Arquivo de Abril, 2013

o mundo real num mundo virtual

Cada vez mais o real é transformado no vitual. A Humanidade é capaz de fazer tudo sem sair de frente ao computador.

Com o aparente poder que é dado ao Homem vem, como sempre, grande responsabilidade. O acesso à arte a partir da rede é facil, cómodo, rápido e barato. Mas nada substitui a presença física e o olhar directo sob qualquer representação artística. Por isso, nós devemos de usufruir deste meio olhando para este como uma espécie de apêndice. Assim a visita virtual deve ser feita para dar luzes sobre o museu ou teatro ou concerto, que posteriormente deve ser complementado pela visita real ou ao contrário, após a visão directa sob tal representação, coma intuição de perceber melhor um aspecto em particular, algo que naquele momento  escapou em frente ao dispositivo ligado á rede sentado na cadeira apreciar e aproveitar a oportunidade que é dada.

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Viagem espacial metafórica

Tema de escrita: O que se significa viajar no espaço através de simulações óticas? Que pontos de vista me são dados pelos dispositivos?

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Viajar no espaço é uma expressão metafórica fortemente usada no dia-a-dia. Os meios digitais têm vindo a permitir que esta viagem visual metafórica seja uma simulação cada vez mais real.

Uma das mais recentes invenções digitais que permite esta nova perceção de espaço é, por exemplo, o 3D. Quando se fala em 3D, fala-se, portanto, de um ponto de vista tridimensional, um espaço que une o mundo real e o fantástico num único meio como, por exemplo, o cinema.

O que quer que tenha altura, largura e profundidade é considerado enquadrar-se dentro do mundo das três dimensões.

O 3D simula a existência real de volumes, formas geométricas, distâncias, profundidade de campo, etc.

No caso do cinema, digamos que o 3D ainda está a ser usado como um espaço a ser aperfeiçoado. É notória, ainda, a distância do real para o ficcional/ para o “não real”.

O 3D é, cada vez mais, um “produto” de uso constante na sociedade. Pode servir e ser utilizado para, por exemplo, visitas online a diversos espaços como museus, galerias; pode ser usado no Google Maps para identificar determinados locais de forma mais rápida; a nível profissional, na construção e modelação computacional de edifícios, que nos permite aproximar cada vez mais da realidade.

É concebido para todos mas não se entenda isto como estando ao alcance de todos, não ainda. Quero com isto dizer que não é qualquer pessoa que consegue desenhar em 3D ou qualquer pessoa que consiga aceder a uma fonte neste programa.

Atualmente já existem televisões e telemóveis que possuem esta espécie de programa mas não está ao alcance “do bolso” de qualquer um.

É preciso que haja uma noção de que o 3D de hoje em dia vai ser o passado do 3D do futuro.  Disto pressupõe-se uma evolução que ainda desconhece o seu apogeu.

Cristiana Almeida

novo conceito de viajar

Tema de escrita: O que se significa viajar no espaço através de simulações óticas?

 

Antes de mais, penso que escrevo sobre algo irreal. “Viajar” no espaço através de simulações óticas? Viajar implica espaço, implica estar, fisicamente, algures. Então, o que se faz com as simulações óticas não é viajar, é simular uma viagem… ou pode ser uma viagem mental e não física. Isso seria uma discussão muito longa sobre o significado de “viajar” que não interessa ter agora.

Admitindo (ou não) que se viaja, de facto, através das simulações óticas, a verdade é que isso significa muita coisa. Uma questão que se me levanta prende-se com o conceito de simulação. Afinal, o que é isso de simulações óticas? É qualquer representação ótica (uma coisa irreal) de algo real (o mundo). Assim, uma pintura é uma simulação ótica, assim como uma fotografia. Se formos mais longe, o próprio vídeo também o é. Já para não falar do holograma. Todas estas são simulações óticas do mundo, mas todas são diferentes, porque todas têm um grau de simulação diferente. Pode dizer-se que uma pintura simula bem, uma fotografia simula muito bem e um vídeo é a simulação mais próxima da realidade – isto, claro, geralmente.

Viajar no espaço através destas simulações significa bastante. Há já milhares de anos que se fazem simulações óticas da realidade (as pinturas rupestres ou os desenhos egípcios), mas nunca como hoje elas tiveram tanto poder de nos proporcionar uma sensação de viagem no espaço. Comparando com o período histórico em que estamos, concluo também que, nunca como hoje, as pessoas puderam viajar tão facilmente.

Hoje em dia, há escritores que conhecem mentalmente lugares onde nunca estiveram presencialmente, usando ferramentas digitais como o Google Earth Street View para os auxiliar na construção literária desses espaços. E, note-se, há casos em que o conhecimento do espaço é bastante pormenorizado. Outra consequência de viajar no espaço por via dessas simulações pode ser vista na resolução de crimes por parte de entidades policiais, por exemplo.

