Arquivo de 5 de Junho, 2010

Computação nas Nuvens – Cloud Computing

Computação nas Nuvens, ou cloud computing, é a utilização da memória e das capacidades de armazenamento de computadores e servidores compratilhados e interligados pela Internet, seguindo o conceito da computaçao em rede!

Podemos aceder a esses servidores a qualqer momento e em qualquer parte do mundo, sem termos que instalar programas no nosso computador!

Num sistema operacional disponível na Internet, pode-se ter acesso a informações, arquivos e programas num sistema único, independente de plataforma. Só precisamos de um computador compactíel com os recursos disponiveis na Internet, tornando assim o computador apenas o meio de ligação à Internet, sendo necessários apenas os dispositivos de entrada – o rato e o teclado – e um dispositivo de saída – o monitor.

Portanto, esta computação em nuvem, permite-nos utilizar softwares sem terem que estar instalados no nosso PC, torna mais facil a partilha de documentos e arquivos, uma vez que estes se encontram todos ligados no mesmo lugar (na nuvem), a maioria dos sistemas de computação em nuvem fornece aplicações gratuitamente, logo deixam de ser dispendiosas!

Como os arquivos são guardados na web e os programas colocados na nuvem computacional – e não nos computadores em si – são gratuitos e acessíveis em qualquer lugar. O único se não é a segurança, considerando que os dados ficam “online” o tempo todo.

[http://www.youtube.com/watch?v=4sGiNsy1mrQ&feature=related]

[http://www.youtube.com/watch?v=XdBd14rjcs0&feature=related]

Benedita Pereira

Smart sustentável

Já circula em algumas estradas europeias e, brevemente, em solo português o mais recente lançamento da SMART, o novo Smart ForTwo eléctrico.

Este Smart é produzido na fábrica da marca em Hambach, França, esta versão é totalmente eléctrica e conta com uma bateria de iões de lítio, fornecidas pela Tesla Motors. Para já, os primeiro 1000 carros produzidos serão entregues a clientes especiais da marca e, apenas em 2012 será feita uma produção em massa para o público em geral.

O Fortwo ED (Electric Drive) vai estar equipado com uma unidade propulsora de 30kw (um motor eléctrico de 41 cavalos de potência), capaz de proporcionar uma aceleração dos 0 aos 50 km/h em 6,5 segundos. O custo aproximado de carregamento total desta unidade eléctrica rondará os 2 Euros, um valor consideravelmente inferior ao de um motor de combustão com uma performance semelhante. O seu consumo será equivalente a 0,78 litros/100 km. O conjunto de baterias de iões de lítio que fazem funcionar o carro fica alojado sob o piso, entre os dois eixos, no local onde normalmente fica o depósito de combustível de um Smart. Deste modo, esta unidade eléctrica combina economia com agilidade e compatibilidade ambiental de forma única neste segmento. Estas baterias podem ser recarregadas numa convencional tomada de 220 Volt( três horas serão suficientes para uma autonomia de 40 km, enquanto 8 horas de recarga durante a noite farão a autonomia total, estimada em 115 km,com a possibilidade de reduzir para 30 minutos se recorrer a uma estação de alta tensão). Este tipo de baterias apresentam vantagens decisivas em relação a outros modelos de bateria, como, por exemplo, elevada performance, períodos de carregamento mais curtos, maior tempo de vida útil e grande fiabilidade

A smart quis combinar a sustentabilidade com tecnologias inovadoras para a mobilidade urbana individual, totalmente isenta de emissões poluentes, que está cada vez mais a preocupar a população. Porém, existem já imensas marcas a pensar em comercializar carros em versões eléctricas de forma a contribuiram para a sustentabilidade e diminuição da pegada ecológica.

Quanto a preços, sabe-se apenas que no mercado britânico, graças aos benefícios fiscais para veículos eléctricos, será proposto por um preço em torno dos 16.340 euros.

Ana Rita Freitas

O fenómeno do Ipad

Depois do lançamento do Iphone e da versão Ipod Touch, a a mais recente aposta da Apple já chegou aos mercados. À venda no estrangeiro desde o mês passado, o IPAD tem vindo a gerar um autêntico fenómeno de massas entre todos os fanáticos desta marca. Contudo, as vendas têm ficado aquém das expectativas (no dia de estreia as vendas foram de 300 mil, contra os 400 mil esperados por Steve Jobs), tendo já surgido críticas que afirmam que as características do Iphone são superiores à deste novo engenho tecnológico.

 Definido como um “tablet pc”, o IPAD, permite várias funcionalidades que vão desde a navegação na web, até à visualização de vídeos ou leitura de livros (através do sistema já conhecido dos iBooks, facilmente descarregáveis a partir da internet). Para além destas aplicações as 100 mil aplicações que já estão disponíveis online para o iPhone e o iPod Touch podem ser descarregadas para o iPad, exactamente da mesma forma.

