Arquivo de Junho, 2011

Antologia «DigArtMedia» 2011

Henry Jenkins (Comparative Media Studies, MIT), entrevista realizada por Peter Zak (2009).

Esta é uma selecção de alguns dos melhores contributos escritos ao longo do semestre. A selecção tem em conta critérios como relevância, ligação com as teorias estudadas, qualidade da escrita, originalidade e interesse do exemplo escolhido.

Ana Gonçalves [02-06-2011], “Db8” sobre linguagem

Ana Sofia Lopes [01-06-2011], Mundos paralelos

André Costa [30-05-2011], “Hi, a real human interface”

André Ribeiro [31-03-2011], A brecha entre gerações causada pelos NM

Andreia Loureiro [31-05-2011], Artificial Intelligence: AI (2001)

Andreia Maranho [11-03-2011], O meio é a mensagem! Será que conseguimos decifrá-la?

Andreia Sofia Martins [03-04-2011], Criação de novos mundos

Bruno Fernandes Oliveira [28-05-2011], A tripla lógica na genealogia dos média

Carmen Gouveia [01-06-2011], A imagem electrónica. Arte ou tecnologia?

César Jesus [30-05-2011], A evolução do computador

Daniela Boino [24-05-2011], PressPausePlay: A film about hope, fear and digital culture

Diogo Alves Pinto [01-06-2011], Body Navigation

Filipa Lima [03-06-2011], Fardo ou complemento?

Gustavo Fonseca [02-06-2011], @DavidCrystal

Inês Oliveira [12-05-2011], Os novos (mini) filmes: os videoclips

Joana Cordeiro [01-06-2011], Paula Rego em alta definição

João Ferreira [04-06-2011], Bansky vs. videomapping

João Pereirinha [19-05-2011], Addicted  + [25-02-2011] Criatividade e informação digitais

Julia Alberti [19-04-2011], La stratégie commerciale d’Apple

Luíza Fernandes [02-03-2011], Sociedade digital

Mafalda Teixeira [01-06-2011], Tecnologia nas escolas

Manoel Paixão Lordelo S. Jr [04-04-2011], A perda da aura na actualidade: a Capela Sistina a um clique

Manoelito Neves [01-05-2011], A escrita e a fala online

Margarida Rigueira [14-03-2011], O meio é a mensagem: O impacto das tecnologias Wi-Fi

Maria Leonor Nunes [26-05-2011], How to stumble for dummies

Maria Pires [03-06-2011], Arte interactiva – visitas virtuais

Maurício Teixeira [03-06-2011], Banda desenhada e suas adaptações

Mónica Almeida [02-06-2011], How fast…?

Pedro Polónio [07-04-2011], Objectos digitais … conceitos e sua aplicação

Rita Henriques [26-03-2011], A captação do real

Rui Carvalho [06-06-2011], c4n sUm1 h31p m3?

Sara Cunha [19-03-2011], Um exemplo da forma de alteração de ensino

Sílvia Micaelo [04-06-2011], Transcodificação cultural

Victor Mota [02-06-2011], Evolução da urna electrónica

Remake

O conceito de remdiação pressupôe sempre uma análise acerca da relação entre o novo media e o velho media. Num extremo, o novo media apenas apresenta o velho, como serão os casos em que páginas de internet nos dão acesso a cópias de livros, álbuns de fotografias ou quadros: pretende-se a transparência do meio novo, para realçar o antigo.
Por outro lado, a remediação pode significar a absorção de um meio por outro, sendo exemplo, a propriação do cinema pelos jogos de computador ou vice versa.
Com o aparececimento do meio digital, rapidamente surgiram na música novos sons, dando estes origens a novos estilos. Ao mesmo tempo, o hábito do remixing, do sampling, tornados cada vez mais simples  pelo avançar da tecnologia, faziam explodir a remediação na música.

Quando pela primeira vez vi o vídeo que apresento, conhecia na altura pouco do chamado BeatBoxing. Este estilo de música sustenta-se exclusivamente no uso da voz. Esta forma de percussão é considerada por alguns como tendo raízes bastante longínquas (nos trovadores, 1200-1300) mas a sua expressão como a conhecemos hoje teve origem comum com o hip-hop e o rap dos anos 90. Escolhi este vídeo por me parecer interessante não só a apropriação desde estilo dos sons produzidos na sua maioria electronicamente mas também do processo de mistura e samplagem e do formato de televisão bastante conhecido de todos nós: o programa de culinária.
Será esta, de facto, uma forma de remediação?


