Arquivo de Maio, 2011

Pollock Online

A evolução dos novos media em geral e, em particular, da Internet, permitiu um avanço nunca antes visto na divulgação da obra de arte, seja ela de que tipo for. Porém, a maneira como ela é divulgada acaba por se alterar e variar constantemente. O mais comum é simplesmente encontrarmos as obras, reproduzidas através de fotografias e outros meios de digitalização, usando um qualquer motor de busca. Contudo, começam a surgir novas formas de trazer a arte ao público mais alargado e diverso, através da interacção com essa mesma arte. É isso que vemos em páginas como Paint Like Pollock Online. Nesta página podemos, através de um simples clique e arrastar do rato, produzir uma obra “à la Jackson Pollock”, um dos mais importantes nomes do expressionismo abstracto, sem possuirmos qualquer tipo de instrução para o fazer. Podemos nem sequer saber quem Jackson Pollock foi ou o que fez, mas o simples facto de estarmos a interagir com uma plataforma que tem a sua obra como referência, faz-nos ter uma noção, ainda que vaga, da mesma, e faz crescer em nós a curiosidade, levando-nos a procurar mais sobre o artista, a sua obra e o seu contexto. Não se podendo falar de criação original, uma vez que estamos, apesar de tudo, limitados ao estilo pré-definido da acção que nos é permitida fazer, entramos em contacto com a obra deste pintor de uma forma mais directa e pessoal, a que não estaríamos tão habituados.

Rita Henriques

Google Health

O Google Health é mais uma das muitas aplicações do Google. Lançado em 2008, o Google Health é um serviço de informação sobre a saúde de cada pessoa, sendo mesmo, por vezes, utilizado pelos médicos para registarem e informarem as pessoas sobre a gravidade do seu estado de saúde e quais as precauções e medicamentos a tomar, isto tudo apenas com a autorização do paciente. Uma das grandes vantagens desta aplicação é que, contrariamente ao que estamos habituados, podemos consultar a nossa ficha médica as vezes que quisermos, sem termos que nos dirigir aos hospitais.

Utilizando o Google Health, nós podemos ir criando o nosso histórico médico completo, inserindo dados pessoais, como a idade, o peso, a altura, o sexo, e dados clínicos, como as alergias, os medicamentos que já tomamos, as cirurgias a que já fomos submetidos, resultados de exames, as vacinações, entre muitos outros.

Uma das grandes desvantagens para nós, portugueses, é que a aplicação encontra-se apenas em inglês, o que impossibilita a importação dos nossos dados a partir dos bancos de dados dos nossos hospitais, ou seja, temos que colocar nós os nossos próprios dados, manualmente. E então, a partir daí, podemos pesquisar sobre doenças e curas, tendo em conta o nosso registo médico. Além disso, o Google Health ainda consegue controlar o exercício físico que fazemos, criando metas e barreiras.

E agora vocês perguntam, e a privacidade? Cada utilizador terá uma conta, ao que terá que aceitar os termos de utilização. O serviço é gratuito e as informações pessoais não serão compartilhadas, apenas os médicos podem ter acesso à ficha médica. No entanto, muita gente continua desconfiada com a privacidade da aplicação, e preferem continuar a usar os dados escritos em papéis, recusando-se a avançar ao passo do avanço da tecnologia. É uma decisão que cabe a cada um de nós tomar.

Andreia Loureiro

 

What’s happening?

O Twitter, como todos nós sabemos, é uma rede social e de microblogging que permite aos seus utilizadores enviar e receber actualizações pessoais, em pequenos textos com o máximo de 140 caracteres, conhecido por “tweets”. Os chamados tweets podem ser feitos através do website do serviço, por SMS, e ainda por softwares específicos para tal. Até aqui, nada de novo.

A grande novidade é que agora podemos brincar com os nossos próprios tweets. Um grupo de amigos da Costa Rica decidiu criar um videojogo em que a história se baseia nos tweets que as pessoas publicam: o Tweet Land. Este projecto surgiu do facto de eles acharem que seria interessante e divertido se o que as pessoas publicam no Twitter se tornasse real, virtualmente falando. O Tweet Land divide-se em duas partes: um jogo de corridas de carros chamado Route 140 e um jogo de acção chamado Love City. Na Route 140, se surgir um tweet sobre meteoros na rede, por exemplo, isso vai fazer com que caia um meteoro no jogo, em cima de um carro. Já na Love City, cada vez que se faça uma publicação que fale em ódio, por exemplo, a personagem do jogo ganhará munições. Mas se falar sobre amor, a personagem torna-se cada vez mais fraca, e mais dócil.

O jogo funciona de um modo muito simples. Cada vez que uma pessoa, de qualquer lado do mundo, faz um tweet, esse mesmo tweet vai afectar o jogo, desencadeando uma série de acontecimentos relacionados com o conteúdo do seu tweet. Algumas das palavras-chave que vão provocar essas mudanças no jogo são: car accident, meteor, shooting star, tsunami, volcano eruption, fireflies, zombie, beach, love, hate, shotgun, lightsaber, entre muitas outras mais.

O Tweet Land é o primeiro videojogo onde se joga com a realidade, o que faz com que esteja sempre em constante mudança, tornando-se assim um jogo bastante interactivo e pouco aborrecido.