Entre as características técnicas destacam-se o  ecrã de 9,7 polegadas, o peso de cerca de 680 gramas e os 1,3 centímetros de espessura.

O Ipad é mais um dos fenómenos de massas gerados pela onda tecnológica que se tem vindo a propagar desde os últimos anos. A Apple já se assumiu no mercado da tecnologia e está na moda. Portanto, independentemente das funcionalidades e da viabilidade do IPAD, à partida, depois de todo o ambiente criado á volta deste novo produto, da publicidade e destaque que lhe foi conferido nos meios de comunicação social, este já é um sucesso mundial.

Em Portugal, todos os amantes da Apple em geral, e do Ipad em particular, terão ainda de esperar, visto que ainda não existe uma data de lançamento definida.

Sara Queirós

O “Scream”, mais caro do Mundo

Constam no Guiness World Record recordes das mais variadas coisas. Este video está no topo do Guiness como sendo o mais caro do mundo produzido até hoje. “Scream” de Michael Jackson teve um custo de 7 milhões de dólares, este single começou a tocar nas rádios em Maio de 1995 e era um dueto de Michael e sua irmã Janet Jackson, também ela cantora.

“Scream” original

Este single é considerado primeiramente como uma canção agressiva direccionada para os media e para os tablóides que lançaram as notícias sobre as acusações de abuso sexual a crianças feitas contra  Michael Jackson, digamos que é uma resposta de Jackson aos media depois das acusações.

Neste videoclip, co-escrito, composto e produzido por Jimmy Jam e Terry Lewis porém foi Jackson que tocou maior parte dos instrumentos. São incorporados diferentes géneros músicais, tais como pop, electrorock, new jack swing, dance-pop e funk.  A sua gravação foi, inicialmente, feita no Hit Factory (estúdio de gravação, em Nova Iorque, muito conhecido pelos seus clientes famosos, foi fechado a 1 de Abril de 2005.) e no Flyte Tyme Studios (estúdio  em Edina, Minnesota) em Dezembro de 1994.

Apesar do elevado custo do vídeo e de ter sido extremamente criticado este foi nomeado para um Grammy e um American Music Award e não deixou de ganhar numerosos MTV Video Music Awards e, ainda, um Grammy. É o vídeo mais criticado de Michael Jackson mas também o mais requisito por outros artistas, imagens deste videoclip foram usados em diversos outros videos (“No Scrubs” por TLC, “Shawty Get Loose”, de Lil Mama, “Stay the Night” por IMx e Walkin ‘on the Moon por The-Dream).

“Scream” tem 4:46minutos, teve como coreógrafos Travis Payne, Lavelle Smith Jr., Tina Landon, Sean e Cheeseman;  como director Mark Romanek e produzido por Tom Foden. Foi  Romanek que criou o “conceito” do vídeo, Jakcson descreve esta realização como um esforço colaborativo. O videoclip mostra Michael e Janet Jackson numa nave espacial que se vai afastando da Terra e, à medida que isto vai acontecendo, vão mudando de ambiente onde se podem divertir e relaxar. As 13 peças constituintes do video tiveram de ser gravadas em, apena, 1 mês. O vídeo tem influências de animação sci-fi japonesa, e na edição das imagens, por vezes, intensificadas nas rotinas de dança, passam vários clipes da série de série animada (Zillion) nas telas de fundo.

Apesar deste ser o videoclip mais caro da história da música, com todos os prémios que ganhou, remix’s feitos com esta música e o número de vezes que esteve no top (antes e depois da morte de Michael Jackson) podemos dizer que, os 7 milhões de dólares compensaram ser gastos.

“Scream” Dance Remix 2009 (Produced by Floyd Crystal)

Ana Rita Freitas

A remediação do Project Natal

A ideia não é propriamente nova – faz quase cinco anos que a Sony lançou o seu Eye Toy, para a Playstation, e a Nintendo já possui várias versões do Wii Remote. Contudo, o que a Microsoft se propõe fazer com o seu Project Natal é mais do que aperfeiçoar a técnica ou gerar uma mescla das tecnologias, é o gerar de uma novo processo que preconiza uma nova interacção com os videojogos.

O sistema não é muito complexo, ligado a uma consola XBOX, o hardware do Project Natal recorre a duas câmaras: uma RGB, que reconhece o rosto, e uma de infravermelhos, que reconhece o movimento e profundidade. Esta câmara de infravermelhos funciona combinada com um emissor IR, que inunda a divisão com um espectro de luz invísivel. O sensor do Project Natal divide o corpo humano em 48 pontos para poder distinguir movimentos e profundidade.

Este sistema de remediação dos videojogos permite uma nova dimensão, em que, pela inexistência da necessidade de comandos físicos, o meio torna-se quase transparente. Imediacia que se acentua ainda na simbiose do indivíduo com o meio.

