Arquivo de Março, 2014

handwriting

The importance of typographical writing has changed how the world interacts and evolves, some might find digital writing “without” an essence of credibility that’s why we keep signatures hand written. Lets analyze whats going on now I’m writing a essay for New Media and i wouldn’t be doing it now without evolution. The creation of digital writing has enabled development why can easily share our works, letters, dissertations etc… With a simple click of buttons and copy pastes fingers don’t get as much tired as a hand. Creation of fonts have been giving web designers interesting tools for esthetics and the visualization of books have saved dozens of trees i would say.

Digital writing can be edited without the need to start over we can preview our mistakes and go make steps making productions in a great scale easier. Typographical mistakes are a miss, multifunction is oblivion. Thousands and millions of documents are being manufactured right now thanks to digital typing. Schools now are introducing a more digital way of studying recommending computers for storing personal data our university data base “infoestudante” gives us the possibility to download and upload files without the need of relocation.

A matter of authentication hand signatures and handwriting are unique production on a large scale of such is impossible, anybody can login a computer write corruption and upload it simple without being traceable. One thing digital writing cant replace is the simplicity of hand writing just grab a piece of paper and a pen and write, its not a matter of debate one would not live without the other we just cant forget what both have done to the world scattering information throughout the world and keeping us well informed.

 

 

Clive Castro

 

 

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Escrita e História

O prestígio da escrita é inegável. Outrora qualificada como imperfeita e perigosa por Aristóteles, este relegava-a para um segundo plano, tendo aqui Saussure encontrado uma fonte de inspiração no seu trabalho como linguista, ao impor a oralidade à escrita. No entanto, e conforme dito por mim primeiramente, a escrita exerce um efeito especial sobre a linguagem. Ela tem a capacidade de alterar o modo como vemos o Mundo.

Muitos foram os que, seguindo o exemplo de Aristóteles e Saussure, relegaram a escrita para segundo plano. Erradamente, a meu ver. Citando Ricouer: “(…) a escrita oferece recursos para o desenvolvimento de géneros literários distintos, como a narrativa, lírica, ensaio, entre tantos outros.”. Aqui está uma das maiores provas do carácter imperioso da escrita. Ela é, possivelmente, uma das formas mais lídimas que possuímos de modo a podermos exteriorizar o que vai dentro do nosso ser. Nos apogeus das diversas correntes literárias, com Alves Redol, Fernando Pessoa, Eça de Queiroz, Garrett, entre outros, era bem visível o poder que a escrita exercia no quotidiano. A ausência de elementos que pudessem facilitar o exercício da habilidade criativa da escrita foi, neste caso, um factor positivo. Ainda hoje o podemos constatar, na medida em que não há tantos autores que se evidenciem como outrora o faziam, isto no panorama nacional. Com o passar do tempo, a escrita atinge a imortalização, funcionando como que um meio de transporte entre a mente do autor, no passado, com a nossa, que estamos a ler no presente.

No entanto, o que é facto é que a escrita manual tem vindo a “perder terreno” para a escrita digital. A meu ver, tal sucede devido a um processo comunicativo, o qual temos necessidade de ampliar, mesmo que inconscientemente. Nas salas de aula, os cadernos e as canetas cada vez mais têm vindo a dar lugar aos computadores e tablets, fruto do avançar dos tempos. Apesar de ser apologista das TIC, defendo também que o método de ensino não seja alterado. Sim, aquele ao qual fomos sujeito e que, graças a ele, nos encontramos aqui, na condição de estudantes universitários. A passagem à escrita digital é etapa constituinte de um processo de evolução na mente humana, estando ao alcance de cada um aprender mais, ou menos, tendo em conta as suas apetências.

A sensação de ter um papel e uma caneta na mão é incomparavelmente distinta à de ter um teclado à nossa frente. Eu, como aspirante a jornalista, revejo-me em ambos os campos. Nada me tira a satisfação de poder encher uma folha de gatafunhos, desabafos, o que quer que seja, até porque foi a partir daí que saíram grandes obras da literatura; no entanto, também o meio digital se veio a revelar completamente substancial no meu modo de vida.

O aparecimento da era digital não deverá ser um argumento válido na aprendizagem deficiente da escrita manual, bem de como tudo o que lhe é inerente. Ambas se complementam.

Para finalizar, ressalvo algumas palavras outrora proferidas por Clarice Lispector, que foi jornalista e uma escritora bastante apreciada: “A minha liberdade é escrever. A palavra é o meu domínio sobre o mundo”.

Rui Tomás

Proximidade Instantânea

A ideia de guardar momentos, histórias, imagens e movimento é algo que muda de forma radical todo o panorama das lembranças; instituindo um mapa de códigos e símbolos que altera a maneira como nós próprios interagimos com o espaço da memória.

