Eu não sei como resolver este problema, mas sei que é um problema a ser resolvido, seriamente e com urgência. Penso que, se qualquer um dos lados desta guerra ganhasse completamente, isso traria consequências negativas. Consequências éticas, pragmáticas, económicas, sociais…A única solução que vejo a este problema, e a única solução que vejo que seria moral, lógica e, de maneira geral, justa para ambos os lados, seria a erradicação do dinheiro em que todas as civilizações se assentam. Só assim seria verdadeiramente possível a arte pela arte. Claro que isto traria uma revolução inimaginavelmente drástica à maneira como a sociedade é organizada. Mudanças que não só afectariam a arte e o entretenimento, como também todas as outras profissões. Professores, mecânicos, farmacêuticos, varredores, políticos, marinheiros, traficantes de droga, prostitutas….Todo o sistema se basearia em algo para além do dinheiro, com mais significado. Um sistema, talvez, mais humano e menos materialista.

Bem, eu não me importaria. Um pouco de revolução não faz mal a ninguém.

Mas até lá, à face da sociedade em que actualmente vivemos, fico-me pela neutralidade.

A presença de vozes

Tema de escrita: o que significou registar a voz humana pela primeira vez?

 

Me deparo com a pergunta feita no tema de escrita proposto sobre a fonografia (“O que significou registrar a voz humana pela primeira vez?”) e não consigo respondê-la de imediato. Foi uma grande revolução, foi um grande avanço tecnológico. Era inimaginável, antes da invenção da fonografia, a situação em que poderíamos escutar a voz de alguém, que poderia estar a quilômetros de distância, a ser reproduzida em um pequeno dispositivo. Tudo isso é óbvio, mas o que realmente siginificou o surgimento da possiblidade de gravar e reproduzir sons?

A invenção dessa tecnologia possibilitou grande mudança nos modos de comunicação no mundo. Agora seria possível fazer ma publicidade mais eficaz, que atingisse mais pessoas de uma vez só. Agora seria possível registrar o som de momentos importantes, como discursos políticos, etc. Agora seria possível gravar as vozes de pessoas queridas. O mais revolucionário dessa nova tecnologia era a capacidade de reprodução quantas vezes fossem necessárias. Isso trouxe a tona a possibilidade da “presentificação” daquilo e daqueles que já passaram.

Essa característica da “presentificação” através da voz muda o conceito de memória do passado. Se antes dependíamos da nossa própria memória, ou de cartas ou outros documentos escritos, agora a memória falava por si só. Ouvíamos o som da voz das pessoas, ouvíamos o som ambiente do momento, ouvíamos a respiração. A reprodutibilidade da voz muda tudo. Há uma diferença muito grande entre ler uma carta escrita a mão e escutar a mesma mensagem na voz daquela pessoa. Acredito que nos sentimos muito mais perto, sentimos a presença daquela pessoa de uma forma mais forte quando escutamos a sua voz. Porque a voz é o nosso meio de comunicação normal e cotidiano, portanto, é mais familiar para nós. E ao escutar a determinada mensagem, percebemos as marcas pessoais de entonação, respiração, pausas, etc., passando a sensação de presença da pessoa mais fortemente.

Agora, depois de refletir um pouco, acrdito que a minha resposta à pergunta tema seria: significou tudo. As mudanças ocorridas na época e as consequentes mudanças que vieram com a evolução da tecnologia fonográfica foram imensas: sem a possibilidade da gravação de sons não teríamos o rádio, a música (!), ou o telefone (você consegue imaginar a nossa sociedade sem a comunicação através do telefone? Impossível!).

Larissa Guedes

A “verdadeira pureza” da escrita perdeu-se com o teclado!…

Tema de escrita: O que significou deixar de escrever à mão? O que acontece quando se escreve num teclado?

Sei que já lá vão alguns anos, mas ainda sou do tempo em que a escrita era, quase totalmente, feita à mão. As novas tecnologias ainda estavam no “segredo dos Deuses”. Sou também do tempo da máquina de escrever, tanto da manual como da eléctrica. Ambas utilizei como ferramentas de trabalho.