Porém, persistem ainda elementos de hipermediacia, que não se centram apenas na novidade que o meio introduz nas convenções sociais, mas também se alastram a elementos supérfluos que os jogos exigem, assim como à necessidade de interacção com o meio.

É, todavia, uma boa perspectiva da evolução dos meios de videojogos.

João Miranda

Ainda sobre a reprodutibilidade técnica digital

Fugindo um pouco à questão da aura na reprodutibilidade técnica de uma obra digital, importa também perceber como se dá essa reprodutibilidade e que garantias assistem o processo. Isto é, até que ponto é garantida a fiabilidade da obra original na sua cópia.

Não é novidade, que a constante reprodução exponencial, em que a fonte de cópia é a última cópia e não o original, de um CD, um MD ou mesmo um ficheiro digital degrada a qualidade. Como fotocópias, que vão degradando a imagem.

O Youtube não é excepção e de cada vez que submetemos um vídeo os servidores do site codificam-no para gerar mais compressão e remover pormenores de imagem e som. Isto para que seja facilitada a transmissão na internet. Se repetirmos o processo várias vezes, recorrendo à cópia final, os detalhes vão-se perdendo cada vez mais.

Canzona (nome com que se identifica no site de partilha de vídeos) decidiu homenagear Alvin Lucier, compositor e músico experimental norte-americano, e a sua obra “I Am Sitting In A Room”,  desafiando o Youtube e a lógica da reprodutibilidade. Basicamente, a essência do seu trabalho consistiu em submeter o vídeo, onde narra o texto de Lucier, (e as subsequentes cópias) mil vezes no servidor do Youtube.

Assim a primeira submissão do vídeo, que recorre ao sistema de codificação básico do Youtube, o H.264, resulta neste exemplo:

Depois de 56 recompressões, a qualidade dos detalhes do vídeo começam a desvanecer-se, bem como o som, que perde nitidez:

474 recompressões depois a imagem é quase imperceptível e o som está completamente desvanecido:

O resultado final, as mil recompressões, mais se assemelha a um quadro de Monet, do que a um vídeo, contudo, não deixa de estar implicíta a base da imagem e do som original:

O trabalho de Canzona demonstra-nos como a reprodutibilidade técnica digital ainda está longe da perfeição e que falta ainda um longo caminho a percorrer.

João Miranda

Walter Benjamin na era da reprodutibilidade digital

Se, segundo Walter Benjamin, os museus podem ser representados como os guardiões da aura de um obra de arte, sem dúvida que, na mesma lógica,o computador e, subsequentemente, a internet representam o soltar dessas amarras, o desvanecer dessa aura. Isto é, o desenvolvimento dos novos meios, que permitem a rápida comunicação, interacção e troca informações, age por si mesmo como um motor de reprodução de obras de arte e de propagação dessas mesmas obras. Em causa fica a aura da obra – a autoridade que a obra encerra pelo seu elemento de originalidade e pela sua capacidade de se inserir no momento e lugar que ocupa.

Obviamente, que a reprodutibilidade da obra acarreta em si uma série de validades, que Walter Benjamin, até pela sua formação académica e política, não deixa de transparecer e cuja principal virtude se encontra na possibilidade da democratização do acesso às obras. Ante a impossibilidade de aceso a toda a população, a reprodutibilidade da obra assume esse carácter, mesmo que através de cópias.

A questão pode-se colocar agora relativamente a obras digitais, cujo elemento material é nulo. Não podemos encontrar num videoclip gravado inteiramente em formatos digitais dirigidos para a internet, aquele elemento de ‘hic et nun’, que Benjamin enunciava para obras físicas e materiais, até porque ele não existe.

Podemos então definir duas possibilidades.

A primeira esbarra-se com a simplicidade de assumir que uma obra por pertencer a um domínio material diferente, que não se enquadra nas premissas definidas por Benjamin nunca será capaz de assumir uma aura. Ou seja, descartamos a existência de uma aura em qualquer obra digital.

A segunda, bem mais complexa, passa por assumir que a obra, por ser construída num espaço próprio e dirigida para um espaço próprio (o digital, como a internet), confere a esse mesmo espaço o seu ‘hic et nun’.É nessa extensão indefinida que reside a sua aura. Bem, como qualquer alteração que se lhe encete ou qualquer nova contribuição para essa obra nada vai retirar à aura que encerra.

Tomemos dois exemplos: a “Encyclopédie”, de Diderot e d’Alembert, e a Wikipedia. O primeiro exemplo refere-se à primeira grande construção colectiva de uma obra enciclopédica. Susceptível às alterações que os vários colaboradores foram encetando, a obra nunca deixou escapar a sua aura que soube guardar na compilação dos manuscritos originais. Um pouco semelhante, a Wikipedia depende também de múltiplas colaborações, que se centram apenas naquele domínio, mas que, contudo, não deixam de causar modificações diárias à obra central.

