Archive for the 'Televisão Digital' Category

O mundo dentro dos Media

Cada vez mais, somos confrontados com novos aparelhos que são lançados todos os dias, televisões topo de gama, smartphones, computadores, que com o tempo, cada vez mais, estes aparelhos se tornam mais transparentes, sempre com o objectivo de termos a melhor experiencia quando os usamos, permitindo com que sejamos absorvidos para dentro destes, perdendo noção de que estamos a olhar para um telemóvel ou para um computador, quase como se fossemos puxados para dentro destes aparelhos, para outra dimensão.

Por outro lado é sempre inevitável a completa absorção para dentro destes mundos electrónicos, pois estes aparelhos, ou o meio que nos rodeia vai impedir a completa experiência de Imediacia, ou porque o nosso telemóvel desligou ou abriu num menu, ou porque somos chamados para ir realizar alguma actividade ou até mesmo porque nesse mundo se está a passar algo que nos faz perder o interesse nele, fazendo com que comecemos a apercebermo-nos do que se passa à nossa volta, reparando que na verdade estamos a olhar para um simples aparelho electrónico, Hipermediacia.

Dando agora exemplos disto, quando estou a ver televisão, que no meu caso a televisão é fina e com contornos pequenos, e está a dar um programa que me interesse, eu sou completamente sugado para o mundo onde se passa o programa, ficando abstraído completamente do mundo que me rodeia, ou seja Imediacia, mas quando o programa vai para intervalo ou acaba e começam a dar publicidades ou até mesmo outros programas menos produtivos, o interesse com que eu estava no programa começa a desaparecer, começando a reaparecer os contornos da televisão, a parede onde ela está presa e todo o mundo que me rodeia. Concluindo a minha visão sobre o aparelho muda, sendo que deixo de ver através do aparelho e começo a ver o aparelho, sendo que ainda não são completamente invisíveis.

Será que algum dia estes aparelhos serão feitos de uma maneira em que deixe de haver Hipermediacia, e sejamos mesmo absorvidos para dentro do aparelho?

Não sei, mas eu ia adorar!

Tiago Marques

Espetáculo, Mídia, Sociedade

No primeiro episódio da quarta de temporada da série American Horror Story há um diálogo que julguei apropriado para começar este texto. A história que se passa em um circo de “aberrações humanas” enfrenta problemas financeiros para se manter e o esforço de trazer novas “atrações” para o circo, consequentemente atraindo um certo número de espectadores, é resumido na seguinte frase:

– “Os tempos estão difíceis. Graças aos comediantes no rádio, o pessoal está se divertindo em casa agora.”

Não somente essa frase em particular, mas momentos pontuais durante toda a temporada discutirão a questão do abandono da prática popular do circo e de suas consequências em detrimento ao advento de novas tecnologias. Freakshow se passa no ano de 1954, na Flórida, Estados Unidos. O escopo da série serve para pensar na teoria de Marshall McLuhan que, mais do que pensar nos médias apenas por seu viés evolutivo, coloca a questão da práxis social no entorno destes objetos.

Nesse contexto, a televisão ao mesmo tempo que distancia socialmente, cria um novo nicho, uma nova prática individualista, uma nova extensão humana em sua apreciação. Não mais a reunião coletiva em um determinado local onde códigos de conduta em grupo estariam sendo postos em prática. A televisão, com a sua alta necessidade de atenção e pouca chance de argumentação a partir do espectador acaba por erradicar a conversação social. Além disso, por causa de se alcance imediato e instantâneo, serve de instrumento ideológico.

Em uma entrevista de 1977, Marshall McLuhan afirma que entre o rádio e a televisão, a televisão estaria criando um certo tipo de analfabetismo. Isso é justificado a partir das opiniões professadas pela televisão ( o conteúdo ) e, mais ainda, salienta a eficácia e importância que o objeto eletrônico em si desempenha na sociedade: o que a televisão professa é algo verdadeiro, indiscutível ( o meio ).

Dessa forma, podemos entender o meio, além de um transmissor, como a própria mensagem, o que ratifica a máxima de McLuhan: ‘o meio é a mensagem’. Não só o seu conteúdo transmite, mas sua atualização objetual pressupõe uma série de adaptações pertinentes à sociedade. A “reclamação” que pauta o seriado descrito acima, ultrapassa os limites da pura novidade. Ela se calca na comprovação de que certas formas de cultura, como certos meio de comunicação, se revelam obsoletos conforme o homem continua a estender os seus domínios. E mais do que isso, o ambiente na qual esses meios convivem é afetado de forma, muitas vezes, irreversíveis.

Reúne-se agora em torno do meio, não mais do espetáculo.

Reúne-se agora em torno do meio, não mais do espetáculo.

André Luiz Chaves

Una familia on-line

Los medios digitales, las redes sociales, la mensagería instantánea… skype, facebook, facetime, whats_app, iMesnajes; son realidades con las que convivimos día a día, realidades que han entrado en nuestras vidas a través de la generación de los años 80 y 90.

Desde mi experiencia personal, como estudiante erasmus, la comunicación e información digital, y a través de Internet me permite seguir con mis rutinas, y mantenerme informada de lo que ocurre en mi país por los mismos medios de comunicación que utilizo a diario en España. Algunos ejemplos pueden ser páginas Web como www.elpais.com o www.rtve.es Estas páginas webs me permiten seguir la actualidad y ver el telediario de TVE mientras almuerzo, tal y como haría en casa.