A lenta evolução, desde o daguerreótipo – que demorava cerca de 8horas a fixar uma imagem-  até às primeiras fotografias, para nos levar, depois, ao culminar da captação da imagem em movimento, as primeiras filmagens. Esta ideia de captar o movimento, como recortar uma situação do seu lugar e tempo, é-nos mais autêntica, porque sempre nos foi mais fácil acreditar naquilo que vemos. Funciona como um prolongar das próprias situações, um retratro real e crú, daquilo que foi.

Associada, inevitavelmente aos meios digitais, solucionou problemas como o contacto à distância – videochamadas, onde não só podemos ter a percepção da voz como a da própria expressão facial e pessoal. E com isto, tornou-se possível practicar a ideia de  aproximar o mundo, como se as distâncias terrestres, de repente, perdem-se o protagonismo e entrássemos, na era da proximidade fictícia. Não nego que a possibilidade desse contacto instantâneo seja algo de maravilhoso, que cria uma facilidade que acompanha não só o tempo e a sociedade em que vivemos, como também nos aconhcega o ânimo, quando alguém que gostamos está longe. Mas é preciso saber usar e não esquecer que as distâncias terrestres  continuam, afinal, a ser as mais reais de todas.

 

Rebeca Vendrell

Imagem Registrada

Tento imaginar as feições das pessoas do final do século XIX quando enxergaram pela primeira vez uma fotografia. O que, nos dias atuais, tornou-se uma atitude corriqueira em que todos que possuem um celular com uma pequena câmera podem registrar momentos diversos, naquela época o ato de fotografar era para poucos. Como quando surge qualquer nova tecnologia.

Joseph Nicéphore Niépce foi o primeiro a produzir uma fotografia (imagem abaixo) em 1826 e deste período até os dias atuais, muitos aprimoramentos ocorreram no desenvolvimento desta técnica de captar momentos. Uma forma de captar e de tornar algo durável que coloca um determinado espaço e tempo em algo que não se justifica por uma intervenção humana, mas sim pela supremacia mecânica de um aparelho.

Imagino que a capacidade da fotografia de registrar um momento único, tenha impressionado bastante a sociedade do século XIX, pois antes da fotografia, a pintura fazia este serviço, mas sempre com um toque fantasioso e não real da realidade, com o emprego de uma certa composição e síntese. Diferente da fotografia que demarca uma espécie de “veredito final” da realidade, ou seja, o que está diante dos olhos ao ver um positivo é real, e não pertence a um plano da fantasia, que surge através de um clique e não por meio de um pincel que adquire uma relação intima com a mão para definir o traçado das formas. É possível ver uma fotografia e imaginá-la ao vivo.

Outro aspecto que evidencia-se com o surgimento da fotografia é a capacidade de registro e imortalização da imagem. Mas como André Bazin traz em seu ensaio “A Ontologia da Imagem Fotográfica”, a fotografia e posteriormente o cinema foram dispositivos que o homem criou para de certa forma vencer o tempo e a erosão que este causa na existência carnal, contribuindo para um desejo antigo de vencer a morte. Um desejo também de registrar a realidade que chegou ao ápice com o advento da fotografia. Assim, retira-se o fardo das artes plásticas, colocando elas completamente em liberdade para investir na subjetividade.

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Joseph Nicéphore Niépce’s View from the Window at Le Gras. c. 1826.

Photo by J. Paul Getty Museum.

Fonte: http://www.hrc.utexas.edu/exhibitions/permanent/firstphotograph/#top/

Allan Moscon Zamperini

But First, Let Me Take A Selfie

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   Desde que a primeira fotografia apareceu, em meados do século XIX, o mundo começou a revolucionar-se a uma velocidade estonteante. As famílias poderiam deixar de contratar pintores para fazer retratos que nem sempre correspondiam ao real, passando, assim, a contratar fotógrafos que eram ainda pioneiros nesta nova área, que, anos depois, se começou a afirmar como arte. Deixando de parte a função artística da fotografia, concentremo-nos nesta como um simples registo de um acontecimento, reduzindo-a ao seu simples significado: foto-luz ; grafia-escrita.

     Qualquer todo o ser humano pertencente às camadas mais jovens sente a necessidade de tirar fotografias, quer seja para publicar em redes sociais, quer seja para recordar momentos importantes, ou, até mesmo, tirar uma fotografia só porque sim. A fotografia está tão banalizada que a população não se apercebe do seu verdadeiro valor, deixando cair no esquecimento anos de experiências efetuadas, pretendendo aperfeiçoar uma imagem num suporte físico ou digital. Se recuarmos 3 ou 4 gerações, não mais do que isso, verificamos claramente que quase não existem registos fotográficos dos nossos antepassados; isto porque ainda era um tanto ou quanto difícil ter acesso a equipamentos fotográficos e a pessoas que possuíssem conhecimentos para os utilizar.