Este segundo vídeo, foi elaborado de forma a apresentar um evento, o PechaKucha Night Coimbra, em forma de cartaz. Tendo participado na sua elaboração, torna-se interessante pensar de novo nesta produção à luz de alguns dos conceitos que discutimos. O clip acenta na ideia de um cartaz, sendo que se pretendia a informação sobre participantes clara, sendo usado o grafismo e ilustração típicas de produto em papel. A parte vídeo tinha como objectivo complementar a descrição do trabalho que cada participante iria trazer à mostra. O áudio foi criado em partes, de forma a ser editado em conjunto com a imagem, sendo que só o estilo minimalista e os sons a usar foram criados antes da edição.
Tudo foi feito, à excepção da imagem capturada com uma câmara (também ela digital), através de computadores: software de edição de imagem (Premiere), software para desenho digital (apesar de desenhada à mão, a ilustração foi feita num computador), uso de software para sintetizar os sons (Reason) e para os editar (Adobe Audition). Mas não só a produção foi digital: tirando os essenciais encontros para discutir ideias (possibilitados pela proximidade mas também hoje possíveis através da internet), a troca de e-mails, ficheiros, problemas, questões, respostas, tudo foi tratado através da rede, não fosse a rede o seu destino final.

Rui Carvalho

Mass Media

No final dos anos 40 do séc. XX, quando a televisão começava finalmente a massificar-se, George Orwell publicava o livro “1984”. Nesta distopia marcada inevitavelmente pela Guerra Fria , o autor descreve um mundo futuro divido em três grandes blocos a que correspondem 3 estados concorrentes e em constante conflito: Eurasia, Eastasia e Oceania. A acção decorre neste último, regime totalitário chefiado pelo Partido. O seu representante máximo é o “Big Brother”, termo hoje conhecido por todos  (entre outros, sendo também conhecida a expressão “Big Brother is Watching You”, usada ainda hoje um pouco por todo lado precisamente quando se pretende criticar qualquer tipo de controlo sobre as massas)  foi cunhado pelo autor desta obra.

Não querendo entrar numa descrição detalhada do enredo, é necessário referir que a engenharia social era levada ao extremo, através do uso da propaganda ,do reescrever da história, do raciocínio (punição dos “crimes de pensamento”) e da própria língua (a “Newspeak”), do controlo/abolição da vida privada. Neste último ponto, entrava em cena o telescreen , uma espécie de emissor/receptor semelhante a uma televisão que tanto emitia a propaganda do regime como servia coma uma espécie de circuito interno de TV, gravando e transmitindo ao partido todos os movimentos de cada um, eliminando, à partida, qualquer possibilidade de desvio ás normas.

De facto, o exercício de futurologia praticado pelo autor, é assustadoramente próximo dos potenciais (ou reais) usos para o controlo das massas que essa nova tecnologia (e qualquer outra, a partir daí) colocou à disposição das lideranças. No entanto, alguns defendem que a distopia não passa disso mesmo e que a televisão foi, afinal, um catalisador da democracia.

Hoje vivemos numa época em que a internet, para além de todos os novos esquemas sociais que possibilitou, se consagrou definitivamente como um campo onde se desenrolam eventos que influem directamente na vida de comunidades e até estados. E como esperado, estes mesmos estados começam já hoje a tentar perceber como se pode controlar este sistema sem líder. Bom exemplo é a última reunião do G8 (intitulada e-G8), que juntou os lideres mundiais e representantes das maiores empresas do planeta no que diz repeito a conteúdos, meios e tecnologias relacionadas com a web. Congratulou-se o papel da internet nas revoluções mais recentes mas também se questionou como ter mais controle sobre o que se passa na rede…

De qualquer forma, numa sociedade que cada vez mais se define pelos media, esta distopia será sempre um ponto de partida, de passagem ou chegada numa dicussão sobre o poder e os media.

Rui Carvalho

c4n sUm1 h31p m3 ?

Com o aparecimento das SMS nos anos 90, surgiu também uma necessidade quase imediata de adaptação da escrita. Pelas características do próprio meio, aquela precisava de se tornar rápida de produzir e ocupar menos espaço já que os caracteres são contados 1 a 1, incluindo espaços.
A história dos sms é curiosa, sendo que inicialmente não tinham qualquer custo, não eram sequer publicitadas. A dificuldade em utilizar este novo meio, serviu como uma luva nas gerações mais novas já que as figuras autoritárias não tinham vontadade ou disponibilidade para aprender a utilizá-lo – era o meio de comunicação perfeito para os mais novos. De repente, eram enviadas milhões de mensagens. Só nessa altura, e após iniciar a cobrança de cada mensagem, se começou a publicitar este novo meio.
De qualquer forma, o meio não só era a mensagem como criou uma nova forma de escrita, novas palavras e símbolos,  que se adaptavam a esse meio no sentido de melhor transmitir emoções, informações, questões….

O título deste post lê-se “Can someone help me ?”

Esta forma de escrita é usada normalmente por “hackers” ou “crackers”, conhecida por Leet ou l33t (de elite). No imediato envolve a substituição de letras por números ou caracteres ASCII. Terá surgido em grupos de discussão, com o intuito de fugir a filtros que visavam evitar as dscussões sobre tópicos proibidos, como o cracking (modificação de software de forma a desactivar parte do mesmo, normalmente ligado á protecção contra cópia/utilização desse mesmo software) ou hacking . Outro motivo para o uso desta linguagem prende-se com a distinção entre especialistas e novatos (ou n00bs, da palavra newbie).