Relembro que, quando cumpri o serviço militar, tive de escrever à máquina longas listas de revistas da especialidade que eram assinadas pela Chefia das Transmissões.

Sei, portanto, as diferenças de escrever à mão e à máquina. Quando escrevia à mão, havia uma espécie de pureza emocional naquilo que escrevia. Chamar-lhe-lhe-ia uma “verdadeira pureza”. Tudo o que escrevia vinha de dentro de mim, do meu pensamento, da minha “alma” que, depois, era exteriorizado no papel. Havia uma ligação entre o que escrevia e as ideias que transmitia. O erro ficava a descoberto quando errava uma palavra ou uma ideia, riscando-as no papel, caso não quissesse escreve tudo de novo. Errava menos vezes. Poderia andar à procura das ideias, mas não das letras.

Esse sentimento que eu genuinamente sentia de “verdadeira pureza”, perdeu-se quando comecei a escrever à máquina ou no teclado de um computador. Digamos que o teclado, para falar genericamente, leva-nos a dar mais erros, pois eles podem ser apagados e reescritos. Escreve-se mais rápido e, talvez, seja por isso que o erro surja mais depressa, porque também sabemos que o podemos voltar a emendar sem que fique qualquer rasura do mesmo.

Com a máquina de escrever há uma despersonalização da escrita. A escrita na máquina desfaz a ligação emocional ao indivíduo que escreve à mão. Digamos que ao escever à mão deixamos de ser o “eu individualmente” e passamos a ser o “eu colectivo”, porque todos escrevemos da mesma maneira. Deixa de haver a nossa própria marca na escrita – perdemos, digamos assim, a nossa própria identidade, que está na maneira de escrever, na forma como escrevemos e a nossa própria caligrafia dilui-se com o tempo – enfim, deixamos de ser nós e passamos a ser um outro qualquer, porque todos escrevemos com a mesma ferramenta que é o teclado. Perdeu-se a genuinidade e a diferenciação. Como diria Friedrich Kittler “a máquina de escrever acabou com a alma humana”. 

Quando ao comentário ao vídeo de Sarah J. Arroyo, Hands and Writing (2007), diria que vai no sentido daquilo que escrevi anteriormente, ou seja, na evolução da escrita à mão para a escrita no teclado, embora acrescente mais um detalhe, devido à readaptação das mãos, ou seja, devido à escrita, sobretudo nos telemóveis, em que já não é necessário utilizar todos os dedos das mãos no processo de escrita, bastando para tal, utilizar essencialmente, os dedos polegares, por serem eles os que melhor se adaptam ao espaço físico, minimalista, que é o teclado deste novo média.

Pedro Oliveira

A Máquina do Tempo

Hoje viajo no tempo e no espaço.

Saio de casa, procurando no bolso as chaves da minha novíssima aquisição, a máquina do tempo Speedlightning 3001, obviamente comprada em segunda mão, e diga-se de passagem, está para ali muito mal estacionada.

Entro no pequeno cubículo prateado, e defino como destino: os novos média do século XIX. Sim, porque a máquina é dotada de uma super inteligência, direccionando a viagem para o destino certo!

Passado alguns segundos espaciais, dou por mim numa ampla praça, onde se reunia um vasto grupo de pessoas em torno de um vendedor de jornais. Estão na maioria todos muito exaltados, atiram palavras ao ar, como que procurando uma resposta concreta e imediata. “Será isto possível? Estarei a ler bem? Uma máquina que grava e reproduz som? Não, é impossível! Ou será?”. “É obra do diabo, do diabo!” diziam os mais crentes, ou os descrentes, “Não existem meios para que tal seja possível!”. Já os interessados especulavam, “Será lançado para venda ao público? Para quando?”.

Se eu realmente tivesse uma máquina do tempo, poderia facilmente deslocar-me ao encontro do Sr. Edison, e congratula-lo pelo grande contributo aos seus contemporâneos e às futuras gerações pela sua mais recente invenção, explicando-lhe que o seu fonógrafo seria o grande impulsionador de um mundo tecnologicamente desenvolvido.

