Archive for the 'Televisão Digital' Category

O mundo dentro dos Media

Cada vez mais, somos confrontados com novos aparelhos que são lançados todos os dias, televisões topo de gama, smartphones, computadores, que com o tempo, cada vez mais, estes aparelhos se tornam mais transparentes, sempre com o objectivo de termos a melhor experiencia quando os usamos, permitindo com que sejamos absorvidos para dentro destes, perdendo noção de que estamos a olhar para um telemóvel ou para um computador, quase como se fossemos puxados para dentro destes aparelhos, para outra dimensão.

Por outro lado é sempre inevitável a completa absorção para dentro destes mundos electrónicos, pois estes aparelhos, ou o meio que nos rodeia vai impedir a completa experiência de Imediacia, ou porque o nosso telemóvel desligou ou abriu num menu, ou porque somos chamados para ir realizar alguma actividade ou até mesmo porque nesse mundo se está a passar algo que nos faz perder o interesse nele, fazendo com que comecemos a apercebermo-nos do que se passa à nossa volta, reparando que na verdade estamos a olhar para um simples aparelho electrónico, Hipermediacia.

Dando agora exemplos disto, quando estou a ver televisão, que no meu caso a televisão é fina e com contornos pequenos, e está a dar um programa que me interesse, eu sou completamente sugado para o mundo onde se passa o programa, ficando abstraído completamente do mundo que me rodeia, ou seja Imediacia, mas quando o programa vai para intervalo ou acaba e começam a dar publicidades ou até mesmo outros programas menos produtivos, o interesse com que eu estava no programa começa a desaparecer, começando a reaparecer os contornos da televisão, a parede onde ela está presa e todo o mundo que me rodeia. Concluindo a minha visão sobre o aparelho muda, sendo que deixo de ver através do aparelho e começo a ver o aparelho, sendo que ainda não são completamente invisíveis.

Será que algum dia estes aparelhos serão feitos de uma maneira em que deixe de haver Hipermediacia, e sejamos mesmo absorvidos para dentro do aparelho?

Não sei, mas eu ia adorar!

Tiago Marques

Espetáculo, Mídia, Sociedade

No primeiro episódio da quarta de temporada da série American Horror Story há um diálogo que julguei apropriado para começar este texto. A história que se passa em um circo de “aberrações humanas” enfrenta problemas financeiros para se manter e o esforço de trazer novas “atrações” para o circo, consequentemente atraindo um certo número de espectadores, é resumido na seguinte frase:

– “Os tempos estão difíceis. Graças aos comediantes no rádio, o pessoal está se divertindo em casa agora.”

Não somente essa frase em particular, mas momentos pontuais durante toda a temporada discutirão a questão do abandono da prática popular do circo e de suas consequências em detrimento ao advento de novas tecnologias. Freakshow se passa no ano de 1954, na Flórida, Estados Unidos. O escopo da série serve para pensar na teoria de Marshall McLuhan que, mais do que pensar nos médias apenas por seu viés evolutivo, coloca a questão da práxis social no entorno destes objetos.

Nesse contexto, a televisão ao mesmo tempo que distancia socialmente, cria um novo nicho, uma nova prática individualista, uma nova extensão humana em sua apreciação. Não mais a reunião coletiva em um determinado local onde códigos de conduta em grupo estariam sendo postos em prática. A televisão, com a sua alta necessidade de atenção e pouca chance de argumentação a partir do espectador acaba por erradicar a conversação social. Além disso, por causa de se alcance imediato e instantâneo, serve de instrumento ideológico.

Em uma entrevista de 1977, Marshall McLuhan afirma que entre o rádio e a televisão, a televisão estaria criando um certo tipo de analfabetismo. Isso é justificado a partir das opiniões professadas pela televisão ( o conteúdo ) e, mais ainda, salienta a eficácia e importância que o objeto eletrônico em si desempenha na sociedade: o que a televisão professa é algo verdadeiro, indiscutível ( o meio ).

Dessa forma, podemos entender o meio, além de um transmissor, como a própria mensagem, o que ratifica a máxima de McLuhan: ‘o meio é a mensagem’. Não só o seu conteúdo transmite, mas sua atualização objetual pressupõe uma série de adaptações pertinentes à sociedade. A “reclamação” que pauta o seriado descrito acima, ultrapassa os limites da pura novidade. Ela se calca na comprovação de que certas formas de cultura, como certos meio de comunicação, se revelam obsoletos conforme o homem continua a estender os seus domínios. E mais do que isso, o ambiente na qual esses meios convivem é afetado de forma, muitas vezes, irreversíveis.

Reúne-se agora em torno do meio, não mais do espetáculo.

Reúne-se agora em torno do meio, não mais do espetáculo.

