Arquivo de Junho, 2009

DigArtMedia: como se aprende?

Self_Portrait_As_Others

Talan Memmott, Self Portrait(s) [as Other(s)] (2003).

O blogue DigArtMedia, tal como o programa de Introdução aos Novos Média a que está associado, acabou por ser, talvez inesperadamente, uma pequena experiência de ensino. De ensino como re-imaginação dos actos de comunicação que formalizam a aprendizagem em contexto escolar. Ao decidir integrar esta ferramenta no corpo do programa, como parte da reflexão colectiva sobre a mediação digital contemporânea, fi-lo sem saber exactamente o que poderia acontecer. É certo que tentei tornar o blogue não apenas parte integrante do acto pedagógico, mas algo que poderia interferir, até certo ponto, na forma do acto. Algo que acrescentasse à comunicação em sala de aula a possibilidade de individualizar os pontos de vista daqueles que, por força dos constragimentos institucionais que os reproduzem como professor e alunos/as, se vêem obrigados a encontrar-se a uma mesma hora a certos dias da semana durante algum tempo.

Este encontro forçado chamaria a atenção para um conjunto de objectos que caracterizam a tecnosfera em que vivemos e, ao mesmo tempo, construiria um vocabulário crítico para pensar os processos cognitivos, sociais e estéticos que nela se reconfiguram. Através do blogue, a realização daqueles actos de comunicação ficaria vinculada a uma prática de escrita partilhada enquanto extensão das interacções de cada um consigo mesmo que tornam possível a aprendizagem. Deste modo, a pergunta ‘como se aprende?’ parece poder voltar a formular-se, uma vez mais, nas suas múltiplas ressonâncias.

Aprende-se – e é isso que me voltam a dizer os textos escritos por vós ao longo destes quatro meses  – através de uma interacção entre as representações de que dispomos para pensar e dizer o mundo (e para nos pensarmos e dizermos a nós mesmos) e as novas representações que vamos construindo por efeito da mudança que o mundo faz em nós enquanto passa o tempo que é estarmos nele. Substituímos representações por outras representações, e ao fazê-lo percebemos a condição intrinsecamente mediada da cognição e da afecção humanas. Aquilo que nos acontece está sempre além daquilo que conseguimos representar. Aprender é, de algum modo, experimentar a insuficiência das novas representações no próprio momento em que abandonamos as velhas.

Por outro lado, este processo de re-representação, que nos mostra os enquadramentos sucessivos dos esquemas com que julgávamos ter fixado uma imagem do real, não é possível sem o investimento afectivo que permite ao mundo surgir como um objecto. Quer dizer que tenho que entrar na linguagem que me faz ser de um determinado modo para que o objecto do meu olhar se torne representável enquanto tal. E é esse jogo, entre afecto e cognição, que este exercício de escrita partilhada (e espartilhada) torna de novo tão claro enquanto jogo essencial da aprendizagem.

Havia um conjunto de regras iniciais, é certo, mas também um espaço para redefinir pelo uso o sentido dessas regras. E foi justamente isso o que aconteceu: a pouco e pouco, os pontos de vista individuais foram surgindo, os seus ângulos particulares, os seus modos de representação, os seus interesses, os seus afectos, os seus desejos, os seus objectos. E nessa retroacção aberta entre a ferramenta de escrita e o desejo de comunicar, a experiência da aprendizagem parece ganhar algo da sua liberdade fundamental. E o mundo parece abrir-se, por instantes, a esse modo de curiosidade de quem não tem ainda uma linguagem para falar dele.

MP

Arcade Fire, Neon Bible (2007).

Antologia DigArtMedia

ALBINO BAPTISTA O Cartão de Estudante na Era Digital

ANA SOFIA LOPES A Teoria Computacional da Mente

ANA TERESA SANTOS “O Meio é a Mensagem”

ANDRÉ MADALENO Efeitos Matrix

ANDRÉ RUI GRAÇA Eu, o Myspace e o 6º Sentido

ANDREIA CONDE Já não funcionas sem Internet?!

CARLOTA AMBRÓSIO Próteses Tecnológicas

CATARINA GODINHO Vários tipos de tecnologia num dia

CÁTIA TEODORO All is full of love

CLÁUDIA MARQUES ASCII History of Moving Images (1998)

DAVIDE VICENTE Um trampolim chamado U-Clic

DIANA MARTINS INÁCIO Uso, mas não abuso!

DIANA REIS Os vários tipos de sujeito

FÁTIMA MACEDO Ten Thousand Pictures of You

FILIPE METELO Computação gráfica – Animação digital!