Pero la comunicación on-line también llega a la comunicación de la familia, en algunos casos dañando la ecología de la comunicación. Dentro del núcleo familiar, este tipo de comunicación ha entrado de golpe a través de los hijos, primos o sobrinos; y no para de desenvolverse. Hace unos años, dentro de casa, mientras estabas en la habitación X y querias decirle algo a tu hermana que se encontraba en la habitación Y, te levantabas, ibas a su habitación y os comunicabais verbalmente; hoy en día esa ecología de la comunicación ha cambiado y coges el móvil y mandas un mensaje whats_app sin moverte de tu habitación. En este caso la comunicación tradicional está dañándose, sin embargo tiene otras muchas ventajas.

Otra vez, poniendo como ejemplo mi situación de estudiante erasmus. La comunicación on-line ha permitido que comunicarme con mi familia sea inmediato, con calidad y barato. Las llamadas telefónicas internacionales son excesivamente caras, y ya se ha perdido la costumbre de la correspondencia; por lo que resta la comunicación on-line. A día de hoy, mi familia y yo estamos en continuo contacto a través de la mensajería instantánea gracias a aplicaciones para teléfonos móviles como whats_app, o iMensajes. Además podemos vernos cuando queramos a través de skype, o FaceTime y mandar e-mails para información más detallada. Y también podemos enviar fotografías de lo que estamos haciendo en ese momento, notas de voz o incluso videos. Somos una familia on-line.

Cristina Rodríguez Díaz

O caso da droga invisível

Somos seres dependentes… dependentes da tecnologia para viver. Talvez isso possa ser explicado pelas facilidades que esta permite à vida das pessoas. Temos o exemplo do editor de texto que pode ajudar quem tem dificuldade em escrever correctamente sem o auxílio da máquina… mas até que ponto isso será benéfico se essa mesma pessoa ficar dependente da máquina em vez de procurar ultrapassar as suas dificuldades, concentrando-se na escrita manual?

A velocidade da tecnologia está a alterar o nosso relógio biológico. As pessoas querem fazer tudo à velocidade do computador, o que gera nervosismo e ansiedade quando se apercebem que tal não é possível. Queremos fazer tudo mais depressa e esquecemo-nos de que não somos máquinas! Tornamo-nos impacientes e não conseguimos lidar com a pressão que a tecnologia exerce sobre nós, correndo o risco de gerar problemas de auto-estima.

Quando ocorre uma falha numa dessas tecnologias, por exemplo, quando um individuo está a fazer um trabalho num computador, falta a luz e o trabalho não ficou guardado. Fica irritado, revoltado, entra em crise, questiona o porquê disso ter acontecido “porquê eu? Mas o que é que eu fiz de mal? Que porcaria! Agora vou ter que começar de novo! Mas porque é que eu não guardei o trabalho antes?”… parece que o mundo acabou…

Eu mesma já me encontrei numa situação bem desagradável. Preparei uma apresentação em PowerPoint para uma disciplina, na qual defendia uma tese… um trabalho que levou dias a preparar… quando chega o dia da apresentação o computador da escola não estava a funcionar e fui obrigada a apresentar o trabalho sem poder visualizar o que tinha preparado. Senti-me frustrada, revoltada… nem queria acreditar! Aquele trabalho era a minha segurança, o meu documento de apoio!

Esta dependência das tecnologias está a tornar-se um fenómeno cada vez mais presente. Uma pesquisa  realizada pela Universidade de Maryland, nos EUA, constatou que a dependência de telemóveis, computadores e tudo que esteja relacionado com a tecnologia pode ser considerada semelhante ao vício das drogas.  O estudo avaliou 1000 alunos (de dez países) com idades compreendidas entre os 17 e os 23 anos, que ficaram durante 24 horas sem telemóveis, redes sociais, internet e TV. Segundo a pesquisa, 79% dos estudantes avaliados apresentaram desde desconforto até confusão e isolamento. Outro sintoma relatado foi o de comichão, uma sensação  parecida com a de dependentes de drogas que lutam contra o vício. Alguns estudantes relataram, ainda, stress simplesmente por não poderem tocar no telemóvel.  Pela primeira vez, o vício na rede foi comparado com o abuso de outras coisas, como drogas e álcool.

O imediatismo da internet, a eficiência do iPhone e o anonimato das interações em chat tornaram-se ferramentas poderosas para a comunicação e até mesmo para os relacionamentos.

Vídeo que aborda a ideia defendida neste texto: http://www.youtube.com/watch?v=ezvq4d72PA4

Surge então a questão: “Até que ponto a nossa vida online não se sobrepõe à nossa vida offline?”

Seja qual for o país, capitalista ou socialista, o homem foi em todo o lado arrasado pela tecnologia, alienado do seu próprio trabalho, feito prisioneiro, forçado a um estado de estupidez.  (Simone de Beauvoir)

Daniela Fernandes

(In)consciência do meio?

Tema de escrita: Como podemos entender a relação entre ‘imediacia’ e ‘hipermediacia’ (por exemplo, num destes meios: televisão, cinema, rádio, computador pessoal, videojogo, pintura, romance, teatro?) 

A Teoria dos novos média digitais segundo Jay David Bolter e Richard Grusin em Remediation: Understanding New Media (1999) assenta em três conceitos: remediação, imediacia e hipermediacia.

Ao longo da História podemos observar uma remediação. Os média digitais são sempre remediações de outros meios (por exemplo da imprensa para o hipertexto electrónico), o que implica transformação ou adaptação. Contudo, a remediação não é só do meio velho para o novo, os meios velhos vão buscar características aos mais recentes para atrair novamente a população.

