Archive for the 'Cinema Digital' Category

Movimento Animado

Na história da humanidade, percebemos que  o homem  sempre teve a necessidade de registrar sua história através  da imagem, dando-a vida e movimento aquilo que produzia com a intenção de imortalizar momentos e acontecimentos em sua vida. Podemos destacar os desenhos rupestres de imagens justaposta encontrados na Idade da Pedra que mostram claramente a intenção dessa representação. Nesta ideia de movimento podemos citar as antigas experiências com sombras do teatro chinês e a utilização da lanterna que dava a sensação de vida a medida em que se movimentavam os bonecos. O cinema nasce devido a muitas  inovações e avanços da fotografia e a uma gama de possibilidades dentro de um sistema de representações da realidade e da ilusão óptica. O cinema conhecido como a sétima arte, faz a combinação de sons, imagens e narrativas diversificadas.

Os primeiros filmes animados começaram com o cinema mudo e continuam até os dias de hoje. O  cinema de animações conhecido hoje como a nona arte, não requer o uso de cenários naturais ou até mesmo  de atores, ele é totalmente construído com desenhos, animações de fotos ou bonecos ou com  animações computatorizada, por isso temos a ideia de movimento na animação, esta  é formada pela rápida reprodução onde em cada segundo há  vinte e quatro quadros de imagens estáticas, em posições com pequenas mudanças uma das outras simulando o movimento. A introdução dessas animações no cinema leva à quebra do ilusionismo criado pelo filme cinematográfico, nos põe um elemento lúdico ao criar possibilidades descabidas e  manifestar os desejos que se realiza como num passe de mágica.

Em 1908, “Fantasmagorie” de Émile Cohl foi o primeiro filme projetado totalmente em desenho animado como podemos ver no video abaixo:

Por muito tempo o cinema de animação foi voltado para um público infantil, mas no decorrer dos anos esse cenário foi mudando e evoluindo com a progressão do tempo onde temos uma vasta possibilidades de criar e reproduzir pequenas animações com o auxilio das tecnologias e o alto nível dos computadores e cameras fotográficas.  Mas é possível fazer fazer uma animação com técnica simples utilizando o  flipbook, este reflete o princípio da animação, com a passagem rápida de imagens sequenciadas em uma certa velocidade dá a ilusão de movimento.

O cinema de animações é uma grande área de atuação para profissionais e amadores, como por exemplo temos o Festival Internacional de Animação do Brasil (Anima Mundi) que utiliza técnicas diversificadas sem algum critério especifico. Este Festival oferece premiações, oficinas, cursos e exibição de curtas, médios e longas mentragens animados. Basta ter imaginação e utilizar de uma das diferentes técnicas como desenho 2D, massinha, pixilation, areia, recortes, película, um programa de computador e até mesmo o celular para criar sua própria animação. Esses filmes possuem um carácter lúdico, educativos e profissionais que podem até leva-los ao Oscar que já possui uma categoria para os criativos profissionais deste mundo animado.

Concluindo deixo o trailler do filme “Head Over Heels” do inglês Tim Reckart vencedor do Anima Mundi 2012. Este curta é um stop motion animado e levou a premiação de Melhor Curta Estudante, Melhor Curta-Metragem e Melhor Filme. Esforço de onze estudantes ao longo de quinze meses.

                                                                                                                             Niely Freitas

A remediação na arte – cinema

Em meados do século XIX, começou-se a desenvolver uma nova e mais real representação do espaço – o cinema. Através da apresentação de várias fotografias por segundo (fotogramas), a imagem aparecia em movimento e permitia representar a realidade ou envolver o espectador numa ilusão de realidade. Esta inovação criou uma nova prática cultural e social – a ida ao cinema – que veio fazer concorrência ao teatro nos hábitos de entretenimento da sociedade da época.

