Arquivo de 5 de Junho, 2010

Computação nas Nuvens – Cloud Computing

Computação nas Nuvens, ou cloud computing, é a utilização da memória e das capacidades de armazenamento de computadores e servidores compratilhados e interligados pela Internet, seguindo o conceito da computaçao em rede!

Podemos aceder a esses servidores a qualqer momento e em qualquer parte do mundo, sem termos que instalar programas no nosso computador!

Num sistema operacional disponível na Internet, pode-se ter acesso a informações, arquivos e programas num sistema único, independente de plataforma. Só precisamos de um computador compactíel com os recursos disponiveis na Internet, tornando assim o computador apenas o meio de ligação à Internet, sendo necessários apenas os dispositivos de entrada – o rato e o teclado – e um dispositivo de saída – o monitor.

Portanto, esta computação em nuvem, permite-nos utilizar softwares sem terem que estar instalados no nosso PC, torna mais facil a partilha de documentos e arquivos, uma vez que estes se encontram todos ligados no mesmo lugar (na nuvem), a maioria dos sistemas de computação em nuvem fornece aplicações gratuitamente, logo deixam de ser dispendiosas!

Como os arquivos são guardados na web e os programas colocados na nuvem computacional – e não nos computadores em si – são gratuitos e acessíveis em qualquer lugar. O único se não é a segurança, considerando que os dados ficam “online” o tempo todo.

[http://www.youtube.com/watch?v=4sGiNsy1mrQ&feature=related]

[http://www.youtube.com/watch?v=XdBd14rjcs0&feature=related]

Benedita Pereira

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Smart sustentável

Já circula em algumas estradas europeias e, brevemente, em solo português o mais recente lançamento da SMART, o novo Smart ForTwo eléctrico.

Este Smart é produzido na fábrica da marca em Hambach, França, esta versão é totalmente eléctrica e conta com uma bateria de iões de lítio, fornecidas pela Tesla Motors. Para já, os primeiro 1000 carros produzidos serão entregues a clientes especiais da marca e, apenas em 2012 será feita uma produção em massa para o público em geral.

O Fortwo ED (Electric Drive) vai estar equipado com uma unidade propulsora de 30kw (um motor eléctrico de 41 cavalos de potência), capaz de proporcionar uma aceleração dos 0 aos 50 km/h em 6,5 segundos. O custo aproximado de carregamento total desta unidade eléctrica rondará os 2 Euros, um valor consideravelmente inferior ao de um motor de combustão com uma performance semelhante. O seu consumo será equivalente a 0,78 litros/100 km. O conjunto de baterias de iões de lítio que fazem funcionar o carro fica alojado sob o piso, entre os dois eixos, no local onde normalmente fica o depósito de combustível de um Smart. Deste modo, esta unidade eléctrica combina economia com agilidade e compatibilidade ambiental de forma única neste segmento. Estas baterias podem ser recarregadas numa convencional tomada de 220 Volt( três horas serão suficientes para uma autonomia de 40 km, enquanto 8 horas de recarga durante a noite farão a autonomia total, estimada em 115 km,com a possibilidade de reduzir para 30 minutos se recorrer a uma estação de alta tensão). Este tipo de baterias apresentam vantagens decisivas em relação a outros modelos de bateria, como, por exemplo, elevada performance, períodos de carregamento mais curtos, maior tempo de vida útil e grande fiabilidade

A smart quis combinar a sustentabilidade com tecnologias inovadoras para a mobilidade urbana individual, totalmente isenta de emissões poluentes, que está cada vez mais a preocupar a população. Porém, existem já imensas marcas a pensar em comercializar carros em versões eléctricas de forma a contribuiram para a sustentabilidade e diminuição da pegada ecológica.

Quanto a preços, sabe-se apenas que no mercado britânico, graças aos benefícios fiscais para veículos eléctricos, será proposto por um preço em torno dos 16.340 euros.

Ana Rita Freitas

O fenómeno do Ipad

Depois do lançamento do Iphone e da versão Ipod Touch, a a mais recente aposta da Apple já chegou aos mercados. À venda no estrangeiro desde o mês passado, o IPAD tem vindo a gerar um autêntico fenómeno de massas entre todos os fanáticos desta marca. Contudo, as vendas têm ficado aquém das expectativas (no dia de estreia as vendas foram de 300 mil, contra os 400 mil esperados por Steve Jobs), tendo já surgido críticas que afirmam que as características do Iphone são superiores à deste novo engenho tecnológico.

 Definido como um “tablet pc”, o IPAD, permite várias funcionalidades que vão desde a navegação na web, até à visualização de vídeos ou leitura de livros (através do sistema já conhecido dos iBooks, facilmente descarregáveis a partir da internet). Para além destas aplicações as 100 mil aplicações que já estão disponíveis online para o iPhone e o iPod Touch podem ser descarregadas para o iPad, exactamente da mesma forma.

