Avatar ou Real ?

Quando jogamos um jogo onde nos é dada a possibilidade de criar um avatar  que tipo de avatar vamos escolher  ?

Será que de algum modo não vamos de certa maneira escolher um avatar  que  reflita  algo que secretamente gostássemos de ser se habitássemos naquele mundo fictício,? Será que não podemos considerar que de certo modo o avatar vai ser o nosso reflexo durante o jogo?   Respondendo as 2 perguntas anteriores resposta é sim pelo menos no meu caso!

Quando escolho um personagem num jogo escolho um que eu gostasse de ser naquele mundo, com a qual de certo modo me identifique ou pelo menos com a qual eu sinta vontade  de jogar .   na minha opinião os avatares são  de certo modo o reflexo de cada um de nós durante o jogo.  É o nosso avatar que os outros jogadores vêm e mesmo que falem ou comuniquem no chat não chegam a ver as nossas caras , por isso de um certo modo estão a falar para o nosso avatar.

Quando criamos uma conta numa rede social será que de certo modo não estamos também a  criar mais uma avatar nosso  atrás do qual nos escondemos?

A resposta aqui é sim e não, depende de cada pessoa!

Há pessoas que criam uma conta numa rede social e escondem- se atrás  de fotografias de outras pessoas ou qualquer outro tipo de  fotografias  e também os próprios nomes associados a essas contas não têm nada a ver com o real nome dessas pessoas .  nestes casos é um avatar como se fosse o de um jogo pois nada esta associado aquela determinada pessoa.

Mas a maioria das pessoas cria contas  com nome próprio  onde vai colocando fotos  e publicando coisas que podem refletir o que está a sentir ou a pensar num determinado momento. Aqui eu já não considero que sejam  avatar pois pudemos ver com quem estamos a interagir , pois não foi criada uma personagem, apenas foi criada uma conta que possibilita que uma pessoa comunique mais facilmente com quem deseja , mas sem se esconder atrás de um avatar e sem viver num mundo fictício .

Ambos os casos refletem a necessidade crescente que o ser humano tem em se comunicar com os outros , quer seja escondido atrás de um avatar , jogando um jogo , ou através de uma conta criada numa rede social como o  facebook.

Estaremos nos  dependentes  destes meios?

Luis Santos

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Hipermediacia vs Imediacia

A cada dia que passa, em cada upgrade  que os objetos tecnológicos que fazem parte do nosso dia a dia sofrem  mais eles vão aparentemente desaparecendo .

Cada vez mais a imediacia esta presente nas nossas vidas .

Os telemóveis estão cada vez mais finos e até transparentes os computadores portáteis ou fixos  assim como os tablets seguem o mesmo caminho estando cada vez  mais leves, mais finos  deixando de ter aquela moldura a volta do ecrã passando a ser tudo ecrã  as teclas desapareceram ,, tudo isto em nome  de uma evolução logica  que quer fazer com que o meio se torne invisível.

Hoje quando jogamos um  videojogo  ou quando vemos um filme  numa televisão das mais recentes / modernas  parece que somos transportados para aquele mundo e que passamos a fazer parte de toda a ação que esta a decorrer,  isso acontece  exatamente porque as televisões  tem écrans cada vez mais panorâmicos e alguns deles já tens a tecnologia 3D  que torna tudo ainda mais real.

Temos televisões que de tao finas que são e com toda a tecnologia que têm mais parecem pequenos portais que nos podem transportar para onde quisermos bastando para isso premirmos um botão.

No momento em que premirmos o botão começamos uma viagem que só acaba quando voltamos a premir o botão e desligamos a televisão, nessa altura voltamos a realidade!

Isto é a imediacia.

Mas há coisas que não mudam e na minha opinião não podem nem devem mudar.

Na hipermediacia, quando vamos ver uma peça de teatro , os atores estão la  ou próprio teatro , cenário tudo esta la e embora os atores seja excelentes ,  e nos possamos sentir de algum modo enredados / envolvidos na peça e em toda a sua historia , nunca perdemos a verdadeira noção de onde estamos , nunca perdemos a noção do espaço que nos rodeia .

Quando vamos ver uma exposição de pintura, por mais que apreciemos a obras expostas , a presença  das telas , das molduras  e das marcas de pincel ,danos a ver o meio a “janela “.

A imediacia está cada vez mais presente nas nossas vidas , fazendo desaparecer as janelas que nos separam do que nos estamos a ver, mas depois temos a hipermediacia que nós da a ver a tal janela  e que nos lembra da sua presença e do que nos separa daquilo que estamos a ver.

E apesar de todas as evoluções que existem e as que ainda virão nos nunca devemos perder por completo a noção de onde estamos e acho que esse é um dos papeis que a hipermediacia tem.

Luis Santos

Evolução sem fim

Desde que foi inventado e patenteado a  7 de março  de 1876 por Alexander  Graham  Bell , o telefone nunca mais parou de evoluir .