Voltando agora a uma escrita um pouco mais realista,  não será difícil imaginar o choque e o entusiasmo dos que presenciaram o nascer de um novo conceito: a fonografia, a escrita pelo som.

Um conceito que foi rapidamente ultrapassado por outros sentidos: a visão, com a fotografia (escrita com luz) e a visão agregada ao movimento, falo portanto da cinematografia (escrita da imagem em movimento). No entanto, o conceito fonográfico não foi sem dúvida esquecido, e séculos depois é ainda utilizado, ainda que através de meios bastante mais desenvolvidos.

Oferecendo um leque variado de funções, a fonografia possibilita-nos, por exemplo, a simples gravação de som e a sua própria reprodução, seja para puro desfruto pessoal do acto de ouvir música, ou para uma documentação sonora de algo que deve ser preservado, ou difusão de informação de qualquer género.

Assim, também funcionam a fotografia e a cinematografia, ainda que num contexto diferente, pois tratam da captação de imagens e movimentos, mas que igualmente servem como utensílio de documentação da vida humana, como para seu próprio lazer.

Estes três meios possibilitaram às gerações seguintes, a libertação das amarras de um mundo bidimensional, abrindo os horizontes à compreensão e utilização dos  sentidos, que desde então estão activos e em constante mutação.

Contribuindo com um exemplo pessoal, posso dizer que até há bem pouco tempo atrás, as únicas referências que tinha dos meus bisavós paternos eram relatos de memórias por parte dos meus familiares, agregados a testemunhos fotográficos, que sem eles ser-me-ia impossível saber, simplesmente, como se aparentavam. E heis que surge uma gravação, um quanto danificada devido ao tempo e aos meios de preservação, que me permitiu pela primeira vez escutar o som das suas vozes, a maneira única de como se expressavam, as suas reflexões sobre os tempos em que viviam, a maneira como cantavam e riam com os seus, num simples encontro familiar e que era feito de tempos a tempos.

Foi como se estivessem do outro lado da sala, criticando a situação política e social da altura, como se eu própria tivesse voltado a entrar na dita máquina do tempo e tivesse viajado até ao mês de Dezembro de 1974.

Fim da viagem.

Inês Arromba

La invención de un nuevo mundo

La manera en la que el humano percibía al mundo (y a sí propio) cambió. Para un hombre culto del siglo XIX, escuchar su propia voz reproducida, o su imagen plasmada en una foto o en una película en movimiento, debió ser algo semejante a lo que significó para los indígenas americanos verse reflejados en los espejos que recibieron de los españoles a cambio de su oro.

Esto cambió la manera no sólo en la que el hombre se expresaba, sino la manera en la que se definía a sí mismo y la manera en la que se relacionaba con su entorno. Se convirtieron en nuevas herramientas de conexión humana. Y el discurso publicitario era bastante consciente de eso, como lo demuestra la grabación que promocionaba al fonógrafo de Edison. Especialmente en la parte en la que habla de que, de cierta forma, la esencia de una persona puede ser capturada y retenida por el aparato. Incluso si esa persona está muerta, su voz permanecerá con nosotros mientras tengamos un fonógrafo y una grabación de ella.

No estamos, siquiera, tomando en cuenta las ventajas concretas en el simple campo de la comunicación que representó la invención de aparatos como la máquina de escribir y el telégrafo. Hoy en día se sobreentiende y se asume como natural que escribir y transmitir sea fácil. Para muestra, un botón: para la ONU el internet es un derecho humano. Entonces, ¿no estamos ahora más que nunca viviendo las consecuencias de la invención de aquellos medios que, poco a poco, democratizaron la producción y transmisión de contenidos?. Es muy fácil olvidarse del principio de las cosas, pero creo que es importante reinvindicar hoy más que nunca al génesis polvoriento de toda nuestra tecnología moderna.

The press, the machine, the railway, the telegraph are premises whose thousand-year conclusion no one has yet dared to draw.

Friedrich Nietzsche –  “Human, All Too Human” (1878).