Entre as características técnicas destacam-se o  ecrã de 9,7 polegadas, o peso de cerca de 680 gramas e os 1,3 centímetros de espessura.

O Ipad é mais um dos fenómenos de massas gerados pela onda tecnológica que se tem vindo a propagar desde os últimos anos. A Apple já se assumiu no mercado da tecnologia e está na moda. Portanto, independentemente das funcionalidades e da viabilidade do IPAD, à partida, depois de todo o ambiente criado á volta deste novo produto, da publicidade e destaque que lhe foi conferido nos meios de comunicação social, este já é um sucesso mundial.

Em Portugal, todos os amantes da Apple em geral, e do Ipad em particular, terão ainda de esperar, visto que ainda não existe uma data de lançamento definida.

Sara Queirós

O “Scream”, mais caro do Mundo

Constam no Guiness World Record recordes das mais variadas coisas. Este video está no topo do Guiness como sendo o mais caro do mundo produzido até hoje. “Scream” de Michael Jackson teve um custo de 7 milhões de dólares, este single começou a tocar nas rádios em Maio de 1995 e era um dueto de Michael e sua irmã Janet Jackson, também ela cantora.

“Scream” original

Este single é considerado primeiramente como uma canção agressiva direccionada para os media e para os tablóides que lançaram as notícias sobre as acusações de abuso sexual a crianças feitas contra  Michael Jackson, digamos que é uma resposta de Jackson aos media depois das acusações.

Neste videoclip, co-escrito, composto e produzido por Jimmy Jam e Terry Lewis porém foi Jackson que tocou maior parte dos instrumentos. São incorporados diferentes géneros músicais, tais como pop, electrorock, new jack swing, dance-pop e funk.  A sua gravação foi, inicialmente, feita no Hit Factory (estúdio de gravação, em Nova Iorque, muito conhecido pelos seus clientes famosos, foi fechado a 1 de Abril de 2005.) e no Flyte Tyme Studios (estúdio  em Edina, Minnesota) em Dezembro de 1994.

Apesar do elevado custo do vídeo e de ter sido extremamente criticado este foi nomeado para um Grammy e um American Music Award e não deixou de ganhar numerosos MTV Video Music Awards e, ainda, um Grammy. É o vídeo mais criticado de Michael Jackson mas também o mais requisito por outros artistas, imagens deste videoclip foram usados em diversos outros videos (“No Scrubs” por TLC, “Shawty Get Loose”, de Lil Mama, “Stay the Night” por IMx e Walkin ‘on the Moon por The-Dream).

“Scream” tem 4:46minutos, teve como coreógrafos Travis Payne, Lavelle Smith Jr., Tina Landon, Sean e Cheeseman;  como director Mark Romanek e produzido por Tom Foden. Foi  Romanek que criou o “conceito” do vídeo, Jakcson descreve esta realização como um esforço colaborativo. O videoclip mostra Michael e Janet Jackson numa nave espacial que se vai afastando da Terra e, à medida que isto vai acontecendo, vão mudando de ambiente onde se podem divertir e relaxar. As 13 peças constituintes do video tiveram de ser gravadas em, apena, 1 mês. O vídeo tem influências de animação sci-fi japonesa, e na edição das imagens, por vezes, intensificadas nas rotinas de dança, passam vários clipes da série de série animada (Zillion) nas telas de fundo.

Apesar deste ser o videoclip mais caro da história da música, com todos os prémios que ganhou, remix’s feitos com esta música e o número de vezes que esteve no top (antes e depois da morte de Michael Jackson) podemos dizer que, os 7 milhões de dólares compensaram ser gastos.

“Scream” Dance Remix 2009 (Produced by Floyd Crystal)

Ana Rita Freitas

A remediação do Project Natal

A ideia não é propriamente nova – faz quase cinco anos que a Sony lançou o seu Eye Toy, para a Playstation, e a Nintendo já possui várias versões do Wii Remote. Contudo, o que a Microsoft se propõe fazer com o seu Project Natal é mais do que aperfeiçoar a técnica ou gerar uma mescla das tecnologias, é o gerar de uma novo processo que preconiza uma nova interacção com os videojogos.

O sistema não é muito complexo, ligado a uma consola XBOX, o hardware do Project Natal recorre a duas câmaras: uma RGB, que reconhece o rosto, e uma de infravermelhos, que reconhece o movimento e profundidade. Esta câmara de infravermelhos funciona combinada com um emissor IR, que inunda a divisão com um espectro de luz invísivel. O sensor do Project Natal divide o corpo humano em 48 pontos para poder distinguir movimentos e profundidade.

Este sistema de remediação dos videojogos permite uma nova dimensão, em que, pela inexistência da necessidade de comandos físicos, o meio torna-se quase transparente. Imediacia que se acentua ainda na simbiose do indivíduo com o meio.

Porém, persistem ainda elementos de hipermediacia, que não se centram apenas na novidade que o meio introduz nas convenções sociais, mas também se alastram a elementos supérfluos que os jogos exigem, assim como à necessidade de interacção com o meio.

