Arquivo de Fevereiro, 2014

Educação Tecnológica

Nos tempos que correm é cada vez mais difícil não estar ligado ao mundo tecnológico. Haverá razões para não estar ligado? Traz-nos tantas vantagens e facilidades! Já não é preciso esperar vários dias para comunicar com um familiar ou amigo distante ou ter de gastar dinheiro para ver um filme, ler um livro ou ouvir música.

Já não existe só um mundo cheio de oportunidades e novas experiências, graças às novas tecnologias, mais precisamente à internet, temos um leque de escolhas, desde o entretenimento até ao mercado de trabalho do qual podemos usufruir a partir do nosso sofá.

Mas à medida que estas facilidades nos são facultadas, parece que perdemos um pouco daquilo que nos torna “animais sociais”.

São cada vez mais os casos de pessoas que deixam de se relacionar com os outros e têm uma certa desconexão com a realidade. Há notícias de pessoas que deixam os seus filhos morrer à fome porque se esquecem de os alimentar (http://www.dn.pt/inicio/globo/interior.aspx?content_id=1511910&seccao=%EF%BF%BDsia) , tudo isto por causa das novas tecnologias de que tanto gostamos.

Sinto que é importante tomar algumas medidas para prevenir que coisas deste gênero aconteçam com tanta frequência.

A cada dia que passa existem mais pessoas de todas as idades a aderir às novas tecnologias e parece-me importante que haja ou seja criada uma educação para  o uso das mesmas.

Vasco Assis

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De que forma os estudantes beneficiam dos “média sociais”?

Muitas críticas têm sido feitas sobre as redes sociais e sobre o efeito que estas têm sobre os estudantes no que toca a processar e reter informação, bem como a forma como estas “redes” podem facilmente tornar-se uma distracção.

No entanto, estas plataformas oferecem muitas oportunidades de aprendizagem e interatividade, e se refletirmos um pouco sobre o assunto, não é muito difícil ver como os alunos beneficiam do seu uso.

 

Mas o que é que eles aprendem exatamente?

 

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Conexões

As redes de média social são concebidas com a finalidade de criar conexões entre os utilizadores. Os estudantes de hoje em dia frequentam o Facebook, o Twitter e até mesmo o Instagram para “conectar e partilhar” com aqueles que os rodeiam. Uma das coisas mais interessantes sobre a média social é que os utilizadores podem interagir e envolver-se com o outro apenas através de uma presença na Web, talvez sem nunca sequer se ter conhecido pessoalmente.

 

Envolvimento na web

Os estudantes usam as média sociais e a web no dia-a-dia para interagir com os seus colegas e até mesmo com os professores sobre assuntos relacionados com as aulas. Num mundo onde o envolvimento online é importante para as empresas, esses mesmos estudantes têm-se tornado especialistas no desenvolvimento de um senso de presença na Internet o que os ajudará eventualmente no futuro.

 

Conhecimento

Os utilizadores destas plataformas sociais partilham informações entre si, dão e recebem informações em velocidades estonteantes. Entre essa informação existem pontos de vista e opiniões, dicas, truques e até mesmo projetos de DIY (“do it yourself”) e, entre os estudantes, informações úteis para as aulas. As suas capacidades de avaliar, analisar, manter e partilhar informações estão a subir rapidamente e muitas vezes eles nem sequer percebem que estão a desenvolver essas mesmas habilidades.

 

 

Enquanto as gerações mais velhas podem não entender completamente ou concordar com a quantidade de atividade dos média sociais por entre a população estudantil de hoje, eles vão beneficiar rapidamente dessa mesma atividade. Enquanto a tecnologia avança, o mesmo acontece com a maneira como o mundo funciona com ela.

 