Estes exemplos mostram de facto que qualquer nova tecnologia altera a forma como comunicamos e consequentemente a própria linguagem. E se por um lado a linguagem sempre foi dinâmica, por outro há sempre quem resista a novas formas de comunicar…

Rui Carvalho

O Sexto Sentido

A busca pela imediacia é interminável. É uma busca pela “experiência sem mediação”, como referido por Bolter e Grusin. E um dos obstáculos a essa transparência tem sido o interface do utilizador com o computador. O rato, o teclado, ecrãs tácteis, luvas e capacetes têm o obectivo final de nos introduzir cada vez mais no mundo digital. O ser humano avança na fusão com o digital, na imersão que prentende mais completa. Somos cada vez mais cyborgs, mais ainda se considerarmos o conceito de cyborg apresentado por Amber Case, antropóloga (http://www.youtube.com/watch?v=z1KJAXM3xYA), com um sentido  muito mais lato do que aquela visão de um homem impregnado de componentes electrónicos.

No vídeo que apresento no início, esta busca ganha uma nova forma, talvez aquela que melhor concretiza a fusão do mundo real ao mundo virtual. É, a meu ver, uma abordagem inovadora na conceptulização da relação entre homem e máquina, já que se opta por trazer o digital para mundo real em vez de procurar formas de imergirmos no digital. De certa forma, a imersão torna-se completa. Toda a informação digital projectada no nosso mundo, nas coisa nas pessoas, nas situações.

Depois de considerarmos as novas tecnologias como um extensão da nossa mente, de nos percebermos como cyborgs , no sentido em que já dependemos de inúmeros dispositivos para levar a cabo a nossa vida, esta tecnologia provoca uma extensão do mundo virtual ao mundo real, um processo de certa forma inverso aos que temos analisado mas não menos consequente no futuro das nossas vidas.

Rui Carvalho

Quanto vale a qualidade dos produtos mediáticos?

Na quarta-feira estava a dar um relance pela página principal do meu facebook, quando de repente vi um post de uma notícia, feito por uma amiga minha, que mostrava o seguinte: “Rapaz vende rim para comprar Ipad 2 e Laptop” Fiquei chocado com a notícia, e hoje, ao pensar no tema que podia incluir no blog, lembrei-me desse acontecimento e ponderei sobre ele. Ponderei sobre até que ponto é que a necessidade de estar ligado ás novas e melhores tecnologias cria uma dependência e uma urgência tão grande em nós que nos forçaria a sacrificar algo tão pessoal ou, neste caso, da nossa existência biológica.

Claro que o indivíduo, tendo só 17 anos, não tinha maturidade o suficiente para se aperceber do erro que estava a cometer,  mas o facto de ter feito a transacção através da Internet e ocultando-a da sua família, faz-nos questionar sobre o impacto que todos estes avanços tecnológicos (e, consequentemente, sociais) têm não só na mentalidade geral das pessoas, como também na dos mais vulneráveis, como as crianças e adolescentes. Como é que passou pela cabeça do rapaz fazer aquilo? Porque é que sentiria tanta pressão para comprar tais produtos topo-de-gama? Será a pressão social do seus colegas? De facto, a vontade que os jovens têm em tomar posse da ‘novidade’ revela os efeitos que os mencionados avanços digitais têm nos mesmos. Dou o exemplo dos telemóveis touch e smartphones que substituíram o aparelhos com teclas que antes levavam nos seus bolsos. As coisas mais importantes/frequentes que faziam com os produtos anteriores são exactamente as mesmas que fazem com os novos, o que muda agora é a sede da qualidade, dos extras e do novo hardware que estes oferecem, que, hoje-em-dia, parecem ser factores sinónimos de “popularidade”, algo que, obviamente, rege nos mundos sociais dos mais novos. Os mais velhos também os compram, mas é mais por necessidade prática e pessoal, não tanto por pressão social. Ainda assim muitos detestam ficar ímpar com a evolução tecnológica e mediática.

 

-André Ribeiro

A Arte digital é eterna?

As artes digitais produzidas com o computador  utilizando os programas (softweres) são  armazenadas ou guardadas em arquivos e em CDs ou DVDs.  Depois de todo processo criativo e  finalização serão  apresentadas nos espaços publicos nas galerias e museus, esses espaços são importantes  para que os artistas mostrem suas obras, com isto, serem reconhecidos e consequentemente,  fazer com que o publico tenha contato com outros meios de fazer arte, evidenciando que a arte convencional e a arte digital podem conviver no mesmo espaço.

Porém,  há um grande problema a vista que é a preservação da arte digital e sua salvaguarda. Atualmente grande parte das obras estão gravados nos CDs e DVDs, porquanto, estarão  a salvos por  muito tempo como acontece com uma  pintura em tela e uma escultura que foram  feitas (algumas dentre tantas)  a três séculos e ainda se encontram preservadas e autenticas nos museus?

Diante da acelerada vida tecnológica dos hardwares que estão em constante mutação e desenvolvimento será que a arte digital terá os mesmos suportes(leitores óticos/CDs/DVDs), atuais e poderá ser vista daqui a dez décadas?