Nos seus primórdios, o cinema recorreu ao teatro e às suas convenções em questões como a execução do cenário, a criação de enredos ou a perspetiva frontal com que filmava a ação, remediando o teatro e o seu conteúdo. Mais tarde, o contrário também aconteceu – o cinema filmou peças de teatro segundo as suas próprias convenções, que permitiu uma maior divulgação de peças pela reprodutibilidade e inverteu os papéis quanto à remediação. Este processo, segundo Bolter e Grusin, está sempre presente na história dos média, quando “os novos média reformam as formas dos média anteriores” ou quando acontece o contrário, com a adaptação do conteúdo do meio posterior pelo meio anterior. Pode manifestar-se em vários sentidos, tanto na representação do meio – neste caso, entre o teatro e o cinema – como também no contexto social porque a invenção do cinema veio trazer a necessidade de construir salas próprias para a sua exibição e estúdios com vários cenários para a sua filmagem, chegando ao ponto de concentrar numa só cidade toda esta indústria – Hollywood. Este processo também influencia o percurso do meio na sua história, na minha opinião. Por exemplo, o cinema começou por remediar o teatro porque era a forma mais aproximada que tinha para o seu objetivo, tal como a pintura para a fotografia, e progressivamente foi afastando-se dessas convenções e criando as suas próprias regras, emergindo artisticamente de forma diferente do teatro. Na minha opinião, a remediação poderá ter permitido o desenvolvimento da utilização dos meios inventados no século XX a nível artístico, porque a necessidade inicial de utilizar o conteúdo de um meio anterior para começar a desenvolver o novo meio tornar-se-ia mais tarde um desejo de afastamento para emancipar-se artisticamente, diminuindo as semelhanças com o meio anterior e criando outra visão, a sua visão, como no cinema. Ao afastar-se da filmagem com estrutura teatral, o cinema explorou planos mais aproximados, mais detalhados, que nos possibilitava uma visão diferente da nossa perspetiva ao assistir a um teatro ao vivo.

Deste modo, a remediação permitiu o estabelecimento de uma relação entre meios, que os transformou até ao ponto de, atualmente, todas as invenções do século XIX, como a máquina de filmar, a fotografia, a dactilografia, etc, estarem presentes num único dispositivo, sem muitas vezes termos consciência disso, embora com a sua origem sempre presente.

Tatiana Simões

A Obra de Arte, a Reprodutibilidade técnica, o Contexto histórico e Cultural.

Walter Benjamim vem nos trazer questões a respeito da obra de arte e sua reprodutibilidade técnica. Então pensemos sobre o que é uma obra de arte. Hoje, imediatamente associamos obras de arte a pintura, cinema, escultura, etc. Se pesquisarmos na internet, a Wikipedia nos dá a seguinte descrição:

Obra de arte (trabalho artístico ou somente obra) é uma obra criada ou avaliada por sua função artística ao invés de prática. Por função artística se entende a representação dum símbolo, do belo. Apesar de não ter como principal objetivo, uma obra de arte pode ter utilidade prática. Pode consistir num objeto, uma composição musicalarquitetura, um texto, uma apresentação, um filme, um programa de computador, entre outros. Entretanto, o que é considerado uma obra de arte depende do contexto histórico e cultural, e do próprio significado de arte. (http://pt.wikipedia.org/wiki/Obra_de_arte)

Tomando esta definição e pensando na abordagem feita por Benjamim sobre a reprodutibilidade técnica da obra de arte, a perda de sua aura, e as complexidades da reprodução mecânica, com a massificação e os questionamentos de sua autenticidade, levaremos em conta dentro da definição acima colocada de que a Arte depende do Contexto Histórico e Cultural em que se insere.

Vemos ao longo de anos o avanço tecnológico que abarcou nossa sociedade e fenômenos como globalização, internacionalização e consequentes difusões em massa. Então, as próprias características da obra de arte hoje se inserem neste contexto. Se no século XIX o acesso aos quadros se dava somente presencialmente, para uma burguesia que frequentava os salões de exposições, no século XXI, podemos acessar algumas destas obras pela internet uma vez que os museus estão “digitalizando” seu acervo de exposição.

Em uma determinada época, a fotografia e cinema foi algo de inovador, de polêmico e levantou questões em torno de seu valor artístico. Acontece que o avanço tecnológico possibilitou o nascimento de uma arte relacionada à tecnologia. Temos a reprodução fotográfica, a cópia de filmes, CDs, DVDs, enfim, artes com características próprias a este meio, apontando agora para uma massificação da arte, é uma arte mais acessível, que se difunde, que chega a lugares antes não imaginados.

Podemos ter acesso a determinadas obras, como um quadro de Renoir que esta em um Museu de Paris, via internet. É claro que se trata de experiências distintas. Apreciar um quadro de Renoir ao vivo não é a mesma experiência de aprecia-lo por foto ou no ecrã do computador. E é em torno destas experiências que se tratam questões como autenticidade, do frescor do aqui e agora da obra de arte e sua relação com o espectador. Estamos então a falar da questão da recepção. Porém, é inegável que se torna uma ferramenta importante para o acesso à cultura a possibilidade de conhecer uma obra via digital, pois, pelo contrario poderia nunca conhecê-la.