Assim, não residirá a aura da Wikipedia no seu domínio, tal como reside a da “Encyclopédie” nos seus manuscritos finais? Ou deveremos falar de uma aura que se renova constantemente?

João Miranda

A Holografia de Dennis Gabor

Hoje, 5 de Junho de 2010, comemora-se o 110º aniversário duma grande figura da História. O engenheiro electricista e inventor húngaro-britânico, Dennis Gabor, ficou conhecido pela invenção e aperfeiçoamento da holografia, em 1948, recebendo por isso o Prémio Nobel de Física em 1971.

Como sabemos Holografia “é uma forma de se registar ou apresentar uma imagem em três dimensões. Foi executada pela primeira vez nos anos 60, após a invenção do laser. É utilizada pela Física como uma sofisticada técnica para análise de materiais ou armazenamento de dados. Os hologramas possuem uma característica única: cada parte deles possui a informação do todo. Assim, um pequeno pedaço de um holograma terá informações de toda a imagem do mesmo holograma completo. Ela poderá ser vista na íntegra, mas a partir de um ângulo estreito. A comparação pode ser feita com uma janela: se a cobrirmos, deixando um pequeno buraco na cobertura, permitiremos a um espectador continuar a observar a paisagem do outro lado, de um ângulo muito restrito. Mas ele ainda verá toda a paisagem pelo buraco. O termo holografia também é conhecido por holograma, que quer dizer “registo inteiro” ou “registo integral.”

Obra de arte holográfica apresentada no MIT (Massachusetts Institute of Technology)

Dennis Gabor embora fosse um profissional ligado à engenharia eléctrica escreveu sua tese de doutoramento sobre a tecnologia CRT (Cathode Ray Tube) e trabalhou com as lâmpadas de plasma. Gabor escreveu, ainda, três livros muito importantes: Inventing the Future (1963), Innovations (1970) e The Mature Society (1972).

O método holográfico utilizado por este engenheiro é bastante interessante: o método “usa lentes e não raios para captar a imagem. Divide-se o laser em dois feixes: o primeiro é reflectido pelo objecto antes de atingir o filme fotográfico; o outro, incide directamente sobre o filme. No percurso, os dois feixes cruzam-se e as ondas de luz interferem umas nas outras. Onde as cristas das ondas se encontram, forma-se luz mais intensa; onde uma crista de um feixe encontra o intervalo de onda de outro, forma-se uma região escura. Esta sobreposição é possível porque o laser se propaga através de onda paralelas e igualmente espaçadas. O resultado é uma imagem tridimensional que reproduz o objecto fielmente mas só é vista quando se ilumina este filme com o laser. Para que esta imagem seja vista com a luz branca normal é preciso aplicar novamente o laser.”

Pode-se, pois, considerar a holografia como uma “reconstrução luminosa do objecto” em três dimensões. Os hologramas podem ser reproduzidos em película fotográfica, películas plásticas especiais ou em poliéster metalizado (hologramas impressos).

De seguida deixo-vos dois vídeos. O primeiro representa uma animação que descreve uma gravação de um filme holográfico em câmara lenta e o posterior processo de projecção da holografia, e o segundo vídeo mostra como a holografia está bem presente no filme “Guerra nas Estrelas”:

Mónica Lima

A publicidade e a evolução dos novos média

A premissa é simples e foi mais que discutida ao longo de todas as aulas: a importância da publicidade no desenvolvimento e evolução dos novos média. Foi assim, com o surgimento do fonógrafo de Edison,com a propagação da rádio e com a democratização da televisão.

Hoje, a internet, bem como os novos média que a englobam, representam novas oportunidades para os anunciantes, que, supomos, estão ainda longe da sua concretização material (ou virtual). O sucesso do caminho trilhado até hoje (“Receitas de publicidade na Internet crescem em 2011”; “60% das pequenas empresas usam internet para propaganda”) deixa adivinhar já novas tendências e novos procedimentos, que pretendem reinventar a conduta actual.

A Google e o Facebook deram já os primeiros passos para o que podemos definir como uma nova tendência social, uma nova dimensão de relações, em que os valores, como os entendemos hoje, são redefinidos. Nova tendência social em que a privacidade é posta em causa em prol de novos valores morais e onde a publicidade se transforma e se personaliza a cada cidadão, um pouco como naquele pequeno trecho do filme “Minority Report”.

A esta distância, resta-nos apenas questionar se estamos ou não preparados para esta nova sociedade e, bem mais importante, se a aceitaremos.

Até lá, deixo este pequeno vídeo, que pretende fazer uma pequena resenha da história da publicidade, não deixando, contudo, de ser também publicidade em si.