Um exemplo mais claro: algumas obras que  foram gravados em fitas rolos de filmes e fitas VHS e o suporte para fazer a leitura (os aparelhos de videocassetes), estão ultrapassados e  não há manutenção ou peças de reposição e deverão ser  transportados para os DVDs ou CDs e ao modificar o suporte  não perdem sua originalidade e autenticidade como Benjamim  havia profetizado? O suporte é parte integrante de uma obra de arte, os recursos utilizados para sua produção também, por isso, a arte digital/ multimédia é sem dúvida um desafio enorme que os museus terão que lidar para manter, salvaguardar e preservar as obras que integram o seu acervo e requer especialização, estudos e pesquisas de novas técnicas de preservação  para atender as tranformações no mundo da arte.

Manoelito Neves

The Museum of Me

O que será ver a nossa vida social num museu virtual?

Curiosamente é possível tornar esta situação real:

http://www.intel.com/museumofme/r/index.htm
Acedendo a este site e clicando em ‘’Connect to Facebook’’ é aberta uma página com uma aplicação do facebook que permite que se aceda à nossa informação social, possibilitando a visualização das nossas interacções pessoais, num contexto virtual museológico.
Ao darmos permissão para que tal aconteça é criado um vídeo da suposta exposição virtual ‘’The Museum of Me’’ que consiste em aplicar as nossas fotografias como quadros em exposição, as nossas publicações textuais em telas, os nossos vídeos, as nossas músicas em componentes do Museu. Faz-se também uma navegação dos nossos amigos onde, para finalizar, se constrói a rede social em si, as ligações humanas via internet.
É interessante reparar que o propósito desta interacção, tende, na minha opinião, a fundamentar-se numa forma de humanizar o que é meio digital remediando o espaço museu como espaço de exposição física e engrandecendo as redes sociais.

Filipa Lima

Os medias e a educação musical.

http://www.youtube.com/watch?v=KPc6R03tIbI&feature=related.

EarMaster é um software da música lançado em 1996 pelo editor dinamarquês Miditec, que mudou seu nome para EarMaster ApS em 2005. A primeira versão do EarMaster foi baseada no protótipo do software DOS, mas desde 1996, evoluiu continuamente com o ósmio de Microsoft Windows. Em novembro de 2008, EarMaster transformou-se em uma multi-plataforma com a liberação de uma versão para Mac OS X. O foco principal do EarMaster é o treinamento da percepção e da teoria musical. Três edições de EarMaster existem: Earmaster essencial, EarMaster pro (versão padrão), e escola de EarMaster (versão educacional).

Assim como ear master, gnu solfejo e band in a box existem inúmeros softwares que auxiliam a formação musical. Além de dar a possibilidade para uma iniciação musical ao individuo, pode também contribuir para os estudos de um músico profissional. Estes meios permitem o acesso para o desenvolvimento musical do individuo que não tem condições de adquirir um instrumento musical, em especial o piano, que é um excelente instrumento que dá as condições necessárias para os exercícios de percepção musical. Em contrapartida, estes softwares tem o carácter de auxílio na aprendizagem na formação musical, e não a substituição da aprendizagem do contato humano e dos instrumentos musicais tradicionais, uma vez que eles foram criados para o usuário interpretar e compor não só com as formas tradicionais.

Nestes programas tem em comum: A linguagem musical e a digital,  pois utilizam partituras e sons de instrumentos musicais digitalizados.Portanto, ocorre um processo de remediação que  Jay David Bolter e Richard Grusin aplica no seu livro: Uma teoria dos novos média digitais, que  consiste em uma linguagem do conteúdo de um meio representado no outro meio, ou seja, os dispositivos digitais permitem a simulação sonora do instrumento e da teoria através do uso do rato ou do toque no ecrã.

Outra teoria que se aplica na utilização desses médias é a de Lev Manovich que são os conceitos de variabilidade e a da transcodificação cultural, que ambos se desenvolvem a partir da representação numérica e da modularidade. Na variabilidade fica expressada pela grande quantidade de versões que ampliam ou modificam os softwares já existentes, enquanto na transcodificação cultural é a possibilidade do individuo não só depender de um ensino musical em conservatórios, mas tendo estes softwares permite a complementação da prática musical, permitindo que ocorra a transformação dos códigos culturais com as computacionais.

Os média vão cada vez mais se ampliando e com ela traz a possibilidades de dar acessibilidade e informação, e não acontece diferente na música. O que se deve preservar é a prática do ensino humano complementada com os novos média.

Bruno Fernandes Oliveira.

Contrata-se Rosey

Rosey é um robô que não só faz as tarefas domésticas de um lar, mas também tem o comportamento e sentimentos humanos. Essa personagem da série animada Os Jetsons,criada pela empresa Hanna-Barbera, que surgiu na década de 60 cujo o tema central é a tecnologia a serviço do bem estar da humanidade. Nesta série apresenta-se carros voadores, cidades suspensas, trabalho automatizado, a inexistência da poluição, programas de entretenimento e aparelhos eletrodomésticos com tecnologias muito avançadas onde as máquinas estão a serviço do homem.