Es decir, básicamente se le añade una dimensión más de profundidad a las capacidades de autorepresentación humana, con todo lo que eso implica. Es bien sabido que el ser humano es un animal simbólico, o sea, percibe al mundo mediante la atribución de significados. Y con la entrada de estos nuevos medios (las fotos, las películas, el sonido grabado), se le añade un nuevo mundo a las capacidades imaginativas humanas. Verlo como un asunto de comunicación es reducir la escala de estos acontecimientos. No estamos hablando simplemente de invenciones, estamos hablando de conceptos y de maneras de interactuar con nuestro entorno. El nuevo mundo a través de una imagen, no una pintura. Una voz, no una carta. Y así, hasta alterar por completo las capacidades cognitivas del hombre generación tras generación. Por no hablar de las implicaciones que esto tuvo en cuanto a la objetividad de los nuevos registros. Ya no era necesarios los retratos ni los párrafos de descripciones sobre las características de los personajes: ahora existían las fotos, las películas y las grabaciones. Teletransportándonos a la época, diríamos con toda seguridad que estamos entonces, frente a un nuevo mundo de posibilidades en lo que se refiere al hombre y su relación con la realidad.

– Mauricio Andrés Gomes Porras.

“Como é possível que se estejam a mover?!”

(Tema de escrita: O que significou ver a imagem em movimento pela primeira vez? O que acontece quando se filma o mundo?)

Sempre que algo de novo aparece nas nossas vidas, a sociedade encara a situação como um fenómeno interrogando-se acerca do como e o porquê de “aquilo” ser possível. E não duvido, mesmo não tendo presenciado a época, que com as filmagens tenha sido igual.

Porque disto se faz o homem: surpreende-se, questiona-se, estuda o objecto em questão, pesquisa se for grande o interesse, e depois…torna-se banal. Porque tudo se torna banal para o mundo.

No entanto, acredito que assistir à projecção de imagens que se movem, deve ter sido um dos momentos mais fascinantes da história dos media, senão encarado como algo surreal que levantou questões como: “Como é possível que se estejam a mover? Não são reais!”
Na verdade, lembro-me de quando era mais pequena me questionar do mesmo sempre que via filmes ou televisão…mas depressa me passava a pergunta, porque não tinha tempo para pensar nisso. Acontece que estudar a evolução da tecnologia, e conhecer a forma como se dão estes fenómenos pode ser bastante interessante. É certo, que depois de se conhecerem as respostas, tudo fica mais claro, o processo parece simples e completamente possível. Ou pelo menos, simplesmente nos convencemos disso uma vez que, de facto, a coisa existe.

Entre muitas outras ciências que foram mais tarde aparecendo, tudo começou exactamente com a reprodução rápida e contínua de imagens dando a ilusão de movimento a quem assistia. A forma mais prática de explicar isto a uma criança, por exemplo, é fazer o que fizeram comigo: pedir que desenhe num caderno uma figura, mudando a posição da mesma em cada página, e depois folhear rapidamente o caderno observando os seus movimentos.
Actualmente, tudo implica muito mais engenho, que já não está ao meu alcance para que possa falar dele.

Contudo, é bom conhecer a história (ou pelo menos o início dela) de um dos meios de comunicação e entretenimento mais utilizados hoje em dia: quando assistimos a um noticiário e recebemos imagens do outro lado do mundo; quando marcamos momentos importantes da nossa vida, filmando-os para mais tarde recordar; quando vamos ao cinema e desfrutamos da 7ª Arte; tudo isso faz parte de toda uma evolução de algo que começou com um simples rodar de imagens.

Na minha opinião, este foi um dos maiores e mais importantes avanços do mundo. Graças a ele, podemos estar perto de tudo e conhecer muito mais do que os nossos limites. É importante preservar, continuar a evoluir.

Um dia, também a nossa tecnologia será história. Um dia as filmagens de hoje, serão história, assim como as dos primórdios do cinema são para nós.