João Miranda

Poema de Fernando Pessoa: “Hoje que a tarde é calma e o céu tranquilo”

Nós estamos sempre conscientes,estamos sempre a pensar, o sujeito tem a percepção do objecto e percebe-se a si mesmo, nós vemos e não nos limitamos ao que estamos a ver temos consciência do que estamos a ver, o “Eu” é justamente aquele ponto em que o sujeito se vê a ver.
No poema de Fernando Pessoa o sujeito olha-se a si mesmo,tem de existir a memoria que é o registo de momentos anteriores que permite saber que somos a mesma pessoa do dia anterior,de uma forma simples poderíamos dizer que memória é a aquisição, o armazenamento e a evocação de informações. A aquisição é também denominada de aprendizado. A evocação é também chamada recordação, lembrança, recuperação.A identidade também está presa á memória e a experiência mostra-nos que o sujeito é instável.O processo de mudança é continuo fisicamente e psiquicamente,pois, o individuo nunca é igual a si próprio esta sempre num modo de desintificação.O sujeito é um lugar de felicidade mas muitas vezes está num lugar de conflito e de desilusões constantes.

O sujeito continua o mais importante?

Após ter sido leccionado o tema da individualização do sujeito, não consegui deixar de perguntar se o sujeito continuaria importante no mundo dos Novos Média, ou se não passava de mais um caractere na sua formação.

Então, na natural visualização de televisão deparo-me com um anúncio que parece ser capaz de responder à minha dúvida.

É um anúncio da Zon, relativo à televisão LCD 3D e à recente “loucura” do mundial.

Sim, é um anúncio de televisão e portanto os Novos Média estão presentes, refere a televisão 3D e a própria construção do anúncio remete para a tecnologia, mas o constituinte mais importante (pelo menos para mim), é que o anúncio é feito com pessoas, que com a roupa de diferentes cores e com coreografia criam diferentes imagens, sendo estas as mensagens do anúncio.

A tecnologia e os Novos Média continuam lá, mas penso que sem a intervenção humana, o anúncio não tinha tanta “magia”.

Este anúncio representa, então, esta ideia, mesmo com toda a tecnologia presente, a pessoa continua a ser a personagem principal, o sujeito continua com a sua individualização, mesmo acompanhando a evolução dos Novos Média.

O LCD humano é o mote da campanha de apoio à Selecção no Mundial 2010 na África do Sul. A coreografia humana conta com 1300 pessoas e está inspirada nos símbolos e nas imagens associadas ao futebol.

(A palavra chave aqui é o ‘humano!)

Deixo aqui também outro vídeo, que segue a ideia do primeiro, realmente, o humano é capaz de coisas fantásticas!

Marta Pinto Ângelo

Big Thinkers – entrevista com Sherry Turkle

Sherry Turkle é professora de “Social Studies of Science and Technology” no Instituto de Tecnologia do Massachusetts e psicóloga clínica. Focou a sua investigação na psicoanálise e cultura e na psicologia das relações das pessoas com a tecnologia, especialmente tecnologia de computadores e dependência dos computadores. É também a directora e fundadora de uma nova iniciativa no instituto: “MIT Initiative on Technology and Self” cujo objectivo é reflectir sobre a crescente relação que temos com as tecnologias, abordando todos os apectos destas, e como altera a forma como nos vemos enquanto pessoas.

Estes três vídeos reproduzem uma entrevista com Sherry Turkle sobre a sua investigação, em que esta fala sobre as tecnologias, a sua influência em nós e nas nossas vidas ( como altera a relação entre as pessoas). A questão “não é o que a tecnologia faz por nós mas o que nos faz a nós próprios”, como é que a tecnologia muda a forma como pensamos?

O computador como meio de alteração das relações entre as pessoas, novas formas de vida social: blogs, redes sociais, “messaging”, jogos virtuais online, permite novas formas de nos exprimirmos, de exprimirmos o que somos. Permite-nos até ter uma vida “online” que pode ser diferente da que temos realmente (como ser diferentes pessoas).

Na terceira parte Sherry Turkle começa por falar da influência das tecnologias nas crianças. Fala das relações que as crianças começam a ter desde cedo com a tecnologia através dos “brinquedos”. Os bonecos podem ter agora características robóticas. Afirma que ainda ninguém lhes ensinou como é que se devem sentir em relação a uma máquina.

Concluindo, Sherry Turkle afirma que o importante é que estas tecnologias ganham um papel activo e dinâmico na forma como construímos nosso sentido de identidade e o nosso sentido de identidade própria.

