Arquivo de Fevereiro, 2011

A presença dos média no nosso dia-a-dia

Actualmente os novos média são instrumentos indispensáveis no nosso quotidiano. Quem nos dias de hoje dispensa o uso da internet, não vê televisão, nunca ouve música no mp3, ou até mesmo fala no seu telemóvel ou envia sms’s? Antigamente usavam-se os jornais impressos de tiragem diária para manter as populações informadas, mas com o passar do tempo esse sector tem vindo a perder preponderância pois através da internet e televisão as notícias chegam ao destinatário de forma mais célere, em maior quantidade e em tempo oportuno. A internet permite-nos ser activos, dando-nos a possibilidade de opinar sobre os mais variados assuntos, e isso é bem visível nos blog’s, é ainda um instrumento de pesquisa importantíssimo pois podemos encontrar qualquer tipo de informação, sobre algum assunto de uma determinada época. A internet é um veículo preenchido por redes sociais vinculando as pessoas através dos seus contactos biográficos, existem ainda programas que estimulam a conversação exemplo o MSN ou mesmo o Skype que permitem a comunicação à distancia e aproximam culturas, esta comunicação é instantânea, rapidez que antigamente era praticamente impossível pois as pessoas comunicavam-se através das cartas, o que demorava varias semanas ou até mesmo meses a chegar. O computador e a internet tornaram-se ferramentas de trabalho indispensáveis nos dias de hoje. E podemos ver isso muito bem pois agora há pessoas a trabalhar em casa, a pagar as suas contas sem ter que sair e outro bom exemplo é este texto pois foi digitado para que todas as pessoas de qualquer parte do mundo com acesso há internet o possam ler. Em suma os novos média são imprescindíveis para toda gente que sente a necessidade de se manter informada.  Com a presença dos novos média, os povos de sociedades anti-democráticas e opressoras começaram a consciencializar-se que estava nas suas mãos alterar sistemas políticos (como é o caso do Egipto, líbia, etc). Apesar de indispensável a informação recebida via internet deve ser filtrada , sendo importante apercebermo-nos da sua verosimilhança.

César jesus

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Os média e o medo da solidão

Os média fazem parte da nossa vida. Qualquer pessoa tem televisão, pelo menos um telemóvel, um computador e um acesso à Internet. Todos nós conseguimos nos manter em contacto com conhecidos [e desconhecidos, por vezes] a toda a hora, minuto, segundo da nossa vida. A verdade, é que um dos primeiros objectivos dos média é, precisamente, manter as pessoas informadas sobre o que se passa no seu país, no país vizinho, do outro lado do  mundo, na Lua, em Marte e, talvez um dia, em galáxias distantes.

Aquilo que eu gostaria de pôr em debate, algo em que só pensamos quando somos confrontados com isso, é: será que toda esta ‘conectividade’ não será uma forma de colmatar o medo que temos de nos sentirmos sozinhos? Reparem, quando não temos nenhuma actividade em vista, não temos trabalho e todos os nossos conhecidos estão ocupados, o que fazemos? A maioria corre para o computador, para o Facebook, Blogues, entre outros, ver o que os outros dizem e falar sobre aquilo que se passa. Antigamente, ninguém tinha necessidade disso! Não se via ninguém ir para a praça da sua cidade gritar “Maria Abreu foi ao médico e ele disse que está tudo bem” e depois, vinham conhecidos e desconhecidos com o polegar erguido: “Samuel Carreira gosta disto”.

A verdade é que todos temos medo. Temos medo de ficar sozinhos neste gigantesco mundo, temos medo de ser esquecidos, medo que não queiram saber de nós, medo de não saber o que se passou com o nosso ‘amigo’ da Tailândia, medo de perder contacto com o nosso amigo do infantário que não vemos desde…o infantário. Temos medo. Já se tornou patológico…E esse medo, essa solidão que NÃO queremos sentir, a única forma que encontramos para o afastar, é preencher o vazio que sentimos com todos estes meios de comunicação a que actualmente temos acesso. Para desta forma não nos sentirmos tão sós, tão vazios. Se tivermos a sensação que podemos ver tudo e todos e que todos nos podem e querem ver, ficamos com a sensação que somos pessoas ‘populares’ e felizes.