FLORA GUERREIRO Inovação no Anúncio do Fonógrafo de Edison

INÊS MONTEIRO Dialtones: A Telesymphony

INÊS DE ALMEIDA O Futuro no Passado

JOÃO MARTINHO Loudness War

KAT COCKBILL Cyberpunk, na literatura uma visão do futuro

MARIA INÊS Milo

MARIANA DOMINGUES O sujeito digital numa nova perspectiva de intimidade

MORGANA GOMES Remediação musical

RICARDO BOLÉO A (des)personalização da escrita

SANDRA CAROLE TEIXEIRA Facebook

SANDRA CARDOSO Itinerário do Sal: Ópera Multimédia

SARA FERNANDES Vídeo de Pavla Koutského

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A Internet exercita o cérebro

Segundo tive conhecimento, um estudo da Universidade da Califórnia em Los Angeles (UCLA) afirma que navegar na Internet pode ajudar pessoas de meia-idade e mais velhas a exercitar o cérebro. Este estudo baseou-se em 24 voluntários com idades entre 55 e 76 anos, metade dos quais eram utilizadores experientes da Internet.

Cada voluntário foi submetido a um exame cerebral enquanto realizava tarefas de pesquisa na Web e leitura de livros. Ambas as tarefas provocaram uma actividade significativa nas regiões do cérebro que controlam a linguagem, leitura, memória e capacidades visuais. No entanto, a tarefa de pesquisar na Web activou adicionalmente outras regiões do cérebro que controlam o processo de tomada de decisões e o raciocínio complexo, mas apenas entre os que eram utilizadores experientes da Internet.

Segundo os investigadores, a Internet, em comparação com a leitura simples, disponibiliza um grande leque de escolhas que requer que as pessoas tomem decisões acerca daquilo em que vão clicar de forma a encontrar a informação relevante. Os cientistas sugerem contudo que os internautas “novatos” obtiveram resultados diferentes dos mais experientes porque não terão assimilado as estratégias necessárias para efectuar correctamente uma pesquisa na Internet.

 

Diana Martins Inácio

Spotify . Combate à pirataria musical!!

É notório o grande crescimento das artes e mais ainda quando falamos a nível musical. Por consequência, cresce também a pirataria musical, crime que ainda não foi possível combater e para o qual se procuram as mais variadas formas para sucumbir tal delito.
Foi criado recentemente a solução que consiste na criação de um serviço que preencha todas as necessidades dos amantes da música. É do Spotify que vos falo. Trata-se de uma aplicação que fornece ao amante da música uma gigantesca oferta, uma espécie de mistura entre o melhor do iTunes e do last.fm. Esta tecnologia permite ao utilizador ouvir a música instantaneamente através de um canal suportado pela tecnologia P2P.
Com uma qualidade equivalente à do MP3 de 160Kb/s, o Spotify oferece uma biblioteca musical vasta, em parte pelo facto de ter acordos com a EMI, Warner Music, Sony BMG e outras três majors que encaram de forma positiva este novo conceito de música. É a altura certa para acabar com a pirataria e continuar a ouvir os mais variados tipos de música à distância de um clique LEGAL.

Filipe Metelo

Windguru

http://www.windguru.cz/pt/

Este é um site bastante útil que nos possibilita saber facilmente as condições meteorológicas e foi especialmente pensado para os praticantes por exemplo, dewindsurf, kitesurf e muitos outros desportos náuticos.

Possibilita-nos uma pesquisa a nível mundial, sendo portanto possível saber as previsões de qualquer parte do mundo (Europa, Ásia, África, Américas, etc.) e de qualquer país e região litoral. Todos estes aspectos tornam este site uma ferramenta bastante útil para quem tenciona viajar e gostaria de saber as previsões do tempo e do estado do náutico.

No menu de Locais, basta seleccionar qual o país e o local de que se pretende saber as previsões, e rapidamente são-nos apresentados os principais dados de interesse, tal como: a direcção do vento; a ondulação; os períodos e direcções das vagas; a temperatura; a nebulosidade; e precipitação. As previsões abrangem oito dias (o dia em que é feita a pesquisa e os 7 dias seguintes), e várias horas do dia (de três em três horas: 05h, 08h, 11h, 14h, 17h, 20h). São-nos apresentadas de um modo fácil de identificar e compreender, usando gráficos ilustrativos e com cores alusivas às temperaturas acompanhadas dos respectivos valores.

Maria Inês

Walk2Web – Walk. Explore. Have Fun

Walk2Web

Em 2007, revolucionando o sistema de navegação na Internet, surgiu o Walk2Web, uma ferramenta de visualização que convida a uma pesquisa mais produtiva e até mais divertida.