     Somos bombardeados diariamente com fotografias publicadas no Twitter, Facebook, Instagram e afins, apenas com a finalidade de aumentar a popularidade dos respetivos utilizadores; tal coisa seria impensável aquando do surgimento que certas redes sociais, as pessoas limitavam-se a publicar fotografias para poderem ser encontradas na rede, para partilhar com parentes e amigos, ao contrário do que se sucede hoje. Uma fotografia era um registo do primeiro passo do filho de um casal, do primeiro dente caído, do casamento, da primeira viagem em família, do aniversário da prima, da tia, do irmão. Hoje são apenas um passatempo, um hobby enquanto estamos no carro, no comboio, a comer, à espera da próxima aula. O número das tão conhecidas selfies tem aumentado exponencialmente nos últimos meses, apenas porque achamos engraçado tirar uma foto em frente ao espelho ou com um amigo.

     Fazendo parte da população jovem, sim, admito que sou vítima de todos estes fenómenos mundiais e modas que se propagam rapidamente, que publico imensas fotografias na internet, que registo vários momentos do meu quotidiano com as pessoas com quem me relaciono; contudo, não deixo de reconhecer o valor que a fotografia tem e continuará a ter (embora posto de parte) no decorrer do tempo, não deixo de ter a noção das várias dificuldades que obstruíram o caminho da descoberta dos pioneiros desta área, bem como a sua importância na história da humanidade.

Ruben Alexandre Ferreira

Voz distante mas ao mesmo tempo presente.

Nos dias de hoje, falar ao telemível com uma pessoa é a coisa mais usual e natural de sempre. O facto é que nos primórdios da comunicação tudo era novo e existiam poucos meios para as pessoas comunicarem entre si.

Tendo em conta o desenvolvimento da comunicação, tudo começou com desenhos no chão, depois passou para símbolos e desenhos nas paredes, de seguida, o telégrafo, aparecendo, deste modo, o código Morse como comunicação. Anos depois, o telefone fixo e a seguir o telemóvel portátil e o computador veio atrás.

Actualmente é muito fácil comunicar com outras pessoas do que era antigamente. Com apenas uma chamada é possível fazer coisas que há milhares de anos não era possível.

O facto é que ouvir uma voz que pode estar no outro lado do mundo nos dá um certo conforto. É uma voz que nos confirma a presença da pessoa e nos deixa tranquilos.

Um exemplo deste conforto é se estivermos a ir sozinhos para casa e irmos a falar ao telemóvel com alguém parece que essa pessoa está presente e não nos sentimos tão inseguros.

No meu ver, o aparecimento do telemóvel trouxe mais vantagens do que desvantagens.

“Mr. Watson, come here…”

“…I want to see you.” Foram estas as primeiras palavras ditas ao telefone, pelo inventor creditado do mesmo: Alexander Graham Bell, em 1876.

Se hoje chegamos ao cúmulo da banalidade desta tecnologia ao utilizar o telefone para comunicar com pessoas que se encontram dentro da mesma casa que nós, quando surgiu esta invenção foi algo revolucionário e que transformou para sempre as comunicações à distância.

Os princípios básicos deste dispositivo passam por falar por um microfone e ouvir por um receptor, o que hoje parece uma tecnologia bastante simples. Mas viu-se no telefone grandes potencialidades quer a nível empresarial quer a nível particular.

Quem não gostaria de comunicar instantaneamente com alguém que estivesse longe? Quem não gostaria de abdicar das esperas pelo carteiro?

O telefone trouxe rapidez e instantaneidade nas comunicações e acrescentou-lhes proximidade com o outro. E se, quando o dispositivo apareceu, as chamadas tinham que ser mediadas por uma operadora, com o desenvolvimento dos novos média tudo é agora digital.

Não sei como terá sido ter, pela primeira vez, a oportunidade de ouvir alguém que não está perto. Presumo que terão sentido quase o mesmo que os meus avós quando tiveram o primeiro telemóvel e, por algum motivo, faziam aquilo que ainda hoje acontece: falar mais alto para terem a certeza que o destinatário ouve!

O que é certo é que o telefone é um aparelho que mudou bastante ao longo dos anos e que começou por ajudar a reduzir a distância entre duas pessoas, só pela proximidade que consegue através da voz, mas que hoje em dia serve para muito mais funções já que um telefone nunca é SÓ um telefone.

Apesar de todas as formas de comunicação hoje já existentes e desenvolvidas, esta continua a ser uma forma muito usada por toda a gente em todo o mundo, a todos os níveis. Tão depressa estamos a receber uma chamada a publicitar um cartão de crédito, como estamos a desejar os parabéns a uma tia-avó ou estamos a votar no nosso concorrente favorito de um concurso.

O que é certo é que o telefone entrou nas nossas vidas e está tão enraizado na nossa cultura que dificilmente sairá.

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Ana Sofia Gomes


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