Marta Torres

“Concepções do sujeito”

Descartes, o inventor do sujeito moderno e do sujeito cartesiano, é a partir dele que o homem passa a ser fundamento último de toda a realidade, de todo o saber. Para o pensamento cartesiano, o lugar da verdade do sujeito está na consciência, isto é, o predicado está incluído no sujeito. O sujeito cartesiano é o sujeito da ciência. Para a psicanálise, o sujeito é sujeito do desejo. Para Descartes ser pensante equivale a ser consciente. Há uma identidade entre cogito e consciência.O sujeito é automatizado, conhece-se a si próprio, tem uma dimensão material, procura localizar o pensamento.Na identidade social, os indivíduos organizam-se por classes e as classes reproduzem o seu poder na sociedade, o individuo é determinado sobre as relações sociais.Segundo a teoria de Darwin, as espécies procedem umas das outras por evolução em virtude da selecção natural sobrevivem os indivíduos e as espécies melhor adaptados, mostra que a selecção natural tende a modificar as características dos indivíduos ao longo das gerações, podendo gerar o aparecimento de novas espécies,durante o processo de reprodução, a replicação dos genes sofre alterações denominadas mutações genéticas a evolução é então impulsionada pelo fenómeno da selecção natural. Freud compara a mente com um iceberg,o que está à vista é o consciente, que faz com que nos apercebamos do nos rodeia descobre que existe uma dimensão que designa através do inconsciente,modifica e amplia esse conceito de inconsciente, acrescentando-lhe outros componentes e, especialmente, fazendo a diferença entre consciente pessoal e colectivo. Este é formado por “arquétipos”, as características arcaicas resultantes da experiência dos nossos antepassados.A concepção do sujeito é quando o sujeito não é completo,autónomo,ele é determinado constringido pelas forças que não controla,são as forças do inconsciente ou seja a dimensão intima não emerge a consciência.Uma das formas que o “Eu” substitui é através da linguagem,a própria língua é uma das primeiras técnicas, na psicanálise de Lacan desenvolve o “Eu” como instância de desconhecimento,de ilusão,reafirma, a divisão do sujeito, pois o inconsciente seria autónomo com relação ao “Eu”.A nossa identidade é sempre desenvolvida através do nosso meio, este processo é alterado com o tempo, há a consciência da distância, o processo é exactamente fluído.

Demasiado dependentes das novas tecnologias?

Quando é que nos tornamos demasiado dependentes das novas tecnologias? Qual é o limite entre o que é normal e o que é demais?

Quando na aula o professor perguntou quem conseguia passar sem telemóvel as respostas variaram do “consigo passar sem o telemóvel porque…” ao simples “não consigo”. Claro que ambas as partes têm os seus motivos. Eu por exemplo respondi que não passava sem ele porque dependo do telemóvel para não só falar com família e amigos mas para também o usar como despertador e ver as horas. E sei que não sou a única.

Parece um pouco rídiculo estar dependente de um objecto aparentemente insignificante mas a verdade é que os jovens hoje em dia já crescem dependentes das novas tecnologias. E tal como, hipoteticamente, não conseguimos passar sem telemóvel, também estamos dependentes da internet e do mundo online.

Tem vindo assim a surgir um novo tipo de dependência, chegando mesmo a ser equivalente ao tabagismo, ao alcool e às drogas.

Deixando de lado as outras tecnologias como o telemóvel e a televisão, vou focar a minha atenção da dependência da internet. Em inglês “Internet addiction disorder (IAD), a dependência da internet é então designada como o uso excessivo do computador, interferindo com a vida do dia-a-dia.  Actividades online que se fossem feitas em pessoa, normalmente causariam problemas, como jogar ou fazer compras compulsivamente, são por vezes denominadas “net compulsions”. Outras como ler ou jogar jogos de computador, causam problemas apenas com a extensão de que estas interferem com a vida normal. Esta dependência pode ser subdividida de acordo com a actividade praticada, como por exemplo uso excessivo ou inapropriado de pornografia, jogos, redes sociais, blogs, email, ou compras online. Em oposição é dito que comportamentos compulsivos poderão não ser viciantes.

Há ainda debate sobre se a dependência da internet é mesmo uma dependência ou apenas um vício. De acordo com Maressa Orzack, directora do  “Computer Addiction Study Center” no Hospital McLean da Universidade de Harvard, entre 5% a 10% dos utilizadores da Web sofrem de algum tipo de dependência da Web.

David Greenfield, Ph. D. do “Center for Internet Behaviour”, acredita que alguns serviços disponíveis na Internet têm propriedades psicológicas que induzem dissociação, distorção do tempo, e gratificação instantânea, com cerca de 6% dos indivíduos a experienciar algum impacto significante nas suas vidas. No entanto, diz que não deve ser visto como um vício mas sim como uma compulsão. Acrescenta ainda que sexo, jogos e compras online pode produzir um efeito de alteração de humor.

As pessoas viciadas na Internet sofrem de problemas emocionais como depressão e problemas relacionados com ansiedade e frequentemente usam o mundo de fantasia da Internet para escapar psicologicamente de sentimentos desagradáveis ou situações de stress.

O psiquiatra Dr. Goldberg reconhece que “Internet addiction disorder” não é um vício verdadeiro, e que poderá ser não mais que um sintoma de outras doenças existentes.

Para muitos indivíduos, o uso em demasia ou inapropriado da Internet é uma manifestação da sua depressão, ansiedade, distúrbios de controlo de impulsos, ou jogos (de apostas) patológicos.