Francisca Madeira

Deepweb: o lado obscuro da Internet

Em 2004, ano de lançamento da Web 2.0, a empresa O’Rilley Media implementou um novo formato de plataforma online que permitia a edição direta no browser (sem ajuda de um processador de texto), acesso a redes sociais ao longo do mundo, sites de debate, etc. em que a codificação das páginas era subdividida em “camadas”. A primeira camada, a chamada Internet comum é apenas a ponta do iceberg; é basicamente a parte utilizada diariamente, o suposto limite que até a nossa avó acessa. É a parte atingível através do Google e que toda a gente entra normalmente e sem medo (teoricamente).
No entanto, existem diversos layers  inferiores, sites encriptados, onde o acesso é apenas conseguido através de programas específicos, a chamada Deep Web. Existe um bom motivo para esses sites serem criptografados e acessados apenas via proxy (mecanismos que dificultam o rastreio do IP de rede). E qual é esse motivo? Simples: a Deep Web é uma espécie de Cova da Moura da Internet. Aqui estão registados o que de mais perverso o ser humano pode produzir. Pedofilia pesada, tráfico de armas, drogas, órgãos, assassinos de aluguer, seitas macabras, hackers, etc. Este lado da Internet é utilizado por agências governamentais e outros membros de autoridade, que a partir daí seguem e controlam a vida das pessoas e tudo o que a envolve. Escutas telefónicas pra quê? Temos internet.
Existem cada vez mais numerosos casos de fraudes digitais, cyberbullying, invasão de identidades, entre outros, graças à crescente utilização da sociedade na internet. Este uso excessivo (quase dependente por assim dizer) trouxe consigo um descuido e falta de atenção das pessoas enquanto se encontram online. Trocam-se informações e dados pessoais como quem troca cromos de coleção, e isso é o que permite que todos esses crimes virtuais aconteçam e se tornem num fenómeno em ascensão. 
É necessária uma mudança e consciencialização da sociedade quanto ao uso em rede, pois apesar do futuro se entender no progresso cibernético, não é um local completamente seguro, no qual devemos proteger a nossa identidade e sobretudo a nossa integridade pessoal, ao invés de cairmos numa decadência informática em que o mundo que nos rodeia se estende apenas no que o computador tem a oferecer. Como conclusão, posso afirmar que a internet tem o seu lado positivo, pois facilita tarefas do nosso dia-a-dia, mas no entanto necessita de ser abordada com cuidado, pois, não existe lugar seguro, mesmo online.

Luís Fernandes

Os médias e a educação

Como pensar a educação em tempos em que a internet começa a ser afirmada como algo que atinge essencialmente as nossas relações e modifica a própria essência do ser humano? A partir do momento em que as pessoas comprimem suas relações pessoais e legitimam os dispositivos eletrônicos como meios para concretizar estas relações, a própria sala de aula começa a ser pensada de outra forma, pois os próprios alunos já não conseguem manter sua atenção diante do professor, mas sim alguns já preferem manter-se conectados. Também há a afirmação dos chamados virtual learning environment, onde a veiculação de documentos e conteúdos dar-se via plataforma virtual, pondo em questão o próprio uso do livro de capa, de papel. Assim, o material do estudante já é modificado e ganha circulação virtual. O acesso a bibliotecas diminui, pois muitos exemplares são encontrados em sites que armazenam os mesmos.

No dia a dia, já vejo que é muito difícil não acessar a conta de e-mail ou acessar a pagina de rede social, pois nestes espaços a veiculação de informações sobre a faculdade e a disposição de material para o estudo é natural nestes espaços. Tenho dificuldades de gerir estas informações, principalmente no que se refere a rede social facebook, onde as informações de todo tipo, misturam-se e estão lado a lado.

Com esses e outros costumes sendo consolidados a cada dia, o ato de conectar-se e desconectar-se – e este processo, segundo Zygmunt Bauman*, um pensador polonês, mudou essencialmente a forma em que nos relacionamos e constiuimos relações com outras pessoas – está cada vez mais presente em nossa cultura contemporânea. E a própria educação sendo influenciada, os modelos e métodos de ensino vão sendo alterados. Uma experiência que tive em relação a isso, foi uma disciplina que cursei na área de educação, onde estudei um tipo de modelo de ensino que já é usado em escolas. O método é constituído basicamente pela construção de webquests.

A webquest é um processo que segue um desenvolvimento por etapas e caracteriza-se como um modelo de pesquisa e investigação em determinado tema. Assim, o aluno de forma interativa e as vezes lúdica, segue as etapas para investigar determinado tema. Aqui está o link para visualizar a webquest que construí durante a disciplina: https://sites.google.com/site/omisteriobarroco/. A construção da webquest é seguida por uma introdução do tema a ser tratado –  no meu caso, foi o Barroco – depois é seguido por tarefas, um processo, a avaliação, e a conclusão. Também há links para ajuda em caso de dúvidas do aluno.

Portanto, os métodos de aprendizagem estão sendo revisitados e os dispositivos eletrônicos são usados constantemente nos processos educacionais na nossa atual cultura ocidental, o que contrubui para a afirmação de uma sociedade cada vez mais “transportada para o virtual”.

* vídeo com um trecho da fala de Zygmunt Bauman:

 

Allan Moscon Zamperini

A Reconstrução de identidade através do Facebook

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A reconstrução de identidade, (ou pelo menos tentativa de…) através do facebook, é hoje prática recorrente na sociedade contemporânea. Muitas pessoas tentam reconstruir as suas “identidades” através de perfis desta e de outras redes sociais.
Seja através de publicações escritas, de fotografias partilhadas, de vídeos, entre outros exemplos que poderia dar, muitos dos utilizadores desta rede social tentam reconstruir sobretudo a visão que a sociedade tem dos mesmos, sendo que este fenómeno tem a meu ver várias causas.