Desta forma, é preciso nos ater a especificidade de cada obra de arte em questão. Se o Teatro é uma arte efêmera, que se faz no aqui e agora perante seu publico o cinema vai se “eternizar” em películas que serão exibidas em diferentes lugares do mundo. Se uma escultura é uma obra singular a fotografia é sinônimo de reprodução, esta em sua natureza a  multiplicidade. O mesmo acontece com os CDs que registram músicas que hoje, comumente foram feitas para serem gravadas, diferentes das Óperas e Sonatas compostas em determinada época somente para serem ouvidas por poucos, em determinados dias e local.

Buscamos assim pensar a reprodutibilidade técnica e a obra de arte dentro de suas especificidades artísticas e expressivas e levar em conta todo processo de evolução tecnológica e sócio – cultural vivida ao longo dos anos. Se a reprodutibilidade técnica favoreceu, foi boa ou ruim para as artes, não abordaremos neste momento, mas para pensar neste sentido temos que elucidar O que É uma Obra de Arte?, compreendendo primordialmente O que é Arte?, questão que se encontra em constante debate na atualidade.

Vânia Silvério

Realidade Ficcionada

A ideia de imaginar um mundo sem fotografias, sem gravação de som ou de imagem em movimento é bastante complicado uma vez que essas tecnologias já fazem parte do nosso dia-a-dia. No entanto ao longo dos últimos anos temos vindo a observar uma evolução que acaba por ir de encontro às ideias que, antigamente, tínhamos como certas. Tentado explicar: há alguns anos atrás, a ideia de fotografia/gravação de som ou vídeo era tida como a realidade, ou seja, o que era representado era real e acontecera. Apesar das questões que se prendem com a realidade dita real e a representação do real, no passado tínhamos a certeza que aquela pessoa tinha estado à frente da câmara de filmar/fotografar ou tinha, de facto, proferido aquele som. Mas as tecnologias mudam e actualmente é impossível ter a certeza absoluta que as fotografias, filmes e gravações áudio não passaram por um processo de edição.

O photoshop, o after effects ou o audacity são só alguns programas que nos ajudam a alterar o que até agora era visto como realidade. No caso da imagem em movimento, o processo Chroma Key dá a capacidade de alterar o contexto do vídeo. Quando antigamente era necessário ir ao local para filmar um cena, agora basta uma sala com um pano verde que nem se nota a diferença. Esta evolução tem, tal como toda a evolução tecnológica, os seus prós e contras: Se por um lado os filmes cinematográficos ganharam bastante com este avanço, a questão da realidade deixa de ser, passo a redundância, real. As imagens produzidas num computador são tão perfeitas que é impossível diferenciá-las das não o são. Isso levanta uma questão muito importante: numa Era saturada de imagens desde caseiras a profissionais, desde pessoais a profissionais, até que ponto podemos nós confiar nas imagens?

Filipa Traqueia

Imagem: arte e história

Tema de escrita: O que significou ver a imagem em movimento pela primeira vez? O que acontece quando se regista a imagem?

Nos dias de hoje, estamos habituados a ver e ouvir em primeira mão tudo o que de novo acontece no mundo através de instrumentos de media como a televisão ou o computador, quando ligado à internet. Essa capacidade de representação do real é muito comum e o indíviduo social neste momento não consegue viver sem essa comodidade. Essa habituação está tão enraizada na população, sobretudo a mais jovem, que muitas vezes nem pensamos no avanço tremendo que a captação de imagem em movimento constituiu.

 

Na altura, em finais do século XIX, uma das épocas mais importantes ao nível do cinema e da rádio, as primeiras figuras em movimento foram recebidas numa mistura de curiosidade, espanto e também desaprovação, algumas pessoas pensavam que essa inovação era “bruxaria” e portanto reprovavam essa forma de arte ou de documentação do real. Com o aparecimento de formas mais modernas de captar as imagens, o interesse da população por esta nova invenção cresceu quando se começaram a fazer filmes de curta duração não só sobre o quotidiano mas também com enredo e histórias interessantes, tanto cómicas como trágicas. Ver a imagem em movimento pela primeira vez representou uma revolução explosiva no seio da comunidade artística, rapidamente se multiplicaram os realizadores e se instituiu a noção do actor ou actriz de cinema.