Andreia Loureiro

Kinect e as suas utilizações para além dos videojogos

“Kinect” é o nome do mais recente dispositivo criado pela Microsoft para videojogos. O seu funcionamento é baseado em duas cameras, uma RGB que reconhece o rosto e exibe vídeos e outra infravermelhos que serve para reconhecer o movimento e a profundidade. A sua principal função era servir como “comando” para a X-Box 360 apenas com o corpo humano e não com um dispositivo nas nossas mãos como tem sido convencional até à data, porém, logo após o lançamento deste dispositivo alguns designers de interacção e programadores aproveitaram para criar programas de reconhecimento e de realidade aumentada.

Imagem do dispositivo

Imagem do dispositivo

Um exemplo destes programas foi o que Theo Watson e Emily Gobeille fizeram. O sistema faz um reconhecimento em tempo real do esqueleto humano no braço onde o ombro, o cotovelo e o pulso é usado para controlar o movimento e a postura do grande pássaro que vai ser criado para interagir com outros.
Para entender melhor o trabalho destes dois artistas e uma das possívels utilzações deste dispositivo segue o video da instalação.

André Costa

InstrumenTube

As pessoas que sempre sonharam tocar um instrumento mas que não possuem nenhum, não se preocupem. Cada vez é mais fácil tocar qualquer tipo de instrumento através dos meios digitais.

O Youtube lançou um canal interactivo, o InstrumenTube, que permite ao cibernauta tocar alguns instrumentos e criar canções ao seu gosto. Instrumentos como o piano, o órgão, o baixo, a guitarra, o contrabaixo, o xilofone, a até mesmo um chocalho podem agora ser tocados através de uma série de vídeos simples, onde o instrumento é tocado de modo a que cada nota encaixe na linha de tempo (timeline) vermelha do vídeo. Cada tecla onde carregamos não é, nada mais, nada menos do que um link, e cada um desses links leva a uma parte (tempo) do vídeo inteiro já pré-programado, onde são tocadas as várias notas.

Apesar de os instrumentos estarem restritos a apenas algumas notas e, por vezes, os vídeos demorarem a carregar, estes vídeos são uma boa maneira de passar o tempo, descobrindo os sons que cada instrumento pode fazer. Podemos, ainda, mixar os instrumentos, tocando-os todos ao mesmo tempo, o que se pode tornar numa boa forma de criar uma banda online!

O canal InstrumenTube informa que em breve estarão disponíveis novos instrumentos. Porque não experimentar?

Andreia Loureiro

potoshop

Um assunto  de extrema importância quando abordamos os novos média é a fotografia. A fotografia e a sua manipulação… tal como no aspecto literário em que se pode publicar uma notícia adulterando os factos, mexendo com o teor da mesma, distorcendo-a com determinado propósito o mesmo se passa com a fotografia. Na tentativa de embelezar ou mesmo de corromper a verdade, a fotografia digital é praticada e dá muito que falar!  No início desta té cnica a fotografia digital seria para clarificar ou fazer melhoramentos na imagem, mas no avançar dos tempos tomou uma proporção estética. Assistimos diariamente nos jornais, revistas (magazines) a fotos claramente embelezadas e alteradas por aquilo a que chamamos Photoshop… necessário é clarificar antes de mais, o que é realmente esta técnica a que damos o nome de Photoshop. Consiste num software caracterizado como editor de imagens bidimensionais do tipo raster desenvolvido pela Adobe Systems. É considerado líder no mercado dos editores de imagem profissionais, assim como o programa de facto para edição profissional de imagens digitais e trabalhos de pré-impressão. A sua versão mais recente é apelidada como adobe Photoshop cs5,  disponível para os sistemas operativos Microsoft Windows e MAC OS X. Pode ser rodado também no Linux através da camada de compatibilidade Wine. Algumas versões anteriores foram lançadas também para Irix, mas o suporte a esta versão foi descontinuado após a versão 3.0

Depois desta introdução sobre o Photoshop é necessário revelar o seu impacto cultural, ora Photoshoping significa “ editar uma imagem ” independentemente do programa que se utilize. O termo é também usado por vezes por artistas para se referir a imagens que tenham sido retocadas ao invés das imagens originais. Também recentemente o Potoshop é usado para desenhar e alterar veículos, normalmente carros, processo esse, denominado por digimodding, pothoshoping ou tuning digital.

PEDRO POLÓNIO

“Sensewall”

A “SenseWall” é uma “parede” interactiva multi-toque que foi desenvolvida na nossa cidade e que se situa no Departamento de Engenharia Informática da Faculdade de Ciências e Tecnologias da Universidade de Coimbra. A “Sensewall” foi desenvolvida por um grupo de jovens investigadores da FCTUC e já deu origem a dois produtos, um desses produtos criado pela Microsoft Portugal.
Uma das características importantes deste sistema interactivo é a capacidade de ser bastante “flexível” uma vez que permite desenhar ambientes multisensoriais de grandes dimensões.
A nível educacional a “Sensewall” permite que alunos de Engenharia Informática e Design e Multimédia desenvolvam projectos e trabalhos de maneira a tirar rendimento das capacidades do sistema.
Num comentário a um jornal os investigadores Miguel Antunes, Tiago Serra e Tony Gonçalves disseram:

“Ver a nossa sombra ganhar vida, de repente, num processo de interacção em tempo real impressionante, voar pelo globo terrestre, mergulhando no Google Earth, manipular conteúdos multimedia ou mesmo criar música e murais são alguns dos exemplos disponíveis nesta enorme parede tecnológica”, indicam igualmente os responsáveis.”

No seguinte vídeo podemo-nos aperceber do funcionamento e das capacidades da “Sensewall” que está instalada no campus do Departamento de Engenharia Informática (DEI) da FCTUC e está aberto a toda a comunidade da UC para desenvolver aplicações interactivas.

André Costa


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