Arquivo de Março, 2010

O nosso futuro “Sexto Sentido”

O tradicional tema de os seres humanos possuírem um sexto sentido é normalmente muito explorado em filmes e livros. Dito por alguns como sendo um sentido que seria capaz de conceder-nos uma visão sobrenatural das coisas ou ainda um novo sentido que integraria os outros cinco para aumentar as nossas percepções a um nível extra-sensorial, nasceu assim a tecnologia mais simples e interactiva do futuro.

O MIT (Massachussets Institute of Technology) um dos maiores institutos de pesquisa científica do mundo apresentou uma inovação denominada “SixthSense” ou “Sexto Sentido”. Um dispositivo portátil que promete mudar a vida do homem do futuro.

A demonstração desta nova tecnologia foi apresentada pela primeira vez numa conferência do TED, que reúne grupos de todo o mundo das áreas de Tecnologia, Entretenimento e Design. Pranav Mistry, é o génio que implementou e desenhou o sistema do “Sexto Sentido” mas, foi Pattie Maes do MIT que apresentou a mais recente inovação.

Deixo-vos de seguida o vídeo dessa mesma apresentação para vocês perceberem que nova tecnologia é esta, como funciona e de que maneira vai revolucionar o nosso quotidiano.

Absolutamente incrível não acham? A visualização das potenciais aplicações que esta inovação terá na nossa rotina diária provocou-me um sentimento de espanto cada vez mais intenso conforme se desenrolava a exposição de Pattie Maes e, aposto que, com vocês aconteceu exactamente o mesmo.

Este novo dispositivo portátil com sensores usados nas mãos incrementam o mundo físico ao nosso redor com informações digitais, criando assim, uma enorme interacção com o nosso meio envolvente.

Por agora, o “Sexto Sentido” ainda está em fase de protótipo, porém os responsáveis pelo desenvolvimento do projecto alegam que a sua produção em massa é perfeitamente possível e inclusive com um custo relativamente baixo (algo como o valor de um telemóvel).

Márcia Oliveira

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Televisão 3D

Ansiosos?

Eu também…

Marta Pinto Ângelo

Tim Burton, o mestre da imaginação!

Timothy Walter Burton, nascido em Burbank, a 25 de Agosto de 1958, é um cineasta americano com um gosto especial pelo lado sombrio.

Reconhecido pelos amantes deste mundo e respeitado pelos mesmos, as suas obras mostraram uma realidade diferente daquela que o mundo cor-de-rosa nos transmite.

Baseado na sua infância, onde se refugiava nos livros negros de Edgar Allan Poe e na personagem de Vicent Price, não foi de estranhar que a sua evolução para o cinema tivesse esses mesmos temas.

Apresenta-nos então ‘O Estranho mundo De Jack’, o mundo do Halloween, onde um esqueleto, Jack, farto da mesma monotonia, descobre outro mundo, o mundo do Natal e decide recriá-lo no seu próprio mundo.

É um estranho mundo, este mundo de Jack, mas apenas nos leva a pensar que nem todos somos iguais, mas não passamos da mesma matéria, todos temos as mesmas necessidades e satisfações, mesmo com aparências diferentes. O Jack aprendeu isso…

Adorado então pelo público, Tim Burton toma como seu protegido, Johnny Deep, que é avaliado como um dos melhores actores de todos os tempos, e especialmente indicando para filmes como os de Burton.

Com a evolução dos média, é impossível não acompanhar. E Tim Burton não alheio, revoluciona o mundo do cinema e da animação com o filme ‘Alice in Wonderland’.

Quem viu o filme em desenhos animados irá reconhecer muitas das personagens, estas com bastantes mudanças, adequadas também à mudança do mundo.

Este filme, em 3D, transportam-nos para um mundo surreal e real ao mesmo tempo.

Continuamos com a sensação que poderíamos estar ali, em Wonderland, pois o mundo dos sonhos também existe, e afinal é um filme de Tim Burton.

Na minha sincera opinião, mal posso esperar pelo próximo filme de Tim Burton a 3D, pois não só revolucionou o cinema, como o pensamento e o futuro.

Marta Pinto Ângelo

A luz eléctrica é invisível

” A luz eléctrica é invisível, nós nem damos por ela… ” Esta frase foi dita pelo professor na aula do dia vinte e três de Março do presente ano. Recordo-me desta frase porque ela me despertou. Apontei-a no caderno e fiquei a reflectir. Claro que isto é uma antítese. Como é que a luz pode ser invisível? Mas a verdade é que a frase faz todo o sentido. A invisibilidade da luz não é utilizada ao pé da letra. Não é que a luz seja invisível, claro, simplesmente já estamos habituados à sua presença. A luz está no nosso dia-a-dia com uma presença tão forte que nem nos apercebemos que muitos, ou melhor, a maioria dos instrumentos que utilizamos no nosso dia só funcionam graças à luz eléctrica.

Não me recordo felizmente de ter ficado sem luz, pelo menos, não fiquei sem luz o tempo necessário para lhe dar o devido valor. No entanto, não consigo sequer imaginar a vida sem electrecidade. O telemóvel, o computador, a televisão, o secador de cabelo, o microondas, o frigorífico, a máquina de café, o leitor de dvd, são apenas alguns exemplos de instrumentos fundamentais no nosso quotidiano que directa ou indirectamente precisam de luz eléctrica para funcionar. Tudo isto sem falarmos na luz que precisamos para iluminar as nossas casas, as ruas, estradas, enfim, uma infinidade de locais iluminados onde passamos, ou estamos diáriamente sem nos apercebermos que a luz é o elemento fundamental.