Ana  Vilarinho

Ouvir e ver o passado

   O Homem é um ser criativo e cientifico, que ao longo da sua evolução foi-se adaptando ao meio, retirando dele aquilo que de certa forma lhe facilitaria a vida, retirou a pele dos animais para não sentir frio, descobriu o fogo, a roda, … mais tarde fez-se luz,… e tudo à sua volta se transformou… Em duzentos anos o homem desenvolveu e desenvolve tecnologia a uma velocidade estonteante… O que demorou milhares de anos a construir pode ser destruído em segundos, as tecnologias mais avançadas de bombas nucleares podem acabar com o mundo num «estalar de dedos» …

As formas de comunicação alteraram-se o nosso habitat alterou-se vivemos em casas tecnológicas a presença da tecnologia é uma realidade… o passo de um clic… A historia do homem na terra tem milhares de anos se comparar-mos o impacto deste milhares de anos e o impacto dos últimos 200 anos, parece-me que estes 200 anos transformaram mais o meio e os comportamentos do que milhares de anos de existência. A tecnologia veio criar um novo homem mais consciente e preocupado com a sua imagem … o espelho deixa de ser o único sitio onde pode contemplar a própria imagem, agora o homem pode ver-se mexer actuar em frente a um ecrã… observar os seus defeitos, consciente ou inconscientemente, o homem busca a perfeição e tende a centra-se demasiado na imagem menosprezando o interior , o mundo sofre transformações, o corpo humano sofre transformações, os sentidos estéticos alteram-se, os comportamentos estéticos femininos a maquilhagem são uma tentativa de obter aquela imagem límpida e bonitinha que as imagens filmadas nos dão…Uma autentica ditadura da imagem….

 

A primeira gravação de som e imagem, são o nascimento duas ferramentas que vieram revolucionar a sociedade e as artes nomeadamente o música na medida em que permitiu  gravar e  ouvir aquilo que se tocava, tornando-se uma fonte de rendimento para o músico  e um meio diferente de consumir musica. Com a invenção do cinema inicia-se a guerra da imagem…das actrizes e actores de cinema, uma maior necessidade de comercialização na medida em que o cinema usa meios bastantes dispendiosos, o teatro fica um pouco esquecido, fechado numa gaveta, as salas já não se enchem para ver teatro… o que está na moda é o cinema… as companhias de teatro terminam ou então tentam sobreviver de uma forma itinerante,  assistiu-se ao desaparecimento primeiro do teatro grego local privilegiado de convívio e discussão de assuntos da polis onde todos os cidadãos podem e devem participar e onde havia lugar também para manifestações artísticas… bem talvez isto não seja tão ideal como possa parecer á primeira vista, a ideia de escravos e mulheres excluídas dos assuntos da polis não me agrada muito… mas agrada-me essa ideia de todos termos uma voz… delegar a minha vontade num governante?! Bem faz de mim muito apreensiva e uma vez que eles são tão corruptos como se pinta!!!  O que quero dizer é que esse esse lugar privilegiado para discutir assuntos importante para uma comunidade desapareceu eles (os políticos) decidem e discutem por nós. A tecnologia veio de certa forma afastar os seres humanos uns dos outros… eu a não preciso encontrar uma pessoa para saber a opinião dela basta-me telefonar!

O cinema retira ao publico qualquer possibilidade de intervenção, transformado num ser passivo, apenas recebe informação, e vê imagens que já se passaram, mas que só agora são sentidas e vistas pelo sujeito espectador, aqui o emissor ocupa um papel predominante, só a ideia do autor é que importa, por isso é que as empresas de publicidade gostam tanto de cinema, é impossível não receber a informação da tela gigante é tão grande que nos invade…pode dizer-se que esta nova tecnologia possibilita ao homem viajar no passado, e por isso o homem deve aprender com os erros do passado, alterando o presente de modo a acordar num futuro sempre melhor…tal como aconteceu com o telemóvel, inicialmente só uma minoria tinha acesso aos gravadores, às câmara de filmar…  o tempo foi passando o próprio objecto foi evoluindo, e o acesso mais facilitado.

 

Cristina Lopes

 

 

 

 

 

 

Até que ponto.?

Tema: O que significou ver a imagem em movimento pela primeira vez? O que acontece quando se filma o mundo?

Memórias. Quando penso em imagem em movimento, mais concretamente num filme, penso em memórias, penso em recordações. O vídeo regista aquilo que a memória humana não consegue.