O conceito de imediacia (ou imediação) é analisado consoante os processos de transparência, neutralização e ocultação do meio. Opera segundo a lógica da transparência uma vez que o tem como objectivo ocultar a sua materialidade específica. Ou seja, podemos falar de imediacia quando não temos consciência da presença do meio, o espaço visual da representação é visto como espaço real. Um bom exemplo disso é um jogo ou um filme em 3D, já que nos deixamos abstrair do meio e entendemos a experiência como situação real, como se estivéssemos nesse mundo e fizéssemos parte dele, apesar de conscientemente sabermos que isso não é bem assim. A interface gráfica do utilizador (graphical user interface) segue o mesmo propósito, procurando ocultar-se. Exemplificando, quando abrimos uma pasta no computador não pensamos naquilo que acontece para que essa operação seja sucedida e a forma como o próprio ícone se apresenta (imagem de uma pasta com documentos no seu conteúdo) ajuda a criar um ambiente mais “natural”.

O conceito de hipermediacia (ou hipermediação) é analisado através dos processos de opacidade, estranhamento e revelação do meio. Actua segundo a lógica da opacidade uma vez que o meio se mostra e torna a sua presença visível (temos consciência dele). Quando contemplamos um vídeo no youtube e a meio ele fica lento chegando mesmo a parar, apercebemo-nos do meio, a relação de continuidade é quebrada.

A tensão entre imediacia e hipermediacia está  presente nos média e a cada conceito correspondem diferentes procedimentos que os favorecem, como por exemplo: na imediacia  a perspectiva linear representa  a ideia da tela como uma janela que mostra o que está para além dela, criando a ilusão de continuidade entre o espaço representado e o espaço real, já na hipermediacia temos uma multiplicidade de perspectivas a que podemos comparar com um espelho que reflecte o real; as marcas do pincel na superfície de um  quadro são esbatidas no caso da imediacia, enquanto que na hipermediacia essas marcas estão presentes.

A propósito de um vídeo que observámos numa aula intitulado de “A new dimension in TV”, aqui está o link de um vídeo que mostra o modo como tudo foi realizado:

 Daniela Fernandes

Meio, mensagem e receptor

Marshall McLuhan introduz, na sociedade contemporânea, várias metáforas, como por exemplo “o meio é a mensagem”, ao ponto de, essas mesmas metáforas, se terem tornado parte da nossa linguagem do dia a dia.

E isto porquê?

Podemos entender a afirmação “The medium is the message” da seguinte maneira: todo o próprio meio em si já tem um conteúdo, um conteúdo que tem a ver com a própria natureza do meio, por exemplo a televisão tem a imagem como conteúdo da sua própria natureza, o rádio o som e assim consecutivamente. O conteúdo de cada meio pode ou não influenciar a mensagem desse mesmo meio, pode influenciar muito ou pouco, no caso da televisão e do rádio, ambas passam notícias e têm como objectivo passar a mensagem ao receptor, mas vão ser recebidas pelo espectador de maneiras bastante diferentes pois cada desses meios tem um conteúdo diferente e apesar da mensagem ser a mesma, o conteúdo neste caso interfere na recepção da notícia, óbvio que podemos pegar naquilo que temos como conteúdo em casa meio e dar mais ênfase a tal, às imagens que se passam no decorrer da notícia – no caso da televisão – e no caso da rádio as palavras e a escolha acertada delas, mas mesmo assim, sem dúvida que a mensagem é sempre recebida de maneira diferente.

Podemos chegar à conclusão que o meio em si nunca é neutro, tem sempre uma mensagem para passar, um conteúdo próprio e uma recepção da mensagem sempre diferente devido ao conteúdo.

Já Jay David Bolter e Richard Grusin em “Understanding the New Media” falam-nos de um novo conceito – a remediação.

E afinal o que é isto da remediação?

A remediação não passa de uma simples transformação entre os novos média, ou numa definição mais complexa é a “lógica formal através da qual os novos média reformam as formas dos média anteriores”.

Alguns exemplos de remediações bastante comuns e simples: a pintura para fotografia, o teatro e o romance para cinema, o telefone para tele-conferência, a imprensa para texto electrónico etc, tudo isto são evoluções da maneira como a mensagem é passada de um meio para outro meio, por exemplo, retratar uma paisagem pintando ou, mais tarde, fotografando é sempre diferente, ambas retratam o real, mas uma com mais exactidão e realismo que a outra óbvio.

Resumidamente, existe uma enorme evolução e persistência em tentar fazer ver à sociedade as coisas como elas realmente são aos olhos dessa mesma. As mensagens que os meios nos passam, são cada vez mais perto daquilo que realmente vemos, afinal não se trata só de uma enorme bola de informação, conhecimento e corrupção, trata-se, acima de tudo, de uma enorme bola cheia de realismo.

Soraia Lima

A voz, a fotografia e as primeiras imagens em movimento

Nos dias de hoje, a nossa sociedade apesar de pobre, é uma sociedade de luxos. Seria impossível, antigamente, pensar em ver algo em movimento, ver a captação real de um momento ou até ouvir um simples ruido que não saísse de uma boca. Hoje em dia, em casa ou fora dela, vemos por todo o lado sequências de imagens, ouvimos vozes na rádio, na televisão, no computador, nos carros, nas lojas, em todo o lado conseguimos estar em contacto com estes novos media.

Podemos começar por falar da primeira fotografia que foi registada em 1838. Trata-se de uma fotografia urbana que apanha duas ruas de prédios e uma rua entre elas, esta fotografia deu-nos o primeiro registo de lugar, o primeiro retracto do ser humano, onde podemos observar cada pormenor, coisa que seria impensável se simplesmente lá passasse-mos no meio, pois há sempre mais do que aquilo que vemos para descobrir, existem muitos mais ângulos e ainda muitas mais perspectivas.

A voz, que tem o seu primeiro registo em 1877, tem a capacidade de registar todos os elementos expressivos de qualquer individuo. É mais presente que, por exemplo, uma fotografia, essa trata-se de uma forma mais plena de captar a presença.