Quando Thomas Edison construiu a primeira lâmpada incandescente, não imaginou que o mundo fosse ficar tão dependente da sua invenção. Todo este mundo virado para a tecnologia é um escravo da luz eléctrica. Por consequência, todos nós que nos deixámos envolver por esta rede infindável de tecnologias cada vez mais avançadas, somos igualmente dependentes da luz. E tudo isto não é um problema. A luz eléctrica não é um problema, pelo contrário, a luz eléctrica é uma solução. O problema, no meu ponto de vista, é o facto de nós não termos consciência do quanto ela ( luz eléctrica)  é fundamental para nós. É neste contexto que o professor referiu que a luz eléctrica é invisível. Uma frase em que vale a pena reflectir.

Ana Filipa Fonte

Alice in Wonderland em 3D

Em, “Alice in Wonderland”, Johnny Depp é o Chapeleiro Louco e Mia Wasikowska a Alice de 19 anos de idade, que regressa ao excêntrico mundo que encontrou pela primeira vez quando era criança reunindo-se assim com os seus amigos de infância: o Coelho Branco, Tweedledee e Tweedledum, a Ratazana, a Lagarta, o Gato Cheshire. Neste filme, Alice embarca numa fantástica viagem para encontrar o seu verdadeiro destino e acabar com o reino de terror da Rainha Vermelha. Realizado por Tim Burton para a Disney, foi filmado para projecção a 3 dimensões com uma fusão de imagens reais e animações foto-realistas. Esta longa-metragem vem na sequência do filme original (realizado por Cecil Hepworh). Apresenta uma banda sonora baseada na história e inspirada na personagem principal, Alice.

Nesta película, o efeito 3D envolve o espectador no meio. Porém, este não desaparece porque é necessário utilizar óculos para conseguir visualizar os efeitos. A colocação de óculos para ver efeitos em 3D, retira o objectivo da imediação, isto é, o meio não desaparece. Assim sendo, a hipermediacia encontra-se superiormente ligada ao filme, porque sendo um filme basicamente em 3D, o estilo de representação visual lembra ao espectador o meio que ele usa para ver.

Milton Batista

“Nintendo 3DS” – Sem óculos especiais

O gigante japonês dos jogos de vídeo, Nintendo, anunciou o lançamento dentro de um ano de uma nova consola com imagens em três dimensões (3-D), que não necessita de recurso a óculos especiais.

Esta consola, provisoriamente baptizada como Nintendo 3DS será “a nova máquina de jogos portátil que sucederá à série Nintendo DS” da qual foram vendidos 125 milhões de exemplares em todo o mundo desde 2004.

A empresa japonesa mencionou ainda que o novo portátil será totalmente compatível com os jogos de modelos anteriores, logo, este novo “brinquedo” será capaz de visualizar não só jogos em três dimensões como também os mais antigos.

A nova consola será equipada com um ecrã de 4 polegadas (10,2 cm) de diagonal, ligeiramente mais pequeno que o da DSi. Terá também um joystick que permite deslocações em três dimensões, e um mecanismo de retrocesso que permitirá ao jogador, por exemplo, sentir fisicamente uma colisão de um personagem.

Quanto a preços, o grupo ainda não adianta valores mas sublinha que vai revelar mais pormenores durante a Feira Internacional de Vídeo Jogos dia 15 de Junho em Los Angeles.

Parece que a imediacia será, com esta nova tecnologia mais fácil de ocorrer pois, com a ausência dos tais óculos especiais para nos lembrarem que existe um “obstáculo” entre a ficção e a realidade é mais fácil nos esquecermos da presença do meio e, consequentemente, acreditarmos que estamos verdadeiramente dentro do jogo e vivermos todas as peripécias como se fossem reais.

Márcia Oliveira

O meio é a mensagem

Em todas as artes digitais ou não digitais, percebemos que o meio desempenha um papel importante. Ele é que cria a nossa imaginação e que nos dá informações indispensáveis para o decorrer da história. O meio ou espaço dá-nos a noção do tempo, da acção, da paisagem, entre outros pormenores importantes para o entender da história.

Nos livros, a descrição do espaço onde a história é relevante, é importante para nós mesmo imaginarmos esse “mundo” , mesmo que seja a partir de algumas palavras. Mas esse mundo que imaginamos é relativo, porque o espaço que imagino certamente é diferente da visão de outra pessoa. Já na fotografia a revelação do espaço só é uma e dá-nos a informação de maneira real e precisa, de maneira que a nossa imaginação aqui é irrelevante. O mesmo acontece com o teatro onde somos nós mesmos que presenciamos o espaço e o tempo, e todo o cenário, dá-nos os dados necessários. Na pintura as representações tentam se aproximar do real o mais possível, no entanto, nunca chegará a ser realmente real, pois para isso demoraria anos até que o pintor conseguisse captar todos os pormenores existentes do real num só quadro. Já no caso do cinema, esta é talvez a arte que nos dá o meio com mais pormenores e precisão, dando a ilusão do real. É precisamente este o objectivo, atingir o máximo de real possível, de maneira a que os espectadores acreditem que a história é real e comentem o filme durante dias até o esquecerem. No caso dos filmes em 3 dimensões, o real é cada vez mais perceptível. E mesmo que a história seja impossível como no caso de “Avatar”, nós somos imediatamente presos pelo mundo ficcional criado e todos os efeitos especiais utilizados.

 Nós somos desta forma, influenciados pelo espaço que decorre numa acção, seja ele em que arte se inserir; o meio é a mensagem, pois sem ele nunca entenderíamos onde é que a  história se desenvolve. E certamente não seria tão credível para nós, mas sim insignificante.

                                                                                                                                                                        Juliana Alves


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