É possível que uma pessoa tenha uma relação patológica com um aspecto específico da Internet, como apostar em leilões online, ver pornografia, jogos online ou jogos (de azar) online, mas isso não torna o próprio meio da Internet viciante. 

Os chamados viciados na Internet não sofrem os mesmos danos à saúde e às relações com outras pessoas que são comuns a outros vícios.

O predomínio deste vício pode ser atribuído ao facto de se ter tornado cada vez mais difícil distinguir entre o mundo online e o mundo offline. A Internet tem um grande potencial para afectar as emoções das pessoas e alterar os nossos níveis de auto-percepção e ansiedade.

Devo confessar que antes de começar a pesquisa sobre este assunto estava um pouco de pé atrás em considerar o vício na Internet como uma coisa tão grave quanto me está a parecer neste momento. Apesar de não estar oficialmente classificada como uma doença, a grande dependência da Internet é de facto um problema sério existindo já processos de “reabilitação”.

Temos então que avaliar mais uma vez o papel das novas tecnologias na nossa vida. E não deixar que uma pequena “dependência” se torne num vício fora de controlo.

Temos que nos perguntar uma vez mais… qual o limite entre o que é aceitável e o que já se torna doença?

 

Por fim, e de forma menos séria, fica aqui um link para testar o nosso grau de dependência da Internet: http://www.netaddiction.com/index.php?option=com_bfquiz&view=onepage&catid=46&Itemid=106

 

Marta Torres

“Are you ready for the FUTURE?”

Foi desde a invenção da imprensa que os média começaram a evoluir: O rádio, a fotografia, a indústria cinematográfica, a televisão, a Internet. Ao longo dos tempos, cada meio remediou o seu antecessor e assim vai continuar a ser. Mas pondo de parte os aspectos dos média em si, como está a sociedade a evoluir?

A sociedade tem vindo a cada vez mais ficar dependente de todos os instrumentos electrónicos, já que sem eles, nesta altura do campeonato, não conseguimos fazer as mais importantes tarefas como trabalhar, fazer ensaios para a faculdade, até mesmo procurar matérias necessárias para estudarmos para um exame ou mesmo fazermos a nossa candidatura para a Universidade. As novas tecnologias passaram a ser, para a maior parte da população mundial, objectos importantíssimos no seu dia-a-dia. Nos dias de hoje, em Portugal, estima-se que cada português terá em média 2,5 telemóveis, o que perfaz um maior número de telemóveis do que habitantes!

Com todas estas mudanças no pensamento da sociedade e o seu consequente apego às novas tecnologias, não podemos deixar de pensar: “Como será o futuro?” Normalmente as pessoas assustam-se ao pensar que, no futuro,  todos nós seremos super-computadores, ou viver em casas muito acima do chão e a andar com carros que flutuam no ar como num desenho animado da nossa infância. Pior será pensar naquilo que pensadores disseram no Passado. Tudo isto em análise a esta demonstração de como nós nos estamos a relacionar com as novas tecnologias, um vídeo algo assustador mas também estonteante.

Patricia Martins.

O dia-a-dia de um estudante do século XXI.

São oito da manhã e o despertador do meu telemóvel toca, como aviso que as aulas começam dentro de uma hora. Levanto-me em sobressalto e dirijo-me para o guarda-roupa, onde perco mais de 10 minutos da minha vida. Ao sair de casa, coloco os phones nos ouvidos e escolho a música que quero ouvir no meu iPod, para servir de companhia até à faculdade. Entro no autocarro, valido o meu passe e sento-me, com a música nos ouvidos.

Chegada à faculdade, sento-me com os meus colegas de turma enquanto falamos de todos os trabalhos que temos que fazer. Ao entrar na sala, deparamos-nos  com projectores, DVD’s, televisões e computadores. Os média estão constantemente presentes nas nossas aulas. Escrever no quadro já não se usa, e creio que já não sei qual é a sensação de ter um pedacinho de giz na mão. O professor sugeriu-nos um livro que na realidade custa cerca de 60€, mas graças à Internet, há um sítio onde posso fazer o download do mesmo de graça! Quadros interactivos, salas equipadas com computadores, aulas dadas através de vídeo-conferência, entre outros que tais começam a ser frequentes em várias escolas e faculdades de todo o Mundo.

No mesmo dia, ao chegar a casa, ligo o meu portátil. Estou constantemente ligada à Internet, até o meu telemóvel o possibilita. Faço o login no meu Facebook. Tenho 43 notificações desde que desliguei o computador na noite anterior. Respondo aos comentários, ignoro outros, aceito pedidos de amizade e escrevo no meu estado: “Hoje em dia já não vivemos sem ser em rede…”, vou deixar todos os meus contactos reflectirem sobre isto.