Uma das principais causas do assunto deve-se muitas vezes, a meu ver, a dificuldades de comunicação fora das redes sociais de que essas mesmas pessoas são “vítimas”, para algumas pessoas é simplesmente mais fácil darem voz às suas ideias e opiniões de uma forma mais impessoal e indireta.

Outra das causas é também o desejo concreto de mudar a forma como são vistos pela sociedade, muitas destas pessoas escondem as suas “frustrações” por detrás de posts virtuais que têm como objetivo remeterem para a ideia que aquele utilizador tem gostos e interesses parecidos com aqueles que representam a maioria da sociedade em que se inserem.

Em suma, a minha visão pessoal deste assunto recai sobretudo para a forma como esta rede social em concreto “suporta”, por um lado uma facilidade acrescida para a expressão de ideias reprimidas por motivos psicológicos, mas também para a expressão daquilo que são os desejos mais inócuos dos utilizadores, sendo assim impossível decifrar a ambiguidade do assunto.

Rafael Marques

Tempos mudam…

A omnipresença dos dispositivos digitais é visível em cada passo que damos e a necessidade de os utilizar é sentida a toda a hora. Aplicados na aquisição de conhecimento a nível de aprendizagem/ensino (nas escolas, universidades e cursos online), na transmissão de ideias e de informação que antes eram de tão difícil acesso e com um papel tão acentuado nas nossas relações pessoais e profissionais, são , sem sombra de dúvida, uma nova parte das nossas vidas que é pouco notada quando , mas que nos faz imensa falta se, por algum motivo, nos falha.

Ao longo dos anos deu-se uma evolução notória a nível dos dispositivos e das redes. Lembro-me de ter o primeiro computador em casa em 1998, uma coisa enorme que, para mim, só servia para fazer desenhos no Paint. Os primeiros telemóveis dos meus pais eram também eles grandes, com necessidade de se puxar uma antena antes de qualquer chamada. Como dizia o anúncio “eu ainda sou do tempo…” em que as SMS’s se pagavam ao caracter! E daí a necessidade incontrolável de “comer” letras.

Muito mudou a todos os níveis e, muito disso, derivado à importância crescente dos média no nosso quotidiano. As crianças agora não pedem jogos mas sim o último telemóvel que foi lançado no mercado porque só assim são “fixes” no pequeno grupo de amigos (crianças cruéis!). Não conseguem sequer imaginar uma televisão a preto e branco e com apenas um ou dois canais. É-lhes impensável acreditar como era dificil uma comunicação sem telemóveis ou e-mail. E começa a notar-se uma grande dificuldade em ter verdadeiras relações offline, quando a maior preocupação num jantar de amigos é tirar uma fotografia ao prato para meter no Instagram e uma selfie com os amigos (o que, já agora, está a levar a mais surtos de propagação de piolhos! – http://www.tvi24.iol.pt/acredite-se-quiser/selfie-tvi24-piolhos-ultimas-noticias/1540500-4088.html ) para por no Facebook

Ana Sofia Gomes

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Tecnologia e Comunicação

A sociedade atual está imensamente viciada em tecnologia. Enquanto em tempos antigos comunicávamos com as pessoas face a face, as crianças brincavam umas com as outras na rua, nos tempos de hoje comunicamos através de telemóveis e internet e as crianças já não brincam na rua e optam por passar os seus dias em frente a um computador ou televisão.

Os tempos mudaram e a cada inovação tecnológica que surge a sociedade torna-se cada vez mais dependente dessas tecnologias, por exemplo, os jovens juntam-se num café para conviver, mas a um certo momento distraem-se com os seus telemóveis e computadores pessoais e deixam de falar uns com os outros emergindo numa situação em que estão juntos no mesmo espaço físico, no entanto quase não comunicam entre si. O mesmo acontece nos transportes públicos que outrora foram espaço de conversa e desabafos. No quotidiano atual a nossa viagem é feita a ouvir música com os nossos fones a enviar as nossas mensagens sem nunca nos apercebermos de quem é a pessoa que se sentou ao nosso lado ou qual é o seu aspeto ou se essa pessoa tem intenção de falar connosco. Com o desenvolvimento da tecnologia as pessoas tornam-se cada vez mais invisíveis umas para as outras.

Penso que da mesma forma que as tecnologias podem favorecer as comunicações à distância,  podem também deteriorar as comunicações face a face.

 

Letícia Ferreira.


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