Handwriting vs Teclado

Memória e criatividade!

O que é que estamos a perder quando abandonamos o papel e a caneta? Um assunto muito pouco debatido, pelos demais, aliás, podemos até dizer que o acto de escrever à mão, o treino da caligrafia, uns dos objectivos principais dos dois primeiros anos escolares de qualquer criança deixou de ser encarado como algo central.

Vivemos numa era em que tudo é digitalizado, e como tal, acções como entregar trabalhos escolares, ou até criar este simples Blogue, é necessário a escrita num teclado. Compreensível, temos que estar sujeitos há nossa realidade social, é mais rápido, mais fiável,  possuímos auto-correctores que nos facilitam ainda mais o nosso trabalho. Mas, o que é estamos a perder quando abandonamos o papel e caneta pelo teclado?

Nos últimos anos, têm sido publicados uma série de estudos científicos que falam na diferença que provoca no cérebro humano escrever com papel e caneta ou num teclado. E todos parecem chegar à mesma conclusão: escrever à mão tem uma ligação mais directa, mais profunda, com o cérebro humano. Mais criatividade, mais memória. É um processo mais lento que num teclado? Sim, mas necessário. Esta mudança poder ter impacto estrutural no desenvolvimento das próximas gerações.

Pen_and_keyboard

È possível concluir que ao escrever à mão, o escritor diz que é obrigado a uma “certa lentidão” para tornar a escrita mais inteligível, o que por sua vez faz com que pense melhor, tenha melhor aproveitamento da área pensativa, pois a escrita é um meio de informação que nos complementa o desenvolvimento imperativo do nosso consciente , o que dá asas a melhores performances em algo como testes /exames.

Micael António Santos Pereira Ramos

Digital BlackOut

Dispositivos Digitais, uma solução, que contrai inconveniências que perturbam, o verdadeiro ambiente e conexão táctil do Ser Humano comum. Sem dúvida, que neste preciso momento, o mundo é totalmente rodeado, mas preciso  por esses elementos digitais. Com um simples toque num smartphone, é possível efectuar, bastantes momentos, que por ventura nos dirigem há função do lazer. Contudo, tal objecto é constantemente usado para chamada, muita dessa que pode até salvar vidas. Não condeno o seu uso, aliás, aprovo até a sua continuidade e expansão, somos seres evolutivos, e a tecnologia é algo em constante desenvolvimento. Grande factor deste grande uso, é o poder da Internet. Partilha de ficheiros, mensagens, fotografias, vídeos, conversas por redes tais como Facebook, Instagram e Twitter, ajudam imenso, na demonstra de recordações vividas e até, a conectividade com uma ou mais pessoas distanciadas.

lolApesar de aprovar o uso destas tecnologias, como tal também demonstram um lado que foge há relação de interacção  entre nós. A fuga, muitas vezes nosso erro de desenvolvermos ligações pessoais, por estes meios. Sem dúvida,que enorme escala de indivíduos entrariam em comportamentos anormais, se lhes retirassem no nada o smartphone. Seria como tentar retirar o vício de algo difícil de sair. Como seria para ti, se te afastassem de dispositivos digitais? Bem, como enorme usuário deste meio, não seria nada fácil para mim, era como se do nada ficasses afastado da sociedade.

Sim… Sociedade.

Se formos a ver, tudo se remete a esse espírito, pois a globalização deste meio, já foi feita, e para ficar, e por norma, nós jovens, gostamos de estar em sintonia, com a nossa sociedade, e infelizmente, maior parte de nós somos afectados por tal. È sempre possível a coexistência social, contudo é preciso saber usar correctamente essas interacções destes média, de uma forma considerada “correcta” e positiva. Somos nós que fazemos a sociedade.

Micael António Santos Pereira Ramos

p r e s e n ç a

É difícil fazer com que as relações interpessoais durem, vai sempre haver o momento em que não vai haver nada para dizer e é nesse momento que os relacionamentos passam maus bocado – quando não ficam suspensos. É aqui que a problemática da comunicação começa. É preciso estar fisicamente presente para manter uma relação (relação de amizade/romântica)? É preciso haver contacto diário?