Se calhar, daqui a uns anos não ouviremos falar de idosos mortos nos seus apartamentos sem ninguém ter dado conta, porque nessa altura, os idosos vão ser os jovens de hoje em dia e as pessoas vão estar tão habituadas a ver as nossas publicações por tudo quanto é lado que vão [esperemos] acabar por achar estranho se passarmos muito tempo sem ‘dizer’ nada…Este é o lado bom desta necessidade patológica de comunicar tudo o que sentimos e vivemos.

Acho que todos precisamos de reflectir um bocado nisto e precisamos de largar este ‘víci0’ que se tornou querermos saber tudo no exacto momento que acontece.  O uso dos média não é algo mau, na sua essência, só não pode é afectar a nossa vida como pessoas.

Temos de usar, não ser usados.

[deixo este vídeo para demonstrar a forma como a nossa vida é influencia pelas redes sociais. Reparem no que o padre diz: “It’s official on Facebook and on My Book”

Laura Brito

Generation Y, Privacy and Facebook.

Generation Y, Generation 2.0, Net Generation, Digital natives, E-generations… All those terms describe this generation of people born from the end of the 70’s to the mid 90’s. This generation that grew up with new technologies and the emergence of the Internet. They learnt how to live the “web of life” and its principles: Community, Collaboration, Conversation and Customization and Internet became a part of their everyday lives. They work, get educated, communicate, discover … with Internet.

So, when Social Networks appeared at the beginning of the 21st Century, they just got used to it and learnt how it worked. One of the first which caught the public attention was MySpace; it quickly joined a lot of people and had also been a way an expression (for artists who wanted to show their work). But the most famous and controversial social network is still Facebook.

Facebook have been launched in February 2004 by Mark Zuckerberg with his college roommates and fellow computer science students. In four years Facebook registered 100 millions of users. And it reaches today around 600 millions of users. It became a part of social life. When you meet someone, you add it on Facebook, a few minutes after, to know more about him. Less talking, but more “e-discovering”.

How to consider Facebook? Is that a way of spying? Or a way to keep links with friends and family, whatever physical or psychological distances?

Where do the boundaries of private life come? It is hard for some people to keep things “private”, they like to share their lives with their networks. Facebook become to be a public zone, where they are comforted by the only “friends” ability to watch their news.

But do they know where their informations are going?

The most important controversy of Facebook is about privacy. Everybody can expose his life, telling where he is, what he does, who he is with, showing pictures… The problem is that it easily overcomes the privacy circle of contacts without realizing it. All along the years, we learnt that some executives checked Facebook profiles: before hiring, or to check them employee’s life. Or that it was a good way for parents to monitor their children’s lives, checking photos, contacts …

Are our lives going to be summarized by our Facebook’s publications? We can wonder if this is the future of Facebook, just being a trace of our past life ?

Julia Alberti

Dependência Social

As redes sociais foram de facto algo inovador para a sociedade, permitindo assim, ligar pessoas através de uma rede online na web, divulgando um página sobre si próprio com os interesses, fotografias, grupos filiados e amizades da própria pessoa. Claro que à partida todo o conceito é de facto útil. A possibilidade de interagir e comunicar com alguém do outro lado do planeta apenas e literalmente com um simples click ou reencontrar velhos amigos de infância que seguiram caminhos diferentes dos nossos sem sair do mesmo sítio.