Não posso na minha ignorância falar sobre o que significou ver a imagem em movimento pela primeira vez, se quando nasci já esta era gravada há muitos anos.
Filmar o mundo é uma arte. E a subjectividade com que é filmado oferece ao espectador uma visão diferente consoante o objecto filmado, o modo como é filmado, por quem é filmado ou encenado.  Filmar o mundo não é uma acção concreta, está sempre dependente da perspectiva de alguém, e depois de finalizado o trabalho, há a condicionante de quem vê. Pessoas diferentes, com experiências de vida diferentes vêm o mesmo registo de maneiras diferentes.

Voltando a pegar na primeira questão que mencionei. Quando penso em filmes, penso em cinema, e depois associo os “vídeos caseiros” que todos nós fazemos. Como disse estes registam momentos épicos que de outra maneira ficariam perdidos na história. O acesso que temos a telemóveis,máquinas de filmar e outros dispositivos digitais permitem que aspectos da nossa vivência, momentos importantes como os primeiros passos de um bebé sejam armazenados não só na nossa memória ,que por sua vez não é de grande confiança, mas também em formato vídeo. Este acesso facilitado faz também com que qualquer pessoa possa,sem ter noção, filmar um acontecimento importante.

Concluindo, filmar é subjectivo, ainda mais hoje em dia é fácil manipular qualquer suporte digital. As pessoas já questionam até que ponto vai a veracidade daquilo que estão a ver. O vídeo já não é o que foi, e é normal porque as tecnologias evoluem, no entanto penso que nunca perderá a sua importância.

Inês Lopes

Imagem: arte e história

Tema de escrita: O que significou ver a imagem em movimento pela primeira vez? O que acontece quando se regista a imagem?

Nos dias de hoje, estamos habituados a ver e ouvir em primeira mão tudo o que de novo acontece no mundo através de instrumentos de media como a televisão ou o computador, quando ligado à internet. Essa capacidade de representação do real é muito comum e o indíviduo social neste momento não consegue viver sem essa comodidade. Essa habituação está tão enraizada na população, sobretudo a mais jovem, que muitas vezes nem pensamos no avanço tremendo que a captação de imagem em movimento constituiu.

 

Na altura, em finais do século XIX, uma das épocas mais importantes ao nível do cinema e da rádio, as primeiras figuras em movimento foram recebidas numa mistura de curiosidade, espanto e também desaprovação, algumas pessoas pensavam que essa inovação era “bruxaria” e portanto reprovavam essa forma de arte ou de documentação do real. Com o aparecimento de formas mais modernas de captar as imagens, o interesse da população por esta nova invenção cresceu quando se começaram a fazer filmes de curta duração não só sobre o quotidiano mas também com enredo e histórias interessantes, tanto cómicas como trágicas. Ver a imagem em movimento pela primeira vez representou uma revolução explosiva no seio da comunidade artística, rapidamente se multiplicaram os realizadores e se instituiu a noção do actor ou actriz de cinema.

 

Actualmente, os primeiros filmes são provas históricas extremamente importantes para compreender a vida quotidiana da altura. Essas imagens são captadas e ficam gravadas para a posteridade, deixam uma marca positiva ou negativa nas pessoas que a visualizam e constituem ferramentas para a compreensão do real e do movimento como forma de arte.

 

Em modo de conclusão, as captação das primeiras imagens em movimento foi fulcral para a compreensão da sociedade e para o avanço da criatividade artística, tudo o que temos a oportunidade de ver e saber através de imagens, deve-se a esse avanço tremendo na história dos media que revolucionou por completo a forma como víamos e vemos o mundo que nos rodeia.

António Martins

 

A Revolução da Fotografia

Desde os tempos da  Antiga Grécia, à câmara escura do século X, às pesquisas e trabalhos com químicos de Johann Henrich Schulze e Carl Wilhelm Scheele no século XVIII que o Homem tentou reproduzir da forma mais precisa e objectiva possível a realidade.  Tal acabaria por se concretizar no início do século XIX com o francês Joseph-Nicéphore Niépce naquilo que seria o culminar de todos os dados reunidos até a altura, a primeira fotografia do mundo, tirada mais precisamente no verão de 1826, da janela da sua casa. À medida que o século avançava, mais pessoas acabariam por aderir ao fenómeno e através da alteração dos químicos usados, conseguiriam o seu próprio processo ( casos como o do também francês  Louis-Jacques Mandé Daguerre ,que trabalhara com Niépce, e formulara o seu popular daguerreótipo, ou do inglês William Henry Fox Talbot, inventor do calótipo). Mas qual foi o impacto desta invenção tão revolucionária?