Em alguns pontos desta série que Hanna-Barbera produziu não está tão distante do nosso dia-a-dia. A empregada Rosey simboliza o que desde a Revolução Industrial até a tecnologia atual promove para a sociedade que é o antagonismo social tecnológico, onde nem todas as civilizações possuem capital para ter acesso a ela, e a outra forma que a tecnologia promove é o desemprego. Se por um lado a tecnologia promove a velocidade e a precisão para algumas empresas, por outro trás o desemprego e a competitividade para as pessoas que não a adere. O êxodo rural é um exemplo em que o individuo obriga-se ao deslocamento para zona urbana e tem que se enquadrar nos moldes impostos pelo mercado industrial, tecnológico e da comunicação, sendo que uma vez que o individuo não se atualiza ao mercado, ele será superado por outro.

Hoje não temos casas suspensas, carros voadores ou a inexistência da poluição, mas outros exemplos que a série Os Jetsons profetizaram já se concretizaram. A automação e a substituição da mão humana pelas máquinas são algo comum em quase toda parte do planeta, ora garantindo a comodidade para o homem, ora causando a competitividade pelo domínio da mão de obra especializada. E essa mão de obra especializada não só compete ao duelo do homem versus homem, mas já abrange outro duelo entre o homem versus máquina.

Bruno Fernandes Oliveira.

Um filme por todos. Todos por um filme.

No ano passado, o website Youtube lançou um desafio a vários utilizadores: filmarem um excerto do seu dia-a-dia, especificamente no dia 24 de julho. O objectivo? Criar uma longa-metragem que mostre uma amostra de um dia no planeta terra vivído pelos humanos, em diferentes sociedades e prespectivas. O realizador, Ridley Scott, pretendia capturar o geral da paixão humana pelas pequenas coisas (ou pela vida em si) e imortalizá-la numa cápsula temporal que servirá para mostrar a gerações futuras (e também para a actual) como é que é foi viver neste planeta nesse dia.

O filme em si será uma prova de como os média influênciam e servem para a comunicação entre todos os indivíduos com acesso aos mesmos. A remediação das memórias nesse dia vão incorporar-se num outro elemento mediático. A obra será a derradeira prova do impacto da mediação moderna no planeta, e como até é possível gravar e reproduzir (de uma certa maneira) os nossos momentos e episódios da nossa existência.

Reprodutibilidade técnica e a consequente perda da aura da obra de arte

É preciso estarmos preparados para aceitar a ideia de que inovações desta dimensão transformam toda a técnica das artes, influenciando assim o próprio nível de invenção e chegando finalmente, talvez, a modificar como que por artes mágicas o próprio conceito de arte.

Paul Valéry, Pièces sur l’art

 Tendo esta citação de Paul Valéry sobre a consciência da mudança que a arte vem sofrendo como ponto de partida, a fim de introduzir os efeitos que a reprodutibilidade técnica tem sobre a obra de arte e o que acontece à aura desta quando se recorre à digitalização ou virtualização da arte.

Com a reprodutibilidade advêm problemas como a autenticidade.

A respeito da autenticidade e segundo Walter Benjamin, o aqui e agora encerram a autenticidade da arte. Uma reprodução de uma obra de arte, por mais perfeita que seja, tem sempre esta lacuna. Não é única.

Ao não ser única, não é possível descobrir a história a que a obra esteve sujeita. Com análises químicas ou físicas podiam-se conhecer vários aspectos acerca de uma obra autêntica muito para além do que a vista alcança.

A reprodução torna a obra mais independente da original, conseguindo colocá-la até em situações em que a original não poderia participar, pois o estatuto de uma obra única faz com que lhe seja prestada vários cuidados para não por em causa a sua existência, permanecendo assim na maior parte das vezes, num único local, onde não corra ricos de ser danificada e os interessados em ver a obra, são obrigadas a respeitar uma certo distância da obra (a possibilidade de tocá-la nem tão pouco entra em discussão) não podendo desta maneira, observar os seus detalhes.

Outra questão que emerge quanto a este assunto é o que acontece à aura quando existe a reprodução de arte.

Citando Walter Benjamin:

A técnica de reprodução liberta o objecto reproduzido do domínio da tradição.

Dá-se a perda da aura e a massificação da arte.

Com as reproduções é impossível fazer a reconstituição histórica da obra e até da história da arte da forma mais fiel possível.

Acontece também com a perda da aura a alteração qualitativa da obra pois esta deixa de ter a mesma presença da original. Por exemplo, quando se virtualiza um museu, e por muito cómodo, a oportunidade única que significa para quem não tem a possibilidade de visitar um museu e os detalhes que podem visualizar, não evitam a perda da aura. Nunca poderá ter o mesmo significado como a experiência de contemplar uma obra de arte única ao vivo. É o  “sentir” a obra de arte!