Mas toda essa facilidade de acesso tornou-nos mais dependentes das redes sociais, e o que era apenas uma mera curiosidade tornou-se parte do quotidiano quebrando a rotina e obrigando-nos a uma constante actualização de informação dos nossos amigos. E como se não bastasse, aplicações e jogos tornaram-se um novo vício dentro do próprio vício da rede social. Assim como o valor da amizade que ganhou também uma nova dimensão. Os “amigos” virtuais que nós não conhecemos em pessoa ou que são apenas conhecidos adquirem o estatuto de amigo que outrora era criado com o tempo, e se para alguns os amigos são alguém com quem contar nos tempos difíceis, para outros os amigos são apenas um número na página pessoal que aumenta o ego e o estatuto social. E com toda esta nova interacção social entre “amigos” temos de estar sempre em constante actualização do que os nossos amigos pensam, falam, escrevem, fazem, dizem, ou até mesmo como interagem com os seus próprios amigos que a nós são desconhecidos. Até porque com inúmeros “amigos” e estando nós atentos a tudo e a todos, quem sabe se algum amigo de facto precisar, iremos estar ali tão perto para suporte emocional que a única coisa que iremos fazer é escrever um comentário no seu perfil.

Gustavo Fonseca gosta disto.

A presença dos Média no nosso dia-a-dia

Os média assumem mais ou menos importância conforme os (re)criamos, manipulamos, e os usamos para abrir portas às nossas opiniões. Desde os primórdios de transmissão de ideias até aos avançados sistemas de comunicação que hoje temos presentes, o objectivo foi sempre transpôr a barreira do “eu” solitário e criar um “eu” com o mundo, formando ideias comuns, projectos alucinantes,soluções…ou até fracassos.
Mesmo que as ideias demorassem a ser difundidas por meios impressos, as  publicações de notícias literárias, religiosas, políticas e artísticas na Europa dos inícios do séc XVI começaram a corresponder com sucesso às necessidades da população. Mas esta quis sempre mais, o que fez com que “Gazeta de Lisboa” se tivesse tornado num jornal que hoje todos conhecemos, o”Diário da República”.
Todos os nossos gadjets parecem estar imaculados com mil e uma funções para além das supostas… O telefone perdeu metade do peso e ganhou uma quantidade enorme de capacidades. E todos pensamos inconscientemente que “precisamos” de tudo isso, graças à estrondosa propaganda. Será que precisamos ou apenas queremos? O que veio para estragar em vez de acrescentar?, perguntamos nós…

Existe uma grande massa de pessoas que sente falta dos tempos em que ninguém sonhava na possibilidade de ter um facebook, nem ousavam em “postar” uma foto do que fizeram ao almoço, ou fazer um twitt de hora a hora sempre que o patrão dissesse alguma gafe no trabalho. Talvez na altura tivessem pensado “Vou partilhar isto com a família ao jantar”, quem sabe…

Inovação implicaria estarmos a criar algo novo, não apenas transformá-lo. A única coisa nova talvez seja toda a psicologia exercida nos meios de comunicação.
Será que alguma vez vamos conseguir criar um equilibrio emocional entre nós e os nossos média?

Margarida Rigueira Almeida

Os novos média nas relações sociais


«A vida imita a arte». A partir deste célebre pensamento de Oscar Wilde, estendendo-se ao que conceito dos novos média, o despretensioso e cómico vídeo da série virtual Twatif?, onde as personagens tentam agir em cenas corriqueiras diárias como se estivessem no sítio twitter, uma famosa rede social em que os usuários compartilham seus pensamentos em um microblogue de 140 caracteres, parecem traduzir uma das principais questões sociais contemporânea; Como os novos média influenciam no nosso dia-a-dia?

Partindo dos casos mais extremos, como a série de assassinatos em meados da década de 1990, cometidos por adolescentes sob influências de violentos videojogos, fica evidente que o fascínio pelo espectacular fenómeno dos avanços tecnológicos constitui na sociedade um sintoma de submeter-se as diversas distracções (aqui ao que também refere-se à entretenimento, como à falta de atenção) alienantes que interfere em seus comportamentos e relações sociais.

Para bem ou para mal, vivemos em uma época de grandes e rápidas transformações nos processos de comunicação, que tendem à tornarem-se cada vez mais parte dos meios tecnológicos, seja através do telemóvel, redes sociais virtuais ou mesmo dos videojogos online.