Deixou de ser um aparelho fixo, com a necessidade de estar sempre ligado a um fio e que para ser fazer uma chamado para outra pessoa tinha que se ligar para uma central e a operadora é que fazia a ligação com o numero para o qual se queria ligar. Abaixo vemos uma fotografia representativa de como seriam os primeiros telefones, que ao contrario dos de hoje que nos dão para fazermos varias coisas estes apenas davam para fazer chamadas.

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Mas também o telefone teve necessidade de evoluir, de tal forma que ainda não parou e ninguém sabe se algum dia ira parar, abaixo temos uma foto de um telefone do futuro.

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Telefone esse que segundo o seu inventor, vai conseguir prever as mudanças climatéricas que vão ocorrer, mas o que importa é podermos ver a evolução radical que existe entre o primeiro telefone, e um que ainda só esta em fase de projeto

Embora separados por mais de um seculo existe algo que é comum entre eles, algo que os une  e que nem por mais evoluções que haja  vai sempre continuar  a existir e a fazer parte da essência deste tipo de aparelhos.

Independentemente de outras funções que possam ter os telefones do futuro eles tal como os primeiros telefones servem para as pessoas comunicarem por voz sem a necessidade de estarem na presença umas das outras.

Se para a nossa geração isso já é visto como um dado adquirido, para os nossos antepassados isso era algo impensável. Como é que alguém poderia falar com outra pessoa sem estar perto dela?!

Ninguém hoje consegue descrever o que foi sentido quando foi feita a primeira chamada telefónica, apenas podemos através do que está escrito ver que foi algo que foi recebido com algum espanto e até com alguma desconfiança, pois como é que era possível estar a ouvir a voz de uma pessoa através daquele aparelho?

É claro que para as gerações posteriores essas exclamações podem não fazer sentido, pelo simples facto de que já nasceram num mundo mais tecnologicamente avançado. Mas se essas mesmas gerações estivessem naquela mesma altura em que foi feita a primeira chamada, muito provavelmente iriam ficar igualmente espantados e até desconfiados.

Sociedade Tecnológica

Vivemos em pleno século XXI, onde a tecnologia está cada vez mais presente sob as mais variadas formas no nosso quotidiano. Quem não tem pelo menos um telemóvel , um computador ou um tablet e pelo menos uma conta numa rede social seja no facebook ou em qualquer outra?

Claro que toda a tecnologia  tem as suas vantagens , sobre as quais  se puderiam passar horas a falar, mas também tem muitas desvantagens.dizemos que um telemóvel ou a internet nos ajuda a estarmos mais próximos uns dos outros. isso até pode ser verdade não o posso negar , mas será que também não ajuda a estarmos cada vez mais distantes?

Cada vez mais somos uma sociedade tecnologicamente dependente. Já não sabemos, nem sequer conseguimos imaginar viver sem um simples objeto como o telemóvel!

Quem já não voltou a casa simplesmente porque se esqueceu do telemóvel, ou quem já não stressou e ate ficou de mau humor porque o telemóvel ficou sem bateria ou sem rede?

Quantas vezes damos por nós no meio de um jantar ou de uma conversa, a ir a mala ou au bolso e pegar no telemóvel para mandar ou ver se recebemos uma mensagem?

Quantas conversas perdemos ou só apanhamos uma parte porque estamos concentrados a ler, a mandar uma mensagem ou a ver o que se passa nas redes sociais au invés de estarmos a conviver com quem esta ao nosso lado naquele momento?

Quem nunca chegou a casa e uma das primeiras coisas que fez foi ligar o computador para ver o que se passou de “importante” durante o pouco tempo em que esteve ofline.

Hoje em dia os jovens têm o seu primeiro computador ou/e o seu primeiro telemóvel cada vez mais cedo, sendo uma parte das vezes ainda umas crianças. Crianças  por vezes filhas de pais ausentes que para as compensarem lhes oferecem estes objetos ao invés de lhes darem algum tempo de atenção e carinho. Crianças essas que começam cedo demais a ser corrompidas em toda a sua essência por algo tecnológico que cedo demais lhes foi lançado para as mãos.

Por culpa de pais inconscientes que não tem a noção do mal que estão a fazer aos seus filhos ao darem-lhes acesso a estes objetos tecnológicos ,estando na maior parte das vezes a expor as crianças a inúmeros perigos que estão escondidos um pouco por todo o lado cada vez que é ligado um computador ou acedem a redes sociais onde muitas vezes ainda com alguma inocência falam com estranhos e sem o mínimo controlo por parte de um adulto, são induzidos a entrar num mundo que não lhes pertence e no qual não deveriam sequer estar!

Estaremos nós assim tao dependentes de tecnologia, que estamos cada vez mais a deixarmo-nos corromper por ela?

Luis Santos


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