Deito-me ainda com o computador ao meu lado, enquanto falo com algumas pessoas que não vejo à bastante tempo ou com aquelas que vejo todos os dias. Desligo o computador, ponho o telemóvel a carregar, altero o despertador para as 10 da manhã, amanhã começo mais tarde. Mesmo a dormir sei que estou ligada a uma rede social que nunca pára. Até amanhã.

Patricia Martins

Bolter e Grusin em “A Scanner Darkly”

O filme “A Scanner Darkly”, lançado em 2006, foi realizado por Richard Linklater e é rodado tendo por base a técnica da rotoscopia. Keanu Reeves, Robert Downey Jr., Woody Harrelson e Winona Ryder estão na base do elenco deste filme cujo argumento se inspira na novela homónima de Philip K. Dick.

É então numa Califórnia do futuro que a acção se desenrola. Entre um cenário onde em cada dez americanos, dois foram contratados pelo governo para espiar os outros 8, a “substância D” circula nas ruas da cidade.

Keanu Reeves é um dos agentes governamentais que tem como missão espiar os seus amigos, recorrendo a um fato especial, que camufla a sua verdadeira identidade.

História do Rotoscópio

Inventado em 1914, o rotoscópio foi criado por Max Fleischer (um importante pioneiro nos desenhos animados) e usado pela primeira vez na serie Out of the Inkwell, da sua autoria, em 1919.

Como funciona?

Tendo como base as cenas reais de um filme, o rotoscópio permite que se desenhe, frame a frame, os traços das cenas desse mesmo filme, transformando-as em animação.

Os frames do filme são projectados para um painel de vidro fosco e posteriormente redesenhados por um animador.

“Betty Boop” ou o “Super-Homem” da década de 30 são alguns dos exemplos em que a rotoscopia está muito presente.

Mais tarde, em 1937, a Disney adoptou a técnica e cria “A Branca de Neve e os Sete Anões”, com base nessa técnica e em 50, surge a “Cinderela”.

Para além do campo cinematográfico, a rotoscopia foi tamném adoptada no universo dos videoclips. O tema “Take me On”, de 1985, dos A-ha é disso exemplo.

Esta técnica, criada no início do século passado, já chegou também aos videojogos e aos programas de televisão.

Rotoshop

Criado por Bob Sabiston, recorre a uma técnica denominada “rotoscopia interpolada” para animação de imagens. A técnica foi primeiro utilizada no filme “Waking Life” de Richard Linklater(2001).

Foi posteriormente utilizada no videoclip da música “Destiny”, dos Zero 7, realizado por Tommy Pallotta.

Basicamente, a técnica consiste na utilização de um programa que gera intervalos entre os frames do vídeo. Nesses intervalos são introduzidos frames desenhados, que são automaticamente e instantaneamente gerados pelo programa. A composição dos frames filmados com os frames gerados virtualmente, cria uma perspectiva de imagem desenhada.

Rotoshop em “A Scanner Darkly”

“A Scanner Darkly” foi originalmente captado com uma máquina digital Panasonic AG-DVX100 ligada ao programa Rotoshop. Todo o processo de edição durou 15 meses e foi realizado sobretudo no QuickTime. Como curiosidade, importa saber que a equipa de animação e produção era composta por 30 elementos, e que as características e pormenores técnicos conduziram a que o filme ultrapassa-se o período de edição e o orçamento previstos.

A Teoria de Bolter e Grusin em “ASD”

Remediação

“ASD” apresenta claros traços de remediação, como a substituição do Rotoscópio comum por uma nova técnica digital, uma nova forma de captação da imagem real, introduz uma nova forma de produção de animação ou “desenhos animados” e insere, inclusive, novas técnicas na geração de efeitos especiais.

Hipermediacia

Com um grau superior relativamente à imediacia, fica explícita na técnica de animação utilizada. Destaca-se sobretudo em certas cenas do filme, como quando a personagem de Keanu Reeves veste o fato especial.

O facto de a técnica ainda não estar suficientemente desenvolvida faz com que alguns erros de pormenor estejam mais evidentes, como algum desfasamento nos movimentos das personagens. Na própria produção do filme, a hipermediacia, fica evidente nos vários meios a que tem que recorrer.

Imediacia

“ASD” representa, ainda assim, uma maior transparência do meio relativamente aos desenhos animados convencionais, pela aproximação às convenções do real. Devido à novidade que a técnica representa, o grau de transparência do meio é quase nulo.

Tensão entre imediacia e hipermediacia

A aproximação às convenções de real, presentes na imagem de “ASD”, e, ao mesmo tempo, o afastamento presente no facto de ser uma imagem animada gera uma tensão entre imediacia e hipermediacia, tensão essa que chega a ser propositada. Esse conflito deixa-se envolver com a própria história do filme, que apresenta cenários transcendentes à realidade, como o sonho, a percepção através de drogas, ou a loucura. Isto é, o conflito entre o real e a animação auxiliam na percepção do conflito entre o imaginário e o real da diegese.

João Miranda e Sara Oliveira


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