Sílvia Micaelo

Transcodificação Cultural

De acordo com Lev Manovich, a transcodificação cultura, o princípio com mais consequências na transformação da cultura humana pelos novos média, é a transformação dos códigos da cultura e dos média por efeito dos códigos computacionais. Isto acontece pois, o software quando em combinação com as práticas sociais e culturais vão modificar a lógica cultural dos média influenciando influenciando-se mutuamente.

Os novos média consistem em duas camadas: a “camada cultural” e a “camada computacional”. A primeira tem como categorias a enciclopédia, a história, a trama, a composição, comédia, tragédia, entre outras. Por outro lado, a camada computacional tem como categorias o processamento, ordenação, correspondência, função, variabilidade linguagem computacional, citando penas alguns exemplos.

Com a ajuda destas, pode-se compreender melhor o processo de transcodificação cultural. As categorias referidas como pertencentes às camadas tanto cultural como computacional, foram sofrendo alterações ao longo dos tempos. As enciclopédias, por exemplo, precisam de chegar aos seus utilizadores de diferente forma, mais sofisticada. Existem também agora na internet, em formato DVD, conseguindo assim atingir mais utilizadores. Para se conseguir estes formatos foi preciso então as categorias presentes na camada computacional. Consequentemente, o mesmo acontece com as restantes categorias da camada cultural…

As peças de teatro, os concertos musicais são cada vez mais transformados em formatos digitalizados, de forma a quem esteve presente poder rever, relembrar e quem não esteve, a possibilidade de gozar o espectáculo.

Os média tendem a modificar a cultura humana. Mas também se pode falar do contrário, pois as duas camadas influenciam-se mutuamente. São como sendo compostas juntas. Como resultado, tem-se a nova cultura computacional: uma mistura entre significados humanos e computacionais, de modos tradicionais da cultura humana. Modelou o mundo e as maneiras próprias do computador para representá-lo.

Sílvia Micaelo

Reflexão sobre a Teoria dos Média

Para McLuhan, o meio é a mensagem. Não é apenas um canal de transmissão desta, que se quer passar. Na verdade, o meio é um dos elementos fundamentais da comunicação. Não só constitui a forma como se comunica, mas o próprio conteúdo da comunicação.

Os meios, pode assim dizer-se, são como extensões de faculdades humanas (a electricidade, electrónica podem comparar-se a extensões do meio nervoso central humano), configurando assim, a consciência e a experiência de cada um de nós. Por consequência, esta extensão dos nossos sentidos poderá modificar todos os outros meios ao entrarem em contacto com estes. Isto porque, são como se fossem influenciados uns pelos outros. Como nas relações humanas em que vamos influenciando, deixando a nossa “marca” nas pessoas com quem vamos mantendo contacto. Assim também funciona com o meio tecnológico.

Não quer com isto dizer que os meios tecnológicos estejam a tornar-se humanizados. Muito pelo contrário! É o próprio ser humano que está a tornar a sua vida cada vez mais mecanizada. Vem se perdendo com isto, parte da nossa cultura tribal e colectiva, de que a cultura oral faz parte, para nos mergulharmos no isolamento individual.

Se bem que, por um lado exista esta perda, é algo que tem que ser aceite. Com esta constante evolução que o ser humano vem enfrentando, é normal que certas coisas sejam sacrificadas. Se por um lado existe esta perda, por outro, consegue-se estar em contacto permanente com o mundo, com o que se passa nele (conceito de aldeia global). É um mundo que emerge dos meios tecnológicos. 

Com a constante utilização dos meios tecnológicos, estes vêm cada vez mais a configurar e controlar a escala e a forma da acção e associação humana.

Os meios têm a capacidade de impor aos incautos os seus próprios pressupostos. Entre eles podem-se destacar o seu poder transformador através do conceito de “eterização” (regra de simplificação e eficiência progressivas em qualquer organização ou tecnologia), modificar independentemente do conteúdo a maneira como a sociedade se organiza, como os indivíduos actuam. Além destas capacidades, qualquer meio é uma poderosa com a qual se pode destruir outros meios.

Sílvia Micaelo

A TV e a Internet

Como sabemos, a televisão é um dos maiores meios de comunicação em massa do mundo, e, apesar da criação de novos meios, ainda exerce uma forte influência na sociedade. Contudo, é notável o esforço que as emissoras televisivas estão fazendo para manter sua audiência cada vez mais disputada com a internet nos últimos anos. O co-fundador do Youtube, Chad Hurley, afirmou que a internet vai acabar com a televisão, ao menos que seja pelo modo de como a conhecemos hoje.

Uma pesquisa da IBM realizada em 5 países – EUA, Inglaterra, Japao, Alemanha e Australia – indica que o tempo que os consumidores dedicam a internet está avançando para tomar o lugar da TV como principal midia para entretenimento. (fonte)

A pesquisa ainda aponta que uma das actividades mais populares dos internautas é assistir os vídeos na Web, entre os sites mais vistos está o Youtube. E não só assistir, a internet ganha cada vez mais acesso pois é uma plataforma em que o público interage directamente, postando seus vídeos, assistindo vídeos familiares, comentado… Assim, deixando a relação passiva que mantinha com a TV.