Para abordar este problema, dou o exemplo de um casal estadunidense. Jesse e Sam conheceram-se via Tumblr, aos 18 anos. Conversavam por telefone, mensagem e Skype. Começaram o namoro a fevereiro de 2011 e o noivado a setembro do mesmo ano. Moram juntos desde 2012 e têm agora 22 anos.

Conheci este caso de relacionamento à distância pelo vídeo “love 2054 miles away”, muito partilhado e falado em 2011, em que Jesse explica o complicado que é estar numa relação a mais de 3305.5 quilómetros de distância.

E estiveram juntos pela primeira vez no verão de 2011.


   How could I love/date a girl I have never met?

Love is a feeling someone gives you, something a person can’t control. It is one thing to love a complete stranger, but I wouldn’t call her a stranger at all. Just because I haven’t physically been there for her, I have been there emotionally and I think that is the most important part of any relationship. Plus, all we do every day is learn about each other because we CAN’T be there physically. So instead of all that physical stuff getting in the way, it opens up so much more time to talk and learn more about each other.

 – Jesse em resposta a uma pergunta anónima via Tumblr


Jesse Ryan resolve um dos problemas propostos por pessoas que não compreendem como é possível a aproximação de alguém sem nunca ter estado com essa pessoa. “… tudo o que fazemos todos os dias é conhecermo-nos porque NÃO PODEMOS estar juntos fisicamente. Por isso, em vez de a parte física se por no caminho, dá-nos muito mais tempo para nos conhecermos.”

Este caso é somente um exemplo, existem muitas relações amorosas à distância que funcionam, existem muitas amizades à distância que funcionam. Já estive dos dois lado da equação, sei como é viver essa experiência. E sou totalmente da mesma opinião de Jesse, existe muito mais tempo para duas pessoas se conhecerem quando não estão fisicamente próximas. Se o físico faz falta? faz, sem dúvida. Não conhecer a textura da pele da outra pessoa nem o seu cheiro custa, não há chamada nem video chatting via Skype que o possa substituir. Mas se depois de as pessoas se conhecerem tiverem oportunidade de estarem juntas, terão muito mais intimidade e confiança no outro.

Carlos Vicente Paredes

Redes sociais e seus reflexos emocionais e psíquicos nas relações humanas

“Alcançamos o computador subjectivo. Os computadores não se limitam a fazer coisas por nós, fazem-nos coisas a nós, incluindo às nossas formas de pensar acerca de nós próprios e das outras pessoas. Hoje (…) as pessoas recorrem explicitamente aos computadores em busca de experiências que possam alterar as suas maneiras de pensar ou afectar a sua vida social ou emocional. Quando as pessoas exploram jogos de simulação e mundos de fantasia ou acedem a uma comunidade onde têm amigos e amantes virtuais, não estão a pensar no computador como (…) maquinismo analítico. Procuram no computador (…) uma máquina intimista”. in Turkle, Sherry “A vida no ecrã: a identidade na era da Internet”, Relógio d’Água, Lisboa, 1997

Esta reflexão de Sherry Turkle em torno dos reflexos sociais, psicológicos e emocionais do uso do computador permanece actualizada e assume redobrada pertinência dezoito anos após a sua publicação, numa sociedade claramente marcada pela “informatização” ou mediação digital nas relações humanas.

Na presente exposição, passo a considerar o crescente uso das redes sociais como paradigmático desse recurso ao computador em busca de experiências susceptíveis de afectarem a vida social ou emocional, de que fala a autora referida supra. Se em muitas situações a ligação contínua ao facebook é uma das formas mais completas e eficazes de estabelecer relação com o outro – alguém que está do outro lado do mundo, por exemplo (estou a lembrar-me de uma pessoa que todos os dias publica fotos de quase tudo o que faz, na tentativa de diminuir a distância de milhares de km que a separa da mãe) – em muitos outros pode traduzir-se numa certa alienação da realidade não virtual.