Um caso curioso que me vem agora à memória é a existência de canais televisivos cuja função é exibir, constantemente, filmagens (simulações) de lugares e paisagens pitorescos. Ao escrever este texto, pensei mais a fundo sobre isso: afinal, porque é que existem tais canais? Porque as simulações óticas daqueles lugares conseguem satisfazer em certa medida quem as vê. Talvez esses canais sejam o mesmo que eram os quadros na parede há cem anos atrás… A função pode ser a mesma…

Mas o caso que, pessoalmente, mais me choca é a capacidade de um vídeo transmitir a sensação de vertigem em quem o vê – e sei disso por experiência própria. É realmente interessante concluir o quão próximo da realidade as simulações óticas se têm tornado e, consequentemente, ver como as viagens no espaço simuladas se têm tornado cada vez menos “mediadas”, menos irreais.

Ricardo Almeida

Ella me mira…

“Ella me mira” es lo que dice mi padre cuando sentado en el sofá observa la reproducción de un fragmento de un cuadro de Gustav Klimt comprado en IKEA. Se trata de un fragmento de la obra Water Serpents I, tan solo la mujer que se encuentra en la parte inferior del cuadro.

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Aquí se encuentra el primer punto en el que la reproductibilidad técnica afecta a la obra de arte, no es el cuadro entero, que se trata de varias mujeres tumbadas, IKEA nos muestra a penas una mujer. IKEA vende en decenas de países, y esta mujer estará en cientos de salones, y muchos de sus propietarios desconocerán su pintor, o el cuadro real. La reproductibilidad técnica permite una transformación sobre la obra de arte, que priva al consumidor de su total conocimiento. Además IKEA “censura” la imagen, pues el pecho y el vello se omiten en la reproducción vendida en tienda; perdiendo el sentido salvaje y sensual que en mi opinión Klimt intenta transmitir con la desnudez.

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Además al ser una reproducción no estás viendo realmente el cuadro de Klimt, no la estás viendo a ella, y ella no te está mirando. Klimt consigue con este cuadro, pintar los ojos de la mujer, de forma que estés donde estés, sus ojos te miran. Pero la experiencia, la sensación de que realmente te miren esos ojos desde el verdadero cuadro debe ser indescriptible.

La reproductibilidad técnica permite que mi padre tenga un pedazo de Klimt en su salón, pero la experiencia nunca será ni parecida a tener un Klimt verdadero.

Cristina Rodríguez Díaz

Viajar a partir de casa

Tema de escrita: O que significa viajar no espaço através de simulações ópticas? Que pontos de vista me são dados pelos dispositivos?

Viajar no espaço através de simulações ópticas, é uma das invenções mais significativas que alcançou a era em que vivemos. Antes a percepção que tínhamos do espaço era manual, através de um globo ou de um mapa que estavam sempre presentes em nossa casa ou então na sala de aula, e pelos quais descobríamos o Mundo que nos rodeava. Mas as coisas mudam e avançam, e hoje em dia podemos ver tudo através do nosso computador, sem que seja preciso um grande esforço.

Não estou a dizer que das outras formas não fosse divertido, mas as tecnologias mudaram e a nossa maneira de pensar e de ver as coisas também, e procuramos cada vez mais que as tecnologias satisfaçam de certa forma os nossos caprichos e tornem o nosso mundo cada vez mais avançado e fascinante. Podermos ver simulações ópticas no nosso computador e te-las ao nosso dispor, modificou as nossas vidas, tornou-nos de certa forma mais cultos tecnologicamente, mas também tornou a nossa vida mais divertida. Estas novas tecnologias são algo de magnifico e extraordinário.

Quando falo de viajar pelo espaço através de simulações ópticas, refiro-me ao exemplo que tenho mais presente e que mais me fascinou, o Google Earth. Tenho que admitir que é um “mundo” completamente novo para mim, mas quando tive oportunidade de explorar esta nova plataforma, achei excepcional aquilo que se pode descobrir apenas através do computador, principalmente os lugares que podemos visitar virtualmente. As imagens parecem-nos tão reais e tão próximas,  que quando  caímos realmente em nós, vemos que a percepção que tínhamos do mundo há uns tempos atrás é tão distante, que actualmente basta estarmos sentados em frente ao computador para podermos embarcar numa viagem e estarmos realmente onde queremos estar.

Obviamente que este tipo de plataformas não serve apenas para divertimento, mas também nos dá informações essenciais e importantes, para quem queira realmente embarcar numa viagem. Oferece-nos informação relevante sobre o clima, acerca dos locais que queiramos visitar. Temos variadas imagens, como por exemplo, de museus ou praias, conforme o destino que escolhemos. Temos informação acerca das estradas desse pais e por onde nos devemos orientar, também informação acerca das fronteiras. Mas além de tudo oferece-nos uma vasta galeria com imagens reais sobre os locais que nos interessam visitar na nossa viagem.