A ameaça da internet parece pertinente em todas as pesquisas já realizadas. Mas, ao longo da história, percebemos que a televisão tem o poder de agregar todos os novos meios, que representem alguma ameaça, nela.

É notável que nos últimos anos a TV mantém um constante diálogo com a Web.  Por exemplo, algumas emissoras brasileiras empregam os novos «olheiros de blog». Os «olheiros» têm a função de visitar as mais diversas redes sociais e informar a emissora o que é novidade e tendência na Web. Essas informações viram notícias na programação de cada emissora, atraindo o público que “fez a notícia” para a velha relação que já mantinha com a TV. Assim, a TV vai mantendo-se.

Manoel Paixão Lordelo S. Junior

Bansky Vs Video Mapping

A obra de arte não encomendada, o contraste entre o uso das tecnologias cinematográficas de ponta e a pura e genial criatividade do ser-humano.

Bansky é um “novo artista”, do qual parte do trabalho visa potenciar a beleza artística que uma paisagem pode proporcionar. Desta forma, através da pintura, este artista consegue recriar um padrão, normalmente colorido numa “tela viva”, que pode passar por um prédio, uma colina com dezenas de casas, uma simples parede ou qualquer outra coisa onde se ache que se possa fazer uma obra de arte.

Este criador não se deixa intimidar com a nova tendência tecnológica. Talvez se questione: Porquê criar um mundo imaginário se posso criar um mundo real? Assim este individuo rejeita o vídeo 3D e efeitos especiais mirabolantes e opta por uma obra palpável e não temporária, arriscando por vezes o descontentamento de alguns que talvez não tenham a mente assim tão aberta de modo a rejeitarem a liberdade de expressão artística.

 

 

João Ferreira

Conectando Pessoas…

O telemóvel foi uma das grandes revoluções tecnológicas que também revolucionou a forma de se comunicar. Assim como a maioria das inovações, o telemóvel além de causar grande impacto na sociedade, teve uma adesão muito rápida por parte dos consumidores. Hoje em dia, poucas são as pessoas que não possuem.

Funcionalmente o aparelho surge como chamadas móveis, o que contribuiu de forma decisiva para o avanço das comunicações. Por volta de 1983 foi disponibilizado o serviço comercial. Em 1991 devido ao congestionamento de frequências, muitas indústrias foram obrigadas a estudar alternativas para melhoria a tecnologia, surgindo assim a tecnologia TDMA (Time Division Multiple Access) ou (Acesso Múltiplo por Divisão de Tempo), frequência mais utilizada na América e a GSM (Global System for Mobile Communications) ou (Sistema Global para Comunicações Móveis) adoptada pelo padrão da União Europeia. Outra frequência utilizada é a CDMA (Code Division Multiple Access) ou (Acesso Múltiplo por Divisão de Código) utilizado tanto para a telefonia móvel quanto para o rastreamento via satélite (GPS)

O primeiro SMS foi enviado por volta de 1992 e em 1997 foi lançado o primeiro telemóvel com câmara fotográfica, onde pôde-se observar o declínio da venda de máquinas fotográficas, as quais também foram evoluindo passando por grandes transformações e dando lugar as câmaras digitais.

Passamos pela tecnologia de 1G (primeira geração), 2G (segunda geração) e actualmente vivemos com a 3G (terceira geração), essa última, permite as operadoras de rede, maior e melhor gama de serviços e capacidade de rede a seus usuários, facilitando as vídeo chamadas. Já pode-se pensar na 4G (quarta geração) que nos permitirá a utilização de serviços com muito mais qualidade.

O telemóvel sem dúvida, trouxe para sociedade um avanço tecnológico essencial e indispensável, que de certa forma também gerou e/ou acentuou algumas consequências, como o uso de abreviações em torpedos SMS, que gerou junto com o uso da internet em sites de relacionamento, o “netspeak” que é a linguagem da internet. Uma das características utilizada nessa nova linguagem é os emotions ou smiles, ou seja, “carinhas” que representam o estado emocional de cada frase.

Contudo, ainda temos muito que esperar de um telemóvel, actualmente ele agrega muitas funcionalidades desde as mais simples as mais complexas, como a tv digital, reprodutor de música e vídeo, câmaras digitais que chegam até 10 Mega Pixels, gravador de vídeo, vídeo chamada, função touch-screen (teclado sensível ao toque), bluetooth entre muitos outros.

Victor Mota

Tecnologia adaptada às necessidades motoras do individuo

Como será o dia-a-dia de um indivíduo, que por exemplo, tenha sofrido um acidente de viação e que não consiga pedir ou fazer a simples tarefa de mudar de canal de televisão?

Um docente do Instituto Politécnico da Guarda, o Eng. Luís Figueiredo, desenvolveu um projecto que pretende fazer com que indivíduos com deficiências motoras voltem, ou em alguns casos, comecem a ganhar a independência que naturalmente qualquer humano tem. As tecnologias mais uma vez podem dar um grande contributo para o bem estar do individuo.

