Alone Together

“Technology (…) catalyzes changes not only in what we do but in how we think”

Sherry Turkle

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As tecnologias ao longo dos anos têm vindo a alterar os nossos hábitos e a nossa forma de pensar, de refletir e de perceção.

Sherry Turkle uma professora de Estudos Socias e Ciência da Tecnologia no Instituto de Tecnologia de Massachusetts, foca-se na pesquisa sobre a psicanálise e interação humana-tecnologia. Já escreveu vários livros em que estuda a psicologia das relações humanas com tecnologia, especialmente no domínio da forma como as pessoas se relacionam com os objetos digitais.

No início das suas pesquisas Sherry concentrou-se no modo de como os seres humanos se relacionavam com as tecnologias e como se projetavam nas mesmas, de certo modo e tal como a sociedade digital, as pesquisas de Sherry foram evoluindo ao longo dos anos, e se nos primeiros a questão era como entender as tecnologias e as nossas relações com as mesmas (o modo de interação, as mudanças causadas na sociedade e consequentemente como estas modificavam os hábitos e forma de pensamento) o último tema do seu livro Alone Together debruça-se sobre os limites da tecnologia e explora essencialmente onde a tecnologia nos está conduzindo e como a sociedade se está adaptar às novas tecnologias móveis (smartphones, computadores e outros aparelhos eletrónicos).

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A principal reflecção é sobre a maneira como as interações pessoais tem vindo a ser afetadas pela tecnologia, e então surge a discussão de se a tecnologia será algo bom ou menos bom para essas mesmas relações. Acompanhado e sozinho, consecutivamente, parece ser o lema de hoje em dia que descreve a relação entre indivíduos e entre indivíduos e a tecnologia.

O desenvolvimento tecnológico e a invenção da Internet contribuiu para a inter-conectividade, deixando de existir a diferença entre estar online ou offline, e prevalecendo o fato de estarmos sempre online em todo o lado a qualquer momento, contribuindo para a extinção de momentos de reflexão individual e de momentos de interação pessoal clara sem nos conseguir-mos desconectar do nosso dispositivo digital, o que cria uma barreira entre um individuo e outro, reforçando um sentimento de alienação entre as pessoas e como as tecnologias representam sérias ameaças à nossa capacidade de nos relacionar-mos corretamente.

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Daniela Lages Fernandes

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O Meio é a Mensagem

O Meio é a mensagem, McLuhan argumenta que as tecnologias não são apenas que as pessoas utilizam, mas são os meios pelos quais as pessoas são reinventadas.

O meio transporta consigo a mensagem que causa um impacto global na sociedade, nas práticas e nos padrões de pensamento. A mensagem é o que causa mudança na sociedade e por sua vez o meio é a mensagem, pois sem o meio não existiria mensagem e concessivamente mudança. O meio afeta a sociedade em que ele desempenha um papel e não pelo conteúdo fornecido por ele mas pelas características do mesmo.

A exemplo da eletricidade o conteúdo da mesma é fornecer luz, iluminação no entanto a sua essência e mensagem real sustem algo mais complexo do que simplesmente iluminar, que teve e tem impacto na nossa sociedade e que veio permitir a evolução social, sem eletricidade (a base da sociedade tecnológica) a sociedade não estaria tão evoluída. A velocidade instantânea da eletricidade compreende a simultâneo a evolução digital, a evolução meios de comunicação e a evolução dos meios de transporte, a mensagem não passa pelo conteúdo mas sim pelas ligações que são possíveis através do uso d conteúdo sendo a mensagem real do meio e o meio em si o impacto exercido na sociedade.

O principal argumento McLuhan elaborado em “O Meio é a Mensagem” é de que as tecnologias exercem uma força de mudança sobre o conhecimento e as práticas vigentes (da sociedade em que estão inseridas) o que por sua vez afeta a organização social: mudança nos nossos hábitos o que tem repercussões nas interações sociais.