O mais interessante e também divertido é que estejamos onde estivermos não estamos  condicionados a pesquisar apenas sobre o nosso país ou cidade, na verdade podemos percorrer o Mundo inteiro, através desta plataforma, podemos ir desde Londres a Nova Iorque e desde Marrocos à China, todos os locais que sonhamos e não tivemos possibilidade de visitar. Podemos apreciar a sua paisagem e de certa maneira a sua cultura, esta plataforma oferece-nos toda a informação de que necessitamos, num espaço de segundos sem que seja preciso deslocar-nos do ecrã do nosso computador.

Na verdade, podemos nem ter a nossa viagem de sonho, mas no entanto, assim, não custa nada viajar, nem que seja virtualmente.

Marta Veloso

El museo en casa.

Desde que conocí el Google Art Project, como futuro historiador del arte tengo toda una serie de sentimientos que se contradicen con mucha facilidad.

Y es que, como buen estudiante de esta carrera, he visto a lo largo de estos cinco años (en España, el antiguo plan es así de largo) miles y miles de diapositivas con las que tener un apoyo visual a las explicaciones que los diferentes profesores me han dado a lo largo de mi titulación.

Para mi, son un mero apoyo visual, una forma de identificar una obra de arte, ponerle a ese nombre, fecha, autor y descripción forma. Aunque eso si, he de decir que gracias a ellas, cuando he tenido la oportunidad de visitarlas en algún museo, he perdido parte de la ilusión por verlas, o ya se como son, puedo ver su tamaño, sus imperfecciones, y eso como buen amante del arte es una gran frustración.

Bueno, el caso es que con el proyecto de la empresa de nuestro buscador favorito y normalmente página de inicio, los sentimientos hacia el son los mismos. Por una parte es toda una ventaja tener a mi alcance una serie de obras de museos tan dispares y lejanos como el MOMA de Nueva York o la Galeria Tetriakov moscovita, museos en los cuales no se si en algún momento de mi vida visitaré. Pero también el hecho de tener otras obras de museos cercanos a mi, como el Reina Sofía o el Thyssen Bornemisza  ya genera en un poco de malestar, se trata de una opinión muy personal y creo, que un poco incomprensible, pero a la vez tan acorde a los pensamientos de Benjamin.

Por tanto, y para terminar, he de decir que no encuentro una explicación lógica a ello, se que se trata de una potente herramienta de acercamiento cultural, pero a la vez una potente arma en contra de la industria cultural, todo un vaivén de sensaciones y opiniones.

 

Manuel Muñoz Ferrer

 

Encontro com as musas

Os museus abriram as portas… muitas das mais importantes casas das musas se tornaram mais acessíveis ao público. Para milhões e milhões de pessoas que tinham o interesse em saber como eras dispostas as mais famosas obras de arte da história em suas respectivas casas, foram criadas várias plataformas que contribuíram para esse acesso.

A importância dessa abertura implica na possibilidade de muitos estudantes e curiosos de diferentes sítios do planeta, se sentirem mais próximos do que antes era só possível através da reprodutibilidade em meios impressos, o que vinha ocorrendo desde a proliferação da imprensa.

As antigas imagens para existirem dependiam diretamente da visão e a boa manualidade do artista que a produzia, em diferentes técnicas como água forte, xilogravura e litogravura. Após o surgimento e uso da fotografia a partir do séc. XIX, o que antes parecia uma ideia do que a imagem representava passou a ser a cópia fidedigna do sujeito em questão. Mesmo assim, a noção de amplitude era restrita a impressão, além do que a qualidade e resolução da fotografia em se, subtrai muitos dos particulares compreendidos em uma pintura por exemplo, sintetizando suas nuances e pinceladas.

A nova maneira de explorar os museus trás a possibilidade de examinar minunciosamente as texturas e pinceladas produzidas pelos artistas em suas obras, o que em loco não é possível devido aos sistemas de alarmes e barreiras que impedem ao expectador maior contato, o que de certa maneira é muito justo por conta da salvaguarda das obras. Através do novo meio é possível caminhar pelos corredores e salas que estão presentes as obras de arte, possibilitando a muitas pessoas que em sua vida jamais teriam condições financeiras de fazer o mesmo percusso devido às distancias.

http://www.louvre.fr/llv/commun/home.jsp

Sem dúvidas os museus faturam muito com esse tipo de exposição virtual, a venda de suovenir e réplicas de pinturas famosas interessa a todos os visitantes e o qual é possível comprá-los através dessas plataformas.

Muitas pessoas questionam se esse novo método de visita  implicará numa possível queda nas visitas aos museus, mas essa possibilidades é totalmente remota; quem frequenta um museu é sem dúvidas alguém interessado por arte ou ao menos um curioso.  Além do que existe uma certa  mobilidade das obras expostas, variando as temática e gêneros.

Nem mesmo aqueles que não entendem nada de arte quando entram em um museu e se deparam com as obras que só tinham visto através de imagens são envolvidos e enfeitiçados pela “aura”  descrita por Walter Benjamim.

Luís da Paixão


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