Já as primeiras filmagens foram realizadas em 1888, no jardim de uma casa onde os actores aparecem a rir e a andar de um lado para o outro, intitulada de Roundhay Garden Secene é uma curta-metragem britânica considerada o primeiro filme da história ainda sobrevivente. Essas filmagens vieram revolucionar toda a geração que via só e simplesmente aquilo que era naturalmente visível, palpável e real.

As imagens em movimento são cinema, o cinema são imagens em movimento, dão-nos uma expansão visual fantástica para além de servirem de registo, de poderem voltar a ser vistas, de poderem ser inventadas e impossíveis (porque a imaginação cresce com o cinema). As imagens acima de tudo serviam como registo do passado – memórias.

A voz, a fotografia e as imagens em movimento são, sem dúvida, uma extensão dos sentidos, alargam-nos a capacidade de ver e ouvir, conseguimos ver (através de fotografias) e ouvir (através de filmes, gravações etc.) o que não conseguimos captar naturalmente, no momento, cara a cara. Com o registo da primeira voz, da primeira fotografia e da primeira imagem em movimento, todo o mundo começou a poder preocupar-se com os chamados pormenores, e isso acaba por completar o conhecimento do real.

Mais tarde, tudo isso deixou de servir tanto de testemunho de um acontecimento, de um momento e passou a servir mais de entretenimento. Daí veio tudo aquilo que conhecemos hoje, que nos entretém como grande parte dos programas televisivos, a propaganda, a publicidade, os programas de rádio, a música, os teatros, o cinema, etc.

Tudo isto é um fenómeno que veio alargar toda a percepção visual e auditiva daquilo que nos rodeia.

Soraia Lima

iPhone 4 – mais do mesmo…

Hoje, dia 8 de Junho, aconteceu a WWDC 2010, o evento anual para apresentar ao público os produtos da Apple. Este ano Steve Jobs apresentou o novíssimo iPhone 4. Este aparelho é uma evolução importante, que corrige as falhas mais flagrantes do seu antecessor e que coloca o telemóvel da Apple em pé de igualdade com as principais marcas rivais (Droid, Nexus One).

Assim, Jobs apresentou as novidades deste novo iPhone. O ecrã tem 3.5 polegadas e quatro vezes mais resolução (960×640 pixels). A câmera é de 5 megapixels, tem flash e grava vídeos em alta resolução (720 pixels). Há também uma câmera frontal para fazer videoconferência, só que o seu uso é extremamente limitado, já que só funciona entre aparelhos iPhone 4 e com ligação Wi-Fi. O aparelho é 24% mais fino. Vem com o sistema operacional iPhone OS (iOS) 4.0, que é capaz de executar mais de um programa ao mesmo tempo (multitarefa). O  chip agora é um A4 (cuja velocidade a Apple não revela, mas deve estar à volta de 1 GHz – bem mais que o iPhone 3GS e seus 600 MHz). Além do Google e do Yahoo, o navegador agora também permite escolher o motor de busca Bing, da Microsoft. O seu design quadrado traz o falado alumínio e vidro preto e as suas bordas servem de antena para GPS, Bluetooth, Wifi, 3G e GSM. Existe também uma versão na cor branca. É 24% mais fino que o iPhone 3GS mas tem 3 gramas a mais. Há o famoso segundo microfone que possibilita a eliminação de ruídos externos, dando maior clareza ao som nas ligações. A bateria foi melhorada (até 10 horas de navegação em Wi-Fi) e o preço continua acessível (nos EUA o de 16GB é 200$ e o de 32GB é 300$; nos outros países estão vinculados a contrato com a operadora). Será colocado à venda no dia 24 de Junho só para os EUA, França, Alemanha, Japão e Inglaterra. Em Portugal só estará disponível em Setembro.

Apesar de tudo isto, o iPhone 4 não tem nada de surpreendente, revolucionário ou mágico. Faltou a famosa frase “but there is one more thing”, que Jobs sempre utiliza para introduzir outra novidade. Desta vez não apareceram novas tecnologias futuristas, nada disso… Foi, pela primeira vez, “mais do mesmo”, apesar do slogan utilizado ser “This changes everything. Again.”.

Apresentação de Steve Jobs:

Vídeo de apresentação do iPhone 4:

Mónica Coelho

The Big Bang Theory

Entre todos os produtores de televisão responsáveis por revitalizar o género da sitcom que se popularizou com I Love Lucy (1951-1957), na década de 50, e que não sofreu muitas modificações desde então, Chuck Lorre responde com dois programas em que, ao associar pessoas completamente diferentes em encontros improváveis, traz para a o pequeno ecrã histórias e situações que são tão absurdas e exageradas que se tornam tragicómicas. Mas não deixam por isso de ser reais.

As suas séries e as suas personagens não têm o apelo exótico e misterioso como as de Lost, nem servem simplesmente como máquina de fazer dinheiro como as da série CSI. Não, a suas personagens são indivíduos banais e, provavelmente, é esse o grande segredo da sua empatia e sucesso com o público. Não passam de rapazes viciados em coisas não mais perigosas que World of Warcraft, Twitter ou Star Trek, não têm poderes, não estão presos numa ilha controlada pelos “outros”, não colocam óculos escuros depois de frases enigmáticas, nem citam Shakespeare perante uma cena de crime. São simplesmente rapazinhos um tanto ou quanto patéticos que, certamente, encontramos no nosso dia-a-dia.