É, todavia, uma boa perspectiva da evolução dos meios de videojogos.

João Miranda

Ainda sobre a reprodutibilidade técnica digital

Fugindo um pouco à questão da aura na reprodutibilidade técnica de uma obra digital, importa também perceber como se dá essa reprodutibilidade e que garantias assistem o processo. Isto é, até que ponto é garantida a fiabilidade da obra original na sua cópia.

Não é novidade, que a constante reprodução exponencial, em que a fonte de cópia é a última cópia e não o original, de um CD, um MD ou mesmo um ficheiro digital degrada a qualidade. Como fotocópias, que vão degradando a imagem.

O Youtube não é excepção e de cada vez que submetemos um vídeo os servidores do site codificam-no para gerar mais compressão e remover pormenores de imagem e som. Isto para que seja facilitada a transmissão na internet. Se repetirmos o processo várias vezes, recorrendo à cópia final, os detalhes vão-se perdendo cada vez mais.

Canzona (nome com que se identifica no site de partilha de vídeos) decidiu homenagear Alvin Lucier, compositor e músico experimental norte-americano, e a sua obra “I Am Sitting In A Room”,  desafiando o Youtube e a lógica da reprodutibilidade. Basicamente, a essência do seu trabalho consistiu em submeter o vídeo, onde narra o texto de Lucier, (e as subsequentes cópias) mil vezes no servidor do Youtube.

Assim a primeira submissão do vídeo, que recorre ao sistema de codificação básico do Youtube, o H.264, resulta neste exemplo:

Depois de 56 recompressões, a qualidade dos detalhes do vídeo começam a desvanecer-se, bem como o som, que perde nitidez:

474 recompressões depois a imagem é quase imperceptível e o som está completamente desvanecido:

O resultado final, as mil recompressões, mais se assemelha a um quadro de Monet, do que a um vídeo, contudo, não deixa de estar implicíta a base da imagem e do som original:

O trabalho de Canzona demonstra-nos como a reprodutibilidade técnica digital ainda está longe da perfeição e que falta ainda um longo caminho a percorrer.

João Miranda

Walter Benjamin na era da reprodutibilidade digital

Se, segundo Walter Benjamin, os museus podem ser representados como os guardiões da aura de um obra de arte, sem dúvida que, na mesma lógica,o computador e, subsequentemente, a internet representam o soltar dessas amarras, o desvanecer dessa aura. Isto é, o desenvolvimento dos novos meios, que permitem a rápida comunicação, interacção e troca informações, age por si mesmo como um motor de reprodução de obras de arte e de propagação dessas mesmas obras. Em causa fica a aura da obra – a autoridade que a obra encerra pelo seu elemento de originalidade e pela sua capacidade de se inserir no momento e lugar que ocupa.

Obviamente, que a reprodutibilidade da obra acarreta em si uma série de validades, que Walter Benjamin, até pela sua formação académica e política, não deixa de transparecer e cuja principal virtude se encontra na possibilidade da democratização do acesso às obras. Ante a impossibilidade de aceso a toda a população, a reprodutibilidade da obra assume esse carácter, mesmo que através de cópias.

A questão pode-se colocar agora relativamente a obras digitais, cujo elemento material é nulo. Não podemos encontrar num videoclip gravado inteiramente em formatos digitais dirigidos para a internet, aquele elemento de ‘hic et nun’, que Benjamin enunciava para obras físicas e materiais, até porque ele não existe.

Podemos então definir duas possibilidades.

A primeira esbarra-se com a simplicidade de assumir que uma obra por pertencer a um domínio material diferente, que não se enquadra nas premissas definidas por Benjamin nunca será capaz de assumir uma aura. Ou seja, descartamos a existência de uma aura em qualquer obra digital.

A segunda, bem mais complexa, passa por assumir que a obra, por ser construída num espaço próprio e dirigida para um espaço próprio (o digital, como a internet), confere a esse mesmo espaço o seu ‘hic et nun’.É nessa extensão indefinida que reside a sua aura. Bem, como qualquer alteração que se lhe encete ou qualquer nova contribuição para essa obra nada vai retirar à aura que encerra.

Tomemos dois exemplos: a “Encyclopédie”, de Diderot e d’Alembert, e a Wikipedia. O primeiro exemplo refere-se à primeira grande construção colectiva de uma obra enciclopédica. Susceptível às alterações que os vários colaboradores foram encetando, a obra nunca deixou escapar a sua aura que soube guardar na compilação dos manuscritos originais. Um pouco semelhante, a Wikipedia depende também de múltiplas colaborações, que se centram apenas naquele domínio, mas que, contudo, não deixam de causar modificações diárias à obra central.

Assim, não residirá a aura da Wikipedia no seu domínio, tal como reside a da “Encyclopédie” nos seus manuscritos finais? Ou deveremos falar de uma aura que se renova constantemente?

João Miranda


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