Arquivo de Março, 2009

Quem domina quem?

I, Robot 

I, Robot (no Brasil, Eu, Robô e em Portugal, Eu, Robot) é um filme futurista americano lançado em 16 de Julho de 2004 pela 20th Century Fox. Eu, robô é baseado em uma história de Isaac Asimov, mais precisamente, nas famosas 3 (três) Leis da Robótica criadas pelo escritor. Nos contos da série, Asimov brincava com as diferentes implicações da lógica das leis, criando situações absurdas e perigosas para os humanos envolvendo os robôs, mas sempre elegantemente resolvidas também de forma lógica. No filme, contudo, a coisa é resolvida mesmo na base de muita pancadaria e perseguições, como é de praxe nas produções do cinema de ação estadunidense.

Em 2035 a existência de robôs é algo corriqueiro, sendo usados constantemente como empregados e assistentes dos humanos. Os robôs possuem um código de programação chamado Lei da Robótica, que impede que façam mal a um ser humano. Esta lei parece ter sido quebrada quando o Dr. Miles aparece morto e o principal suspeito de ter cometido o crime é justamente o robô Sonny. Caso Sonny realmente seja o culpado, a possibilidade dos robôs terem encontrado um meio de quebrarem a Lei da Robótica pode permitir que eles dominem o planeta, já que nada mais poderia impedi-los de subjugar os seres humanos. Para investigar o caso é chamado o detetive Del Spooner (Will Smith), e com a ajuda da Dra. Susan Calvin (Bridget Moynahan), precisam desvendar o que realmente aconteceu.
Posto toda esta apresentação e exposição do filme, e após o visionamento do mesmo. Acho que é um grande exemplo, como força de tecnólogia contra o homem, o que gera uma luta entre a máquina e o ser humano. Podemos assistir a este filme de várias perspectivas, na medida em que ele nos deixa inumeras interpertações. Este pode ser visto como uma lição, na medida em que muitas vezes deixamos, sem nos dar-mos conta que a tecnologia se apodere das nossas vidas, levando a percursões um pouco desastrosas. No entanto não nos podemos esquecer que estamos perante uma ficção, que se torna por outro lado irónica, porque retrata de forma exagerada é certo, toda a realidade dos dias de hoje. A nossa vida muitas vezes é dirigida pela tecnologia. Podemos dizer que se torna uma nova ‘droga’ para quem são sabe usar os média com conta e medida. Já ouvi relatos de individuos que se fecham em frente a um computador, resumindo a sua vida a um ecrã, num espaço limitado, criando um grande afastamento social. Esta grande ficção é um alerta para as nossas sociedades, e principalmente para todos aqueles que se fecham neste mundo!

Diana Reis

 

 

 

 

 

 

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Radiohead – House Of Cards

Passando ao lado da polémica do lançamento do In Rainbows, álbum onde se encontra o tema do vídeo para análise, centremo-nos no vídeo:

O vídeo de House of Cards é um vídeo pioneiro. Foi um dos primeiros vídeos realizado sem recurso a câmaras de filmar ou luzes. Em vez disso foram utilizados sensores de movimentos compostos por lasers, que captam a paisagem, o movimento, a atmosfera em três dimensões.

O vídeo é composto por três planos distintos:

O primeiro plano, conta com Thom Yorke, o vocalista e a sua suposta amante (I don’t wanna be your friend, I just wanna be your lover), onde há a ultilização de várias técnicas de distorção da imagem captada através dos ditos sensores, através de vidros, água a correr, entre outros.

O segundo plano – o plano das vistas: várias imagens de paisagens urbanas, obtidas através (novamente) dos sensores de movimento.

O terceiro plano – o plano da festa: é semelhante ao primeiro, utilizando as mesmas técnicas. Vêm-se pessoas dançando e agitando copos.

Estes três planos vão intercalando entre si.

Será que acreditamos no vídeo?

Acreditamos. E porquê?

Porque sabemos que Thom Yorke está lá.

Porque sabemos que as paisagens são reais.

Apesar de digitalizadas e tratadas numa interface de 3D, todas as imagens são reais. O video de House of Cards é apenas uma maneira alternativa de ver a realidade.

Uma maneira tecnologicamente real.

Aqui fica o making of do vídeo:

Carlota Ambrósio

Escolha de identidades

             Com inspiração no filme «Hard Candy», que espelha um dos mais debatidos perigos da internet, decidi fazer uma breve observação no que diz respeito às relações pessoais directas e as virtuais.