Esta ferramenta permite ao utilizador saltar de site em site, ao mesmo tempo que mantém uma perspectiva de todos os percursos possíveis a partir de links existentes no site visitado em primeiro lugar. Assim, fica acessível uma rede de ligações que, decerto, permitirão uma melhor pesquisa e um conhecimento mais abrangente.

Na homepage de Walk2web, é possível pedir ajuda “ao vivo” ou aceder ao Walk2Web surfer’s blog.

Sandra Cardoso

The Beatles: Rock Band

A evolução dos jogos de consolas parece não ter fim! Ainda ‘ontem’ jogávamos Nintendo acompanhados pelo Super Mário, ou Sony com o rápido Sonic e hoje esses lendários personagens foram ultrapassados por algo inovador.

Para além dos milhares de novos jogos e consolas melhoradas, chegam-nos também novos métodos de jogar, que abandonam o uso do “velho comando”.

Um bom exemplo disto, são os novos jogos Guitar Hero, que nos posicionam no lugar dos músicos, e nos proporcionam a adrenalina e experiencia de tocar os seus instrumentos e dar voz aos temas aprendendo as suas músicas (tempos, acordes, tons, etc.). E ainda o divertido SingStar, que tem como objectivo cantar diversos temas em equipa e disputar o lugar de melhor vocalista. Existe uma enorme variedade de bandas e estilos disponíveis para estes jogos.

Finalmente a Aple Corps juntamente com os The Betles, pensou num projecto que trará aos fans a possibilidade de viver os gloriosos momentos de carreira dos ‘The Beatles’, uma das mais badaladas bandas da história da música! Não só será possível acompanhar a sua evolução e todas as suas conquistas, como também poder-se-á fazer parte da própria banda ao lado de Jhon, Paul, George e Ringo. Os cenários são fabulosos, e a virtualidade dá asas à nossa imaginação. Cores, formas, sons, vidas, dão a este projecto toda a sua criatividade.

Os temas são históricos e entre eles podemos destacar:

  • I Saw Her Standing There
  • I Want to Hold Your Hand
  • I Feel Fine
  • Day Tripper
  • Taxman
  • I Am the Walrus
  • Back in the USSR
  • Octopus’s Garden
  • Here Comes the Sun
  • Get Back

O seu lançamento está previsto para o dia 9 de Setembro de 2009. Aqui fica o vídeo, e o site oficial deste projecto:

http://www.thebeatlesrockband.com/

Maria Inês

Um futuro sem tecnologia.

Imaginamos um futuro onde a tecnologia impera. Um futuro onde aquilo que vemos nos filmes de ficção científica serão tão banais como usar um telemóvel. Um futuro onde o incrível avanço da tecnologia produzirá frutos nunca antes pensados. No entanto, o futuro que o filme ‘The time machine’ nos dá é completamente diferente. É certo que esse futuro se passa daqui a milhares e milhares de anos, numa era completamente longínqua da nossa, mas não deixa de ser um futuro deveras curioso que tem o seu sentido. Este filme, lançado no ano de 2002, teve a direcção a cargo de Gore Verbinski e Simon Wells, e é baseado na história de ficção científica de H. G. Wells. Alexander Hartlegen é um cientista do século XIX que perde a sua amada tragicamente, decidindo construir uma máquina do tempo para remediar essa situação. No entanto, após a ter construído, ao usá-la ele decide ir ao futuro para achar respostas para o seu tempo. Chega a uma época em que a tecnologia no dia-a-dia é como aquela que nós actualmente vemos nos filmes de ficção científica, no entanto, devido a todos os comportamentos excessivos e gananciosos do ser humano, fazem com que pedaços da lua caiam na terra. É neste momento que o cientista viaja oitocentos mil anos no futuro, chegando ao ano de 802.701 d.C. . Ao sermos projectados para esta nova era, em vez de encontrarmos uma humanidade altamente futurista, damos de caras como se fosse um ‘passado no futuro’. A tecnologia não existe bem como todos os outros progressos para os quais os seres humanos trabalharam. Esta humanidade tinha sido despida de todos aqueles bens materiais que acabam então por ser superficiais, notando-se bastante bem neste filme que sem eles, as pessoas entre ajudam-se muito mais, estabelecendo relações pessoais muito mais verdadeira. Trata-se de um filme interessante neste tipo de questões, dando-nos uma curiosa perspectiva de futuro para a humanidade. Um futuro onde a tecnologia e os progressos humanos ao longo de anos e anos desaparecem, e surge uma população mais humanizada. Um futuro um pouco irónico mas que não deixa de ser fiável.

Cátia Teodoro


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