Assim, simpáticos e adoráveis, Leonard Hofstadter e Sheldon Cooper são dois estudantes de física experimental e teórica, respectivamente, que compartilham um apartamento num prédio onde o elevador está sempre estragado, recebem as visitas quase diárias dos seus colegas Howard Wolowitz (o mulherengo do grupo, é constantemente alvo de piadas porque possui “apenas” um mestrado em engenharia) e Rajesh Koothrappali (originário da Índia, Raj não consegue falar com mulheres a não ser que esteja sob efeito de alguma bebida alcólica) e têm uma vida saudável segundo os padrões geek, o que inclui videojogos, junk food, visita semanal à loja de banda desenhada e disputas de poder utilizando um alto nível conceitual, tendo as suas próprias leis, às quais são completamente fiéis. Ambos têm problemas de relacionamento com outras pessoas que sejam diferentes deles, isto é, que se movimentem numa diferente esfera social.

Deste modo, tudo decorreria normalmente até que aparece a vizinha da frente. Penny é uma jovem bonita, que aspira a actriz e que vive sozinha do outro lado do corredor. A sua dinâmica social envolve também comida rápida, mas diferencia-se nos seus interesses que são, basicamente, feitos à base da televisão, revistas cor-de-rosa, saídas com as amigas, moda, namorados, rejeições pessoais e profissionais e uma carreira como empregada de mesa. Tal como os rapazes, ela não tem nada de especial que a diferencie de uma rapariga comum. Como eles não estão habituados a lidar com raparigas, sobretudo tão bonitas, as cenas cómicas repetem-se a um bom ritmo.

O intelecto puro e a “nerdeza” de Sheldon e Leonard contrastam comicamente com as habilidades sociais e senso comum de Penny. Eles discutem cosmologia, matemática, mecânica quântica, astrologia ou ficção científica. Ela discutiria a cultura pop. Para exemplo, é de referir que, por estar tão preso ao pensamento lógico e concreto, Sheldon é incapaz de perceber um sarcasmo ou uma metáfora, o que permite criar um rol de piadas à volta da situação. Da mesma forma, Penny não percebe muitas das discussões que os seus vizinhos têm, o que cria também situações cómicas. Ocorre então a junção, muito bem conseguida, de duas realidades completamente diferentes.

A par disto, as personagens estão constantemente rodeadas de novas tecnologias, e tanto Sheldon, como Leonard, Raj e Howard, são completamente dependentes delas, como se pode ver nos vídeos abaixo.

Concluindo, esta série poderia ser um exagero de uma realidade já existente, mas não. É simplesmente o aproveitamento de uma já existente, criando assim uma das sitcoms mais excelentes dos últimos anos.

Esta música, que abre cada episódio da série, em tamanho menor, conta basicamente a história do Universo:

Mónica Coelho

A Televisão: A aprendizagem através da imitação

A aprendizagem acontece através da imitação. Quando nascemos o nosso cérebro é completamente moldável, isto é, capaz de se adaptar. A teoria aceite é de que nascemos apenas com os instintos básicos de vida, como respirar, comer e chorar como mostra de descontentamento. A partir daqui o meio que nos rodeia ira influnciar a nossa personalidade e ainda mais, aprendemos a partir do modelo que nos apresentam. Daí o vinculo á mãe do bebé ser um factor preponderante para o desenvolvimento de uma criança.

Assim, tudo o que pode ser observado pode ser indirectamente aprendido pela observação de um modelo, ou seja, uma pessoa é capaz de se comportar apropriadamente numa situação sem que nunca tenha passado por ela anteriormente ou ainda que lhe tenham explicado como faze-lo.

Hoje em dia a televisão é um veículo de aprendizagem social. O conceito define-se por aprendizagem social porque deriva da observação e não da experiencia directa. A televisão ao apresentar modelos de comportamento social (por exemplo as telenovelas) e as suas consequências aumenta a possibilidade de influência nas pessoas. Ou seja, se aquilo que é observado se ajusta á vida e aos valores do espectador, a aprendizagem social é especialmente provável.

A televisão produz e reproduz relações sociais, porque é mais do que um meio de comunicação, é o  mais poderoso meio de comunicação de massas articulando-se  a todas as instancias sociais, quanto mais a aderência da população a um determinado programa mais a televisão se desenvolverá nesse sentido.

As pessoas encontram na televisão a maior fonte de estímulos para interacções sociais.

Escolhi um vídeo do youtube, como exemplo da influência que a televisão tem, independentemente da idade. Ainda que ela seja uma idade muito tenra…

Final de Lost

É verdade, a série que parou a América às terças à noite durante 6 anos, finalmente teve o seu final. Acabou no passado dia 1 em Portugal, tendo já terminado dia 25 de Maio na América do Norte.

Lost conta uma história de sobrevivência, redenção, fé, mas é no fundo, uma história sobre pessoas e o que faz as pessoas serem quem elas são.

Tudo começa com o desastre do avião Oceanic 815 numa ilha, aparentemente deserta. Mas rapidamente os sobreviventes descobrem que não estão sozinhos. Entre os “outros” (os locais da ilha) e um monstro de fumo, as personagens descobrem estações de um grupo de cientistas, a chamada Dharma Corp.

Durante 6 temporadas, ficamos a conhecer as personagens, o seu passado, o seu futuro e até a sua vida após a morte. Conhecemos os vários mistérios que a ilha oculta, entre eles, o do monstro de fumo, do facto de ser quase impossível conceber vida humana, e até de números que impedem o fim do mundo. Mas como diz o produtor executivo Steve Mulholland: “O grande mistério sempre foi, quem são estas pessoas?”.

É ao fim de 6 temporadas que termina uma série como nenhuma outra, uma série de “escala épica”, que utilizou a televisão como meio para chegar ao coração e às mentes das pessoas.