A fotografia, que deve o seu nome ao inventor franco-brasileiro Hércules Florence, representou na altura da sua concepção uma inovação em diversos níveis tanto pela sua superior qualidade de definição em relação à pintura (que não conseguia competir com o maior realismo que a fotografia oferecia), tanto pelos seus custos (tirar uma fotografia era e é um processo relativamente barato e a grande procura de retratos na altura acabaria por fomentar a popularização do produto que ia e vai sendo constantemente aperfeiçoado).  Julgo que será por estas mesmas razões que a fotografia conseguiu atingir um estatuto tão importante dentro da nossa sociedade e que para esse fim terá contribuído ainda mais, aquela que creio ser a principal função desta invenção, a de congelar um momento preciso para uma análise posterior (quer seja para partilhar e relembrar momentos passados vividos com a família e amigos ou para documentar importantes acontecimentos do mundo, as razões para fotografar são ilimitadas)  o que apesar de ser algo simples não deixa de ser importante.

Miguel Menano

Mão Autonóma

A máquina de escrever foi engolida pelos dispositivos digitais.

Penso que a escrita digital veio tirar significado à escrita, no seu conceito original. Nós nos tornámos independentes da máquina de escrever, no momento em que este instrumento foi substituído pelos processadores de texto, o teclado, que terá grande impacto nos modelos da escrita convencional.

Ao assistir o vídeo “Hands and Writings”, de Sarah J. Arroyo, apercebi-me de certas condições e consequências, onde a escrita digital nos afecta. Uma das vantagens desta substituição se deve ao facto do computador/teclado ser mais eficiente, e mais rápido, onde temos as portas para a comunicação e o conhecimento abertas. Mas é difícil sentirmos a necessidade de escrever uma carta a alguém, ou a uma entidade à mão, tal situação é rara acontecer, por ser muito mais práctico o computador. A questão aqui colocada é ao escrever no teclado, e não à mão, se se nos modifica como indivíduos, como seres criadores, e neste aspecto concordo com a afirmação de Kittler “ Para mecanizar a escrita, a nossa cultura teve de redefinir os seus valores ”, pois ao transpor a escrita para um suporte digital, tivemos de criar um novo universo de linguagem, de conceitos, em que temos ao nosso dispor um mundo de comunicação a explorar.

Um dos problemas que este novo mundo criou foi a banalização de certas palavras, de certos conceitos, como por exemplo a amizade, em termos virtuais, pois as intenções modificaram-se. Torna-se o discurso mais informal, mais descuidado, e talvez mais repetitivo. Há um certo distanciamento da pessoa e da intenção do seu discurso. A comunicação devia, supostamente, ser uma extensão do ser, como Nietzsche afirma “ As nossas ferramentas de escrita, não só trabalham no nosso pensamento, mas também é algo como eu”.

Outra questão levantada no vídeo, é o sentido da escrita no ‘teclado’, evocar comunidades de conhecimento, em que nada está protegido, todos podem ler, e onde permanece a necessidade de partilhar conhecimento, mas também a necessidade de partilhar experiências, estados de espírito, principalmente em redes sociais, que te fazem sentir num ambiente de comunidade. Reichelt diz “Ambiente Intimo: sensação de conexão que nós temos, ao participar nas ferramentas sociais online”. Até mesmo o conceito de intimidade tem de ser redefinido.

Sendo assim, concordo inteiramente quando Kittler diz “Armazenamentos tecnológicos para escrita, imagem, e som, só poderiam ser desenvolvidos, após o colapso deste sistema ”, pois, embora a tecnologia seja produtiva, útil, funcional, práctica, a acumulação das tecnologias para a escrita, a imagem, o som, só poderiam evoluir independentes do sistema.