A tecnologia contribui e tornou possível a maioria das tendências mais marcantes como o individualismo, o capitalismo, a democracia, o nacionalismo, … A mensagem do meio produz novas formas de pensamento que vem a influenciar a nossa sociedade, sendo esta uma sociedade tecnológica.

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Daniela Lages Fernandes

A Máquina de Escrever

A invenção da máquina de escrever revolucionou a sociedade e todos os segmentos ligados á escrita até então feita de forma manual. Inventada e desenvolvida na segunda metade do século XIX, contribuíram para o desenvolvimento das comunicações da época e, também, para a entrada da mulher no mundo dos negócios.

Até então a escrita era feita manualmente, maior parte do conhecimento transmitido ao longo dos séculos era feito através da escrita manual ou mais tarde com tipografia que vai ser um estímulo à máquina de escrever, e por si mais tarde ao teclado e sucessivamente ao computador. O alcance de novas etapas de conhecimento e de desenvolvimento despertam o desejo nos inventores e colaboradores de criarem um forma mais rápida e acessível de transmitir conhecimento e informação através da escrita.

Já na segunda metade do século XX, com a introdução das máquinas de escrever portáteis e das elétricas, a máquina de escrever mais desenvolvida e sofisticada, torna-se rápida, silenciosa, prática e ao alcance de todos.

No fim do século XX as máquinas de escrever já fazem parte da generalidade das empresas e na utilização doméstica. A máquina de escrever difundiu-se com a expansão do setor comercial e serviços, nas repartições públicas, nos bancos e nos escritórios, pela necessidade de uma maior rapidez e uniformidade da escrita contribuindo para o desenvolvimento económico e social.

Tornou-se indispensável no mundo dos negócios e surgiu como um instrumento das novas oportunidades de emprego, sobretudo da emancipação da mulher no mercado de trabalho.

O formato QWERTY das antigas e máquinas de escrever, que ainda hoje está presente no nosso computador ou telemóvel é um meio essencial de comunicação e interpretação.

Daniela Lages Fernandes

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Viver Em Sociedade

A Web 2.0 ofereceu uma autonomia de poder criar, comunicar e partilhar que até então nenhum dos outros meios de comunicação (televisão, rádio, etc.) era capaz de oferecer. No entanto todas estas novas mudanças viriam a cobrar um preço bem alto, perda da privacidade.

O que se coloca em causa é o facto de vivermos em sociedade é também viver em conformidade com a sociedade tecnológica. Com a Internet, todos os nossos movimentos, gostos, e até personalidades são captados e estão ao acesso de qualquer um. A questão que se coloca é que efetivamente se teremos opção de escolha, se de certo modo poderíamos abdicar do uso da Internet (de estarmos inseridos numa plataforma digital) e ainda assim viver em sociedade? Como já disse, viver em sociedade é também viver em conformidade com a sociedade tecnológica. Por isso a reposta é simplesmente não. Uma vez li num artigo, na internet, que para vivermos em sociedade temos que aceitar o facto, mesmo de não usarmos nenhuma plataforma digital ou aparelho de acesso á Internet, estarmos numa plataforma digital pois qualquer movimento dado tanto no meio privado como público é captado. O simples facto de aparecermos num jornal de âmbito local é um motivo suficiente para estarmos no meio digital.

Ao que parece ninguém se importa verdadeiramente de estar a ser vigiado, aceitamos os serviços que nos são oferecidos que por vezes não estão de acordo com as nossas necessidades “tecnológicas” mas sim com as necessidades criadas em função da tecnologia, expomo-nos publicamente e fazemos uma “publicidade particular” nas redes sociais, damos os nossos dados pessoais de mão beijada sem pensar-mos nas consequências iludidos de estarmos seguros e no entanto estamos a ser expostos a todo o tipo de organização e governo.

Uns julgam que a realidade em que todos os nossos passos são seguidos é uma realidade meramente ficcional, mas de facto essa é a realidade a que estamos sujeitos a viver, se o queremos fazer em sociedade, mas também não acho que a resposta seja em isolarmos-mos do mundo mas sim de agir e de lutar contra a falta de legislação e do abuso de poder por parte dos governos.

Daniela Lages


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