Agora de forma a relacionar com a matéria de Walter Benjamin, fica uma questão que eu não cheguei a perceber. Sendo uma série televisiva, com dvd’s à venda e toneladas de artigos promocionais, também se perde a aura quando a série termina? Isto é, sabendo que ainda podemos ver os episódios através dos dvd’s, da internet, etc, de que forma se altera a aura da série? Ou não é a aura da série que se altera mas a nossa, como espectadores que sabemos que não voltaremos a ver novas aventuras e mistérios?

João Monteiro

Ergo Proxy

Desde o fim da 2ª Guerra Mundial, o Japão abriu as portas ao Ocidente, principalmente aos Estados Unidos da América. Muitos baby boomers desse período tornaram-se entusiastas do modo de vida americano, nalguns aspectos radicalmente oposto à educação tradicional japonesa, rígida e dogmática. O país asiático mais ocidentalizado começou então a despertar a nossa curiosidade. Deixou de ser para nós apenas a terra da Nintendo, da JVC, da Toyota e da Yamaha, para ser a terra do Kurosawa, do Murakami, do Takemitsu e dos X Japan. A arte japonesa é já parecida o suficiente com a nossa para a podermos compreender com relativa facilidade. Os sites relacionados com este país recebem cada vez mais visitas, seja por curiosos que pretendem conhecer melhor esta cultura, ou por indivíduos mais aplicados que pretendem apreciar o que sai da Terra do Sol Nascente sem recorrer a traduções. Podemos até conversar com nativos através de programas como o Skype.

Um mercado em crescente desenvolvimento no mundo ocidental é o do manga e do anime, as bandas desenhadas e desenhos animados japoneses. Chegámos até a vê-los na televisão nacional, através do Dragon Ball na SIC e Samurai X na TVI. A SIC Radical tem transmitido ao longo dos anos vários animes, desde Naruto a Evangelion, passando por Fullmetal Alchemist e Cowboy Bebop.

O preconceito que surge em relação ao anime deve-se em grande parte ao aspecto infantil dos desenhos. As histórias de acção em ambientes coloridos, interrompidas por momentos de humor japonês, não conseguem cativar a maior parte dos espectadores adultos, e com razão. Mesmo assim, há por vezes excepções à regra que nos podem surpreender.

Em 2006 surge Ergo Proxy, um anime bastante diferente da esmagadora maioria dos outros. O seu estilo não é fácil de definir, mas penso que pode ser enquadrado na estética cyberpunk, já referida numa aula. O próprio visual foge às convenções do anime, sendo a sua atmosfera sombria algo de sublime.

Ao longo dos 23 episódios da série são abordadas várias temáticas e acções paralelas, pelo que não é possível fazer um resumo totalmente satisfatório. Encontramos andróides denominados AutoReivs, que ganham consciência da sua existência devido ao vírus Cogito, um pouco à semelhança do filme Blade Runner; vemos uma crítica a uma sociedade dessensibilizada, onde a atmosfera foi destruída por falta de amor ao mundo, e a indiferença perante o próximo torna-se algo de absolutamente comum; uma crítica, também, ao capitalismo, ao comunismo, e às políticas internacionais, principalmente no campo da emigração; entramos na mente de personagens com personalidades sólidas e verosímeis, cada uma com um objectivo na vida; e encontramos também uma vertente teológica curiosa, mas que surge a um ritmo um pouco rápido, sendo por isso difícil assimilá-la rapidamente.

Uma das vantagens do anime é a facilidade de reproduzir ideias, devido à ausência de actores reais, com limitações físicas. Parece-me que este campo foi bem aproveitado em Ergo Proxy, que combina de forma equilibrada a acção, a filosofia, o humor e o amor, sem nunca nos desapontar devido ao irrealismo de alguma cena ou a efeitos especiais de fraca qualidade. O único aspecto negativo em toda a série são os 2 episódios de fillers, que ocupam algum espaço de forma desnecessária, pois em nada contribuem para a história.

Recomendo Ergo Proxy a qualquer pessoa interessada em séries que a façam reflectir. O negro futuro aqui retratado não se encontra assim tão distante do nosso presente, e a busca pela identidade e pela verdade sempre acompanharam o homem pensante. Mesmo quem não pretenda intelectualizar a série, pode apreciá-la com base nos excelentes desenhos e nas carismáticas personagens.

Daniel Sampaio

YouTube – 5 anos de Entretenimento e Informação

Nada melhor que falar do site Youtube, do que quando este comemora 5 anos após o seu primeiro vídeo publicado. Ontem sexta-feira, dia 23 de Abril, este comemorou por assim dizer 5 anos de existência.

Primeiro vídeo publicado no Youtube

Teve o seu início em 2005, numa garagem em San Mateo, nos EUA, quando três antigos trabalhadores do Pay Pal (Chad Hurley, Steve Chen e Jawed Karim) criaram este site.

A meu ver, o Youtube é uma fonte inexplicável de multifuncionalidade.

Quantos de nós já utilizámos o Youtube como meio de consulta, ou até mesmo de entretenimento? Quantos de nós já vimos documentários quer para cultura geral ou até mesmo como meio de pesquisa? Quantos de nós já utilizámos o referido site para momentos de nostalgia e busca de um vídeo clip, ou simplesmente para ouvir alguma música que não ouvíamos há anos?

O Youtube é assim, e posso classificar para mim como a “minha” biblioteca audiovisual.

Neste momento uma pessoa que se ligue ao YouTube pode passar 1700 anos a ver vídeos (e esta contagem está sempre a aumentar), e nestes últimos cinco anos, o YouTube também se tornou indescritívelmente um dos grandes protagonistas da divulgação de conteúdos áudio visuais.