Sofia Maia

Realidade em movimento.

Vivemos na era da tecnologia, crescemos habituados a ouvir rádio, a tirar fotografias e a ver filmes. É-me difícil imaginar um mundo sem todas estas coisas, principalmente sem o cinema, que sempre fez e sempre fará, espero, parte da minha vida, por longos anos, contudo, este mundo sem a tecnologia existiu, e não foi num passado assim tão longínquo, como imaginamos muitas vezes.

Para falar de Cinema, e da sua evolução, temos que começar pelo princípio da sua história. Tudo começou com a ilusão de óptica, ou seja, com a reprodução de uma série de imagens ( fotografias), fazendo-nos acreditar que de facto existe  movimento. A partir deste momento a história do Cinema começou a evoluir começando a aparecer os primeiros filmes, que não envolviam esta representação sequencial de imagens e começou-se a ouvir falar de realizadores, como os irmãos Lumiére, e David Wack Griffith, Edwin S. Porter e por aí fora, até aos dias de hoje.

Desde o início desta descoberta, do Cinema, que o Mundo mudou. Pela primeira vez as pessoas estavam a ver algo num ecrã que se movia, estavam a ver o seu dia-a-dia, filmado e projectado, por algo que, para muitos, era de outro mundo, daí o choque, que deve ter sido imenso para essas pessoas, mas o que elas não imaginaram, na altura é que, muitos desses filmes, que foram salvos, guardados, seriam objecto de estudo, o que para eles era entretenimento, para nós, para além disso, é algo que faz parte da História, algo que deve ser preservado.

Fazendo agora uma breve reflexão, para terminar, o Cinema, neste caso as filmagens, trouxera um conjunto de coisas positivas para o nosso dia-a-dia, nomeadamente,  prazer de rever as pessoas que mais gostamos, mas que, por alguma razão não estão presentes, o prazer de nos entreter. O poder das filmagens é imenso, é graças a elas que conseguimos ter uma percepção mais abrangente do que passa no Mundo, que conseguimos, também comunicar e nos conseguir, acima de tudo, com o Cinema, abstrair de todos os nossos problemas por alguns minutos ou horas.

Carina Fernandes

O telefone e algumas consequencias

A invenção e desenvolvimento do telefone e das linhas e operadoras telefónicas deu às pessoas a possibilidade de comunicar á distância em tempo real, algo que o já existente telégrafo não permitia, pois as mensagens chegariam mais tarde ao receptor e não no momento em que foram enviadas pelo emissor. A comunicação há distância através de chamada de telefónica, algo que hoje em dia se tornou banal e cada vez mais menos usual, visto que hoje em dia temos tecnologia acessível que nos permite mandar sms ou fazer vídeo-chamadas, sem sequer precisarmos levar qualquer aparelho ao ouvido, foi na época uma área que sofreu uma revolução enorme com tal invento. Com o avanço desta tecnologia de comunicação sentiu-se a necessidade de ter pessoas a trabalhar nas operadoras telefónicas para controlar as linhas. Este trabalho era feito geralmente por mulheres, o que deu emprego a muitas delas numa profissão considerada respeitável, e tal como se encarregavam das chamadas telefónicas muitas das mulheres desta época também eram dactilógrafas. Assim como a máquina de escrever o telefone foi uma invenção que acabou por dar emprego a muitas mulheres posteriormente á data da sua criação. Até hoje em dia temos como recordação desta época o facto de aparecer nos nossos telemóveis uma voz feminina a falar quando alguém não atende uma chamada.

 É interessante ver que na altura foram lançadas questões pertinentes até nos dias de hoje, tal como a diminuição do contacto humano e da vida e interacção social ser feita apenas por via tecnologia e não ao vivo com verdadeiro contacto humano, com o avanço tecnológico actual reconhece-se que a possibilidade de não ser preciso estar com uma pessoa para poder comunicar com ela pode ter consequências negativas e positivas. Assim podem-se desenvolver casos de pessoas que não desenvolvem grandes aptidões sociais e não conseguem falar tão bem com outras sem ser com algum objecto tecnológico.

 

Raphael Mesquita


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