André Luiz Chaves

Una familia on-line

Los medios digitales, las redes sociales, la mensagería instantánea… skype, facebook, facetime, whats_app, iMesnajes; son realidades con las que convivimos día a día, realidades que han entrado en nuestras vidas a través de la generación de los años 80 y 90.

Desde mi experiencia personal, como estudiante erasmus, la comunicación e información digital, y a través de Internet me permite seguir con mis rutinas, y mantenerme informada de lo que ocurre en mi país por los mismos medios de comunicación que utilizo a diario en España. Algunos ejemplos pueden ser páginas Web como www.elpais.com o www.rtve.es Estas páginas webs me permiten seguir la actualidad y ver el telediario de TVE mientras almuerzo, tal y como haría en casa.

Pero la comunicación on-line también llega a la comunicación de la familia, en algunos casos dañando la ecología de la comunicación. Dentro del núcleo familiar, este tipo de comunicación ha entrado de golpe a través de los hijos, primos o sobrinos; y no para de desenvolverse. Hace unos años, dentro de casa, mientras estabas en la habitación X y querias decirle algo a tu hermana que se encontraba en la habitación Y, te levantabas, ibas a su habitación y os comunicabais verbalmente; hoy en día esa ecología de la comunicación ha cambiado y coges el móvil y mandas un mensaje whats_app sin moverte de tu habitación. En este caso la comunicación tradicional está dañándose, sin embargo tiene otras muchas ventajas.

Otra vez, poniendo como ejemplo mi situación de estudiante erasmus. La comunicación on-line ha permitido que comunicarme con mi familia sea inmediato, con calidad y barato. Las llamadas telefónicas internacionales son excesivamente caras, y ya se ha perdido la costumbre de la correspondencia; por lo que resta la comunicación on-line. A día de hoy, mi familia y yo estamos en continuo contacto a través de la mensajería instantánea gracias a aplicaciones para teléfonos móviles como whats_app, o iMensajes. Además podemos vernos cuando queramos a través de skype, o FaceTime y mandar e-mails para información más detallada. Y también podemos enviar fotografías de lo que estamos haciendo en ese momento, notas de voz o incluso videos. Somos una familia on-line.

Cristina Rodríguez Díaz

O caso da droga invisível

Somos seres dependentes… dependentes da tecnologia para viver. Talvez isso possa ser explicado pelas facilidades que esta permite à vida das pessoas. Temos o exemplo do editor de texto que pode ajudar quem tem dificuldade em escrever correctamente sem o auxílio da máquina… mas até que ponto isso será benéfico se essa mesma pessoa ficar dependente da máquina em vez de procurar ultrapassar as suas dificuldades, concentrando-se na escrita manual?

A velocidade da tecnologia está a alterar o nosso relógio biológico. As pessoas querem fazer tudo à velocidade do computador, o que gera nervosismo e ansiedade quando se apercebem que tal não é possível. Queremos fazer tudo mais depressa e esquecemo-nos de que não somos máquinas! Tornamo-nos impacientes e não conseguimos lidar com a pressão que a tecnologia exerce sobre nós, correndo o risco de gerar problemas de auto-estima.

Quando ocorre uma falha numa dessas tecnologias, por exemplo, quando um individuo está a fazer um trabalho num computador, falta a luz e o trabalho não ficou guardado. Fica irritado, revoltado, entra em crise, questiona o porquê disso ter acontecido “porquê eu? Mas o que é que eu fiz de mal? Que porcaria! Agora vou ter que começar de novo! Mas porque é que eu não guardei o trabalho antes?”… parece que o mundo acabou…

Eu mesma já me encontrei numa situação bem desagradável. Preparei uma apresentação em PowerPoint para uma disciplina, na qual defendia uma tese… um trabalho que levou dias a preparar… quando chega o dia da apresentação o computador da escola não estava a funcionar e fui obrigada a apresentar o trabalho sem poder visualizar o que tinha preparado. Senti-me frustrada, revoltada… nem queria acreditar! Aquele trabalho era a minha segurança, o meu documento de apoio!

Esta dependência das tecnologias está a tornar-se um fenómeno cada vez mais presente. Uma pesquisa  realizada pela Universidade de Maryland, nos EUA, constatou que a dependência de telemóveis, computadores e tudo que esteja relacionado com a tecnologia pode ser considerada semelhante ao vício das drogas.  O estudo avaliou 1000 alunos (de dez países) com idades compreendidas entre os 17 e os 23 anos, que ficaram durante 24 horas sem telemóveis, redes sociais, internet e TV. Segundo a pesquisa, 79% dos estudantes avaliados apresentaram desde desconforto até confusão e isolamento. Outro sintoma relatado foi o de comichão, uma sensação  parecida com a de dependentes de drogas que lutam contra o vício. Alguns estudantes relataram, ainda, stress simplesmente por não poderem tocar no telemóvel.  Pela primeira vez, o vício na rede foi comparado com o abuso de outras coisas, como drogas e álcool.