No momento é classificado como um arquivo multimédia gigante, com 100 milhões de vídeos vistos todos os dias.

Mas o seu êxito não parte apenas das mentes brilhantes que o criaram, mas também pelo negócio milionário de 2006, quando o Google comprou o site por 1,65 mil milhões de dólares (cerca de 1,13 mil milhões de euros) e pelos novos modelos publicitários que têm vindo a surgir, assim como pela legião de fãs que conseguiu em todo o mundo.

O vídeo em baixo conta a história destes nosso companheiro.

Ana Rita Freitas

Televisão analógica versus televisão digital

Numa altura em que as novas tecnologias são cada vez mais evidentes no Mundo actual fará todo o sentido falar sobre a evolução da televisão fazendo uma comparação entre a televisão analógica e a televisão digital.

Na década de 1920 Vladimir Zworykin conseguiu patentear um aparelho, o iconoscópio, que foi essencial para a invenção do televisor. Os primeiros aparelhos de televisão eram rádios com um dispositivo, um tubo de néon com um disco giratório mecânico, que produzia uma imagem vermelha do tamanho de um selo postal.

primeiro televisor

A televisão a cores surge apenas em 1954 na rede norte-americana NBC.

Hoje em dia deparamo-nos com a era da televisão digital. Este novo meio usa um modo de compressão digital para enviar áudio, vídeo e sinais aos aparelhos compatíveis com a tecnologia oferecendo a transmissão e a recepção de uma maior quantidade de conteúdos através da mesma frequência e  uma maior qualidade na imagem em alta-definição.

O ecrã da televisão passa do formato 4:3 (televisão analógica) para o formato 16:9 (televisão digital) possibilitando uma visualização mais abrangente por parte do espectador.

Os televisores mais modernos e sofisticados (como o LCD e o Plasma Full-HD) permitem uma exibição da imagem em alta definição. Através destes podemos, ainda, gravar vários programas e assisti-los mais tarde; há a possibilidade de receber informações sobre a programação, como por exemplo, os detalhes do capítulo de uma novela, série, ou então a sinopse de um filme. Podemos ainda parar a imagem em directo e retomar novamente mais tarde (interacção livre com os dados armazenados). Existe, igualmente, a televisão portátil digital que permite a visualização do som e da imagem em qualquer sítio e a qualquer hora, ao mesmo tempo que possibilita um fácil transporte (pode ser transportada dentro de um bolso ou até mesmo numa carteira).

televisão digital portátil

LCD Full-HD

Já a televisão analógica (televisão tradicional) não permite grande qualidade no som e imagem, pois por vezes há a presença de “fantasmas”, ruídos e interferências. Para este tipo de televisão é necessária uma antena para a transmissão do sinal da imagem, ao passo que na televisão digital isso já não acontece. De igual forma também não dispomos da vantagem de interacção com a televisão analógica uma vez que esta não está preparada nem possui um gravador digital no receptor ou conversor. Em termos estéticos este tipo de televisor ocupa muito mais espaço do que uma televisão digital.

Portanto eis que surge a pergunta “a máquina controla-nos ou nós controlamos a máquina?” referida no filme de Michael Wesch “The machine is us/ing us”.

Não existe nenhum momento em que não estejamos ligados à tecnologia. À medida que o tempo vai passando novos meios tecnológicos vão aparecendo e aperfeiçoando-se. Nós podemos controlar a máquina (neste caso a televisão, no qual decidimos o canal, os programas ou os filmes que queremos ver) mas a máquina também nos controla a nós, pois apenas com a televisão digital podemos obter uma imagem e som perfeitos e usufruir de um conjunto de vantagens que seria impensável com a televisão analógica.

A procura da “perfeição” da tecnologia leva-nos a querer, ou até comprar, equipamentos cada vez melhores e mais sofisticados.

Mónica Lima

iPad: Compact PC?

Ao longo do século,temos vindo a depararmo-nos com múltiplas mudanças nos média. Desde que foi inventado, o computador foi modificado um tão grande número de vezes que lhes perdemos a conta! Hoje em dia, temos computadores tão leves que os podemos levar dentro de uma mochila ou um mala de ombro. Do “monstro” que ocupava uma sala completa passámos a um aparelho pequeno, portátil e rotineiro que fez com que muitos de nós já nem consigamos viver sem ele.

Todos os anos surge uma nova “expansão” para o computador, ora em termos de software mais avançado ora em termos materiais, e é em termos materiais que eu pretendo falar.

A maior inovação deste ano é, sem dúvida o iPad. Criado pela Apple, é um computador super-portátil, que se assemelha ao iPhone ou ao iPod, da mesma marca. Estecomputador tem de medida diagonal 25cm, o que faz dele mais pequeno que uma revista, pesa apenas 0,7kg e 1,3cm de comprimento, aproximadamente. A alta resolução, o ecrã LED-backlit IPS de 25cm é críspida e vívida, que torna o iPad no aparelho perfeito para pesquisar, ver filmes ou fotos. O iPad, graças ao chip A4 da Apple, não tem sentido obrigatório para ser utilizado, ou seja, tanto o podemos virar para a esquerda como para a direita e conseguiremos sempre ver tudo tal e qual como deve ser visto. Ele utiliza uma tecnologia chamada IPS (in-plane switching), tem um ângulo amplo de visão de 178°. Assim, podemos segurá-lo da maneira que desejármos e mesmo assim ter uma imagem brilhante, com cores e contraste excelentes.