 

Todos nós temos, ou deveríamos ter, noção que muitos dos nossos comportamentos e sentimentos expressos através de uma mensagem ou uma conversa pela net podem não ser devidamente interpretados. É com base nas interacções pessoais que se adquire a capacidade de distinguir ou reconhecer certas e determinadas atitudes do outro sujeito, que por vezes se alteram, consoante o meio de comunicação.

Conclusão, ao vermos o “jogo de identidades” entre as duas personagens, podemos afirmar com certeza que, quando a verdadeira identidade do “outro” não é conhecida, esse passa a ter o poder de ser quem quiser.

 

Sugiro este filme, uma vez que surpreende, pois o que aparenta ser verdadeiro não o é realmente.

 

Maria Inês

journal vs webjournal

The short animated film by Pavel Koutský shows us a relation between an user and media. The media visualize the world, visualize various situations that happen all around the globe..they make the world smaller for us. However smaller does not mean nicer..media let us know about wars and conflicts. They let us know but on the other hand..make us believe in their way of interpretation. In my opinion, this video criticises a brainwashing. The brainwashing that makes us receive opinions..not only a naked information with questionmarks that we could dress, but prefabricated, already dresses one.. they do not ask questions, do not force us think.. ..as a result we do not participate too much on a public democratic ambient..but why don´t they state questions? They are free to do that, but we must realize that newspaper world is a world of business as well. Firstly.. they must be understandable for masses, secondly..they always have an owner.. these reasons define the final outcome. I agree with this particular critics but I do not agree with the very end of the short movie. When he finds himself sorrounded by computers..that implies the world of internet..and he is horrified.. it is certain that on internet exist many equivalents that behave like an ordinary journal, but the abstract world of internet provides really loads of space for subversive journals that are not limited by number of sold issues..that´s the way to go..we can receive not an objective(because it is hard to reach the state of objectivity..) info but we can become aware of the other point of view..e.g..indymedia.org..

Escolhe Viver

trainspotting-choose life

 

 

“Escolhe viver. Escolhe um emprego. Escolhe uma carreira. Escolhe uma família. Escolhe uma televisão enorme. Escolhe máquinas de lavar roupa, carros, aparelhagens e abre-latas eléctricos. Escolhe boa saúde, colesterol baixo e plano dentário. Escolhe uma hipoteca a juros fixos. Escolhe a tua primeira casa. Escolhe os teus amigos. Escolhe roupas de desporto e malas a combinar. Escolhe três peças numa variedade de tecidos. Escolhe fazer as coisas da casa e pensar no que vais fazer no domingo de manhã. Escolhe sentar-te no sofá e ficar a ver programas de televisão inúteis, enchendo-te de comida. Escolhe apodrecer no final, acabar num lar que envergonha os filhos egoístas que puseste no mundo para te substituir. Escolhe o teu futuro. Escolhe viver.”

 -Introdução do filme Trainspotting.

 

 

Um dia destes conheci um contador de histórias num jardim. Uma das suas histórias falava de escolhas, de estarmos atentos aos sinais que recebemos todos os dias e sabermos que caminho escolher para nos encontrarmos a nós próprios e à nossa felicidade.

 

Com isto, tirei uns minutos da minha rotina diária para reflectir. Estamos perante uma geração que vive na utopia de encontrar a felicidade no mundo impessoal das tecnologias, que escolhe passar horas ao computador, em frente à televisão ou a falar ao telemóvel a sonhar com paisagens paradisíacas e vidas de princesa no lugar de se levantarem do sofá e saírem à procura da sua vida.

 

As novas tecnologias tornaram-se um substituto perfeito para (quase) tudo. Um amigo, um professor, um paraíso do entretenimento, um mundo em que podemos englobar toda a vida na Terra. Podemos viajar, namorar, pedir comida, jogar, ouvir música, ver filmes, conhecer pessoas. Imaginem o mundo perfeito: eu e o meu computador/ televisão/ etc. Nada mais. Berlinde, macaca, árvores, passeios à beira-mar, corridas, jogos de futebol, casas de bonecas e arranhões, tudo virtual. Fantástico!

 

O que transforma um objecto novo numa necessidade (aparentemente) imprescindível? Não encontro uma resposta. Facilitismo de um mundo moderno? Talvez.

 

De facto, o mundo e as pessoas vivem de vícios. As tecnologias tornaram-se no mais recente vício da humanidade. Quando começam a abrir clínicas de desintoxicação?

                               

 

                                                                          Diana Martins Inácio

Crimes online contra crianças

9h00 e a função de despertador do telemóvel está pronta a acordar-me. Ainda sonolento desligo a cantiguita (que eu próprio escolhi) e vejo com os olhos entreabertos as 7 mensagens de texto que recebi durante a noite. Respondo a uma de imediato, as outras podem esperar…

Às 9h25 estou a fechar a porta do microondas (salvador dos pequenos-almoços para energúmenos que como eu não sabem o que fazer diante de um fogão) e a responder a uma das outras mensagens de texto que havia recebido. Recebo uma resposta de imediato e percebo que filtrei inconscientemente informação: não me recordo do conteúdo de nenhuma das outras mensagens lidas. Não há problema… mais tarde repetem o envio.