 

Actualmente, os primeiros filmes são provas históricas extremamente importantes para compreender a vida quotidiana da altura. Essas imagens são captadas e ficam gravadas para a posteridade, deixam uma marca positiva ou negativa nas pessoas que a visualizam e constituem ferramentas para a compreensão do real e do movimento como forma de arte.

 

Em modo de conclusão, as captação das primeiras imagens em movimento foi fulcral para a compreensão da sociedade e para o avanço da criatividade artística, tudo o que temos a oportunidade de ver e saber através de imagens, deve-se a esse avanço tremendo na história dos media que revolucionou por completo a forma como víamos e vemos o mundo que nos rodeia.

António Martins

 

A voz, a fotografia e as primeiras imagens em movimento

Nos dias de hoje, a nossa sociedade apesar de pobre, é uma sociedade de luxos. Seria impossível, antigamente, pensar em ver algo em movimento, ver a captação real de um momento ou até ouvir um simples ruido que não saísse de uma boca. Hoje em dia, em casa ou fora dela, vemos por todo o lado sequências de imagens, ouvimos vozes na rádio, na televisão, no computador, nos carros, nas lojas, em todo o lado conseguimos estar em contacto com estes novos media.

Podemos começar por falar da primeira fotografia que foi registada em 1838. Trata-se de uma fotografia urbana que apanha duas ruas de prédios e uma rua entre elas, esta fotografia deu-nos o primeiro registo de lugar, o primeiro retracto do ser humano, onde podemos observar cada pormenor, coisa que seria impensável se simplesmente lá passasse-mos no meio, pois há sempre mais do que aquilo que vemos para descobrir, existem muitos mais ângulos e ainda muitas mais perspectivas.

A voz, que tem o seu primeiro registo em 1877, tem a capacidade de registar todos os elementos expressivos de qualquer individuo. É mais presente que, por exemplo, uma fotografia, essa trata-se de uma forma mais plena de captar a presença.

Já as primeiras filmagens foram realizadas em 1888, no jardim de uma casa onde os actores aparecem a rir e a andar de um lado para o outro, intitulada de Roundhay Garden Secene é uma curta-metragem britânica considerada o primeiro filme da história ainda sobrevivente. Essas filmagens vieram revolucionar toda a geração que via só e simplesmente aquilo que era naturalmente visível, palpável e real.

As imagens em movimento são cinema, o cinema são imagens em movimento, dão-nos uma expansão visual fantástica para além de servirem de registo, de poderem voltar a ser vistas, de poderem ser inventadas e impossíveis (porque a imaginação cresce com o cinema). As imagens acima de tudo serviam como registo do passado – memórias.

A voz, a fotografia e as imagens em movimento são, sem dúvida, uma extensão dos sentidos, alargam-nos a capacidade de ver e ouvir, conseguimos ver (através de fotografias) e ouvir (através de filmes, gravações etc.) o que não conseguimos captar naturalmente, no momento, cara a cara. Com o registo da primeira voz, da primeira fotografia e da primeira imagem em movimento, todo o mundo começou a poder preocupar-se com os chamados pormenores, e isso acaba por completar o conhecimento do real.

Mais tarde, tudo isso deixou de servir tanto de testemunho de um acontecimento, de um momento e passou a servir mais de entretenimento. Daí veio tudo aquilo que conhecemos hoje, que nos entretém como grande parte dos programas televisivos, a propaganda, a publicidade, os programas de rádio, a música, os teatros, o cinema, etc.

Tudo isto é um fenómeno que veio alargar toda a percepção visual e auditiva daquilo que nos rodeia.

Soraia Lima

Espectacular demais para ter título.

Todos conseguem ver e ter noção de quão evoluíram os instrumentos que nos permitem captar os melhores ou mais importantes momentos. Já conseguimos chegar a filmar ou fotografar em 3D, só para ter uma pequena noção de a que passos andamos !

Não vou falar das novas televisões a 3D, nada disso. Mas sim da imensa qualidade que as últimas câmaras, seja de filmar ou fotografar. As coisas que se podem fazer, o que se pode mostrar, é de um feito espectacular. Venho mostrar-vos um fotógrafo que fez a famosa Aurora, Terje Sorgierd que com uma Canon 5D e usando Canon 17mm TSE, Canon 16-35mm II, Canon 24/1.4II e Sigma 12-24mm, criou projecto que não há palavras para descrever. 

A qualidade que as coisas tem hoje em dia, a sua sofisticação e simplicidade faz-nos agradecer tanto à evolução por termos estes regalos todos!

Mónica Almeida


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