Este projecto pode ser dividido em vários “subprojectos” visto que esta criação visa abordar vários níveis de deficiência. Desde teclados com adaptações, softwares que proporcionam, através das leituras cerebrais, a comunicação da pessoa com o próximo através da fala robótica ou até um aparelho de captação de voz com o intuito de controlar um hardware com a voz, são algumas das propostas apresentadas.

Um caso bem conhecido onde se pode concluir que estas inovações podem potencializar todas as mais-valias que o ser-humano com deficiência tem para dar à humanidade, é o de Stephen Hawking, o físico teórico, que apesar das grandes lacunas motoras, tem um nível de intelectuo que era uma grande perda se não fosse possível ser utilizado.

http://fundacao.telecom.pt/Default.aspx?tabid=39

 

 

João Ferreira

SMS para cegos

Pegar num telemóvel e enviar uma mensagem parece ser tarefa fácil para todos nós mas e se fossemos cegos? Aí a tarefa já parece ser complicada, não? Mesmo que tenhamos um bom telemóvel e uma boa imagem mental das letras iríamos facilmente ficar perdidos. Aliás, muitas dessas pessoas, sobretudo aquelas que são cegas desde antes de os telemóveis se terem tornado num aparelho obrigatório, têm uma grande desvantagem: nunca viram um teclado e precisam de sabe-lo de cor para escrever uma sms.

Um grupo de 5 investigadores do INESC-ID, um laboratório de investigação do Instituto Superior Técnico, em Lisboa, desenvolveu um sistema, chamado BloNo, para facilitar a escrita de mensagens por parte de pessoas cegas ou com dificuldades visuais. O conceito é a grande novidade pois tecnicamente não é muito complexo: criou-se um novo sistema de organização das letras feito para quem o tem que saber de cor. Assim:

A B C D
E F G H
I J K L M N
O P Q R S T
U V W X Y Z

Com esta disposição de letras, as pessoas podem navegar verticalmente pelas vogais, de forma a seleccionarem a fila que pretendem. Depois, e se a letra pretendida for uma consoante, basta seguir para a direita (ou para a esquerda, caso se pretenda seleccionar uma letra da fila de cima). Por exemplo: para seleccionar a letra P, o utilizador tem de fazer movimentos para baixo (usando as teclas numéricas) até chegar à fila do O; uma vez aqui, anda uma “casa” para a direita.

Neste vídeo podemos observar melhor esta “técnica” utilizada por um senhor cego que já a usa há 2 anos. Podemos ver que o sistema vai anunciando em voz alta a letra pela qual o utilizador está a passar. Este sistema de voz (que não foi desenvolvido pelo grupo, mas comprado a uma empresa) também lê a palavra completa quando esta é escrita. Ainda lê ainda o resto do ecrã do telemóvel, ajudando os utilizadores a encontrar os menus certos.

Sara Cunha

Jimi Hendrix

Jimi Hendrix é considerado o maior guitarrista da historia do rock de todos os tempos, sempre quando  surge uma lista com a colocação dos melhores guitarristas em  revistas especializadas do género, na maioria dos resultados eis que Jimi Hendrix surge como  o primeiro numa lista de milhares de guitarristas que surgiram após seu falecimento, mesmo com as inovações tecnológicas de equipamentos, instrumentos musicais e estúdios de gravação  para a música rock, mesmo com o surgimento de outros guitarristas com concepções inovadoras de abordagem do instrumento, de transmitir uma nova forma de linguagem na guitarra.

 A verdade é que Jimi Hendrix é insubstituível, mesmo o guitarrista não tendo  o domínio da escrita e nem da leitura da partitura nem o virtuosismo de guitarristas que vieram a surgir depois. Sua música era baseado na sua memoria e com a letra das composições e as harmonias rabiscadas num papel, quando ele  tocava ao vivo as suas músicas,  percebe-se que muitas das  vezes ele não tocava com a mesma fidelidade da gravação original mesmo obedecendo a harmonia da música, seu estilo de tocar era baseado na sua sentimentalidade momentânea,  a cada vez que tocava sua aura emanava de uma nova singularidade.

 Jimi Hendrix inovou na sua época com a utilização de equipamentos inovadores como  pedais de efeito, ele fez com que a microfonia deixasse de ser um defeito, um erro algo indesejável para se tornar parte integrante de suas composições demonstrando que Jimi Hendrix não apenas tocava musica, ele dominava também a electricidade que é um dos factores determinantes e importantes para a música rock,  um ponto bastante marcante  de sua abordagem na guitarra foi quando no dia 18 de Agosto de 1969 no festival de woodstock ele tocou o hino nacional americano de forma heterodoxia em protesto a guerra do Vietnã,  Jimi Hendrix conseguiu dominar a abstracionalidade da música para representar  som de aviões  bombardeando a cidade.

Jimi Hendrix – Star Spangled Banner (Woodstock ’69):

Entrevista com Jimi Hendrix:

 

Maurício Teixeira


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