O imediatismo da internet, a eficiência do iPhone e o anonimato das interações em chat tornaram-se ferramentas poderosas para a comunicação e até mesmo para os relacionamentos.

Vídeo que aborda a ideia defendida neste texto: http://www.youtube.com/watch?v=ezvq4d72PA4

Surge então a questão: “Até que ponto a nossa vida online não se sobrepõe à nossa vida offline?”

Seja qual for o país, capitalista ou socialista, o homem foi em todo o lado arrasado pela tecnologia, alienado do seu próprio trabalho, feito prisioneiro, forçado a um estado de estupidez.  (Simone de Beauvoir)

Daniela Fernandes

(In)consciência do meio?

Tema de escrita: Como podemos entender a relação entre ‘imediacia’ e ‘hipermediacia’ (por exemplo, num destes meios: televisão, cinema, rádio, computador pessoal, videojogo, pintura, romance, teatro?) 

A Teoria dos novos média digitais segundo Jay David Bolter e Richard Grusin em Remediation: Understanding New Media (1999) assenta em três conceitos: remediação, imediacia e hipermediacia.

Ao longo da História podemos observar uma remediação. Os média digitais são sempre remediações de outros meios (por exemplo da imprensa para o hipertexto electrónico), o que implica transformação ou adaptação. Contudo, a remediação não é só do meio velho para o novo, os meios velhos vão buscar características aos mais recentes para atrair novamente a população.

O conceito de imediacia (ou imediação) é analisado consoante os processos de transparência, neutralização e ocultação do meio. Opera segundo a lógica da transparência uma vez que o tem como objectivo ocultar a sua materialidade específica. Ou seja, podemos falar de imediacia quando não temos consciência da presença do meio, o espaço visual da representação é visto como espaço real. Um bom exemplo disso é um jogo ou um filme em 3D, já que nos deixamos abstrair do meio e entendemos a experiência como situação real, como se estivéssemos nesse mundo e fizéssemos parte dele, apesar de conscientemente sabermos que isso não é bem assim. A interface gráfica do utilizador (graphical user interface) segue o mesmo propósito, procurando ocultar-se. Exemplificando, quando abrimos uma pasta no computador não pensamos naquilo que acontece para que essa operação seja sucedida e a forma como o próprio ícone se apresenta (imagem de uma pasta com documentos no seu conteúdo) ajuda a criar um ambiente mais “natural”.

O conceito de hipermediacia (ou hipermediação) é analisado através dos processos de opacidade, estranhamento e revelação do meio. Actua segundo a lógica da opacidade uma vez que o meio se mostra e torna a sua presença visível (temos consciência dele). Quando contemplamos um vídeo no youtube e a meio ele fica lento chegando mesmo a parar, apercebemo-nos do meio, a relação de continuidade é quebrada.

A tensão entre imediacia e hipermediacia está  presente nos média e a cada conceito correspondem diferentes procedimentos que os favorecem, como por exemplo: na imediacia  a perspectiva linear representa  a ideia da tela como uma janela que mostra o que está para além dela, criando a ilusão de continuidade entre o espaço representado e o espaço real, já na hipermediacia temos uma multiplicidade de perspectivas a que podemos comparar com um espelho que reflecte o real; as marcas do pincel na superfície de um  quadro são esbatidas no caso da imediacia, enquanto que na hipermediacia essas marcas estão presentes.

A propósito de um vídeo que observámos numa aula intitulado de “A new dimension in TV”, aqui está o link de um vídeo que mostra o modo como tudo foi realizado:

 Daniela Fernandes

Meio, mensagem e receptor

Marshall McLuhan introduz, na sociedade contemporânea, várias metáforas, como por exemplo “o meio é a mensagem”, ao ponto de, essas mesmas metáforas, se terem tornado parte da nossa linguagem do dia a dia.

E isto porquê?

Podemos entender a afirmação “The medium is the message” da seguinte maneira: todo o próprio meio em si já tem um conteúdo, um conteúdo que tem a ver com a própria natureza do meio, por exemplo a televisão tem a imagem como conteúdo da sua própria natureza, o rádio o som e assim consecutivamente. O conteúdo de cada meio pode ou não influenciar a mensagem desse mesmo meio, pode influenciar muito ou pouco, no caso da televisão e do rádio, ambas passam notícias e têm como objectivo passar a mensagem ao receptor, mas vão ser recebidas pelo espectador de maneiras bastante diferentes pois cada desses meios tem um conteúdo diferente e apesar da mensagem ser a mesma, o conteúdo neste caso interfere na recepção da notícia, óbvio que podemos pegar naquilo que temos como conteúdo em casa meio e dar mais ênfase a tal, às imagens que se passam no decorrer da notícia – no caso da televisão – e no caso da rádio as palavras e a escolha acertada delas, mas mesmo assim, sem dúvida que a mensagem é sempre recebida de maneira diferente.