A brincadeira proposta pelo Twatif? mostra situações em que não há separação entre a “realidade” e o mundo virtual, as personagens passam a agir como nos meios electrónicos, e isto por ora implica em suas relações (seja no vídeo mostrado pela complicação na falta de caracteres, onde a personagem não consegue expressar com clareza a sua mensagem), passando a adoptar novos conceitos e linguagens ao uso diário. Essa reorganização da nova sociedade, organizada por os novos meios virtuais, pode aumentar a comunicação entre as pessoas, contudo diminui o contacto, ao que diz respeito ao espaço físico, entre elas. As relações humanas, cada vez mais, farão parte de um ambiente mediático, cujos impactos são imensuráveis.

Manoel Paixão Lordelo S. Jr

A presença dos novo média no nosso dia-a-dia

 

No caminho para a evolução Humana o útil tornou-se absolutamente necessário. Os novos média que nem sempre foram muito bem aceites pelas sociedades, sendo por vezes estereotipados ou conotados negativamente  com ilações como  sendo eles os responsáveis de uma sociedade mais comodista enfraquecida nos seus elos interpessoais. Isto pode ser visto nos mais variados âmbitos, seja no tempo que dispendemos a usufruir   dos mesmos, seja da forma como estes tendem a substituir determinadas formas de contactos entre os seres humanos, corremos o risco ainda de que muito bem informados e consciencializados estejamos isolados do outro. A Internet  por exemplo tornou-nos claramente mais comodistas e  podemos ter acesso aos últimos cd’s aos últimos filmes sem que para isso tenhamos que nos deslocar a uma loja ou a uma sala de cinema; o telemóvel inviabiliza inconscientemente os indivíduos de encontros quando enviamos centenas de mensagens em que  marcamos e desmarcamos os mesmos. Provavelmente uma das críticas mais contundentes é que a substituição de determinados média como por exemplo os jornais pelo noticiário televisivo ou pelos jornais online faz com que decaiam os bons hábitos de leitura.Voltando ao início e compreendendo que não se pode ser radical, os novos média através das novas tecnologias,  apresentam muitas características e funcionalidades positivas. Os média são sinónimo de conhecimento e evolução de cultura de massas, de um sinal profundo que a informação é acessível a todos, que o mundo se torna cada vez mais uma aldeia global, que a verdade é exposta e que o mundo se torna mais transparente e democrático!! Até mesmo os pontos negativos têm o seu quê de positivo pois tudo depende como utilizamos os meios à disposição. Os média afectam o nosso dia-a-dia desde que nos levantamos até que nos deitamos. Eles são os responsáveis para que nós saibamos o que nos rodeia, para que estejamos bem actualizados e para formarmos bem as nossa opiniões, existindo ainda outros pormenores  que nos podem escapar mas que são de extrema relevância, por exemplo, através dos meios de comunicação, através de redes sociais, podem alertar e mobilizar vontades. Veja-se o caso dos Países da Região do Magrebe  em que os povos pedem e exigem democracia quando se apercebem que outros povos o fazem!! Existe também o caso em que um telemóvel pode salvar uma vida: um transeunte ao aperceber-se de um acidente pode rapidamente  chamar uma ambulância. Podemos ainda comunicar com alguém que se encontra a uma distância enormíssima e que sem o telemóvel seria impossível ou mesmo através da Internet (Messenger). A Internet é, sem dúvida, uma espécie de enciclopédia e isso é bastante importante quando se levantam dúvidas em caso de estudo. Os média colocam também a possibilidade de podermos assistir a eventos que se passam do outro lado do globo em tempo real.

Em suma, devemos ser nós a controlar os média e não deixar que sejam eles a dominar-nos… visto que os média são uma arma importantíssima  de entretenimento, trabalho e investigação… é importante utilizá-los na justa medida  do interesse e da necessidade de cada um.

Pedro Polónio


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