Para além do já conhecido software que a Apple utilizou no iPhone, o iPad inclui várias aplicações típicas da marca como o Safari (browser próprio da Apple), o iTunes e o iPod. O seu ercrã possibilita uma leitura fácil da informação contida nas páginas da Internet, assim como a sua fácil navegação. Outra aplicação deste computador é o iBooks, também já conhecida, em que podemos descarregar livros electrónicos para o aparelho e lê-los como se fossem livros reais. Também podemos contar com a aplicação de Mapas (imagens de satélite, como já conhecidas no Google Earth) que funciona como um GPS, Calendário que permite um planeamento de eventos e organização pessoal, e Agenda onde podemos colocar todos os dados de contacto das pessoas que conhecemos. Podemos assim falar num computador interamente compacto, tanto em informação como em proporção.

Resumindo, o iPad é um computador que agrega várias componentes do dia-a-dia de uma pessoa num simples e compacto aparelho. Mas com isto estamos a desvalorizar, cada vez mais, as maneiras tradicionais de organizar informação. Antes do aparecimento destas máquinas, as pessoas utilizavam agendas de mão para inserir datas importantes, números de telefone ou até aniversários; usavam leitores de CD’s se quisessem ouvir as músicas que mais lhes agradavam ou recorriam ao rádio; e, quando viajavam, recorriam a mapas impressos. Com isto podemos averiguar que esta máquina está, sem dúvida, a usar-nos, referindo-me ao vídeo de Michael Wesch. Hoje em dia, temos todo o tipo de informação aglomerado num computador ou numa agenda electrónica, pondo de parte todos os métodos tradicionais.

Patrícia Martins.

“Caminho das Índias” sob os efeitos da mediação

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  Esta é a mais recente produção da Globo, como já habitual desta produtora esta novela é bastante mediática. Contudo, foi através de um processo de mediação o computador com ligação à internet, que acedi ao meu e-mail e verifiquei uma mesagem com este mesmo video, que procurei e encontrei posteriormente no youtube. Este é bastante chocante dá-nos uma perspectiva que não nos é mostrada de forma alguma na novela, pelo contrário na mesma são nos apresentados cenários requintados e belos, que chegam até a dar-nos a ideia de uma sociedade com um nivel médio de vida. No e-mail assim como neste video são apresentadas situações muito chocantes, como o exemplo que irei dar a seguir: é ao rio que são lançados os cadáveres de pessoas mortas que não tem família, logo não possuem meios monetários para serem queimadas, estes corpos andam à durante um tempo ilimitado, até que cheguem as aves e os peixes para fazerem deles fonte de alimentação; quando as pessoas têm família e meios para tal, são postas a arder junto ao rio, o que não implica que os seus restos mortais andem pelo rio a fora, o que me causou uma impressão enorme e fiquei muito impressionada com tal facto. Além disto, é de referir que é junto do rio que as pessoas tomam os seus banhos, lavando também a roupa no próprio rio, algo de nojento e impensável na nossa mente Portuguesa.

  Com isto, podemos perceber as várias dimensões que os diversos meios de mediação nos mostram, e neste caso em específico o computador e a internet, meios de comunicação tão usados à partida com informação tão identica à partida, nos dão a ver duas interpretações tão distantes uma da outra, de um mesmo país a Índia. É assim também que os meios influenciam o sujeito, criando ideias e aparências que mais lhe convém, tendo em conta o objectivo final e o intuito com que são feitas essas mesmas ideias. A grande parte dos espectadores que seguem atenciosamente esta novela, descobrem automaticamente uma viagem que gostariam de fazer, pela visão bonita e enriquecedora que nos é mostrada do pais, pensando até os locais que teriam de visitar sem falta, tendo também a oportunidade de contactar com tradições e uma religião muito diferente ao que estamos habituados em Portugal.

E tu quanto te influencia a mediação? Qual te cativa e convence mais?

 

Diana Reis

Uma questão de interesses

A propósito do género “notícia televisiva”…

Hoje em dia há uma grande dicotomia entre o interesse público e o interesse do público. Sabendo que os assuntos do interesse do público são os que maior atenção captam, os meios de comunicação social dão relevo a histórias sensacionalistas, tragédias e escândalos ligados, preferencialmente, à vida de figuras públicas.

O vídeo do abandono de Santana Lopes à entrevista na SicNotícias, que uma colega aqui nos mostra, exemplifica bem esta realidade. A chegada de José Mourinho ao aeroporto da Portela é uma “notícia” que podia perfeitamente ter sido difundida em diferido (se é que alguém acha isso necessário). Não havia era necessidade de interromper o Santana que (é válido) se sentiu ofendido. Quer dizer, qualquer pessoa que estivesse interessada na entrevista se deve ter sentido. Qual é o tão grandioso interesse na chegada de um treinador de futebol? É mais importante o futebol que o estado da política em Portugal? Se a entrevista fosse a um político estrangeiro por conversação telefónica, por exemplo, o senhor havia de achar uma graça ser interrompido desta forma. Que imagem isto dá do nosso país?

Lembro-me de os telejornais durarem 30 minutos, já com as notícias desportivas integradas. Hoje, à excepção do Jornal 2 que, nesta altura, deve ser o único que se mantém íntegro na escolha e difusão das notícias, os telejornais chegam a atingir a hora e meia! ¾ das notícias que difundem são de cariz nacional, pregam-nos com “palha” até à exaustão. O mesmo não acontece em países mais evoluídos, onde os telejornais são bem mais curtos e dão bastante mais relevância a notícias internacionais. Será que os portugueses querem mesmo ficar fechados no pequeno mundo do “Jornal Nacional”? É deprimente saber que este formato lidera as audiências e o único ponto que me dá alguma esperança é pensar que pior é impossível e que por isso talvez um dia tenhamos um verdadeiro serviço de interesse público no horário nobre das nossas televisões.

Inês Monteiro


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