Seriam talvez 9h50 quando liguei rapidamente o portátil para ver os 14 mails e recarregar o Ipod.

Um banho, saio de casa já com três telefonemas recebidos e dois efectuados. Dirijo-me (durante a quarta chamada recebida) a uma paragem de autocarro e vejo que, abandonado em cima do banco da mesma, está um jornal. Na capa vejo em destaque “Hoje em dia, cada vez mais cedo, as crianças entram em contacto com as novas tecnologias. Se, a princípio, os pais podem achar que é algo inofensivo, mais tarde, poderão ter de repensar a sua atitude”. Penso que é a leitura apropriada para o dia em que escolhi registar a minha interacção com a tecnologia. Guardo o jornal com intenção de o ler mais tarde.

Uns quantos afazeres depois e eu já não sabia quantas mensagens de texto e quantos telefonemas tinha enviado/feito e recebido. Não é importante, mais tarde invento um número que fique bem no texto que estou a pensar escrever.

É noite. A tarefa de registar a minha interacção com a tecnologia revelou-se uma frustração. Não consegui registar tudo o que queria… Ou será que o que queria era não ter a noção de que estou completamente viciado numa série de invenções tecnológicas?

 

Volto ao jornal. Lá dentro o estudo “Predadores online e as suas vítimas: mitos, realidades e implicações para a prevenção e tratamento (2008)” do Centro de Investigação de Crimes Contra as Crianças de New Hampshire promete dar a conhecer “os números do perigo” que passo a citar “vítimas online: 4% recebeu pedidos para tirar fotos sexualmente explícitas de si próprios, 5% fala sobre sexo com desconhecidos, 5% faculta fotos em fato de banho ou roupa interior no MySpace, 25% são rapazes, 26% envia informações pessoais a estranhos, 28% usa a Internet para fazer comentários menos próprios sobre outras pessoas, 43% conversa com estranhos online; abusadores online: 5% faz-se passar por adolescente a fim de conhecer as potenciais vítimas, 5% usa ameaças ou violência, 18% envia fotos em poses sexuais às vítimas, 39% tinha em sua posse pornografia infantil”

Lembrei-me automaticamente de um programa da NBC apresentado por Chris Hansen, “Dateline – How to Cath a Predator”.

Não fui capaz de registar a minha interacção com a tecnologia mas fica um post acerca do perigo que a interacção não supervisionada de uma criança com a tecnologia pode representar.

 

Um excerto de “Dateline – How to Cath a Predator”:

 

 

Ricardo Boléo

Revolução Digital

 

              A tecnologia digital e a sua utilização nos últimos vinte anos, especialmente com o desenvolvimento da internet, está a provocar uma verdadeira revolução no mundo ocidental que afecta todos os parâmetros da nossa vida, desde as relações sociais e humanas, passando pela economia, política, informação, até à arte e cultura. Com a possibilidade de transformar os restantes meios em informação digital, consumível e manipulável através de um computador, este objecto tecnológico tem um papel cada vez mais central no dia-a-dia de cada um de nós, chegando a roubar terreno aos restantes média assim como a expandir a própria realidade. Filmes, imagens, música, televisão, rádio, telefone, revistas e jornais, enciclopédias, literatura… A tecnologia digital veio transformar/desmaterializar tudo isto em números e códigos traduzíveis em bens de consumo e acções, permitindo uma interacção imediata entre partes distantes do globo sem limites espácio-temporais ou materiais.

            A revolução digital está a alterar toda a dinâmica dos meios de difusão e comunicação, no sentido em que, hoje em dia, o acesso a quase qualquer tipo de informação se encontra facilitado e uma pessoa com computador e ligação à internet pode publicar algo na Web (seja trabalhos artísticos, artigos de opinião ou informações pessoais), para ser visto por qualquer outra pessoa, sem filtros, como se vivêssemos numa “aldeia” do tamanho do planeta (ou quase) num intercâmbio de ideias nunca antes experimentado. O “excesso” de informação, no entanto, traz consigo uma maior responsabilidade para o utilizador (emissor e receptor), pois é necessário o desenvolvimento da consciência crítica para que sejamos capazes de procurar e seleccionar o que nos interessa entre toda a informação disponível sem nos deixarmos arrebatar por ela.

 

 

 

Claudia Marques


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