Sem querer moralizar e diabolizar os diversos usos que são feitos do facebook, considero ser relevante reflectir sobre alguns efeitos psíquicos e emocionais da forma talvez subversiva com que muitos utilizadores encaram a lógica de estar conectado com todos a qualquer momento, subjacente à difusão das redes sociais. Estas oferecem grandes facilidades de interagir com qualquer pessoa a qualquer hora do dia – essa é uma realidade cada vez mais presente, muito em virtude das aplicações criadas para os dispositivos móveis – independentemente do lugar em que se encontre, bem como de ter acesso a uma considerável quantidade de informação sobre a pessoa em causa, seja através da partilha de fotos, de estados de espírito ou da música, dos filmes, dos itens das mais diversas áreas de que se gosta. Se isto é verdade, não podemos deixar de reconhecer que este modelo de interacção está longe de reunir todas as potencialidades comunicativas do modelo tradicional “cara a cara”.

Desde logo, como é evidente, o perfil do facebook pode ser mais ou menos construído, mais ou menos conscientemente, em função da imagem que se quer transmitir ao público, sendo certo que ninguém publicará conteúdos que evidenciem os seus defeitos e fragilidades, mas pelo contrário, tendencialmente, imagens e “estados de espírito” que contribuam para uma boa impressão sobre si.

Por outro lado, a forma de expressão permitida pelas redes sociais ou plataformas de conversação é, por natureza, limitada, ainda que usemos um smile por cada frase que escrevemos. Com efeito, a comunicação humana não se reduz à comunicação verbal, sendo a comunicação não-verbal essencial na compreensão da mensagem transmitida pelo interlocutor com quem estabelecemos interacção, revelando-se manifestamente pobre, em termos expressivos, uma conversa tida num chat via internet, em que não conseguimos observar a postura corporal da pessoa, a sua expressão facial e os gestos que espontaneamente tem enquanto conversa.

Perguntamos então: em que medida toda esta forma de interagir influi na dimensão psíquica e emocional do individuo da era digital?

Muitas vezes se não reflectirmos, vamos dando espaço, ainda que de forma pouco consciente, à ideia ilusória e superficial de que “a vida dos outros é melhor que a minha” –  já que assistimos, maioritariamente, à publicação de eventos e cenas felizes da vida das pessoas – bem como à criação de imagens superficiais e idealizadas das pessoas; por outro lado, alimentamos a necessidade de imediatismo e de resposta rápida que o computador nos proporciona, e ainda a  certas necessidades emocionais de confirmação da nossa auto-estima, tornando-nos dependentes do número de “gostos” que obtemos ao postar uma nova foto de perfil. Acresce ainda o risco de nos habituarmos a uma forma de expressão das nossas ideias simplista e descomprometida, veiculada pelo fácil mas sempre ambíguo “gosto”, habilmente caricaturado pela equipa da Rádio Comercial, conforme podemos observar no vídeo em anexo.

Ponho a descoberto esta faceta das redes sociais em jeito de reflexão e não numa atitude fechada de quem só vê seu o lado negro e obscuro, até porque este emerge ou não dependendo da atitude (passiva e acrítica ou não) do utilizador.

Sara Luísa Silva

A evolução

Podemos dizer que os novos média tem em base os média antigos, logo o que acontece é uma transformação entre os mesmos. Dá-se uma evolução, um avançamento no conhecimento e isso leva aos novos média. No entanto não podemos esquecer que os antigos média hoje em dia, vão buscar ideias aos novos e vice-versa.
Podemos ver esse exemplo nos jornais, para muitas pessoas os jornais estão desactualizados e não tem a qualidade que a televisão ou as revistas. O que eles fizeram para mudar isso foi de génio, pegaram numa nova tecnologia e brincaram com ela, criaram jornais online, que são praticamente iguais aos de papel no entanto podem consultar-se no computador, tablet ou telemóvel. Conseguiram agradar a todas as classes e idades.
A remediação está presente quando o espaço de tempo entre o surgimento de novos média for pequeno, pois a sociedade precisará da remediação para se adaptar a esses novos média.
Podemos então afirmar que não existe uma nova invenção ou algo único nos novos média, mas sim um melhoramento do que já existia.

indexBruna Ferreira

Poder de uma Entidade Online

Avatar? Sim, Avatar.