Podemos chegar à conclusão que o meio em si nunca é neutro, tem sempre uma mensagem para passar, um conteúdo próprio e uma recepção da mensagem sempre diferente devido ao conteúdo.

Já Jay David Bolter e Richard Grusin em “Understanding the New Media” falam-nos de um novo conceito – a remediação.

E afinal o que é isto da remediação?

A remediação não passa de uma simples transformação entre os novos média, ou numa definição mais complexa é a “lógica formal através da qual os novos média reformam as formas dos média anteriores”.

Alguns exemplos de remediações bastante comuns e simples: a pintura para fotografia, o teatro e o romance para cinema, o telefone para tele-conferência, a imprensa para texto electrónico etc, tudo isto são evoluções da maneira como a mensagem é passada de um meio para outro meio, por exemplo, retratar uma paisagem pintando ou, mais tarde, fotografando é sempre diferente, ambas retratam o real, mas uma com mais exactidão e realismo que a outra óbvio.

Resumidamente, existe uma enorme evolução e persistência em tentar fazer ver à sociedade as coisas como elas realmente são aos olhos dessa mesma. As mensagens que os meios nos passam, são cada vez mais perto daquilo que realmente vemos, afinal não se trata só de uma enorme bola de informação, conhecimento e corrupção, trata-se, acima de tudo, de uma enorme bola cheia de realismo.

Soraia Lima

A voz, a fotografia e as primeiras imagens em movimento

Nos dias de hoje, a nossa sociedade apesar de pobre, é uma sociedade de luxos. Seria impossível, antigamente, pensar em ver algo em movimento, ver a captação real de um momento ou até ouvir um simples ruido que não saísse de uma boca. Hoje em dia, em casa ou fora dela, vemos por todo o lado sequências de imagens, ouvimos vozes na rádio, na televisão, no computador, nos carros, nas lojas, em todo o lado conseguimos estar em contacto com estes novos media.

Podemos começar por falar da primeira fotografia que foi registada em 1838. Trata-se de uma fotografia urbana que apanha duas ruas de prédios e uma rua entre elas, esta fotografia deu-nos o primeiro registo de lugar, o primeiro retracto do ser humano, onde podemos observar cada pormenor, coisa que seria impensável se simplesmente lá passasse-mos no meio, pois há sempre mais do que aquilo que vemos para descobrir, existem muitos mais ângulos e ainda muitas mais perspectivas.

A voz, que tem o seu primeiro registo em 1877, tem a capacidade de registar todos os elementos expressivos de qualquer individuo. É mais presente que, por exemplo, uma fotografia, essa trata-se de uma forma mais plena de captar a presença.

Já as primeiras filmagens foram realizadas em 1888, no jardim de uma casa onde os actores aparecem a rir e a andar de um lado para o outro, intitulada de Roundhay Garden Secene é uma curta-metragem britânica considerada o primeiro filme da história ainda sobrevivente. Essas filmagens vieram revolucionar toda a geração que via só e simplesmente aquilo que era naturalmente visível, palpável e real.

As imagens em movimento são cinema, o cinema são imagens em movimento, dão-nos uma expansão visual fantástica para além de servirem de registo, de poderem voltar a ser vistas, de poderem ser inventadas e impossíveis (porque a imaginação cresce com o cinema). As imagens acima de tudo serviam como registo do passado – memórias.

A voz, a fotografia e as imagens em movimento são, sem dúvida, uma extensão dos sentidos, alargam-nos a capacidade de ver e ouvir, conseguimos ver (através de fotografias) e ouvir (através de filmes, gravações etc.) o que não conseguimos captar naturalmente, no momento, cara a cara. Com o registo da primeira voz, da primeira fotografia e da primeira imagem em movimento, todo o mundo começou a poder preocupar-se com os chamados pormenores, e isso acaba por completar o conhecimento do real.

Mais tarde, tudo isso deixou de servir tanto de testemunho de um acontecimento, de um momento e passou a servir mais de entretenimento. Daí veio tudo aquilo que conhecemos hoje, que nos entretém como grande parte dos programas televisivos, a propaganda, a publicidade, os programas de rádio, a música, os teatros, o cinema, etc.

Tudo isto é um fenómeno que veio alargar toda a percepção visual e auditiva daquilo que nos rodeia.

Soraia Lima


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