Uma simples palavra que contém um significado de um contexto de complexidade e de poder, bem ocultos do valor em ascendência suportados por nós, Seres Humanos. Algo não real, cuja génese é composta por meios gráficos que  inseridos nesse vórtex de alucinação, nos permitem transformar, e ser uma entidade completamente arrasadora, dominando o ser Humano consciente, com o nosso sub-consciente Online.
Transcendência? Sim, tudo nos resume a esse aspecto. Em simples jogos MMORPG, uma semelhança realçada é que, todos eles requerem uma especificação, o poder da evolução, seja em atributos, armamento, estratégias criadas para te tornar cada vez mais forte.

È possível salientar, que o Avatar foi criado para engendrar um sonho, neste momento inacessível, de nos fazer superiores ao que já somos. Ao entrar na realidade fictícia, cria-se um disfarce, em colectividade, que nos permite a facilidade, de coexistência social, talvez esta,denegrida, no mundo real.
Extravagância essa que pode determinar um inverso de realidade que nos escapa e isola do mundo em si, tornando-nos um ser cada vez mais remoto e por certas excepções, mais obcecado em continuar nesse universo virtual.

elder scrool                                          MMORPG, Elder Scrolls Online

È possível retirar uma espécie de fundamento por parte dos criadores destes avatares e jogos MMORPG. A sua expansão de conhecimento, não só envolve o tema entretenimento como o factor mais importante, mas também desafiam uma expansão de limites sobre-humanos a estas criaturas formadas realística ou não-realisticamente, com atribuições semelhantes ao que o nosso ser determina de, um Deus.

Micael António Santos Pereira Ramos

O Ser Robótico-Humano

Cyborg, uma característica não distante nos tempos actuais no nosso mundo. Determina uma evolução, da nossa entidade com propriedades de maquinaria, cujo projecto consiste não só na evolução completa do ser humano, mas para algo superior ao nível considerado até de divino. O ser Humano no global contém uma característica, do querer sempre mais, isto é, mesmo quando obtém prazer e realizações, isso não é suficiente, anseiam sempre por mais e mais.

Transformar um ser biológico numa criatura robótica não escapa há regra. A ambição de metamorfosear um ser, que ignora debilidades físicas. Contudo, na actualidade, não é ainda possível realizar uma acção de total eficácia entre a combinação perfeita entre Homem-Máquina em toda a sua existência.

Objectivos delineados para o uso desta maquinaria, encontram-se na área medicinal, com o uso de variantes reduções e membros semelhantes aos do ser Humano, delineados de Próteses Robóticas. Neste momento é possível transformar algo perdido, para uma condição quase possível do que é denominado de Normal.

human vs robot

Mas se realmente se suceder a transfiguração de um Humano para Android, não será que poderemos perder o controlo? Actualmente Micro-Chips já serão introduzidos em Humanos numa expectativa de determinar a sua localização, e por rumores, conseguirem identificar malignidades, que poderão eventualmente surgir no individuo. Quem dirá que num futuro, essas pequenas partículas robóticas em constante upgrade permitam tomar um controlo mal gerido nas mãos erradas? Os danos e controlo que poderiam ser impingidos nos seres considerados Android, poderiam ser catastróficos. Uma globalização robótica pode sempre implicar a um controlo global.

Micael António Santos Pereira Ramos


Calendário

Agosto 2016
M T W T F S S
« Jun    
1234567
891011121314
15161718192021
22232425262728
293031  

Estatística

  • 485,346 hits

Enter your email address to follow this blog and receive notifications of new posts by email.

Junte-se a 1.225 outros seguidores


Seguir

Get every new post delivered to your Inbox.

Junte-se a 1.225 outros seguidores